Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

João Távora



Quinta-feira, 30.04.09

Venerandos e obrigados!


Agora percebi: em vez de electrodomésticos, os socialistas ofereceram Magalhães. A questão é que continuamos um país de caciques.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 18:32

Quarta-feira, 29.04.09

Cartazes à maneira só com o Dr. Vital Moreira

 



 


Enquanto os especialistas “independentes” se manifestam doutamente sobre a suposta má qualidade dos cartazes de Manuela Ferreira Leite, o partido do governo manda retirar os painéis do Dr. Vital Moreira prá Europa, por causa da “lamentável gralha”. Coisa pouca, nada que umas dezenas de milhares de euros não resolvam: apresenta-se a factura, e a farra continua.


 


Imagem surripiada a Luís Bonifácio, Nova Floresta

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 17:53

Quarta-feira, 29.04.09

Estereótipos e equívocos

Concordo parcialmente com a opinião que Rui A, "ex-feroz republicano" aqui manifesta sobre alguns monárquicos – de facto estes foram em muitas ocasiões os maiores adversários da monarquia. Mas como o Nuno Castelo Branco afirma aqui, não nos podemos alhear do fenómeno de crescente renovação dos protagonistas desta causa que nada têm a ver com esses estereótipos.

Jamais será possível a restauração da monarquia sem monárquicos, e como em tudo na vida, é tão fácil quanto estéril falar de fora, sem arriscar a pele na alteração do estado de coisas - estamos nessa fase. De resto creio o congresso monárquico que se avizinha revelar-se-á uma boa surpresa para quantos andam mais desatentos à questão.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 11:11

Terça-feira, 28.04.09

República vs Monarquia


 


Quando a política quotidiana aborrece profundamente um monárquico, este tem sempre outros horizontes (literalmente) para onde se voltar: ora leiam esta excelente análise de Rui Albuquerque no Insurgente:


 


Um dos aspectos mais evidentes do funcionamento das repúblicas de forte incidência parlamentar é a degenerescência das suas instituições políticas. A razão é simples de entender. Na verdade, exceptuando os poucos países que sacralizaram a república (como os EUA), os demais não possuem instituições com legitimidade própria, isto é, que não decorra da legitimidade política. Por isso, a actuação dos protagonistas institucionais é sempre perspectivada, pelos seus adversários ou pelas suas vítimas, como resultado do jogo político, e não exactamente como o desempenho de funções próprias, autónomas ou mesmo independentes do poder político. Ler mais »»»


 


 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 17:16

Terça-feira, 28.04.09

Antropometria aplicada aos jesuítas - a pseudo-ciência ao serviço dos republicanismo


Sobre o perigo das modas pretensamente cientificas importa ler este texto:




Entre as imagens de violência que ilustram a instauração do regime republicano em Portugal, sobressaem as que mostram as humilhações infligidas aos padres da Companhia de Jesus. Assaltados nas suas casas religiosas por fortes contingentes armados, presos, agredidos, insultados, expulsos do país, passaram ainda pela enxovalhante operação de medição dos seus crânios no posto antropométrico da Penitenciária de Lisboa, onde se faziam os estudos sobre a constituição física dos criminosos, para confirmação das teses em voga sobre as relações entre a criminalidade e as anomalias anatómicas. Ler mais»»»

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:04

Segunda-feira, 27.04.09

Do México a Massamá

Porcos e Aves são esteticamente diferentes, e tirando o porquinho Babe, a passarada é por defeito mais elegante, simpática e definitivamente mais asseada: se o massacre mediático foi o que foi aqui há tempos sobre a gripe das aves, agora que isto deu nos porcos estamos tramados. As parangonas diárias prometem: mais um caso em Madrid, outro em Frankfurt, falso alarme em Badajoz, suspeito de gripe suína isolado em Massamá...


