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João Távora



Sábado, 30.09.06

Espelho meu...

Tenho sangue de barata, sou um resistente. Sou monárquico, do Sporting, conservador, de direita (com as letras todas), casado e católico praticante. Habituado a duras batalhas, sempre com fé, sempre empenhado. Habituado a levar muita porrada, sim!
Mas agora é demais: chegado à charmosa idade dos 45 anos, com as minhas respeitáveis entradas, cabelos grisalhos e apurada sabedoria, no auge do meu convencimento, sou surpreendido pela insolente Margarida Rebelo Pinto. Afirma ela na sua catedrática e sexy coluna do Sol, que afinal as mulheres da moda, modernas, maduras e inteligentes, provavelmente as que contam, hoje em dia preferem os rapazes mais novos. Agora deu-lhes para isso… Diz que têm mais graça sem traumas e descomplexados… que são uma fonte inesgotável de… Arghh! Não sei se aguento mais esta contrariedade.
O que me vale é que sou monárquico, do Sporting, conservador, de direita, casado e católico praticante!

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por João Távora às 14:30

Sábado, 30.09.06

Cavaco valoriza 5 de Outubro*

Parece-me natural… Lá diz o povo: “Não mordas a mão a quem te dá de comer.”

* Titulo de capa do Sol sobre as iniciativas para a efeméride

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por João Távora às 13:45

Sexta-feira, 29.09.06

História de algibeira (5)

No dia de Natal de 1903 Raul Brandão publica no jornal “O Dia” uma comovedora reportagem sobre uma visita da Rainha D. Amélia às pobres crianças tuberculosas internadas no Dispensário de Alcântara. O evento terá marcado por certo a miudagem delirante. A ceia compôs-se de “Canja, Peru corado, fruta e bolos”. Raul Brandão, às tantas descreve o diálogo entre a Rainha e um residente de 5 anos durante a distribuição dos presentes:
“- Que queres tu? – pergunta Sua Majestade”
“- Um cavalo – replica imediatamente o bambino indócil”
“- Isso é difícil, mas vamos lá procurá-lo”

Lá se descobre um "por entre um turbilhão de mil fantasias de folha colorida”. Por fim Sua Majestade entrega-o ao “pequenote. E ele vai, sobraçando o brinde, rindo, numa correria de gamo perseguido”.

Fonte e citações: Raul Brandão – Paisagens com Figuras. Inéditos 1887-1930
Organização Vasco Rosa - Âmbar 2006

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por João Távora às 23:17

Sexta-feira, 29.09.06

A Marca do coração

Eu trabalho (com entusiasmo) para uma grande “marca” nacional. Esta empresa foi fundada nos anos 30 pelos senhores Cardoso e Machaz, dois irredutíveis beirões, que com a sua coragem, esforço e empreendedorismo granjearam ao seu projecto uma inegável reputação internacional, hoje símbolo de uma “escola” e “produto” de sucesso em Portugal.
Agora, já não gosto da ideia de chamar “marca” a um clube de futebol. Eu percebo a ideia, e porventura é até bem razoável. Mas não gosto, não fica bem; é uma questão estética.
A relação de um adepto com um clube de futebol é normalmente um razoado de afectos, que atribuem um estatuto quase místico ao seu clube de eleição. Assim, com esse toque de mágica, o espectáculo de 25 galfarros atrás de uma bola, com meia dúzia de tácticas e regras mais ou menos básicas, ganha um sentido quase superior. Um clube de futebol não é com toda a certeza uma entidade metafísica. Mas é uma paixão, uma ilusão benigna, não compatível com os conceitos materialistas e empresariais de Marca, Produto. Que os clubes sejam geridos como empresas, com competência e racionalidade, rumo ao sucesso, claro que sim!
Mas nessa relação única de adepto, não nos matem o sonho. O meu clube não é uma marca. É o Sporting.

