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João Távora



Quinta-feira, 29.03.07

A manchete de f.

D. Fernanda (f.), a tão proclamada jornalista das (suas) causas, oferece-nos hoje no Diário de Notícias (DN) a manchete do dia. A senhora, provavelmente da janela do seu gabinete, vislumbrou um cartaz do PNR ali ao Marquês de Pombal, berrando uma inconsequente imbecilidade contra os emigrantes... e toca de lhe dar um bombástico relevo. Parece-me estranha esta súbita e incontida generosidade da jornalista, que assim dá voz e acalenta esta minoritária e desfavorecida causa "nacionalista".
O que é um facto, é que com apenas € 1750,00 e um cartaz, com a ajuda de f., o Sr. Pinto Coelho (por certo sem assessoria de imprensa, que se a tivesse rapava aquela hedionda barbicha) conseguiu multiplicar incomensuravelmente os resultados do seu investimento publicitário.
De resto, a magnifica fotografia do Rodrigo Cabrita na capa do DN, exprime subtilmente a insignificância do facto: o trânsito que escoa rápido pela rotunda, furtivo e indiferente àquela propaganda, como de resto estão os portugueses. Tão bem habituados a conviver com os partidos totalitaristas da esquerda.

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por João Távora às 16:51

Terça-feira, 27.03.07

Fora de Estrutura

A partir de agora escrevo também de Fora de Estrutura, onde ombrearei com um grupo de amigos meus, marginais cidadãos e radicais cristãos. Para uma escrita de intervenção, de evangelização. Porque os caminhos da liberdade e de vida são para ser partilhados.

