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João Távora



Sexta-feira, 20.03.09

Fechados para balanço


As circunstâncias obrigam-nos a parar para repensar o projecto. Esperamos voltar em breve.

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por João Távora às 15:45

Quinta-feira, 19.03.09

Dia do pai

O Diário de Notícias apresenta hoje uma abordagem da efeméride pela perspectiva da paternidade precoce, o pai adolescente, herói anónimo prematuramente confrontado com a responsabilidade de sustentar e formar a sua descendência. As alternativas no enfoque seriam para além da paternidade regular que "não é notícia", a perspectiva que eu conheço melhor: a do pai tardio e entradote, confrontado com noites em claro, sustos, fraldas e bolsadelas no teclado do computador. A experiência possui uma magia e encanto muito próprios, para lá dos sintomas de cansaço, cabelos brancos e dumas pontadas nas costas de vez em quando: estou proibido de me acomodar, conformar, enfim envelhecer. Viva eu!

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por João Távora às 15:15

Quinta-feira, 19.03.09

O anticlimax


A poucos dias da final no Estádio do Algarve, não sei o que passou pelas cabecinhas da organização da Taça da Liga para juntarem Nuno Gomes e João Moutinho, qual harmonioso casalinho, numa conferência de promoção do evento. Tratou-se duma descarada mariquice rematada no final com beijinhos e abraços entre as melenas do Nuno Gomes. Assim não vamos lá (ao estádio, claro).


Quer isto dizer que a Liga de Clubes não percebe nada da poda: para encher o estádio e pôr o país a roer as unhas com um derby entre os arqui-rivais Benfica e Sporting bastam umas provocaçõezitas e uns vitupérios brandidos por ambas as partes da contenda. O futebol fala grosso, pica na barba e é politicamente incorrecto. Deixem-se de tangas!

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por João Távora às 11:44

Quarta-feira, 18.03.09

A questão do preservativo

Qualquer dia sou preso ou fazem-me uma espera mas eu não me importo: na adolescentocracia em que vivemos, compreende-se que a mensagem do Papa menosprezando a eficácia do preservativo como remição do flagelo da sida seja a priori rejeitada. Mas talvez um pouco de boa fé e uma pequena parte da nossa consciência nos ajudem a chegar lá: a questão da sida só será verdadeiramente mitigada e debelada através de uma adequada educação sexual, por via da difusão de exigentes valores civilizacionais, como a castidade, a fidelidade entre marido e mulher  - ou entre parceiros sexuais, para ser mais politicamente correcto - e a monogamia, em contraste com uma cultura de promiscuidade e de hedonismo que nem a lonjura e o calor dos trópicos justificam.


Muitos dos que se chocam com a exigência desta mensagem, preferem nela ver um farisaico encolher de ombros face à propagação da “pandemia africana”. Para anunciar fórmulas de facilitismo estão cá os políticos. A Igreja ensina, na dignidade da pessoa humana, uma via mais difícil, mais estreita e seguramente menos rendosa. Mas nem por isso menos necessária e verdadeira.

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por João Távora às 16:37

Quarta-feira, 18.03.09

A respeito da eutanásia, a grande causa do reverendo Louçã...

escreve André Azevedo Alves no Insurgente: (...) Poucos acreditarão que a iniciativa (do Bloco de Esquerda) visa, efectivamente, combater a “obstinação terapêutica” mas há um aspecto da mensagem de Louçã que é inteiramente credível. Historicamente, o socialismo nunca foi particularmente eficaz a proporcionar o acesso dos cidadãos à larga maioria dos bens e serviços, mas revelou-se sempre terrivelmente eficaz a garantir o “acesso livre e informado à morte” (...). Leia tudo aqui.

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por João Távora às 16:36

Quarta-feira, 18.03.09

Católicos de ocasião

O jornalista Luís Osório, que ontem no Rádio Clube Português a respeito de não sei quem que o desiludia afirmava-se simpatizante da  maçonaria, declarou esta manhã no mesmo programa que, como católico, sentia-se envergonhado com as afirmações do Papa sobre a estafada questão dos preservativos.


Eu por mim, acho surpreendente a facilidade com que despontam católicos quando é para dizer mal da Igreja. Onde é que eles estão quando é para fazer obra e arriscar um caminho?

