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João Távora


Domingo, 10.12.17

O histórico legado

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"Sempre meus avós vos anunciaram o nascimento de seus filhos {…} Sejam quis forem os tempos, de longe ou de perto, vós sois para mimo mesmo que fostes para os meus antepassados: o povo querido e glorioso que melhor serviu a Deus e à sua terra e mais amou os seus reis. Por isso vos anuncio como eles anunciavam, o nascimento de meu filho, oferecendo a sua vida ao bem Portugal com o mesmo fervor com que há muito consagrei a minha {…} Dou-vos nesta hora de interrogações e ansiedadesque oprimem, a certeza de que não findará no meu lar a consciência das responsabilidades que me prendem a Portugal e à felicidade de todos os portugueses.”

 

Excerto da mensagem do Senhor Dom Duarte Nuno, do exílio em Berna aos portugueses por ocasião do nascimento do seu filho primogénito o Senhor Dom Duarte Pio, a 15 de Maio de 1945. In “Nas teias de Salazar – Dom Duarte Nuno de Bragança (1907 – 1976) Entre a Esperança e a Desilusão, de Paulo Drumond Braga – 2017 Editora Objectiva.

 

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 19:36

Sábado, 09.12.17

A luta pela liberdade

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Não deixando de ser um assunto de suprema importância, a temática da gestão da contabilidade do país, mais décima, menos décima de déficit, mais décima ou menos décima de crescimento, não pode monopolizar da discussão política nacional. O pudor, se não vergonha, assumida nos tempos mais recentes pelos partidos da direita no que refere a uma perspectiva ideológica distintiva sobre as reformas preconizadas para um resgate do País do atoleiro em que vivemos imersos, vem empobrecendo o debate político, tornando-o árido e desmobilizador. É assim que se vai tomando como natural a prevalência da mensagem das esquerdas radicais, que aproveitam o vazio do contraditório ideológico para fazer vingar a ideia da fatalidade dos portugueses viverem submissos a um Estado omnipresente que com o seu centralismo sufoca a sociedade civil nas suas mais diversas formas de afirmação.

Sob este ponto de vista, parece-me fundamental que os partidos da direita (nomeadamente o meu CDS) assumam um discurso que saiba honrar as suas tradições liberais e conservadoras, promovendo as suas próprias reversões, recuperando causas que foram sequestradas pelo despotismo do unanimismo progressista imperante, atrevendo-se mesmo nas questões de costumes, mesmo que se afigurem de difícil afirmação. A redução do Estado a funções subsidiárias, a liberdade de ensino, a soberania e a identidade nacional, a família natural e o valor absoluto da vida, a valorização do território, a “descentralização” administrativa e ideológica na convocação da sociedade civil, são Causas que parecem utópicas mas que são bandeiras alternativas ao estaticismo imperante, na prática e no discurso. Estou convencido que a coerência aos princípios próprios, mesmo que contra o discurso politicamente correcto promovido pelos media institucionais, ganha pontos, se não imediatos, a prazo.

-------X--------

Passei ontem o dia entre amigos numa comunidade católica do conselho de Almada, o Vale d’ Acór, que, liderada pelo Pe. Pedro Quintela, há mais de 20 anos instituiu um projecto de tratamento e recuperação (repito, re-cu-pe-ra-ção) de toxicodependentes com base numa terapêutica fundada em Itália, o “Projecto Homem”. Por lá passaram ao longo do tempo, com mais ou menos sucesso, centenas de rapazes e raparigas com problemas graves de adição, muitos deles que após um duro processo terapêutico e de reinserção são hoje pessoas válidas na sociedade, protagonistas anónimos das suas próprias vidas. Triste foi constatar que, passados estes anos, esse projecto terapêutico se encontra ameaçado pelos programas de drogas de substituição e pela resistência do serviço nacional de saúde indicar este tipo de profilaxias aos utentes que nele pretendem ingressar, porventura mais dispendiosas e de resultados estatísticos mais atractivos. Ouvi um testemunho de um rapaz em sucessivas entrevistas no CAT foi insistentemente desaconselhado a integrar aquele programa no qual tinha intenção de aderir por já o conhecer numa experiência anterior. É triste constatar como alguns daqueles rapazes e raparigas que em tempos violentamente se confrontaram com o fim da linha, e que a contragosto ingressaram e estoicamente lutaram contra os seus fantasmas e fraquezas no duro programa terapêutico que lhes prometia a recuperação da dignidade duma pessoa livre, se fosse hoje, seriam convidados pelo Estado para um indigno perpetuar de uma vida humilhante de dependência e infantilização, que são os programas da metadona.

O que é que este parágrafo tem a ver com o assunto abordado nos anteriores? Tudo: a luta pela liberdade tem de ser a nossa maior Causa.