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por João Távora às 12:14

Segunda-feira, 26.03.07

Os anos da rádio

A telefonia foi para mim durante muito tempo uma inestimável companhia e uma janela para o mundo, principalmente o da música. Tenho uma leve reminiscência da primeira que me fez companhia: foi um pequeno “transístor” forrado a cabedal castanho oferecido pelos meus avós no final dos anos sessenta. Foi através da rádio que ouvi passar a música, as modas, os acontecimentos. Até a revolução e as "inventonas". Na minha telefonia, confesso, passaram também muitos domingueiros relatos de futebol, pois não havia outra forma de acompanhar a jornada desportiva. Com aquela histérica verborreia do locutor, emocionado, eu roía as unhas todas.
Criado no meio de uma família grande e com muitos irmãos, foi com a música e com os livros que delimitei o meu espaço e preservei minha empreendedora solidão. De olhar fisgado numa qualquer luzinha do aparelho passei deliciadas e indolentes horas. Era assim que os meus sonhos mais secretos voavam leves.
De ouvido na telefonia privei intimamente com muitos mais ou menos simpáticos locutores. Do Igrejas Caeiro ao Carlos Cruz, passando pelo Luis Filipe Barros, do João David Nunes à Maria José Mauperrin, passando pelo Jorge Perestrelo. Foram muitas as vozes para as quais inventei caras, sempre tão diversas das reais. Que nunca se nos deveriam ser desvendadas para evitar desilusões maiores. Olhe-se bem a figura que nos saiu da simpática voz do Nuno Markl!
Em pequeno, lá em casa na sala de estar havia um velho aparelho Grundig por debaixo da televisão. No chão, eu sentava-me de pernas cruzadas, esperando ansioso por algum sinal de vida, algum som, enquanto as válvulas aqueciam. Tudo começava quando uma pequena barra luminosa se enchia com uma estranha e líquida luz azul que assinalava a plena sintonização da frequência. Normalmente o aparelho estava sintonizado no programa 2 da Emissora Nacional (pelo meu pai), donde eu mudava para o Rádio Clube Português, que me parecia bem mais animado. Era nesta estação que ouvia umas cançonetas e com sorte apanhava a emissão dos Parodiantes de Lisboa que desesperadamente galhofavam trivialidades que eu mal entendia. Tudo isto com o patrocínio da casa Sol, na Rua da Vitória.
Carregando-se nuns botões beje marfim do grande rádio, trocavam-se os mundos que soavam como apitos díspares, sirenes várias ou misteriosos sinais de morse. E orações muçulmanas. Mas aquele rádio já tinha “frequências modeladas” e eu sentia com gosto a diferença no troar da orquestra no grande altifalante. O horário imperialista da televisão cedo acabou com estas veleidades radiofónicas.
À noite no aconchego do quarto, no meu “transístor” tocava o Quando o Telefone Toca, entre um livro da Condessa de Ségur e um álbum de Spirou em luta contra o terrível Zorglub. Foram os meus tempos de infância ao som dos Beatles, de Angie, dos Procol Harum, de Mammy Blue ou de José Cid...
Mais tarde, depois da revolução e durante o PREC, em FM (um pouco para lá dos 108 MHz), podia-se espantosamente sintonizar as transmissões da Polícia Militar. E testemunhar assim todo um mundo louco que se desconstruía. Enquanto medrava a minha ansiosa adolescência, veio o rock n’ roll do Programa 4 da RDP. O João David Nunes, o Punk Rock, o programa Dois Pontos com os álbuns inteirinhos, o Em Órbita para ouvir música antiga e… as tabelas de “tops”. Foi nessa época que descobri a MPB nos Cantores do Rádio do José Nuno Martins. Tudo isto em FM Estéreo, transmitido com os emissores de Bornes, Braga, Faro, Gardunha, Guarda, Lamego, Lisboa, Lousã, Monchique, Porto e Valença (!). Era a gloriosa alvorada do FM num país que, arquivada a revolução e a aventura marxista, despertava para o mundo. Virou-se então a vida da rádio para o Rock em Stock, com um Pão com Manteiga ao Fim-de-Semana, e o rock em português. Já entrados nos anos 80, às vezes de noite ouvia o Café Concerto de Maria José Mauperrin. Foi então que descobri as margens da cultura musical urbana, Brian Eno, Ryuichi Saakamoto e os Telectu de Jorge de Lima Barreto, entre outras doces intelectualices.
Finalmente por alturas do “boom” da liberalização da rádio, ainda me deixei cativar pela Correio da Manhã Rádio. Uma fantástica rádio digitalmente programada que me fornecia musica às toneladas. Sem palavras, sem parar. Para gravar, namorar ou estudar. Foram os meus tempos de Lloyd Cole, The Smiths e das luzidias pérolas da editora 4 AD.
Em 1988, numa trágica e inesquecível manhã de Agosto, com o Chiado em chamas, descobri a TSF. A notícia em rajadas, tipo matraca, que por muitos anos consumi com gosto.
De então até hoje oiço a rádio quase exclusivamente para fins informativos, no automóvel. Ouvir música tornou-se um ritual mais raro e quase solene. Momentos especiais arrancados à rotina familiar e com música escolhida com o meu critério e dependente da minha disposição. Mas é certo que continuo um aficionado da boa telefonia que no meu carro por momentos ainda descubro.

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por João Távora às 20:00

Segunda-feira, 26.03.07

Portugal dos pequeninos

Não sei o que querem dizer aqueles que afirmam que o fenómeno Grandes Portugueses é “só” um programa de televisão. Estão a enganar-se a si próprios ou a mais alguém? Quem é esta gente que se entretém com qualquer escabrosos Reality Shows à semana, e ao Domingo aprova a liberalização do aborto? São os mesmos que depois votam Oliveira Salazar o “melhor português de sempre” por SMS ou na Internet?
Vivemos definitivamente num país modernaço, sem xailes ou coletes, mas com perfume caro e unhas de gel… onde se usam gravatas de marca e telemóveis da terceira geração. Mas perigosamente inculto e esquizofrénico.

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por João Távora às 16:46

Domingo, 25.03.07

Domingo

(5º da Quaresma)

Evangelho segundo S. João 8,1-11.