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por João Távora às 16:35

Segunda-feira, 16.03.09

Não há protocolo que acautele a má criação *

Eu que já acompanhei comitivas e dei uma mãozinha no MNE sei bem como viajar com políticos e lidar com alguns diplomatas dá broncas destas e bem piores, coisa que na era dos blogs pode criar alguns incómodos. Consta que num jantar informal à partida de Cabo Verde o ministro Rui Pereira ter-se-á apropriado dum lugar esquerda de José Sócrates (um péssimo lugar portanto) ocupado pela jornalista Dina Soares. Enfim, estes ambientes são propícios a melindres protocolares, que atingem foros paranóides alastrando qual epidemia, das salas de conferências e dos banquetes, para os ministros e funcionários, motoristas e estafetas. Os primeiros são os primeiros e os últimos são mesmo últimos – nem sempre se percebe bem para que campeonato, mas a coisa funciona assim. O tema dava um belo guião para um programa da National Geographic.


 


* Via João Villalobos no Corta-fitas

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por João Távora às 16:41

Domingo, 15.03.09

Quaresma


Não será boa altura a Quaresma, para expulsarmos os vendilhões do nosso templo que impunemente nos cercam o nosso coração, acenando-nos com as estéreis distracções e vaidades, coibindo-nos assim  duma mais íntima aproximação a Cristo? Não podemos nós cristãos ser melhores nesta quadra? 

 

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por João Távora às 17:44

Sábado, 14.03.09

A génese da nossa regeneração

Todos conhecemos as infra-estruturas de ensino construídas nas grandes cidades ao tempo da monarquia liberal. Todos reconhecemos pela sua traça característica o múltiplo equipamento construído pelo Estado Novo, ainda hoje parcela decisiva na oferta nacional. O abarracamento pré-construído é o estilo que marca o pós 25 de Abril em matéria de construção escolar onde impera o pladur e a cobertura lusalite ou argibetão.  De facto no período democrático da república as prioridades foram as auto-estradas, centros comerciais e estádios de futebol. Passados mais de trinta anos, com um parque escolar muito degradado, começa-se finalmente a notar sinais de mudança com o anúncio de muitos milhões para a sua recuperação. E haverá com certeza mais boas notícias: por exemplo aqui no Estoril foi recentemente inaugurada a escola básica nº 1 de Alapraia, unidade modelar até do ponto de vista arquitectónico.

Em matéria de ensino, onde se joga o futuro e a proficiência e da nação, fica ainda a faltar a aposta mais difícil, porém decisiva: a reconstrução das escolas por dentro, na sua vocação e substancia. Desafio para o qual o regime não tem força ou vontade.


 


Publicado também aqui

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por João Távora às 23:04

Sexta-feira, 13.03.09

Pela sua rica saudinha

Hoje no parlamento uma proposta socialista  estipulando que o teor máximo de sal no pão passe a ser de 1,4 gramas por cada 100 gramas foi aprovada por larga maioria dos deputados da nação. Suspeito que o que se segue é o debate a respeito da quantidade de gordura no toucinho e sobre a porção de açúcar nos Ovos Moles ou nas Bolas de Berlim. Sempre é mais fácil regular a culinária.

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por João Távora às 18:57

Sexta-feira, 13.03.09

Habitação social


Sá Fernandes deixa obra feita: acampamento na rampa do túnel embargado, em plena Av. António Augusto Aguiar. Roubado ao PPM, leia tudo aqui.

 

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por João Távora às 17:38

Sexta-feira, 13.03.09

O crime

(...) Na génese da violência estão culturas permeáveis à infracção, ao desprezo pela autoridade e à recompensa pelo acto atrevido. No fundo, o liberalismo foi sempre uma miragem optimista: quando se dá aos indivíduos rédea solta, salta um Madoff, um "médico da morte", um Landru ou um atirador sobre alvos em movimento. (...)


 


Combustões

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por João Távora às 17:10

Sexta-feira, 13.03.09

A semântica instrumental

Quando menos esperamos, o significado de uma velha e batida palavra ganha conotações malditas sendo logo proscrita do linguajar engagé ou oficial. Por exemplo, dificilmente eu cometeria o pecado de chamar “criadas” às empregadas dos meus avós. Mesmo que de facto tivessem sido criadas naquelas casas e de lá saído verdadeiramente formadas para uma vida melhor.


