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João Távora



Segunda-feira, 31.03.08

Dois anos de prosas

Completam-se hoje dois anos que me estreei na blogosfera, aqui no Corta-fitas. Mal eu sabia então no que me estava a meter, e ao contrário do que muitos blogers gostam de proclamar aos sete ventos, a minha vida desde então mudou substancialmente: além da realização pessoal que descobri por via desta intervenção escrita, tive a sorte de conhecer gente divertida e de até descobrir algumas boas amizades. A todos os que têm tido a benevolência de comigo partilhar esta bela aventura, aqui deixo a expressão da minha gratidão.

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por João Távora às 00:30

Domingo, 30.03.08

As farpas da Madeira


Para Alberto João Jardim vai chegar a hora, provavelmente pela altura da sua merecida reforma, em que os seus adversários mais credíveis, mesmo que parcimoniosamente, se juntarão ao coro rendendo homenagem ao corajoso dirigente pela sua ímpar carreira ao serviço dos madeirenses e da sua ilha da Madeira. A constante diabolização do líder regional por parte dos seus fracos rivais e eternos falhados soa a mau perder, quando não a mau carácter político. É por isso que não estranho o reconhecimento dos seus méritos por parte de um dos poucos socialistas no activo com sentido de história e de estado – Jaime Gama.

De resto, supondo que afinal de contas o poder da Madeira nos últimos 30 anos foi alcançado de forma ilícita e sistematicamente reconhecido por incompetência das instituições, seria todo o sistema, incluindo os seus órgãos de poder, que estariam desautorizados. E nesse caso a nossa classe dirigente deveria no mínimo ser declarada inepta e compulsivamente interditada e aposentada.     

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por João Távora às 22:58

Domingo, 30.03.08

Domingo

Evangelho Cristo segundo São João - 20, 19-31

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Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado.

Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei».

Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!». Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto».

Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.


Da Bíblia Sagrada

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por João Távora às 12:23

Sábado, 29.03.08

Parque infantil


Há algum tempo que não ia a um parque infantil, e confesso que o ambiente contém algo que me fascina: aquela atmosfera colorida e agitada, com pequenos anõezinhos guinchando à volta dos baloiços e das árvores, correndo pela relva, aos molhos e aos saltos. As mães, os pais e avós, aperaltados, todos soam estranhamente maternais, numa cumplicidade vigilante e assexuada. E o modo como o pai joga à bola com o petiz, num jeitinho amestrado, quase ridículo. As conversas são tontas como as lengalengas infantis e a música de carrossel. No parque infantil quase somos inocentes outra vez, e de nada nos serve levarmos o livro que queríamos acabar.

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Na imagem: Parque do Alvito, Lisboa: daqui

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por João Távora às 21:56

Sexta-feira, 28.03.08

Não é um avião, não é um pássaro, é uma jornalista em órbita!

De certo modo admiro a retórica e o moralismo de conveniência da jornalista Fernanda Câncio. No seu apontamento de hoje no Diário de Notícias descobre-se que afinal toda uma  nação ensandeceu à sua volta e que o facto a ter em conta no caso da “professora brutalizada pela aluna no Carolina Michaëlis ” é a abusiva utilização de imagens “privadas” do youtube pelas televisões. De resto, não interessa nada questionar a sustentabilidade de uma escola pública em que a instrução se tornou numa questão secundária. Que importância tem afinal o ancestral sonho de universalizar o ensino como nobre instrumento civilizacional? Suspeito que ao reafirmar a minha indignação com o caso Carolina Michäelis, resta-me a  consolação de ter contribuído para colocar a dita jornalista "em órbita". Bom era que ficasse por lá...

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por João Távora às 12:19

Quinta-feira, 27.03.08

Casar não é obrigatório

Aconselhável ler esta crónica mordaz do Nuno Pombo nos Incontinentes.

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por João Távora às 17:53

Quinta-feira, 27.03.08

Nostalgia, cada um tem a que merece...