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por João Távora às 18:57

Sábado, 02.12.17

Hymno da Carta

Aqui partilho a minha última aquisição: o Hino da Carta composto por Dom Pedro IV, que foi o hino nacional até à revolução da república, gravado num cilindro de cera e reproduzido no meu Edison Home Phonograph de 1900.

 

Publlicado originalmente aqui

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por João Távora às 18:56

Sexta-feira, 24.11.17

Um justo tributo, no local certo

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Apesar de ser muito crítico com a classe sempre gostei de jornalismo, e (talvez por isso) aprendi a seguir e gostar de alguns jornalistas. Hoje, com a brutalidade a que não nos conseguimos habituar, fomos surpreendidos com a morte de Pedro Rolo Duarte, cedo de mais como sempre acontece com aqueles que admiramos. Jornalista e cronista que desde os tempos do Independente acompanhava, tenho para mim que o Pedro Rolo Duarte pugnava por um raro zelo na isenção. Além das afinidades musicais, aproximou-nos (virtualmente) o papel preponderante que teve nos anos mais recentes no acompanhamento dos blogs e dos blogers, movimento de que a determinada altura foi especialista e especial patrocinador. Que Deus o tenha na sua infinita Graça.

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por João Távora às 20:33

Sábado, 18.11.17

Uma questão de decência

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Não entendo a Chefia de Estado Real como constituindo um privilégio, antes pelo contrário. Onde existem dinastias historicamente legitimadas, e não sendo o cargo executivo, não vejo qualquer imoralidade no facto dos reis não serem sufragados pelo voto - vê-se bem por essa Europa afora a sua importância e o sucesso do modelo que persiste e se adapta nos países mais desenvolvidos. Mas é evidente que para a consumação em Portugal deste desígnio, a instauração da monarquia, a democracia tem que imperar organicamente na sociedade, através de uma participação activa das múltiplas comunidades na rés-publica. Esse é o problema: não acho que no meu País a democracia, a sociedade portuguesa e as suas instituições, no actual quadro constitucional, sejam suficientemente representativas e participadas (evoluídas) para acomodar uma Chefia de Estado hereditária. Seria um presente envenenado, um convite à insurreição. Mas isso não me demove um milímetro de me dedicar de corpo e alma à Causa Real para apoio à Casa Real Portuguesa para que ela perdure depois de mim, antes pelo contrário. Por uma questão de decência e... amor à Pátria que é legado dos meus avós.

 

Fotografia: Nuno Albuquerque Gaspar 

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por João Távora às 22:48

Quinta-feira, 16.11.17

As greves das fidalguias republicanas estão de volta

(...) Esta greve dos professores teve o mérito de nos recordar como é diferente a “bolha” em que vivem aqueles para quem este Executivo tem governado – as corporações que vivem do Estado ou à sombra do Estado – e adura realidade dos que têm que fazer pela vida e pela criação de riqueza. (...)

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por João Távora às 10:42

Terça-feira, 14.11.17

Corta-fitas Pôr a língua portuguesa na moda

Há algum tempo abriu ao lado da minha casa em S. João do Estoril um cabeleireiro que se vende com grande letreiro na montra dizendo "Nails & Depil" - tem manicura e faz depilação. Agora, perto da estação há um novo barbeiro que se anuncia como "hairdresser" e "barber shop". No ginásio que frequento quase tudo é anunciado em inglês inclusive os exercícios (praticar Cycling a seguir a beat e fazer push ups), termos que por preguiça ou simples possidonice não são expressos em português. E desenganem-se os cândidos que equiparam esta praga aos antigos francesismos e a certos anglicismos que sempre foram adoptados por necessidade da língua acolher novos conceitos: o que se passa nos nossos dias é a substituição paulatina de designações existentes em português pelas suas correspondentes em inglês. 
É urgente fezermos frente a esta bimbalhada moderninha que vai tomando conta disto e nos faz sentir estrangeiros na nossa terra. É importante a militância pela língua portuguesa. 

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por João Távora às 10:17

Sexta-feira, 10.11.17

A Avenida da Liberdade em 1905

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Magnifica Magnifica litografia de João Christino com uma perspectiva para mim inédita da Avenida da Liberdade em 1905 que fotografei ontem da exposição patente na Biblioteca Nacional. Nela, entre uma bulíciosa mistura de calhambeques, cavaleiros, charretes e ciclistas, vê-se claramente no primeiro quarteirão à esquerda o prédio nº 232 (o quinto) que foi a casa dos meus avós que ainda frequentei.

