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João Távora


Terça-feira, 17.10.17

A do Capoulas

A maior reforma da floresta desde D. Dinis está quase completa.

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por João Távora às 09:19

Segunda-feira, 16.10.17

Estamos zangados

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Por ironia do destino a horrível mortandade causada pelos fogos que assolaram ontem no País (32 pessoas até à hora em que escrevo) aconteceu poucos dias após a divulgação do relatório independente sobre Pedrogão Grande que divulga como então se instalou o caos na Protecção Civil, como o sistema não funcionou como seria de esperar, fruto de uma incompetência generalizada. Os dados disponíveis indicam que desde então não aprenderam nada tendo a barafunda se repetido ontem. O Secretário de Estado da Administração Interna teve até o desplante de assumir em declarações à SIC que o Estado não tinha condições para proteger as pessoas, que tinham elas próprias a se “autoproteger” porque "não podemos ficar à espera dos bombeiros e dos aviões". Hoje da parte Ministra Constança Urbano de Sousa ficamos a saber que não se responsabiliza por nada do ocorrido, e que o mais fácil era ir gozar as férias que não teve. 

Perante todo este desastre e o ruidoso silêncio dos comunistas e do Bloco de Esquerda, não seria esta a hora de a oposição propor uma Moção de Censura? De que é que estão à espera?

 

Foto: Paulo Novais - LUSA

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por João Távora às 16:42

Segunda-feira, 09.10.17

Uma telefonia portuguesa com certeza

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O meu brinquedo novo: uma magnífica telefonia RCA Victor modelo Emissora Nacional (ou rádio Salazar) de 1935 a funcionar. Um aparelho económico só com ondas médias (não captava rádios estrangeiras), para uso popular (através de subscrição para pagamento em prestações) para propaganda do regime. Ostenta o logótipo da EN com o verso de Camões: "Cantando espalharei por toda a parte". 

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por João Távora às 10:00

Segunda-feira, 02.10.17

Inquietação

O resultado histórico obtido pelo CDS em Lisboa – que tem bem mais actores que a surpreendente Assunção Cristas - a vitória de Rui Moreira e a perda de influência autárquica do jurássico PCP, não disfarçam a má notícia que é a derrota global da direita no país, vencida pela falsa sensação de prosperidade que a conjuntura económica internacional favorece num ambiente historicamente inédito de paz social que a domesticação das esquerdas radicais proporcionou. A verdade é que os grandes desafios de Portugal continuam adiados, e a direita condenada a renovar-se com novos protagonistas e bandeiras, e a preparar um discurso ambicioso, agregador e diferenciado capaz de agitar as consciências alheadas. Ou seja, temos razões para estar muito apreensivos. 

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por João Távora às 10:11

Terça-feira, 26.09.17

Lançamento do livro “Porque sou Monárquico” do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles

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Para mim foi uma honra especial trabalhar com o Vasco Rosa para dar à estampa este livro “Porque sou Monárquico”, uma antologia de textos políticos até agora dispersos do Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que será a primeira publicação da chancela “Razões Reais” com que a Real Associação de Lisboa pretende fazer divulgação da doutrina e do pensamento monárquico. O lançamento deste livro será uma homenagem ao prestigiado homem de pensamento e doutrinador monárquico e decorrerá no próximo dia 4 de Outubro pelas 18,30 no Centro Nacional de Cultura e contará com as intervenções do Doutor Guilherme d’Oliveira Martins e do Arquitecto Fernando Santos Pessoa seu biógrafo e colaborador. O llivro está à venda aqui.

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por João Távora às 16:02

Sábado, 23.09.17

Catalunha

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Ao contrário da maior parte dos comentários que leio por aí, não entendo que o governo de Madrid perante a situação da Catalunha tenha uma saída airosa. Todas as opções possíveis são de perda, e a da negociação política para uma revisão constitucional que autorize um referendo à secessão irá abrir uma caixa de pandora que inevitavelmente a prazo comprometerá  a unidade da Espanha. Curioso é verificar como a esquerda simpatiza sempre com o nacionalismo quando este for disruptivo quanto ao status quo (revolucionário). Aliás o nacionalismo moderno (não orgânico) tem as suas raízes na revolução francesa e como sabemos é território dos mais assustadores fanatismos. Não podemos estar tranquilos.

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por João Távora às 14:42

Domingo, 17.09.17

Obrigado, João

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Foi com enorme consternação que ontem dia 17 de Setembro soubemos da morte do João Mattos e Silva, que cedo de mais, sucumbiu na última batalha que lhe cabia enfrentar, desta vez contra um feroz e implacável adversário. 