Jesus foi para o Monte das Oliveiras.
De madrugada, voltou outra vez para o templo e todo o povo vinha ter com Ele. Jesus sentou-se e pôs-se a ensinar.
Então, os doutores da Lei e os fariseus trouxeram-lhe certa mulher apanhada em adultério, colocaram-na no meio e disseram-lhe: «Mestre, esta mulher foi apanhada a pecar em flagrante adultério. Moisés, na Lei, mandou-nos matar à pedrada tais mulheres. E Tu que dizes?»
Faziam-lhe esta pergunta para o fazerem cair numa armadilha e terem de que o acusar.
Mas Jesus, inclinando-se para o chão, pôs-se a escrever com o dedo na terra. Como insistissem em interrogá-lo, ergueu-se e disse-lhes: «Quem de vós estiver sem pecado atire-lhe a primeira pedra!» E, inclinando-se novamente para o chão, continuou a escrever na terra.
Ao ouvirem isto, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher que estava no meio deles.
Então, Jesus ergueu-se e perguntou-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?»
Ela respondeu: «Ninguém, Senhor.»
Disse-lhe Jesus: «Também Eu não te condeno. Vai e de agora em diante não tornes a pecar.»

Da Bíblia Sagrada

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por João Távora às 16:12

Sexta-feira, 23.03.07

Promoção Corta-Fitas da semana

Aos seus pacientes leitores, o Corta-Fitas oferece a forma ideal para combater o stress. Para levar para todo o lado no portátil: Útil em qualquer sessão do parlamento ou para usar no conselho nacional do CDS, ou nas mais difíceis reuniões de trabalho. AQUI (usar som).

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por João Távora às 23:14

Quinta-feira, 22.03.07

Se o Sr. Eng.º não for Engenheiro...

Em coerência com o que aqui escrevi há algum tempo a respeito dos títulos académicos e quejandos, não ficarei mais contrariado se o Sr. Pinto de Sousa não for Engenheiro de verdade. Mesmo que de tão prestigiada universidade. O importante é o empenho e a qualidade da pessoa em si, e sobre isso mantenho que, eng.º ou não, as minhas expectativas são muito baixas. Mas acho que covém que a malta não cometa a indelicadeza de o começar a tratar por Sô Zé…

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por João Távora às 15:47

Quarta-feira, 21.03.07

Bom de ler



Só agora consegui ler A Queda do Império Romano – O fim da Civilização de Bryan Ward-Perkin da Alêtheia Editores. A investigação com o pragmatismo dos números e a leitura de um arqueólogo. Gostei do estilo de escrita simples e luminosa. Que desmistifica as interpretações politicamente correctas da História "New Age". É também um alerta sobre a fragilidade das organizações sociais sofisticadas... Como a nossa.

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por João Távora às 17:44

Terça-feira, 20.03.07

O regicídio, a propaganda e a RTP

Soube hoje que a RTP prepara uma série de seis episódios sobre o rei D. Carlos, de cujo cruel assassinato se assinala em 2008 cem anos. Como é que a televisão vai tratar o monarca e o seu período histórico?
A leitura da História, sabemos todos, dificilmente se desliga das modas e preconceitos conjunturais relativos à época em que ela é escrita. Mais, sabemos bem como são tratados os acontecimentos e os seus protagonistas quando se pretende simplificar a mensagem, tendo em vista os grandes públicos, menos preparados. A História serve quase sempre de propaganda. Basta constatar os preconceitos e o simplismo com que é abordada a Igreja e o papel do clero medieval nos manuais escolares para o ciclo preparatório. Sinais dos tempos, herdeiros da triunfante estética marxista no século passado.
O argumento desta série “O Dia do Regicídio” está a ser escrito por Filipe Homem Fonseca e Mário Botequilha, senhores de quem não conheço obra. Antes, reconheço a dificuldade de transcrever para um guião novelesco uma realidade social e politica tão complexa. Espero o mínimo de rigor e honestidade na abordagem romanesca do trágico e decisivo evento histórico. Espero que se apresentem os factos fundamentais sem desvios ideológicos. Mesmo tendo em conta o dramático desfecho, que compromete essencialmente os percursores do inquestionável regime, da bandeira, sob a qual vivemos. Esperemos que o regime vá perdendo os complexos e a História possa ser mais assumida. Em banda larga, horário nobre e aos olhos de todos.