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por João Távora às 11:58

Quinta-feira, 28.09.06

Os três grandes











De realçar aquele traço encarnado aqui em baixo. É o SLB.
Fonte: A Bola

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por João Távora às 16:27

Quarta-feira, 27.09.06

Pai tirano (finale)

Caro João Villalobos:

Não pretendo dar receitas sobre educação a ninguém. Mas justifico-me: nessa matéria, em minha casa, cada decisão é tomada em liberdade, a seu tempo, e tendo em conta uma realidade que não é estática. São opções feitas em consciência e da exclusiva responsabilidade da minha mulher e minha, tendo como fim único, o bem das crianças.
Sem querer entrar na discussão sobre o valor (e valores) daqueles conteúdos - Morangos com Açúcar e quejandos , do que conheço deste novo género de novelas, é que chegam a durar quase três horas seguidas, de manhã, à tarde e à noite; numa fórmula alienante que de facto prende as crianças, principalmente as mais pequenas. Acontece que elas têm que estudar, por exemplo, e a Natália, a nossa leal empregada, tem algumas limitações no campo da pedagogia. Assim, considero o bloqueio de canais uma bela ferramenta de controlo parental à distancia.
Assim como o João, eu também sempre “li tudo o que apanhei pela frente” (a minha mulher igualmente, o que faz da minha casa um pequeno mundo de livros). Isso é diferente. E os meus miúdos (refiro-me evidentemente aos mais velhos, com 14 e 16 anos) sabem que são livres de ler (quase) tudo o que apanhem pela frente. Fico muito contente até. E desde que acompanhados, também podem ver (quase) todo o cinema. Acho que são crianças livres porque não são alienadas. Na literatura, cinema, televisão ou internet, só reprimimos a estupidez.
Aliás, em nossa casa vigora uma saudável meritocracia de que me orgulho. Assim saibam os miúdos gerir a liberdade que têm, e tudo corre bem. Dá trabalho mas preferimos assim.
De resto, caro João, parece-me cruel deixar uma criança de cinco anos entregue à sua "pouco treinada" vontade. A ser “educada” pela televisão (os outros já não vão nessa, não têm pachorra). Aquilo (os Morangos e a Floribela) está feito de forma a prender os miúdos, e os mais pequenos são as vítimas mais fáceis. Prefiro que a Carolina termine a tarde a meter-se com os irmãos mais velhos, a pintar, a escrever palavras no frigorífico com as letrinhas coloridas. Ou, num dia de sorte, comer um "yogurt surpresa" na cozinha a ouvir a Natália a contar-lhe histórias enquanto engoma, enquanto a mãe não chega.

Com amizade,

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por João Távora às 18:04

Quarta-feira, 27.09.06

Pai tirano

Em minha casa, tenho a TVI codificada de forma que só com a anuência dos adultos se acede a esse canal de televisão. Ainda não decidimos codificar a SIC (já esteve mais longe) pois Floribela parece não ter pegado entre a miudagem. Connosco os Morangos e outros lixos são devidamente filtrados, para que os miúdos tenham tempo para estudar, ler e brincar de forma saudável. A única criança que ainda “estrebucha” um bocadinho é a Carolina, de cinco anos, em quem o programa exerce uma extraordinária atracção. Mas acontece que não cedemos ao seu capricho, pois a sua prioridade é o desenvolver da motricidade fina, brincadeira e outras coisas próprias da idade dela. Estimulamos antes o convívio com outros miúdos, livros, muitos livros, vídeos de contos e outros clássicos da Disney. De resto, sem mostra de qualquer trauma psicológico, ela até conhece os heróis, e canta feliz as cançonetas mais populares dessas novelas. Nada a fazer, aprende na escola com as coleguinhas.

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por João Távora às 12:04

Terça-feira, 26.09.06

Uma dor de alma

A respeito da posta do João Villalobos aqui em baixo, acontece que eu, integrado na organização, acompanhei de perto algumas cimeiras de Chefes de Estado. Sempre deu para constatar o grau de anonimato dos nossos representantes, já para não falar do nosso insignificante peso político nos variados contextos. Nestas “feiras de vaidades” não fossem os protocolos e banquetes organizados, ou então a patriótica lealdade dos jornalistas, corpo diplomático e restante staff acreditados, muitas vezes os nossos mais altos dignitários ficariam a falar para o boneco.
Não mais me esqueço do que vi quando em Dezembro de 1997 eu integrava a comitiva de António Guterres na Cimeira Ibero-Americana na Ilha Margarita (Venezuela): à passagem da comitiva de Juan Carlos, o povo em vinha à rua em festa, tapetes nas janelas e “vivas ao Rei”. Aliás, para os venezuelanos, tão popular quanto o monarca dos seus ex-colonizadores só o amigo Fidel. Dá que pensar.

