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João Távora



Quarta-feira, 30.09.09

Sem rei nem roque

 

Foi um espectáculo confrangedor ontem à noite assistir às declarações do Chefe de Estado: afinal as suas tão aguardadas palavras pouco mais revelaram do que um homem acossado pela intriga que grassa entre os órgãos de soberania e de estados d’alma pouco dignos do mais alto magistrado da nação. Depois, já enterrado no sofá, foi assistir atónito à intervenção do ministro Pedro Silva Pereira, em autêntica pose de estadista, ripostar com invulgar dureza e numa arrogância quase elegante a pública birra de Cavaco Silva.

O que vem à tona com isto tudo é a materialização dum negro pesadelo: uma nação pobre e decadente a hipotecar o seu presente com  uma baixa e irresponsável guerrilha política protagonizada pelos principais órgãos de soberania nacionais: uma crise sistémica sem solução à vista.  Sem dúvida o panorama ideal para o regime celebrar o seu centenário. 

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por João Távora às 10:55

Terça-feira, 29.09.09

As novas incursões

Começam em festa no dia 04 de Outubro. Inscreva-se!

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por João Távora às 16:28

Terça-feira, 29.09.09

Bandeiras: pequeno manual de propaganda

Segundo alguma comunicação social, no Domingo passado uma bandeira monárquica foi hasteada nas Caldas da Rainha em frente à Câmara Municipal. Isto aconteceu sem que se conhecesse uma fotografia ou declarações dos rebeldes... e a discreta notícia morreu precocemente.
Tendo em conta que estas iniciativas espontâneas tendem a multiplicar-se pelo país fora, por forma a potenciarem-se os resultados do ponto de vista da sua visibilidade aqui deixo umas sugestões:
  1. Colocar a bandeira em lugar digno e com valor simbólico
  2. Tirar boas fotografias, bem iluminadas (com flash se necessário) em boa resolução.
  3. Emitir um comunicado de imprensa expressando as intenções da acção
  4. Enviar o comunicado de imprensa, por exemplo para a Lusa (ver contactos aqui) com fotografia em boa resolução anexada.
  5. Identificar um contacto para declarações à imprensa - não há que recear: o código deontológico dos jornalistas coloca fora de questão a publicação das suas fontes. O sigilo será salvaguardado pelo Órgão de Comunicação Social se essa vontade for devidamente expressa pela fonte.
  6. Se possível criar um blogue com reportagem fotográfica e filme da acção, e do teor do comunicado politico.
  7. Difundir à Lusa e aos blogues de referencia o endereço desse blogue para que possa ser referenciado e visitado.
Esta é a maneira simplificada e segura para dar visibilidade a uma acção que essa sim pode ser arriscada. Ou seja, feita a coisa mais difícil, convém que dê nas vistas e esta é a fórmula.

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por João Távora às 11:07

Segunda-feira, 28.09.09

Ao trabalho

Antes de mais, quero publicamente tirar o meu chapéu e dar os parabéns a Paulo Portas e a toda a direcção do partido pelo resultado histórico obtido pelo CDS PP. No entanto esta saborosa “vitória” não chega para me pôr eufórico: nos próximos anos o novo parlamento exibirá uma grossa maioria de esquerda que inclui uma significativa facção extremista, disruptiva, própria de democracias imaturas. Insisto na ideia de que uma direita débil é o primeiro sinal de um país pobre, estagnado e deprimido. Um dado que suspeito se acentuará nos próximos tempos, por mais injecções de capital que se processem nas obras públicas e no estado providência implantado.

É um facto que nem a alarmante crise, nem o atoleiro em que o país se encontra, nem mesmo os novos partidos que desta vez se apresentaram a votos, serviram para mobilizar cerca de três milhões e setecentos mil portugueses que teimam em alhear-se dos destinos da sua pátria: suspeito que somando estes números aos votos brancos e nulos, pelo método de hondt eles traduzir-se-iam numa maioria parlamentar. 

Este panorama confere à direcção do CDS um redobrado dever de lealdade para com os seus eleitores, exigindo-se ao partido uma oposição sem concessões ao "centrão" e uma determinada resistência aos cantos da sereia do poder imediato: creio que o crescimento do eleitorado do CDS-PP perspectiva-se inequivocamente à direita e numa grande maioria desiludida que urge resgatar à politica. É tempo da direita construir confiança e crescer para salvar de Portugal.

