Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

João Távora



Quarta-feira, 31.07.13

Todos os nomes

Todas as pessoas têm direito ao seu nome. Um nome que sintetize a sua genealogia com as memórias da sua existência numa unidade com o presente. Nessas circunstâncias é que pode soar como música alguém nos tratar pelo nome - na acepção de pessoa única e irrepetível, criada à imagem de Deus. Devíamos todos ser capazes de nos tratar uns aos outros pelo nome, um nome carregado com memória viva, que significa interesse pelo outro e pela sua circunstância. Isso é Amor, o único Amor que pode resgatar o Homem da sua precária contingência. De resto, não se é aristocrata por nascimento ou vontade, mas é-o quem desse modo interpreta o sentido da vida. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 14:55

Terça-feira, 30.07.13

... assim talvez o ouçam

A esquerda tradicionalista (laica, republicana, etc.) anda encantada com o Papa Francisco. E isso é muito bom...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 13:04

Segunda-feira, 29.07.13

Férias são férias (2)

 

Ouvem-se as cigarras...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 23:11

Segunda-feira, 29.07.13

Férias são férias (1)

 

Nos Picos do Alentejo

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 23:09

Domingo, 21.07.13

A luta continua

Não havendo acordo alargado para a salvação nacional, a decisão de Cavaco de manter o governo suportado numa clara maioria parlamentar em funções acaba por prestigiar as instituições democráticas. A Europa e o mundo civilizado não entenderia outra solução que não esta. Esta crise salda-se afinal num atraso de duas semanas de impasse que abalaram a credibilidade do governo, que não tem mais perdão nem alternativa senão reforçar a determinação e empenho no cumprimento do seu desígnio de resgate do País. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 21:15

Sábado, 20.07.13

Simplificando...

 

O facto é que não encontramos esta tentação histérica de viver numa permanente crise, ao sabor da gritaria de rua, interrompendo legislaturas com exigências de eleições antecipadas a cada berbicacho, nas democracias consolidadas.
Acontece que é aos deputados eleitos no parlamento, um órgão colegial representativo das facções do eleitorado, que cabe decidir tão disruptiva decisão. É nessa condição que eu participo no jogo: o meu voto para as legislativas apenas caduca daqui a dois anos e vale muito mais do que qualquer sondagem, ou tanto quanto a decisão de um “homem só” revestido do poder absoluto de o revogar. Um árbitro sempre parcial contratado a termo certo, emergente e sujeito à pressão da intriga politiqueira.

 

Imagem roubada daqui

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 21:08

Sábado, 20.07.13

As propostas do CDS para o acordo

No que refere ao Acordo de Salvação Nacional inviabilizado pelo PS, não seria importante conhecermos o documento do CDS? A não ser as propostas apresentadas pelo PSD sejam afinal as do governo de coligação. Salvo melhor opinião, julgo que urge um cabal esclarecimento, principalmente se o governo remodelado venha a ser viabilizado por Cavaco. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 18:56

Sábado, 20.07.13

Sugestão de leitura para férias


(...) "E recordo com saudade as vezes que passeava orgulhoso ao lado do meu pai no seu Volkswagen aos abanões pelo meio das dunas dos Aivados. E havia o nosso guia Jacinto, um pescador autóctone que o auxiliava em façanhas piscatórias, e que nos acompanhava no Canal à lota do peixe. No último ano que passámos juntos em Milfontes, meu pai comprou uma velha barca que deixou à guarda do Jacinto, para um imprescindível restauro. Depois do 25 de Abril, ele não voltou a Vila Nova, e eu nunca mais soube o que se passara com o nosso barco, com o qual tenho a certeza ambos sonhámos divertidas aventuras e passeios numas férias que jamais aconteceram. Talvez por mero pudor, nunca falámos do assunto."


Liberdade 232 - pp. 143 Livro à venda na FNAC e aqui:http://www.liberdade232.com/



Foto 1 - Barco à beira do rio Mira, autor e data desconhecidos. 


Foto 2 - Milfontes 1965: Jacinto em frente à antiga "Casa do pijama" - actual Restaurante Portal da Vila - foto de Joao Folque gentilmente cedida por Filipe de Menezes.


Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:58

Sexta-feira, 12.07.13

É preciso fazer um boneco?

 

Nem todos os meus adversários são iguais. Não concebo a convivência democrática com aqueles que se batem pela supressão da minha liberdade. Não sinto qualquer necessidade de ser aceite por quem luta pela aniquilação da minha forma de ver o mundo. Daqueles que acreditam que a sua liberdade é mais importante do que a minha. Assunção tem toda a legitimidade ao citar Simone de Beauvoir no parlamento impedido de prosseguir com os seus trabalhos por duas dúzias de comunistas da CGTP: "Não podemos deixar que os nossos carrascos nos criem maus costumes". Basta conhecer a história do Século XX para constatar os trágicos custos de semelhante incúria.