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por João Távora às 18:12

Terça-feira, 26.09.06

História de algibeira (4)

Ao passar em Alcântara, o Palácio das Necessidades pareceu-me hoje particularmente atraente, talvez devido à transparente e radiosa manhã que se fazia sentir em Lisboa. Gosto daquela casa, onde trabalhei durante um período particularmente feliz da minha vida.
O convento foi mandado construir no séc. XVIII por D. João V no local onde existia uma ermida em honra de Nossa Senhora das Necessidades. Tornou-se residência da dinastia Bragança a partir de D. Maria II, ou seja, foi a residência oficial do chefe de estado até 1910.
Tendo o Rei D. Carlos desenvolvido uma intensa actividade diplomática, procederam-se no seu tempo a obras de beneficiação tendo em conta os jantares e recepções de Estado. Bombardeado no dia 4 de Outubro de 1910 a partir do rio pelos rebeldes republicanos a bordo do Adamastor, o Palácio das Necessidades foi desde então adoptado para albergar o ministério dos Negócios Estrangeiros, mantendo-se assim ainda hoje a sua vocação para as relações internacionais do estado português.

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por João Távora às 16:06

Segunda-feira, 25.09.06

As palavras dos outros

Gostava de ter escrito isto: Recordar a Mensagem, por Vox Patriae – Incontinentes Verbais

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por João Távora às 11:06

Domingo, 24.09.06

Ibéria, nossa salvação? (crónica)

Helena Vaz da Silva comentava uma vez comigo que o que é verdadeiramente salutar na vida é preferirmos sempre a estação do ano que atravessamos. Apreciar sempre o presente, as divinas dádivas de cada momento ou época. Contra o choradinho do “sol que me faz falta”, do “antigamente é que era bom”, ou da fraca psique que “não suporta a escuridão dos dias invernosos”. Falava da mediocridade. Vindo que quem veio, ficou-me como lição.
Veio-me à memória esta conversa por causa da sondagem apresentada ontem pelo Sol, que reflecte a opinião de um velho partido que vê na União Ibérica a solução, a viabilização da nossa felicidade colectiva.
Tenho a dizer que estes 26% de cidadãos portugueses põem definitivamente à prova a minha calejada sensibilidade democrática. Conheço o discurso vindo de circunstanciais convivas, com argumentos mais ou menos elaborados. Uns consideram inclusivamente a existência de Portugal como um fenómeno antinatural. Outros, quando os oiço destilar as suas obtusas justificações, indicam-me tão só a sua imensa ignorância, como se revelam impotentes frustrados que acusam a contingência da sua nacionalidade como causa das suas limitações. Não será que quem não sabe dançar parece-lhe o chão estar torto? Além disso nunca percebi bem se este lírico ensejo de unidade ibérica incluiria todas as províncias espanholas com os seus distintos estágios de progresso social e económico.
Enfatizar constantemente a bela relva do vizinho ou a gratuita “merdização” da Mãe Pátria e suas circunstâncias parece-me atitude algo doentia. Esse discurso acompanha-se normalmente com apelos a equívocas soluções messiânicas, sejam a Monarquia, Oliveira Salazar ou qualquer redentora Espanholização do país. A mim parece-me que estes compatriotas que habitam um inviável país de criminosos, incompetentes e corruptos justificam desta forma a sua medíocre inabilidade e falta de ambição. No seu imaculado e desresponsabilizante limbo, desgastam as suas preciosas energias em lamentos e ódios pueris, em vez de, pela força dos seus braços e pelo exercício da sua vontade, meterem as mãos à obra.
E porque há muito que fazer, uma atitude positiva é um factor decisivo, tanto aqui como em qualquer das espanhas que me queiram vender.

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por João Távora às 20:37

Domingo, 24.09.06

Luminosa decisão

Ontem tomei a decisão: aos Sábados, nos próximos tempos, comprarei o Sol em vez do Expresso. Esta fórmula, sem alterar o meu rigor orçamental, permite-me comprar também o DN de que eu dolorosamente prescindia aos Sábados. Além do preço, bastante ergonómica me pareceu também a arrumação gráfica dos conteúdos. E as revistas. Alguns colaboradores, redactores e colunistas sustentam também esta minha opção.
Finalmente, o argumento das ofertas promocionais comigo já não pega bem. Além de ter um clube de vídeo aqui na rua, prezo muito boas edições, selectividade e algum protagonismo pessoal nas escolhas do “material” que entra cá em casa. Já temos tralha a mais, nem queiram saber!
A propósito: algum leitor amigo se candidata a adquirir uma expendida colecção Prémios Nobel, edição Diário de Notícias de 2003 em 50 volumes? Como nova! Eu ofereço um caixote de cartão e um bilhete de comboio.