 

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por João Távora às 11:19

Segunda-feira, 28.09.09

Mixed Feelings II

Nem a alarmante crise, nem o atoleiro em que o país se encontra, nem mesmo os novos partidos que desta vez se apresentaram a votos, serviram para mobilizar cerca de três milhões e setecentos mil portugueses que teimam em alhear-se dos destinos da sua pátria: suspeito que somando estes números aos votos brancos e nulos, pelo método de hondt eles traduzir-se-iam numa maioria parlamentar. 

Este panorama e os fantásticos resultados obtidos pelo CDS conferem à sua direcção um redobrado dever de lealdade para com os eleitores, exigindo-se ao partido uma oposição sem concessões ao "centrão" e uma determinada resistência aos cantos de sereia do poder imediato: creio que o crescimento do eleitorado do CDS-PP perspectiva-se inequivocamente à direita e numa grande maioria desiludida que urge resgatar à política. É tempo da direita construir confiança e crescer para salvar de Portugal.

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por João Távora às 11:13

Domingo, 27.09.09

Mixed feelings

O resultado histórico obtido pelo CDS PP, unido em torno de uma liderança determinada e duma mensagem politica assertiva e clara, não chega para me comover grandemente: o novo parlamento eleito exibirá nos próximos anos uma grossa maioria de esquerda que inclui uma significativa facção disruptiva, própria de democracias imaturas. Insisto na ideia de que uma direita débil é o primeiro sinal de um país pobre, estagnado e deprimido. Características que suspeito se acentuarão nos próximos tempos, por mais injecções de capital que se processem nas obras públicas e na providência social. Esta perspectiva e o bem que quero aos meus filhos e ao meu país desfaz qualquer vontade que eu tivesse de sorrir.

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por João Távora às 22:52

Domingo, 27.09.09

Contabilidade criativa

Espanta-me que os políticos e comentadores, questionados sobre a perspectiva de alta abstenção, se escudem na possibilidade de aumento de eleitores face às legislativas de 2005. Sobre o assunto a questão que interessa é mesmo a proporção.

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por João Távora às 19:56

Domingo, 27.09.09

O dia das grandes escolhas

Às duas da tarde na minha mesa de voto, no liceu de S. João do Estoril, já tinham colocado a cruzinha no boletim trezentas em novecentas pessoas inscritas: era isso que indicavam os números a giz na ardósia da sala de aula. 

Espero que o grosso dos eleitores surjam durante a tarde, pois os caminhos difíceis que se perspectivam a este depauperado país exigem um massivo sufrágio.

Participar é preciso, ou então depois não nos podemos queixar.

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por João Távora às 16:11

Sábado, 26.09.09

A ver se me aguento!

Neste dia de reflexão eleitoral, acordei com uma irresistível vontade de comentar as campanhas e fazer balanços sobre as prestações dos partidos, como aqueles que se publicam no Diário de Notícias. Não sei se é do ócio, se é do tempo, mas hoje sinto-me muito isento e particularmente inspirado. Decididamente o fruto proibido é o mais apetecido!

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por João Távora às 16:21

Sexta-feira, 25.09.09

Um novo mote

 

Se passamos a vida a lamentar a História e o nosso crónico atraso (eu que o diga) porque não arrepiamos caminho? Parece-me urgente alterarmos os paradigmas que têm gerido os destinos do nosso país desde tempos imemoriais, reforçados pela matriz socialista do regime nos últimos trinta e tal anos. 

A responsabilidade na mudança deste estado de coisas está, e sempre esteve, na vontade e competência dos indivíduos. Mas o primeiro passo a dar, será sem dúvida, uma mudança massiva dos portugueses no seu sentido de voto: um voto que devolva às pessoas o protagonismo do sucesso das suas vidas, que motive a comunidade a descobrir a sua auto-estima na construção dum país mais prospero e mais livre. 

Um país com uma direita débil é um país pobre, estagnado e deprimido; e a viragem só pode começar com um novo mote, com um voto renovado: um voto na responsabilidade, no trabalho, nos valores que regem uma autêntica meritocracia. Para que assim possamos construir e delegar aos nossos netos uma História de esperança e com futuro. É tempo de virar o voto à direita.

 

Publicado também na Rua Direita 

 

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por João Távora às 17:13

Sexta-feira, 25.09.09

Quadraturas

Sou daqueles que escutam e lêem com atenção o Pacheco Pereira, porque lhe reconheço um pensamento invulgarmente inteligente. Além disso, longe de concordar com tudo o que ele diz, reconheço-lhe o mérito de protagonizar há muitos anos, actualmente em conjunto com António Lobo Xavier e António Costa, o grande clássico dos debates políticos da Comunicação Social, a Quadratura do Circulo. Parece-me que a chave do sucesso deste programa de Carlos Andrade, nascido na TSF dos anos 90, sempre foi a heterodoxia e a liberdade, constatadas numa linguagem liberta do marketing partidário, simplista e oficial.