E se a ameaça não pára antes das eleições europeias, nem que os candidatos aprendam a fazer o pino se vai falar de outra coisa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:57

Segunda-feira, 27.04.09

Fracturas expostas

A respeito deste post, Carlos Santos desafia-me a ler este seu texto e a afirmar a minha posição quanto ao fenómeno da tortura e da sua hipotética legitimação. Acontece que a minha sensibilidade e educação cristã remetem-me para uma posição radicalmente contra tais práticas, sejam elas exercidas por “fascistas” ou “comunistas” de “direita” ou de “esquerda”.

Como noutras questões éticas, como a do aborto ou eutanásia, reconheço que há "casos limite" que nos remetem para dilemas complexos.  Por exemplo há quem reclame a legitimação da tortura, quando esse recurso possa evitar uma catástrofe e salvar vidas. Ainda assim, tendo a questão como abstracta, mesmo num caso desses eu mantenho a minha opinião: determinados princípios éticos têm que ser sempre salvaguardados, sob o risco de se relativizarem valores, que inevitavelmente corrompem os alicerces duma civilização evoluída. O respeito pela dignidade de cada ser humano, projecto de Deus único e irrepetível, deve ser um valor inalienável.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 12:57

Domingo, 26.04.09

Domingo


26 de Abril dia do Santo Condestável de Portugal


 

A santidade vive-se na história, e nenhum santo está isento das limitações e dos condicionalismos próprios da nossa humanidade. Ao canonizar um seu filho, a Igreja não celebra opções históricas particulares realizadas por ele, antes o propõe como modelo à imitação e veneração pelas suas virtudes, para louvor da graça divina que nelas resplandece.

 

Papa João Paulo II

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 15:49

Sábado, 25.04.09

Estamos à espera de quê?

As revoluções são como as guerras: fazem mal aos países, são uma violência contra a  História e dificilmente mudam mentalidades e instituições. As revoluções destroem coisas boas e más indiscriminadamente, produzem muitas vitimas para poucos resultados. As revoluções exigem demasiado esforço em reconstrução.

Numa nação verdadeiramente civilizada e livre, o sistema regenera-se por dentro, pela força da vontade e mérito das pessoas.

Em Portugal falta qualidade à democracia, há pouca liberdade e como bem sabemos não é uma nação civilizada.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 23:08

Sábado, 25.04.09

Ladainha


Paulo Pinto de Mascarenhas discorda “da ladainha” de uma certa direita que não rejubila   com as comemorações do 25 de Abril, e afirma que essa direita nunca deveria ter permitido que a esquerda se apropriasse do.

Eu, que enfiei esse barrete, também discordo do Paulo, pois sou dos que vivem neste dia um sentimento ambíguo, algo melancólico até. Se por um lado lhe reconheço o significado pela conquista do mais sagrado valor civilizacional, o da liberdade de expressão, o 25 de Abril traz-me inevitavelmente à memória os sequentes meses de inglório combate por essa liberdade que nos ia sendo usurpada pela esquerda totalitária que tomara conta do poder então. E o Paulo que se desengane: não foi sem um duro combate que “essa direita” foi literalmente atirada para fora do processo politico de “democratização”. Eu estive na rua e fui humilhado. O meu pai, cedo proscrito pelos governos revolucionários, para além da intervenção escrita e partidária, nunca falhou a rua. Eu por mim, militei na Juventude Democrata Cristã de Sanches Osório (extinta no 11 de Março), colei muitos cartazes e estive sempre onde era necessário em defesa dos valores democráticos ocidentais. Eu e os meus camaradas fomos crescentemente achincalhados até chegar o 11 de Março, quando, confesso,  um certo terror se apoderou de nós: qualquer coisa que mexesse à direita do PS era acusada de fascista, e chegámos a temer pelas nossas vidas.