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por João Távora às 20:35

Segunda-feira, 06.11.17

Independência ou morte (lenta)

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Não estará na hora de se iniciar um movimento que restaure a independência de Portugal face à “Republica Portuguesa” que de ano para ano mais parasita os portugueses para alimentar e promover as oligarquias com reposições e progressões automáticas?

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por João Távora às 16:53

Terça-feira, 31.10.17

Resistência

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Por favor não se esqueçam de elucidar os vossos filhos, netos ou sobrinhos, de que amanhã não é dia das Bruxas, mas sim Dia de Todos os Santos, que evoca todos os heróis cristãos conhecidos ou desconhecidos que vacilando mais ou menos não desistiram do seu caminho de fidelidade a Jesus - uma celebração cheia de significado.

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por João Távora às 09:49

Sexta-feira, 27.10.17

O povo é que paga

Este "novo ciclo" da legislatura vai demonstrar os equívocos e incongruências do nosso sistema republicano de semi-presidencialismo. O desgaste das instituições envolvidas na intrigalhada da baixa política, um triste filme que se repete com todos os presidentes da república. O povo, esse é que paga.

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por João Távora às 11:18

Segunda-feira, 23.10.17

Terra queimada

Pinhal de leiria.jpg

Alexandra Lucas Coelho na sua crónica na Antena 1 que na passada sexta-feira ouvi acidentalmente, relativizava a importância histórica do Pinhal de Leiria agora destruído pelo fogo, com o facto daqueles pinheiros terem servido para o trafico de escravos, e que o incêndio é afinal uma oportunidade de requalificação daquele espaço. Na segunda-feira anterior, ainda com o País a arder, a arguta ex-namorada de José Sócrates e jornalista do Diário de Notícias, publicava uma crónica de protesto contra a estátua que homenageia o Padre António Vieira no Largo Trindade Coelho em Lisboa, que classifica como uma “celebração racista do imperialismo e colonialismo”. 

Imbecilidades em todas as épocas se disseram, mas acontece que não saiam da taberna ou da viela em que eram proferidas. Mas preocupa-me que a boçalidade tenha adquirido o estatuto que tem por estes dias, oriunda das franjas marginais da esquerda, num discurso que se vai chegando subtilmente ao "centro político" – só assim se entende o protagonismo concedido a estas duas sinistras personagens no espaço público através de dois jornais chamados de referência e pela rádio do Estado. De resto este protagonismo exagerado destas figuras só é possível pela pobreza do nosso País com uma classe média frágil, volúvel e com fraco sentido crítico. A história de Portugal é um assunto sério que não necessita de revisionismos nem de requalificação trendy. Para o bem e para o mal é dessa Históra que somos feitos, e de que resultam também Câncios, Lucas Coelho e outras desgraças. Isso não significa que capitulemos perante a imbecilidade. Porque a História é um campo de batalha ideológico que se deve reger por uns mínimos de moralidade, não é terra queimada.

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por João Távora às 10:52

Terça-feira, 17.10.17

A do Capoulas

A maior reforma da floresta desde D. Dinis está quase completa.

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por João Távora às 09:19

Segunda-feira, 16.10.17

Estamos zangados

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Por ironia do destino a horrível mortandade causada pelos fogos que assolaram ontem no País (32 pessoas até à hora em que escrevo) aconteceu poucos dias após a divulgação do relatório independente sobre Pedrogão Grande que divulga como então se instalou o caos na Protecção Civil, como o sistema não funcionou como seria de esperar, fruto de uma incompetência generalizada. Os dados disponíveis indicam que desde então não aprenderam nada tendo a barafunda se repetido ontem. O Secretário de Estado da Administração Interna teve até o desplante de assumir em declarações à SIC que o Estado não tinha condições para proteger as pessoas, que tinham elas próprias a se “autoproteger” porque "não podemos ficar à espera dos bombeiros e dos aviões". Hoje da parte Ministra Constança Urbano de Sousa ficamos a saber que não se responsabiliza por nada do ocorrido, e que o mais fácil era ir gozar as férias que não teve. 

Perante todo este desastre e o ruidoso silêncio dos comunistas e do Bloco de Esquerda, não seria esta a hora de a oposição propor uma Moção de Censura? De que é que estão à espera?

 

Foto: Paulo Novais - LUSA

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por João Távora às 16:42

Segunda-feira, 09.10.17

Uma telefonia portuguesa com certeza

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O meu brinquedo novo: uma magnífica telefonia RCA Victor modelo Emissora Nacional (ou rádio Salazar) de 1935 a funcionar. Um aparelho económico só com ondas médias (não captava rádios estrangeiras), para uso popular (através de subscrição para pagamento em prestações) para propaganda do regime. Ostenta o logótipo da EN com o verso de Camões: "Cantando espalharei por toda a parte". 

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por João Távora às 10:00




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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