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João Távora



Domingo, 29.11.09

Uma Princesa radical

Ontem, por ocasião duma pequena entrevista para o próximo número do Correio Real, o Boletim da Real Associação de Lisboa, fui à outra banda onde tive o privilégio de privar com uma verdadeira Princesa, tão ou mais encantada que as dos romances e do cinema: falo de D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua provecta idade, é hoje uma neta viva do rei D. Miguel, esse mesmo do absolutismo e do tradicionalismo, da guerra civil de 1828 – 1834. 

D. Maria Adelaide nasceu em 1912 no exílio, em St. Jean de Luz, cresceu e viveu na Áustria aventuras e desventuras de pasmar: habitando no olho do furacão, após a I Grande Guerra  coabitou com os ocupantes comunistas da quinta em que vivia, dos quais recorda dos seus esbeltos cavalos e boinas vermelhas. Mais tarde, durante a ocupação nazi, foi presa pela Gestapo por várias semanas em Viena onde como enfermeira se juntara à resistência e acudia os feridos entre bombardeamentos. Foi nestas correrias e aflições que veio conhecer um estudante de medicina de seu nome Nicolaas van Uden com quem casou. 

Regressada a Portugal em 1948 após a revogação da lei do banimento, a Infanta veio residir perto da Trafaria, onde criou a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, instituição de apoio a mães pobres em fim de gravidez e crianças abandonadas, dedicando fervorosamente a sua vida aos mais desfavorecidos.

Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a Senhora D. Maria Adelaide, afilhada de baptismo de D. Amélia e D. Manuel II, hoje com noventa e sete anos, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da História dos últimos duzentos anos, é um verdadeiro exemplo de profunda Nobreza aliada a uma invulgar bravura e irreverência.

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por João Távora às 19:13

Domingo, 29.11.09

Deposição de uma coroa de flores no monumento aos heróis da restauração

Apela-se a todos os monárquicos que compareçam sem falta no dia 1 de Dezembro às 16,00 junto ao monumento na Praça dos Restauradores empunhando uma bandeira azul e branca.
Viva Portugal, viva o Rei!
 

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por João Távora às 18:23

Domingo, 29.11.09

Uma Princesa radical

Ontem, por ocasião duma pequena entrevista para o próximo número do Correio Real, o Boletim da Real Associação de Lisboa, fui à outra banda onde tive o privilégio de privar com uma verdadeira princesa, mais real do que as dos romances e do cinema: falo de D. Maria Adelaide de Bragança, infanta de Portugal, que por insólita conjugação de duas paternidades muito tardias e da sua provecta idade, é hoje uma neta viva do rei D. Miguel, esse mesmo do absolutismo e do tradicionalismo, da guerra civil de 1828 – 1834. 

D. Maria Adelaide nasceu em 1912 no exílio, em St. Jean de Luz, cresceu e viveu na Áustria aventuras e desventuras de pasmar: habitando no olho do furacão, durante a I Grande Guerra  coabitou com os ocupantes comunistas da quinta em que vivia, dos quais recorda dos seus esbeltos cavalos e boinas vermelhas. Mais tarde, durante a ocupação nazi, foi presa pela Gestapo por várias semanas em Viena onde como enfermeira se juntara à resistência e acudia os feridos entre bombardeamentos. Foi nestas correrias e aflições que veio conhecer um estudante de Medicina de seu nome Nicolaas van Uden com quem veio a casar-se. 

Regressada a Portugal em 1948 após a revogação da lei do banimento, a Infanta veio residir perto da Trafaria, onde criou a Fundação D. Nuno Álvares Pereira, instituição de apoio a mães pobres em fim de gravidez e crianças abandonadas, dedicando fervorosamente a sua vida aos mais desfavorecidos.

Longe das fugazes ribaltas e feiras de vaidades, a Senhora D. Maria Adelaide, hoje com noventa e sete anos, além de constituir um precioso testemunho vivo, directo e indirecto, da História dos últimos duzentos anos, é um verdadeiro exemplo de profunda Nobreza aliada a uma invulgar bravura e irreverência. 

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por João Távora às 17:37

Quinta-feira, 26.11.09

Travagem brusca

 

Consta que se perspectiva o adiamento da construção da ligação TGV entre o Porto e Vigo, não por causa das finanças públicas ou dum avisado acordo secreto entre as bancadas do PS e do PSD, mas por causa do Ministério Fomento espanhol que se justifica com questões do foro ambiental. Ora cá pra mim que não sou de intrigas,  isto trata-se afinal duma inadmissível intromissão do reino vizinho na estratégia de animação económica e do desenvolvimento da república de Sócrates. Daqui deste jardim à beira-mar plantado, além do adiamento da linha Lisboa Elvas, aguardam-se também as tomadas de posição dos lobbies envolvidos, assim como uma relação do número de desempregados previstos pela Mota-Engil e Teixeira Duarte em consequência do atraso.  