Caro Paulo Pinto de Mascarenhas: como vê não é por uma questão estética ou de vontade que uma “certa direita” não desce alegremente a Avenida da Liberdade todos os anos. É porque logo a partir do dia 26 de Abril ela foi, metódica e antidemocraticamente, atirada borda fora do sistema, até chegar o dia 25 de Novembro, quando a liberdade e a democracia foram restauradas. Trata-se, caro Paulo, de uma questão tão emocional quanto racional, aquela que me afasta de quantos rejubilam com o 25 de Abril e para quem o PREC se tratou de inesquecíveis tempos de pândega, uma extravagância desculpável pelos ideais que reclamavam para si.  É que eu e muitos dos meus companheiros e amigos, fomos nesses dias os bombos da festa. 

Foi necessário muito fair play para essa indulgente direita se ter conformado com os excessos dessa amnistiada esquerda que hoje pontifica e é promovida no panorama politico e social português. Personagens às quais, graças a Deus, eu não necessito prestar vassalagem ou fazer cara alegre neste dia do ano ou noutro qualquer.

Fique o Paulo a saber que eu também trauteei as Cantigas e Maio até se me amargarem, sufocadas na garganta. O 25 de Abril que muitos festejam, ironicamente, acabou por pôr em causa a nossa liberdade e às tantas nossa sobrevivência. Só isso.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:34

Sexta-feira, 24.04.09

Portugal pequenino

Trinta e cinco anos após o 25 de Abril Portugal é uma partidocracia decadente, um país em profunda crise moral, económica e social. Com o debate político amestrado pela agenda politicamente correcta o regime mostra-se incapaz de se regenerar.

Claro que há alguns inconformados que apostam em projectos cívicos alternativos, numa luta desigual contra o poderoso centrão dos interesses.  É o caso de Laurinda Alves, candidata ao Parlamento Europeu (PE) pelo Movimento Esperança Portugal (MEP) que o jornal Público acaba de dispensar da sua lista de colunistas. De notar que neste mesmo jornal escrevem mais dois cronistas candidatos ao PE, o Rui Tavares pelo Bloco de Esquerda e Vital Moreira pelo partido do governo. As razões invocada pela direcção do jornal são “questões orçamentais”.  Laurinda Alves escrevia no Público há dez anos e nenhum outro colunista foi dispensado.

Coincidência ou não, também há pouco tempo Rui Marques presidente do MEP, deixou de escrever para o Correio da Manhã.

Quando falamos de Laurinda Alves e Rui Marques falamos de figuras públicas com prestigio e historial na intervenção cívica que optaram por posições políticas fora do sistema partidário vigente. E isso não tem perdão.

Trinta e cinco anos após o 25 de Abril os portugueses  têm aquilo que merecem: conformados e avessos à participação cívica, acabam por prezar o chavascal em que vivem nem que seja por inércia. Porque  afinal este é o panorama  que se adequa e melhor disfarça a mediocridade padrão.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 23:34

Sexta-feira, 24.04.09

O equívoco de Santana Lopes

De forma gratuita, Pedro Santana Lopes prepara-se afrontar os monárquicos portugueses convocando o letárgico Partido Popular Monárquico para a sua coligação à Camara Municipal de Lisboa. Estranho que os seus conselheiros não o tenham advertido de que o PPM se tornou num instrumento de promoção pessoal do Sr. Câmara Pereira, adversário dos monárquicos portugueses e persona non grata à instituição real que estes prezam e honram.

Tendo em conta o cariz supra-partidário da instituição que advoga, um partido monárquico é por si um contra-senso, e esse equívoco adensa-se quando o partido em causa acabou esvaziado de personalidades como Henrique Barrilaro Ruas e Gonçalo Ribeiro Teles, superiores figuras intelectuais que o fundaram e justificaram numa determinada conjuntura histórica.

Se Pedro Santana Lopes desejava atrair monárquicos com esta coligação é bom que se desengane quanto antes: isso não acontecerá num projecto que inclua o partido do Sr. Câmara Pereira.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 11:06

Quinta-feira, 23.04.09

Mais leitura, mais livros

Não é possível uma sociedade boa sem homens bons. As soluções aos desafios humanos, estão nas atitudes pessoais, começam nas nossas casas e partem dos nossos actos e vontades.