Revejo-me na comoção da visita presidencial a Moçambique. A minha mulher, como a grande maioria das portuguesas, também se chama Maria, e casualmente acompanha-me em incursões saudosistas na Lisboa em que cresci. Do Estoril onde vivo hoje ao cenário dos meus tempos de menino é apenas um pequeno salto.  Pelo Bairro Alto ou na Avenida da Liberdade, por Picoas ou em Santos o Velho, de Santa Marta à rua da Palma, os cheiros e as imagens ainda nos reavivam memórias e sensações passadas. Mas cedo ficamos chocados com a deprimente destruição que grassa por meia cidade: entremeado com sofisticados centros comerciais e prédios de escritórios, deparamos com o entulho borrado de graffiti,  janelas e portas entaipadas, quarteirões em escombros e paredes periclitantes. Um quadro dantesco de uma cidade arruinada, devoluta e inviável.

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por João Távora às 14:22

Segunda-feira, 24.03.08

Sobre a boa educação

Um dos grandes equívocos da “cultura” urbana vigente é a pressuposta benignidade pedagógica da outorgação do livre arbítrio quase incondicional ao jovem adolescente, que por natureza é rebelde e transgressor.

Parece-me a mim que um adolescente responsável e ponderado é uma aberração. Lá em casa, a liberdade que vamos concedendo aos miúdos é controlada à distância e à condição do mérito patenteado nas tarefas e projectos em que estão envolvidos. Por outras palavras: às vezes a regra é mesmo a repressão, exercida com muito “afecto” e “envolvimento”... se eles estiverem para aí virados. Enfim; é uma canseira, para mais sem garantias nos resultados.

Não sejamos ingénuos: se na escola ou noutros espaços públicos os seus limites não forem claros e firmemente impostos, eu não ponho as mãos no fogo pelas suas atitudes e escolhas. E se por acaso o estimado leitor ainda não tem filhos na idade do armário e não percebe do que eu estou a falar, visite uma escola pública ou veja umas horas de  MTV numa tarde destas. E depois não se ponham a afogar os petizes no lavatório, pois vão-se arrepender e além disso a maioria deles voltarão a ser razoáveis lá para os vinte e tais. É quase certo.

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por João Távora às 15:25

Domingo, 23.03.08

Domingo - de Páscoa



Evangelho segundo S. João  20, 1-9

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo que Jesus amava e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro¬. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos.
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Da Bíblia Sagrada

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por João Távora às 11:30

Sábado, 22.03.08

Os sagrados direitos e as amplas liberdades

A cena registada no Carolina Michaelis é chocante e as imagens roçam a pornografia. Preocupante é quão banal se tornou hoje a pornografia. E ao contrário do que afirma aqui o João Gonçalves, parece-me que as origens desta cena, que é apenas a ponta do iceberg, já vêm de muito longe, pelo menos desde o advento das "amplas liberdades".

Lembro-me bem quando ainda no final dos anos setenta, no Liceu Pedro Nunes, um dos mais populares divertimentos era estilhaçar vidros da Escola Machado de Castro, cujo edifício se debruçava na encosta do nosso pátio. Recordo-me como certa vez, naqueles anos loucos de embriaguês libertária, entre o primeiro e o segundo toque, a turma cúmplice atirou as carteiras todas pela janela abaixo para se esquivar à maçada de uma aula de duas horas de matemática. “Proibido proibir” era a máxima mais popular. Entre uma greve, um jogo de snooker no Jardim Cinema e uma RGA, a rapaziada divertia-se. Claro que havia Professores, com os quais ninguém “fazia farinha” e que naturalmente exerciam a sua autoridade e ensinavam. Outros sobreviviam à beira de um ataque de nervos, como era o caso daquela giraça stôra de português que veio a cumprir uma bem sucedida carreira politica num partido do arco do poder. Sobravam ainda aqueles professores modernaços ou trotskistas que pareciam divertir-se com toda aquela cegada: não davam negativas nem marcavam faltas. Desconfio até que só não partilhavam um charrito com o pessoal por mero acanhamento. Não sei se algum, alguma vez, chegou a ministro da educação.