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por João Távora às 16:16

Segunda-feira, 19.03.07

Quantas vezes pode um partido morrer?

Lamento a algazarra e o mau aspecto com que se reveste a tomada de poder no CDS. Ao estilo de assalto “à pirata” responde-se com uma estratégia de “terra queimada”. Sei que é fácil falar quando se está do lado de fora, mas o facto é que o espectáculo é degradante. Só que Portugal continua adiado…
Enquanto isso, os partidários do rotativismo regimental rejubilam com a morte da direita portuguesa. Provavelmente uma vez mais confundem o seu desejo com a realidade.
Enquanto Portugal continua adiado… sem estratégia e sem oposição.

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por João Távora às 17:40

Domingo, 18.03.07

Campo d’ Ourique

 

Igreja do Santo Condestável - 1954.jpg

Campo d’ Ourique foi durante muitos anos o centro do meu mundo. Um mundo quadriculado e plano, bom para andar de bicicleta, com o melhor cinema de Lisboa, o Europa. Sempre me pareceu o bairro perfeito, onde morava parte da minha família, se circulava com relativa segurança e possuía a mais útil carreira de autocarro, a nº 9, directa para a Avenida da Liberdade e para o mundo. Cresci num terceiro andar, com a escola da câmara logo ali em baixo. O ruído da agitada reinação nos recreios da manhã ou da tarde inspiraram por certo a minha infância feliz.

Com uma família conservadora e os irmãos em casa, foi muitas vezes com os miúdos da rua que eu aprendi os mais fascinantes segredos da vida. No meio de jogos e correrias, de bicicleta ou com a bola nos pés. Ali ao lado da minha casa, ficava a Praça Afonso do Paço, um rectângulo inclinado com descampado ao meio, perfeito para o deslizar da minha reluzente bicicleta. Era ai que marcávamos o alcatrão com autódromos pintados a giz, nos quais nos debatíamos em corrida com os melhores e mais afinados modelos “matchbox” de cada um. A cada saída da pista, retornávamos a última meta atravessada. O primeiro a completar uma volta ganhava. Ao cair do sol de Setembro, mesmo antes de recolher a casa, ainda valia galgar o muro lá em baixo na encosta e trepar à copa da figueira para apanhar os últimos figos doces. E assim romper umas calças e esfolar um joelho.
Mais tarde, mais crescido, quantas vezes à saída da Escola Manuel da Maia, ainda roubávamos tempo e ao fundo da Coelho da Rocha parávamos para a futebolada da ordem. Marcadas as balizas com as mochilas, dois para dois com "guarda-redes avançado", esgalhávamos um animado desafio, que com sorte não terminava com os atletas em fuga depois de partido um vidro.
O nosso pesadelo morava ao lado, ali em baixo da rua Maria Pia. Os “índios” do Casal Ventoso permaneceram toda a vida uma ameaça constante, signicavam o fim da brincadeira, em fuga ou em lágrimas. Uma bola de futebol, mesmo de plástico de má qualidade, era um bem escasso que atraía demasiadas atenções. Os jogos eram disputados com "um olho no burro e o outro no cigano". Nem de longe imaginávamos então o protagonismo que esse malfadado bairro inevitavelmente tomou nas nossas existências.
A minha vida em Campo d’ Ourique também se jogava às escondidas ou à bola nos pátios e jardins da magnifica Igreja do Sto. Condestável. Isso acontecia a seguir à catequese, antes da missa vespertina ou quando de passagem para a Travessa do Patrocínio, a casa dos meus avós. Este omnipresente templo neo-gótico que se vislumbrava da minha janela (construído com a colaboração do meu avô José, engenheiro civil), foi o palco dos meus primeiros e íntimos passos de aprendizagem espiritual.
Depois Campo d’ Ourique também me lembrará sempre o Jardim Maria da Fonte (da Parada), ao qual lá em casa chamávamos o Jardim das Rãs. O Eduardo dos Livros onde se podia comprar um número atrasado do Diário de Notícias, trocar uns livros do Patinhas, comprar cromos mais difíceis ou até Valores Selados. E havia os esplêndidos bolos da Aloma. E a Laranjina C, mas isso já é outra história. De Campo d' Ourique foram os meus primeiros amores e foi a minha primeira namorada.
E havia a Compasso, loja onde se encontravam todos os discos, livros e artefactos que fariam a felicidade de qualquer pessoa. Eram longos os momentos de deliciosa cobiça que nos concediam na loja, a mim a ao meu irmão. Era assim que plenos de desejo e de bolsos invariavelmente vazios, folheávamos as últimas novidades da BD e pedíamos para rodarem um LP meticulosamente escolhido nos infindáveis escaparates da música.
Assim, foi em Campo d’ Ourique que eu cresci. Que me fiz rapaz, a bem e a mal. Que atravessei e palmilhei tantas vezes, tantos quilómetros. Para ir à escola, ao liceu, à praça e à farmácia, aos meus avós, à igreja. Para todo o lado e para o inferno também. Finalmente para mim prevalecerá sempre uma alegre recordação deste bairro burguês de toponímia republicana, mas afinal tão luminoso e desempoeirado, feito à medida das pessoas. Um sítio onde se pode ser feliz.
 