Na educação das minhas crianças travo duas duras batalhas contra a cultura do entretenimento e do consumismo: a primeira é a sua formação religiosa cristã, uma missão quase impossível no meio desta ruidosa bagunça hedonista.  A segunda, não menos ingrata, é a promoção da leitura: aos mais velhos já os desafio para os clássicos como Eça, Steinbeck ou Malraux, autores que ajudaram à minha formação como pessoa. Porque a boa literatura desacomoda e desvenda a magnitude do drama existencial. Porque a boa leitura ajuda a fazer pessoas melhores e mais completas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

por João Távora às 16:16

Quinta-feira, 23.04.09

Os meus livros


Cresci no meio de livros, pequenos, pesados, grandes ou leves,  de todos os géneros formas e feitios. Experimentei-os feitos de pano, em papel e até pergaminho, quando o meu pai mos deixava apalpar para  satisfação da minha curiosidade. Habituei-me a viver com eles, empoleirados nas estantes do escritório e ao longo do corredor lá no 3º andar de Campo d’ Ourique. Até na casa de banho se formavam pilhas de “patinhas”, “argonautas”, “vampiros” e “selecções”.
Foi na Avenida da Liberdade, na casa dos meus avós, que descobri o armário dos Tintins, no quarto do meu tio, ausente no ultramar. A minha vida nunca mais seria a mesma. Recordação remota é a dum fascinante livro de mesa, que se escondia no armário da grande sala da Avenida, em papel sedoso e pesado, com fotografias e ilustrações do Parque da Gorongosa, que ficava lá nas áfricas, para onde os meus tios iam prá guerra. Então perdia-me na savana africana, entre coloridas fotografias de leões e gazelas, enquanto a televisão imponente e pesada transmitia a mira técnica entre duas aulas da telescola.

A determinada altura, os meus pais estabeleceram prémios por objectivos, atribuídos à leitura de livros “sem bonecos” da Virgínia de Castro e Almeida, Condessa de Ségur ou Enid Blyton, aos quais por preguiça eu ainda resistia. Fazia-me muita impressão a rapidez com que o meu pai devorava todo o género de livros, a toda a hora. Hoje ainda tenho dúvidas se os lia na diagonal ou salteado, pois era vulgar encontrá-lo tempos depois afincado de novo ao mesmo romance ou ensaio que despachara numa hora.

Sou dos que lêem os livros devagar, não sei se por jeito ou falta dele. Nunca alcancei uma fórmula de leitura rápida que salvaguardasse o prazer, de maneira que estou condenado a escolher bem as minhas leituras, já que o "meu tempo” é um bem escasso.  Facilmente me distario entre duas linhas dentro da história, na senda dum fugaz pormenor, ou duma recordação espicaçada. Também me zango com os livros, desisto, troco-os e traio-os quando me entediam ou me fazem sofrer demasiado. O facto é que termino-os quase sempre e tenho dificuldade em me desfazer deles: um drama para quem tem uma família grande que mora num apartamento na periferia. Que falta nos faz algum sentido prático dos que consomem paperback, aqueles livros descartáveis que os bifes se "esquecem" nos hotéis... Afinal onde é que guardamos uma boa leitura?

 

Texto reeditado

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 10:50

Quarta-feira, 22.04.09

Blogues Influentes II

O Pedro Rolo Duarte tinha as expectativas muito elevadas em relação aos blogers influentes: esperava outra coisa da comitiva que esteve em Bruxelas na semana passada. Oiça aqui.

Talvez daqui até às eleições a sua ideia ainda mude, mas por agora nada posso fazer - tenho que ir trabalhar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:32


Pág. 1/2




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Instagram

Instagram

calendário

Abril 2009

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930