Eu, que cresci nesses tempos, como um filho pródigo atravessei o deserto, paguei as favas e sobrevivi. Devo isso provavelmente à religião e a alguns tabefes parentais que afinal não foram totalmente desaproveitados.

À parte os trotskistas, que se extinguiram no ensino e noutros ofícios, dá-me a impressão que até hoje as coisas permanecem relativamente na mesma. Consumada a adolescentocracia, a delinquência na escola despiu as máscaras ideológicas e legitimou-se. A norma é considerada castradora, basicamente perversa para a "escola de vida" onde o mérito é o ultimo dos critérios. O ensino, questão acessória, tem que ser divertido, tolerante, participativo e relativo como afinal é tudo na vida moderna, a começar pelo "bem" e pelo "mal". Daí a pregar uma pêra ao stôr é só um pequeno passo, ou não somos todos iguais e cheios de direitos?

Resta saber o que os pais da minha geração estão dispostos a sacrificar e a prescindir para agradar aos seus anafados principezinhos. Uma duvidosa licenciatura numa privada, muitos direitos e a chave de um automóvel, tudo sem contrariedades nem esforço. Deixem então as vossas criancinhas fazer o que bem lhes aprouver, pois entre mortos e vivos alguém há-de escapar neste país de medíocres. E acreditem que os professores humilhados são o menos maligno dos danos colaterais.

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por João Távora às 00:01

Sexta-feira, 21.03.08

Três da tarde

 



(...) Depois, sabendo que tudo estava consumado e para que se cumprisse a Escritura, Jesus disse:
- Tenho sede
Estava ali um vaso cheio de vinagre. Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre e levaram-Lha à boca. Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou:
- Tudo está consumado!
E, inclinando a cabeça, expirou.

Por ser a Preparação, e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado, – era um grande dia aquele sábado – os judeus pediram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro, depois ao outro que tinha sido crucificado com ele. Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. (...)

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Excerto do relato da crucificação, pelo apóstolo S. João (18, 1 - 19, 42), aquele de quem se diz ter sido o predilecto de Jesus.

 

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por João Távora às 17:22

Quarta-feira, 19.03.08

Semana Santa

Em direcção ao escritório, no meio do transito implacável, oiço as notícias do mundo em ebulição. A chuva bate forte sob as nuvens pesadas e tristes. A guerra, a governança, a bola, a economia, reverberam nos altifalantes do rádio enquanto o país que se prepara para alvorar pró Algarve, pró Brasil ou simplesmente prá “terra” nestas mini-férias de Páscoa. A minha terra é Lisboa e eu ficarei por cá.

Então vem-me à memória um tempo em que, na família e no bairro, vivia-se uma Páscoa cristã. Pondo-me a pensar melhor, se calhar isso era apenas uma ilusão minha, provocada pelo o ambiente familiar que reflectia uma certa sobriedade própria da  Semana Santa. Em minha casa ou nos meus avós, os rituais preparatórios da grande celebração cristã marcavam aqueles dias, e o melhor que podia acontecer naquele tristonho início de férias, era uma futebolada com os colegas da catequese no adro da igreja, entre uma manhã de Retiro espiritual e a Celebração Penitencial. A televisão e a rádio também espelhavam aquele tempo de recolhimento, com muita música clássica, longas metragens bíblicas ou alguma série histórica. À Sexta-feira nem publicidade passava.

Com isto não quero dizer que nutra particular saudade por essa época, ou que tais modos políticos fossem especialmente virtuosos, antes pelo contrário. Reconheçamos que também não serviu para nada o facto de então todo o país ver teatro à segunda, cinema à quarta ou Nemésio ao Domingo. A incivilidade e o atraso cultural permanece aquilo que todos sabemos.