Fotografias daqui

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por João Távora às 20:39

Domingo, 18.03.07

Domingo

(4º da Quaresma)

Evangelho segundo S. Lucas 15,1-3.11-32.

Aproximavam-se dele todos os cobradores de impostos e pecadores para o ouvirem. Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.»
Jesus propôs-lhes, então, esta parábola:
«Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois.
Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada.
Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos.
Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome!
Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.' E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.
O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.' Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou.
Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.'
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.'
O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado»

Da Bíblia Sagrada

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por João Távora às 14:41

Sábado, 17.03.07

Porto 0 – 1 Sporting

Os miúdos fizeram de Helton a figura do jogo.
Allez Soprting!

(Fotografia daqui)

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por João Távora às 22:47

Sexta-feira, 16.03.07

Que caminho é este?

No seguimento do propalado fim da História, assumimos conformadamente a liberal e democrática segmentação social, das classes que agora se designam como A, B, C, D… com base na capacidade de consumo do indivíduo. Nada é mais importante, nem a felicidade das pessoas. Esta perspectiva geométrica, mecânica e utilitária da sociedade torna-se cada vez mais implacável, imperial. No "moderníssimo" Portugal de hoje, a felicidade pechisbeque está acessível a (quase) todas as bolsas. Em doses individuais e empoacotadas com diferentes cores, calibres ou sabores. Com a chancela dos democráticos poderes neo-liberais e tecnocratas, do novo rotativismo.
Bom fim-de-semana.

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por João Távora às 12:09

Sexta-feira, 16.03.07

Zurrapa experimental

Hoje à mesa do jantar deparei-me com duas garrafas de cerveja, como se não bastasse “sem álcool” ainda com “sabor a pêssego”. "Veio com a encomenda do Continente… foi oferta”, esclareceu-me a minha extremosa mulher com um meio sorriso. “Deve ser parecido com um panaché”, acrescentou. Esta última palavra soou-me a insulto de rua…
Ainda nos fartámos de rir, com alguns trocadilhos… e da mistela propriamente dita. O Francisco ainda emborcou meia garrafa. Um acto heróico, atrevimento próprio dos seus 14 anos.
Receio que, para a próxima vez, a promoção do Sr. Belmiro seja vinho tinto sem álcool com aroma de camomila, ou café com melancia. Quem sabe onde pode chegar a tão propalada e “chic“ diversificação?

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por João Távora às 00:41


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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