De resto, contrariamente ao que proclama o nosso Pedro Correia, considero que o público tem uma grande vantagem quando escuta a prédica de Pacheco Pereira: ao contrário de muitos dos habituais comentaristas da rádio e televisões, quase sempre jornalistas no activo ou em licença,  todos lhe conhecemos os interesses e agenda.

Por mim, ainda sonho com o dia em que os órgãos de Comunicação Social, em prol duma oxigenação e desinfestação ambiental, declarem o seu engajamento politico-partidário.  Como se faz nas democracias mais avançadas.

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por João Távora às 14:52

Quinta-feira, 24.09.09

Do preconceito e xenofobia

A respeito desta brincadeira do Tiago, apetece-me dizer que também eu tenho os meus preconceitos sobre a estética, usos e costumes, dos mais variados nichos sócio-culturais coexistentes na nossa sociedade. Acontece que não me orgulho deles, nem faço disso alarde: reconheço que por uma questão de insegurança todos tendemos para uma certa xenofobia à qual a minha educação cristã se opõe radicalmente. Além disso a vida ensinou-me a descobrir que as pessoas são muito mais complexas e ricas do que os nossos rótulos e chavões. Mais uma vez, é o medo que sentimos pelo desconhecido que nos condiciona, diminui ou até... inspira ao ódio.

Tive o privilegio de crescer no seio de uma família lisboeta católica e tradicionalista (e culta, convém ressalvar), que nunca me protegeu “do mundo”: desde cedo tive bastante autonomia para enfrentar a rua e fiz a escolaridade integralmente em escolas publicas. Com isso hoje reconheço que ganhei uma privilegiada perspectiva de vida: aprendi que o preconceito e os constrangimentos sociais só nos impedem de ver mais longe, de sermos mais livres. Estou em condições de garantir ao Tiago que uma pessoa é muito mais do que os seus trejeitos e sinais exteriores, e que somos todos muito mais iguais do que aparentamos à vista desarmada. Aprendi isto em casa, com os meus pais e avós, e depois com a vida. 

 

 

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por João Távora às 12:06

Quarta-feira, 23.09.09

Equinócio

Há o Outono do calendário que chegou ontem, há o Outono “metrológico”, das folhas caídas, chuvadas e ventanias. E há ainda um outro Outono que é subjectivo, que depende da nossa percepção: com as rotinas recuperadas, os miúdos nas escolas, o trabalho a bulir, deitar cedo e cedo erguer, trânsito, reuniões, stress e ares condicionados, eu já me despedi do Verão. De pouco me valem estes dias radiosos e quentes como os de Agosto: de mansinho acabaram os serões à varanda a ver estrelas, e mesmo a poucos metros da praia já não me chega à alma o cheiro da maresia e o horizonte do mar.
Olá Outono, aqui vamos nós!

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por João Távora às 12:16

Terça-feira, 22.09.09

Vale quase uma campanha eleitoral

Vai para três semanas que por estranhos critérios de gestão empresarial o mais visto  e o mais independente dos telejornais nacionais foi suspenso. E habituámo-nos tão depressa, não foi?

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por João Távora às 11:01

Segunda-feira, 21.09.09

A chave do sucesso

Sou um pragmático de direita, seja lá o que isso for: no PREC cheguei a aclamar Mário Soares quando o poder estava na rua e pendia para os soviéticos em prejuízo das liberdades mais básicas. Em todos os sufrágios reclamo por uma vitória da direita, o que quer dizer que acabo torcendo pelo PSD, apesar de quase sempre votar no CDS.

Dito isto, considero pouco recomendável que estes dois partidos briguem pelos votos um do outro. Parece-me que Marcelo Rebelo de Sousa perdeu ontem uma boa chance de estar calado, pois o seu partido só tem a ganhar com um CDS forte. E Paulo Portas também deveria disfarçar sua voracidade pelo voto Social Democrata, partido que inevitavelmente será o seu único aliado natural. De resto, nesta derradeira semana de campanha parece-me que ambos os partidos ganhariam em disputar acirradamente as centenas de milhar de votos dos indecisos e da abstenção. Para uma derrota das esquerdas que é o único cenário que verdadeiramente nos poderemos rejubilar. 

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por João Távora às 16:46


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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