A minha filha pequena que está a dar os primeiros passos nesta existência complicada, depois de uma saudável aula de cidadania e solidariedade (nunca por nunca dizer “Caridade” - s. f., amor ao próximo; benevolência; bondade; compaixão; beneficência) já me veio dizer que afinal “não há pretos, pai”. "Todos diferentes todos iguais" pensei eu que até vejo com bons olhos o reforço da escola laica à nossa educação cristã. De seguida a miúda esclareceu-me que “eles não são pretos, são castanhos, pai; e os brancos também não são brancos, são cor-de-rosa, pai”. Fiquei na dúvida se tanto preciosismo cromático cairá bem socialmente. Eu, por mim, se possuísse ambições políticas ou tivesse que escrever “a sério” um artigo sério sobre negros, escolheria a palavra “africanos”. Omite-se a cor para lhe tirar importância... e amenizar os nossos complexos de culpa.

É como o "doente" num hospital que afinal se chama “Utente”. Corrigiram-me tantas vezes quando por lá andei... “Doente”, não: o estatuto de “Utente” tem muito mais decência e é o melhor placebo para qualquer terrível maleita. E evita que alguém de má fé nos aponte o dedo, e nos mande para o... hospital.

De resto, é o que eu sempre disse: "o verdadeiro cego é aquele que não quer ver". Sei-o há muito tempo, mas percebo agora que os outros, os cegos involuntários, são apenas “invisuais”. Ou melhor, “Pessoas Portadoras de Deficiência”, não vá a boca fugir para a verdade a algum malandro que o designe de forma indecorosa.

Daqui por uns anos já não haverá mais “velhos”, aquele incómodo e degradado Ser que passa o dia a jogar dominó ou a dar milho aos pombos nos nossos jardins. No futuro seremos todos respeitáveis e dinâmicos “Seniores” cheios de auto-estima e de PPRs. Velhos nunca, que é aí que a morte se esconde.

É nesta estonteante espiral reformadora da realidade que o Governo em boa hora extinguiu a Comissão Para a Igualdade e Para os Direitos das Mulheres e instituiu a revolucionária Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. Eu por mim nunca mais vou “fazer género” com qualquer um... Promiscuidades é que não!

Estranhas modernices estas, quando se recusa a mentira mas tolera-se a "inverdade", pecadilho próprio de políticos e de outros inimputáveis. E da IVG que não oculta a tragédia do aborto nem quero mais falar, para não azedar esta crónica.

É com esta sempre renovada linguagem se reinventam os tabus e o regime promove a sua semântica instrumental, anódina e igualitária, à qual a implacável realidade se manterá indiferente.


 


Texto reeditado

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por João Távora às 11:51

Quinta-feira, 12.03.09

Medina Carreira - Em acta

"Vocês, comunicação social o que dão é esta conversa de «inflação menos 1 ponto», o «crescimento 0,1 em vez de 0,6»....Se as pessoas soubessem o que é 0,1 de crescimento, que é um café por português de 3 em 3 dias... Portanto andamos a discutir um café de 3 em 3 dias...mas é sem açúcar..."

 


"Eu não sou candidato a nada, e por conseguinte não quero ser popular. Eu não quero é enganar os portugueses. Nem digo mal por prazer, nem quero ser «popularucho» porque não dependo do aparelho político!"

 


"Ainda há dias eu estava num supermercado, numa bicha para pagar, e estava uma rapariga de umbigo de fora com umas garrafas, e em vez de multiplicar «6x3=18», contava com os dedos: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9... Isto é ensino... é falta de ensino, é uma treta! É o futuro que está em causa!" 

 



 

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por João Távora às 11:40

Quarta-feira, 11.03.09

Uma esmolinha para a comissão

Na declaração de IRS, anexo H disponível na Internet entre as várias opções para "Benefícios Fiscais" e "Deduções à colecta" consta uma para donativos respeitantes às Comemorações do Centenário da República.  Não chegam os dez milhões orçamentados para pagar a palhaçada?


 


Via Rui Monteiro da Plataforma do Centenário


 

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por João Távora às 18:34


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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