O que é facto é que hoje sinto falta de parar um pouco, de um pouco de silêncio... Que parasse por uns dias toda esta atordoante alienação sonora e visual em que sobrevivemos. Parece-me que há barulho a mais, propaganda a mais, correria a mais, um ambiente que condena os mais incautos à mais básica exterioridade. Nada predispõe ninguém a uma pacifica oração, meditação ou escuta interior. E é pelo coração que ouvimos, entendemos ou descobrimos o que demais importante a vida tem para nos revelar.

Para os cristãos é então tempo de parar, pois é para o coração que Jesus nos fala e assim nos redime. É pela nossa felicidade que um silêncio interior se torna urgente.

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por João Távora às 14:40

Terça-feira, 18.03.08

Retratos de Lisboa (6)


No final do séc. XIX duas vivendas da Avenida António Maria de Avelar, artéria que depois de 1910 vem a ser nomeada Av. 5 de Outubro. Fotógrafo não identificado, imagem daqui.

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por João Távora às 12:30

Domingo, 16.03.08

Domingo - 6º da Quaresma

Evangelho segundo São Mateus 21, 1-11

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Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: «Ide à povoação que está em frente e encontrareis uma jumenta presa e, com ela, um jumentinho. Soltai-os e trazei-mos. E se alguém vos disser alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles, mas não tardará em devolvê-los».
Isto sucedeu para se cumprir o que o Profeta tinha anunciado: «Dizei à filha de Sião: ‘Eis o teu Rei, que vem ao teu encontro, humildemente montado num jumentinho, filho de uma jumenta’».
Os discípulos partiram e fizeram como Jesus lhes ordenara: trouxeram a jumenta e o jumentinho, puseram-lhes em cima as suas capas e Jesus sentou-Se sobre elas. Numerosa multidão estendia as capas no caminho; outros cortavam ramos de árvores e espalhavam-nos pelo chão. E, tanto as multidões que vinham à frente de Jesus como as que O seguiam, diziam em altos brados: «Hossana ao Filho de David! Bendito O que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!».
Quando Jesus entrou em Jerusalém, toda a cidade ficou em alvoroço. «Quem é Ele?» – perguntavam. E a multidão respondia: «É Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia».

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Da Bíblia Sagrada

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por João Távora às 09:24

Sábado, 15.03.08

Sábado de manhã

Com um Sol radiante e desinibido como o da primavera, atulhado com jornais que não vou conseguir ler, sento-me a uma mesa do paredão da Poça para uma revigorante bica cheia. Mesmo como eu gosto. Entretanto o Zé Maria, na cadeirinha de passeio, distrai-se com os ciclistas a passear, a miudagem em correrias, ou um cão fortuito que galopa com a língua ondulante. Mexo o café, enquanto me concentro nas primeiras linhas daquela notícia, e logo o rapaz se começa a inquietar, com ganas de se atirar ao mundo que está todo ali à sua frente. Ao terceiro guincho, de trespassar o mais resistente tímpano, concedo à urgência das súplicas e liberto-o das amarras da cadeira. Vai daí ele desarvora pelo paredão, de gatas por entre as passadas dos atletas de fim-de-semana e atravessando-se à frente dos casalinhos enamorados, em direcção ao abismo que cai para as rochas e para o mar feiticeiro.

Então, renunciando às minhas vontades, disponho-me a apoiá-lo num passeio pelo seu pé: dobrado pelos abdominais, agarro-o pelas mãozitas e lá vamos nós paredão afora. Enquanto o miúdo chilreia de felicidade, o giro cedo se torna numa tortura para as minhas costas, dada a minha compleição física de pai tardio. Eu devia era fazer mais exercício, ou arrisco-me a passar vergonha quando jogarmos à bola. E afinal de contas que mal faz não ler os jornais?

 

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por João Távora às 19:49


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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