Mas mesmo sem consultar os livros de história nunca será demais recordar o papel das organizações envolvidas no protesto nas galerias, em 1974 e 1975, na tentativa de assalto ao poder, de cercear a liberdade dos outros em prol da sua ditadura do proletariado (ou democracia popular). É nesse registo que Ana Aviola declarava ontem em debandada de S. Bento que "Podem fechar a Assembleia da República. Não faz falta nenhuma" referiu Ana Avoila. E um fascista não diria melhor. Ou um nazi.
Ou seja, nunca por nunca podemos ceder nas questões de principio. Aquele grupelho de sindicalistas desrespeitou o meu voto, os votos dos portugueses que legitimam deputados que nos representam. A todos. Aí não pode haver cedências. 


Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 10:24

Quinta-feira, 11.07.13

O despertar do semi-presidente e outras desgraças

Ainda assim a questão base parece-me que reside na equívoca arquitectura regime. Cavaco usou a margem que possui e passa duma visão minimal dos poderes do Chefe de Estado para a oposta: traído pelas disputas entre Portas e Passos Coelho e sem consideração pelo parlamento eleito assumiu o risco de gerir a agenda politica. Apesar dos portugueses alimentarem simpatias por homens providenciais receio bem que a coragem revelada resulte afinal numa trágica imprudência. De resto, perante este cenário, pouco compensadora é a severa lição dada a Paulo Portas a quem definitivamente lhe escapa a História. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:30

Terça-feira, 09.07.13

Lisboa terra de ninguém *

 

Depois de ter empastelado o trânsito com experimentalismos na mais emblemática artéria de Lisboa, só um autarca que não possui concorrência eleitoral se permite a dois meses das eleições cortar a circulação da rua do Ouro tornando o trafego na baixa pouco menos que infernal. Bem sei que muitos dos que aí se vêm bloqueados não são munícipes alfacinhas: desertificado, o coração da capital tornou-se um mero cenário para festividades turísticas e filmes publicitários. Uma enorme tristeza. 

 

* Título original do capítulo V de "Liberdade 232"

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 13:17

Sábado, 06.07.13

Um delírio colectivo

Se o acordo de solução da crise entregue a apreciação de Cavaco Silva é compreensivelmente assunto sob reserva, Paulo Portas ontem também não explicou nada no Conselho Nacional sobre o abalo que pôs Portugal inteiro à beira dum ataque de nervos por conta das suas “decisões de consciência”, que por definição “não se partilham nem são sufragáveis”. 
Com estas explicações Paulo Portas saiu ontem à noite do Largo do Caldas, não em ombros, mas num andor, exaltado por boa parte dos presentes que assim acalentam pelo líder uma afeição religiosa, inquestionável, autojustificada.
Assim, para alguns, o terramoto da última semana foi liminarmente passado à história (?) com falta de pudor ou simples artes de retórica, com a entoação de silogismos bem articulados em voz grossa que aguentam tudo quando desvinculados da realidade. Saímos do Conselho Nacional com a leve impressão que talvez tenhamos sido vítimas de um delírio colectivo: não vivemos a tensão de um folhetim que estraçalhou um governo tremendamente fragilizado entre a ameaça de ruptura social e as exigências do resgate financeiro, não tivemos (temos!) um País em estado de choque. Uma cena macabra que confundiu e traiu as expectativas dos eleitores centristas avessos à instabilidade política. Não, talvez não tenha acontecido nada, tudo não tenha sido mais que um sonho mau que passou na minha cabeça.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 14:10

Sexta-feira, 05.07.13

i wonder…


Como uma atitude impensada de uma só pessoa pode provocar uma sucessão de danos imprevisíveis! Os meus miúdos estavam todos feitos e recomendadíssimos para um fim-de-semana em casa sem os pais, estão inconsoláveis com o adiamento do congresso. 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 16:40

Quinta-feira, 04.07.13

Laicos, pois

Marques Guedes questionado sobre a composição do governo depois de hoje, respondeu que "só os astros o sabem". Se fosse há uns anos era Deus que sabia, mas agora somos Estado laico...



Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 21:33

Quarta-feira, 03.07.13

Imperdoável

 

Dada a conjuntura, confesso que tive esperanças que o dever patriótico obrigasse Paulo Portas a um radical controlo sobre a sua instabilidade. Afinal, a meio dos trabalhos, foge na primeira oportunidade sem nos deixar obra ou marca, para além duns quantos amuos, zangas inconsequentes e… um Portugal hoje muito mais pobre. Pela minha parte tolerei tudo a este governo que a determinada altura considerei de generosos heróis. Depois, não desisti de tentar  entender tudo dadas as circunstâncias: a ineficácia do discurso, a amargura do desemprego, o adiamento dos cortes na despesa e um bárbaro aumento dos impostos.
Tenho muitas dúvidas que por estes dias o País tolere baixa política, intrigas e golpes palacianos. receio bem que as próximas sondagens revelarão um CDS em total derrocada. Já sabíamos como Paulo Portas é um exímio predador político. Desistente dos seus compromissos, não tem préstimo algum. Vamos ter que nos virar e juntar os bocados, ajudar a recuperar a credibilidade ao partido.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 21:49


Pág. 1/2




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Instagram

Instagram

calendário

Julho 2013

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031