P.S. Do novo semanário é de aplaudir que em conjunto com a assinatura de cada rubrica ou notícia se publique o respectivo endereço de e-mail, promovendo a salutar interactividade do jornalista com o leitor.

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por João Távora às 18:13

Sexta-feira, 22.09.06

Demarcação

Apesar da minha sincera posta em baixo, obviamente, eu considero que a iniciativa Compromisso Portugal é do maior interesse para o debate de ideias e procura da viabilização do meu país. Com mais ou menos defeitos, a nossa classe empresarial possuirá por certo propostas tanto ou mais pertinentes e realistas para debate quanto a nossa estafada classe politica. O “Estado Providência” faliu, o circo está a acabar, é tempo de trabalhar e agir. Não sei quantos políticos conhecerão o significado e emergência destas palavras. A maioria dos empresários sabe.

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por João Távora às 15:18

Quinta-feira, 21.09.06

O meu compromisso, a minha receita

A solução não será nunca ortopédica, terá que ser sempre orgânica. Portugal encontrará a sua saída da mediocridade, um rumo para o progresso, quando os portugueses deixarem de responsabilizar o destino e os mais variados sujeitos indeterminados pela sua triste sina.
O primeiro passo será, por certo, endireitarmos as costas, e em casa, com convicção, educarmos os nossos filhos para serem os melhores – sem complexos.
Servidos com afecto e muita relação, é urgente ensiná-los primeiro a serem pessoas boas, completas. Uma carga de trabalhos: Ensinar-lhes a quererem sempre dar o seu melhor. A serem responsáveis. Com os olhos sempre no cimo da montanha, com realismo e vontade. E com o sucesso dos outros tomado como exemplo vivo. E reprimir sempre a vil e sombria inveja, que impele à pequenez. Que continua a prevalecer.

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por João Távora às 16:51

Quarta-feira, 20.09.06

Rei D. Carlos

Hoje, ao chegar a casa, tinha à minha espera mais uma entrega de três volumes da série “Reis de Portugal”. Uma recomendável colecção de biografias publicadas pelo Círculo de Leitores. Foi com emoção que reparei que um dos volumes em sorte é o XXXIII (da autoria de Rui Ramos), ou seja D. Carlos, por quem possuo um pequeno parti pris. Logo o folheei demoradamente. Na habitual selecção de imagens presente a meio de cada volume encontrei duas que particularmente me impressionaram: o retrato do inocente príncipe Luis Filipe aos treze anos, e outra com os vultos dos seus pais D. Amélia e D. Carlos, desembarcando no Terreiro do Paço no fatídico dia 8 de Fevereiro de 1908, minutos antes da tragédia - havemos de voltar ao assunto na próxima efeméride.
Quanto a esta obra do historiador Rui Ramos, vai já para o monte à mesa-de-cabeceira. Aqui deixo umas linhas da introdução, só para abrir o apetite:

D. Carlos I (1863-1908) foi o primeiro rei de Portugal a morrer de morte violenta depois de D. Sebastião, em 1578. Foi também um dos mais inteligentes e capazes reis do seu tempo, quando a Europa era ainda, com excepção da França e da Suíça, um conjunto de monarquias. D. Carlos correspondia bem, pelas suas ideias e interesses, ao tipo do fidalgo liberal, o equivalente português da aristocracia whig inglesa. Graças a uma educação cuidada, adquiriu grande competência em pintura e em ciências naturais. Administrou as suas propriedades agrícolas no Alentejo com cuidado. D. Carlos tinha 26 anos quando foi aclamado rei, a 19 de Outubro de 1889, e apenas 44 quando morreu, a 1 de Fevereiro de 1908.
Tal como os seus antecessores imediatos, desempenhou o papel de árbitro entre os líderes dos grandes partidos constitucionais, cuja governação acompanhou com atenção, especialmente no que dizia respeito às relações externas do país. Como já acontecera a seu pai, teve de viver com um movimento político entre os seus súbditos que se propunha abertamente destruir a monarquia. Nos seus últimos dias, porém, D. Carlos julgou que estava no caminho certo para assegurar a continuidade da monarquia constitucional, através de uma renovação das lideranças partidárias e de uma reafirmação dos princípios do liberalismo, sinceramente partilhados pelo rei. Era um homem independente, sensato e corajoso, capaz de suportar grandes pressões e de tomar decisões arriscadas quando se impunham. Morreu por causa das suas qualidades, não por causa dos seus defeitos.


D. Carlos, por Rui Ramos. Colecção Reis de Portugal - Circulo de Leitores 2006

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por João Távora às 22:12


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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