 

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por João Távora às 16:24

Quarta-feira, 25.11.09

Vão mas é roubar prá estrada

Uns dias depois dos votos contados começaram a cair as qimondas e outras empresas sob “suporte de vida” artificial. Passadas uma semanas da campanha eleitoral, o aumento dos impostos entra na agenda pela boca dum dos druidas regimentais, o Dr. Constâncio. Em tempos pré eleitorais, o estado das finanças publicas e o desemprego eram questões miserabilistas ou caprichos duma "Velha do Restelo". Acontece que a realidade é cruelmente linear, e as suas consequências impossíveis de evitar: é tudo uma questão de tempo, virem-nos ao bolso cobrar o descontrolo da despesa pública.

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por João Távora às 09:45

Segunda-feira, 23.11.09

Os conservadores II

Um brincalhão como sempre, o João Tunes, que descontextualiza a minha frase e atribui-lhe um sentido duvidoso. De resto, um verdadeiro conservador, ama a Liberdade antes de tudo (dou a entender isso no primeiro paragrafo), e até preza a mudança se ela emerge livre e verdadeira, se não for “ortopédica”. 

Uma provocação final: numa família (como num país), existe sempre o elemento “conservador” e o elemento “revolucionário”, dois caracteres que normalmente se complementam e digladiam saudavelmente. Dramático é se na disputa uma das partes for batida; e é sabido como a coisa piora substancialmente se a vítima for o conservador que é normalmente quem paga as contas, zela pela descendência e pelas tias tontas. 

Em Portugal os “revolucionários” e alguns líricos há muito tomaram conta do “pagode”, disfarçados de burocratas ou pregadores, e eu tendo trancar a porta “da minha casa” à chave. Capiche? 

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por João Távora às 10:23

Domingo, 22.11.09

Os conservadores

 

 

 

Tempos houve, duros admitamos, em que uma sociedade tacanha e assustada com os ventos de leste, se contrapunha vigorosamente às veleidades dalguns aventureiros, atrevidos pacifistas, livres pensadores e poetas. Os "amanhãs que cantam" nunca chegaram, mas essa geração perdida alcançou o poder, com os seus heróis caídos, não pela revolução, mas por conta de overdoses e outros excessos. Desfeitos os equilíbrios, emerge esta era pós-social e hedonista em que chafurda a avançada Europa. E hoje um conservador não passa dum exótico ser, rara criatura, curiosidade de revista, que a adolescentocracia dominante é obrigada a tolerar.  

 

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por João Távora às 22:49

Sábado, 21.11.09

Do fundo do tempo

Da varanda larga a claridade do sol ofuscava o quarto, enquanto a tarde avançava longa como as infindáveis férias de verão na cidade de cimento. Pelos raios de luz, volteavam microscópicos grânulos de pó, e num insólito protagonismo meia dúzia de moscas rebrilhavam numa desatinada dança de acasalamento. A criança pequena, entediada dos seus brinquedos, embalava-se em espirais de tonturas, enquanto descortinava uma estranha revelação: as voltas dos anos, o eterno retorno, do novo e do velho, do começo e do fim. Um eufórico contentamento invadiu o seu pequeno coração: tomando noção de si, percepcionara o dom da vida que adivinha a morte, um percurso tão eterno como cada dia, cada estação, cada ano; uma história sem fim que afinal estava a começar. O menino girava dançando com as moscas, por entre o pó e os raios de luz.

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por João Távora às 22:21

Quinta-feira, 19.11.09

Discos da Minha Vida - algumas notas

 

 

À medida que me vou lembrando de temas e discos para esta série que iniciei há algum tempo no Corta-fitas, mais admiração me causa a espantosa a quantidade de música a que nos podemos afeiçoar ao longo de numa vida: desde sempre que a oiço com intensidade como se dum alimento se tratasse, particularmente na adolescência em que dedicava a essa actividade a maior parte da minha preguiça. Desde os discos do meu pai, aos da casa da minha avó, à telefonia que me acompanhou a vida toda, passando pela música revelada por tantos “compagnons de route” em tão distintas fases e circunstâncias, sinto como se uma autêntica banda sonora tenha protagonizado toda a minha existência.