O João Mattos e Silva foi dirigente da Juventude Monárquica, foi o primeiro presidente da Causa Real e mais recentemente presidente da Real Associação de Lisboa – quando me convidou a integrar a direcção e nestas andanças dei os primeiros passos. Recordarei sempre o João, para lá do amigo e companheiro, como o mais persistente dos militantes monárquicos, sempre na primeira fila dos duros desafios que a nossa Causa sempre enfrentou, independentemente do cargo que ocupava, com uma generosidade imensa. Um homem de grande frontalidade, por vezes irascível e de uma inabalável lealdade, toda a vida assumiu uma absoluta dedicação à Família Real Portuguesa. O nosso João Mattos e Silva deixa-nos um legado incontornável na história da resistência monárquica, pautado pelo seu pragmatismo político e dedicação incondicional. Estará hoje na Igreja de São João de Deus acompanhado não só pelos seus familiares e amigos queridos, mas pela bandeira que incansavelmente durante toda a sua vida ousou levantar, fruto da enorme coragem e amor à sua maior Causa: Portugal.

 Obrigado por tudo o que nos deixaste, João, ganhaste a tua luta. Até sempre.

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por João Távora às 16:28

Sexta-feira, 15.09.17

Setembro

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Em Setembro vinha o tempo de férias que sobrava e se arrastava, desenganado e indolente com o sol a baixar e as sombras a crescer, dia após dia, até chegarem as primeiras nuvens e a brisa fresca, como um prenúncio do Outono, o início das aulas, o fim da festa. Eram dias em que fazíamos da rua extensão da casa asfixiante de enfado, a jogar à bola com os outros miúdos desocupados e impacientes, perante a inquietação das mães que espreitavam à janela ansiando pelo novo ano escolar. Aquele tempo era um tempo de gloriosa imprudência em que criançada, sem medos, em pequenos bandos corria pelas ruas de Campo d’Ourique, que lhes conhecia todos os segredos, do recanto que faz de baliza para jogar à bola, aos quintais escondidos entre os prédios, os figos doces que sobejavam nos ramos mais altos da figueira – que valiam tanto ou mais que o gelado que os nossos filhos, numa pausa dum jogo de consola, vão buscar comodamente ao congelador. Aquelas tardes do mês de Setembro lembram-me a minha magnífica bicicleta verde-garrafa, altaneira em cima dos seus pneus 26’ que me obrigavam a esticar todo para chegar aos pedais. Era tempo passeatas pachorrentas ou de corridas contra-relógio entre a malta do bairro a bater recordes ali na Praça Afonso do Paço, onde o rectângulo inclinado convidava a uma pedalada desafiante na subida e estonteante na descida. 

O mês de Setembro também valia umas últimas fugidas à praia, com o areal meio abandonado, de águas tépidas e melancólicas num prenúncio da insurreição das marés vivas que nos iriam devolver de volta a casa, aos longos dias de espera pelo início das aulas que tardava. O tédio é um privilégio que as novas gerações não conhecem, entre o estímulo constante dos videojogos e os canais temáticos com aventuras e animação sem cessar – obrigava-nos a inventar, a ousar e às vezes a desatinar.
O fim de Setembro era o tempo das primeiras incursões à escola ou ao liceu, em busca dos horários e das turmas, cuja publicação tardava – tempos houve depois do 25 de Abril em que as férias se arrastaram até ao final de Outubro. Vinham as primeiras chuvas, as listas do material escolar e a ansiada visita à papelaria: lembro-me do gozo que me davam o cheiro do estojo novo, os cadernos imaculados, quem sabe uma mochila para estrear. Eram dias de um estranho júbilo que disfarçavam a melancolia do fim do Verão, a noite que cavalgava pela tarde dentro, as árvores que se despiam das folhas secas a estalar debaixo dos meus pés no caminho para a escola, nos primeiros dias de um novo recomeço, de rever outros amigos. Verdadeiramente o ano terminava gasto e envelhecido, em Setembro.

 

Dedicado ao meu filhote José Maria que por estes dias começa o segundo ciclo numa escola e vida nova.

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por João Távora às 15:59

Quinta-feira, 14.09.17

A educação do Povo

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“Fonte oficial do executivo” disse ao Diário de Notícias que o “Governo vai fazer aprovar uma lei que proíbe jogos e espectáculos desportivos em dias de eleições”, uma solução à boa maneira de Kim Jong-un para educar o Povo. Agora a culpa da abstenção é do futebol? Então o Povo depois de um dia obrigatório de reflexão, não tem tempo para votar por causa de duas horas de bola? Ou o problema é das redacções dos jornais que ficam sobrecarregadas e os painéis de comentadores da TV confusos e dispersos com tanto acontecimento em simultâneo?

Não é fazendo das eleições um acto religioso que o regime se faz levar a sério e seduz a comunidade para o voto, a receita é outra, mais trabalhosa e de resultados mais lentos: fazer as pessoas sentirem-se verdadeiramente representadas pelos órgãos de soberania. E já agora, diz quem sabe que uma boa limpeza aos cadernos eleitorais também daria bons resultados na redução da abstenção.

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por João Távora às 10:39

Terça-feira, 12.09.17

Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

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Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.

Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

 

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 11:20

Domingo, 10.09.17

Chegadas e partidas

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 José Rentes de Carvalho discorre aqui sobre o fascínio dos aeroportos, das estações de comboios e das urgências dos hospitais. Os três são cenários de espera, de chegadas e partidas. O aeroporto exala uns laivos de euforia e mundanidade que não tem paralelo na plataforma da estação dos comboios, melancólica e proletária. De resto é nas urgências de um hospital, que a pobreza e o precário sobressaem na paisagem humana, e o olhar dos outros nos espelha despidos de máscaras e artifícios... mas com a inocência perdida.