No início fui tentado ao desafio, porventura demasiado exaustivo, de enumerar as “músicas da minha vida”, em vez dos “discos” a que tivesse devotado um estatuto de culto. Ao enveredar pela segunda escolha, ficaram de fora muitos e marcantes temas que, ou porque nunca adquiri o disco, ou porque “por si” não chegaram para eu distinguir o respectivo LP. Só isso é que justifica a ausência, por exemplo, de muitos autores portugueses, nomeadamente de intervenção. Foi claramente a música popular anglo-saxónica o estilo que mais me marcou: não sei como teria sido a minha vida sem a efémera e redentora música pop. 

Mas foi a música "erudita" aquela que, pelas mãos do meu pai, primeiro entrou nesta história: a tarefa de eleger  muitos desses “discos da minha vida” que lhe pertenciam, tem se revelado quase impossível, dado eu não possuir referências suficientes para os encontrar na Internet, e parecer-me desonesto classificar dessa forma as versões que adquiri na idade adulta. 

Naturalmente nem sempre o contacto que tive com a obra coincidiu com a sua data de edição: muitos dos discos aqui apresentados conheci-os bastante tempo depois. Isso aconteceu por exemplo os álbuns dos Beatles e com parte da discografia dos Pink-floyd e dos Genesis gabrielianos. De resto, seria uma simplista conclusão deduzir  qualquer “evolução” dos meus critérios com o avançar da idade: isso só em parte é verdade (hoje alguns desses álbuns representam só são simpáticas recordações), eu nunca fui muito em modas, sofri diferentes influências e consumi grande variedade de estilos: desfruto com igual gosto um tema orquestral de Mantovani, uma fuga de Bach ou uns delírios eléctricos de Robert Fripp, dependendo do estado de espírito. 

Hoje, é certo, acompanho com dificuldade a música nova; mas em contrapartida, nos cada vez mais raros momentos de retiro, navego e redescubro a música antiga com enorme deleite. De qualquer maneira os “discos da minha vida” são muitos, estarão aqui no Corta-fitas para durar. 

 

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por João Távora às 11:18

Segunda-feira, 16.11.09

A banalização do escândalo

 

 

A minha apreensão não se prende tanto com a degradação do regime que enseba e recomenda-se, guloso no coito duma Europa protectora, mas com o fenómeno de banalização do escândalo, solidamente instaurado neste país a que já nos envergonhamos de chamar pelo nome. 

Se na política a relativização dos valores representa um passo decisivo para o abismo das nações, pior significado se me afigura a falência da capacidade de indignação de todo um Povo. Sucede que a gritaria que prevalece perdeu efectividade, o escândalo deixou de o ser, afundado num inútil bruaá onde a Verdade há muito entregou a alma ao Criador.

Vivemos dois mundos distintos e desligados: o dos comentadores (profissionais ou de café) e o país real, corrupto e inviável que navega autista na senda dum esquema o redima por mais um dia.  A situação fede a peste, mas aguenta-se no balanço. 

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por João Távora às 11:52

Sábado, 14.11.09

Carolina

 

Também foste minha predilecta e eu embalei-te ao som dos meus sonhos. Em pequenina, desvendei-te o meu mundo: cantei-te todas as cantigas que sabia, de roda e de amor, desfolhei-te histórias de mistério e aventura que contrastassem com o teu sonho cor de rosa. Altiva, sempre me olhaste sossegada e compreensiva, com os olhos fundos da tua mãe, dum mundo distante... sem aflições ou respostas complicadas. Para o caminho que é cada vez mais teu, que te afasta devagar numa dança solitária de segredos de menina, sei bem que levas o necessário, tens contigo o principal.

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por João Távora às 18:14

Sexta-feira, 13.11.09

Boa imprensa

 

 

Ficamos todos babados de orgulho - Os Ingleses que arquivaram ‘freeport’ e os 75 anos da marca de carrinhos com que o nosso primeiro ministro brincava, hoje são manchetes do Diário de Notícias

 

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por João Távora às 17:20

Sexta-feira, 13.11.09

Discriminação positiva

 

 

Ainda sobre o casamento gay, debate tendencialmente tão agreste e fracturante, gostaria para terminar, de clarificar a minha opinião sobre a incontornável questão das adopções.