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por João Távora às 18:50

Domingo, 03.09.17

Estranha democracia a nossa

O nosso sistema republicano faz com que o Chefe de Estado emerja da liderança de uma facção política - parece que é o que o pagode gosta, mas tal nunca foi comprovado. Nenhum dos nossos presidentes ou ex-presidentes o pretenderam disfarçar, muito menos após os seus mandatos, quando voltaram para o seio dos seus partidários sem se isentarem de intervenção sectária – Mário Soares foi disso o exemplo mais despudorado. Por isso Faz-me confusão as virgens ofendidas e a crítica cerrada à intervenção de Cavaco Silva na universidade de Verão do PSD pelos comentadores das TVs, unanimes, sem qualquer contraditório, diga-se.

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por João Távora às 15:53

Segunda-feira, 28.08.17

Liberdade de género

Na reportagem "O paradoxo da Igualdade" que aqui partilhei há dias, faz-se referência a um estudo que demonstra que nos países mais desenvolvidos e livres - como é o caso da Noruega, as mulheres assumem mais profissões e actividades tradicionalmente femininas (jardins de infância, hospitais lá, assistência social, etc.) do que em países como o Paquistão ou a Índia em que elas são condicionadas pela necessidade de sobrevivência. Afinal o Igualitarismo sucumbe perante a Liberdade de Escolha que confirma os estereótipos. Acontece que o género é essencialmente uma condição biológica, mais do que cultural - facto que não nos retira a responsabilidade de continuar a luta pelo que falta para uma plena igualdade de direitos entre homens e mulheres.

O que este episódio dos blocos de actividades da Porto Editora nos esfrega na cara é uma história velha que se repete e em que os actores são os mesmos: radicais que querem impor uma "igualdade" à conta da nossa liberdade. 

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por João Távora às 18:12

Sexta-feira, 25.08.17

Os Homens são de Marte, as Mulheres de Vénus

 

Nestes tempos de delirante aceleração e trapalhada é urgente reclamar aos poetas uma homenagem à feminilidade, à menina, à mulher sensível e poderosa. 
Que não se envergonhe jamais a mulher de ser romântica, de ser feminina, de gostar de flores, da magia sedutora da maternidade - que é um poder absoluto, enfim, de ser profundamente diferente do homem. Também eu desejo uma sociedade em que a feminilidade tenha cada vez mais preponderância, em que as mulheres marquem cada vez mais a sua presença. Uma sociedade que assim se tornará certamente mais justa e harmoniosa. Nestes tempos em que a mulher se prepara para alcançar uma inevitável preponderância, era importante que ela não desistisse de o ser.
Isso sim, seria uma catástrofe, o fim do mundo.

(este texto também é uma homenagem à minha mulher)

 
 

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por João Távora às 17:14

Quarta-feira, 23.08.17

Mais desventuras do Ventura

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Não sei se é do conhecimento dos leitores, mas anda agora na moda um tipo de programas de TV de debate sobre futebol em que os representantes de cada um dos “grandes”, alguns figuras públicas que deviam ter alguma vergonha na cara, analisam as jogadas polémicas da jornada, não através dum exame objectivo, mas sem qualquer laivo de razoabilidade e usando uma berraria insana, pretendendo impingir uma perspectiva fictícia que favoreça as cores do seu clube, nem que para isso tenham que mentir descaradamente. Patéticos, parecem crianças a discutir o tamanho do carro do pai. Curiosamente é esta a origem do André Ventura, personagem que ontem à noite na TVI 24 ouvi a reclamar a re-instauração da pena de morte e da prisão perpétua em Portugal. Como se em Portugal fosse o faroeste, antro da criminalidade mais hedionda e impune; e como se os países em que a pena de morte é contemplada na lei fossem exemplares oásis de paz. O que mais me custa engolir é que este discurso de ódio de André Ventura, que ignora a realidade pacífica em que vivemos, que se suporta de exemplos limite, de chocantes e hediondos crimes em paragens indeterminadas e impossíveis de verificação mas que servem bem para acicatar os sentimentos mais básicos de revolta e alarmismo, tem aceitação em muita gente… O crime compensa: está visto que Ventura atrai audiências e por isso as imbecilidades por si proferidas são notícia todos os dias.

Pela minha parte, aprendi com o meu Pai a orgulhar-me de pertencer a um dos primeiros países a abolir a pena de morte, um marco civilizacional que eu julgava perfeitamente adquirido. Nada é adquirido, e sabemos bem como o ódio medrou e venceu, na Revolução Francesa, na Alemanha Nazi ou nas tiranias comunistas. É estranho perceber que haja quem, sem pudor, apenas tendo em vista uns minutos de fama (e umas eleições autárquicas), assuma um discurso tão reaccionário. E choca-me perceber que entre muitos dos meus correligionários haja hesitação em condená-lo.

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por João Távora às 17:34




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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