Exceptuado o aspecto, para mim não despiciendo,  da nomenclatura do contrato de união civil entre dois homossexuais, concordo com tudo o que o Luís Naves refere no seu ponderado texto em baixo. Ou seja, em última análise reconheço que deveria ser contemplada a possibilidade de adopção de crianças por homossexuais, desde que salvaguardado o perfil psicológico e social garantidamente idóneo. Admito que pessoas com este perfil dariam melhor conta duma perfilhação do que qualquer casal de grunhos heterossexuais. Claramente uma solução dessas seria sempre preferível à do internamento em qualquer precária instituição de acolhimento existente. Só que, last but not the least, parece-me que deverá ser regra, sempre que possível, a preferência de soluções de adopção mais próximas quanto possível o modelo natural, biológico, de um pai e mãe, desde que garantidamente competentes para o exigente papel. Esta parece-me uma incontornável e positiva discriminação. 

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por João Távora às 17:16

Quarta-feira, 11.11.09

A Fuga Ao Segredo De Justiça que merecemos

A nossa proverbial Fuga ao Segredo de Justiça (FASDJ) verdadeiramente não tem qualidade nenhuma. Tome-se como exemplo o Caso das Sucatas: além de lhe faltar bom gosto e rasgo, não possui qualquer propósito filosófico ou estético: redunda com demasiada facilidade numa vulgar deprimente novela, enfadonha e com final previsível, donde nunca nada de decisivo resulta. O mordomo é que levará com as culpas.  

Já a conversa ao telemóvel entre Sócrates e Vara suspeito daria uma FASDJ de grande espectacularidade e inegável valor higiénico-patriótico, digna de um país do outro Mundo. Então, não haverá por aí um patriótico artista que, entre os corredores da judiciária de Aveiro, as gavetas fundas dos procuradores (e porque não do Supremo), que divulgue a gravação, mesmo que em curtos episódios? Não haverá uma alma generosa que liberte todo um país suspenso nas imaginativas congeminações de cada cidadão? Para que não seja por falta de meios, desde já ofereço os meus serviços e um blogue: em favor da higiene, tudo pela pátria.

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por João Távora às 11:25

Segunda-feira, 09.11.09

Das trevas à esperança

Quando Domingo de madrugada acidentalmente sintonizei na TV o final do programa Eixo do Mal, em que os seus intervenientes blasfemavam unanimemente numa despudorada risota por conta da posição da Igreja sobre o “casamento” entre homossexuais, confesso que cedi a um certo desânimo. 

Aquele triste espectáculo não me deveria surpreender, pois resulta, para além da vulgar má criação e mau gosto dos intervenientes, duma perda radical de influência dos católicos na sociedade portuguesa, fenómeno que propícia um primário e despudorado discurso anti-religioso e anti-clerical a que nos vamos habituando. Por todo o lado, dos blogues aos meios de comunicação de referência é cada vez mais vulgar observar um patológico ressentimento e as insinuações mais vis sobre a Igreja, a sexualidade dos padres ou sobre a ignorância dos fiéis: um dia destes na Antena 1, num programa de debate em prime-time “O Esplendor de Portugal” que versa assuntos de actualidade, um dos participantes gracejava, sem causar  qualquer reacção para além de risota, que não deveria ser permitida a circulação de crianças perto dum seminário. Assim, sem mais!

Confesso que a minha primeira preocupação resulta algo egoísta, prendendo-se com a minha manifesta dificuldade em proteger os meus adolescentes deste envenenamento ideológico, que se reflecte implacável nas suas vidas em que, para lá dos ambientes familiares, dificilmente encontram "na rua" referências aos nossos modelos de educação. De facto, nós os católicos praticantes (ou cristãos em geral) somos hoje uma ínfima minoria, e eu não vislumbro inversão da tendência: ao fim de dois mil anos de história a Igreja Católica vive na Europa a sua mais profunda crise desde a fundação, que conduzirá a prazo ao seu desaparecimento na forma como hoje a conhecemos, talvez tornando-se numa minoritária organização semi-clandestina. Uma previsão apocalíptica para a qual não é necessário ser perito.

De resto a História não acabará assim: habituada às mais duras provas de vida, a Igreja de Pedro encontrará sempre lugar nos corações dos homens simples que buscam consolo e redenção, seja na Europa ou em qualquer lado do Mundo. E acredito que, para lá dalgumas criteriosas reformas, o catolicismo sobreviverá e florescerá em África, nas Índias e na Ásia, na senda da dignificação e conforto dos homens e mulheres, espantosos seres únicos e divinais criados à imagem e semelhança de Deus. 

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por João Távora às 16:41


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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