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João Távora



Quinta-feira, 29.08.13

Sete polegadas de música

 

Como prometi há dias, aqui reproduzo um disco de 1888/89 com 7 polegadas (exactamente o tamanho de um single de 45 rpm) da marca Zon-O-Phone. O tema é “Cujus Animam” de Rossini num solo de corneta pelo Senhor E. Keneke (informação “cinzelada” ao centro) de quando a indústria fonográfica vivia uma fase experimental, assim como o disco de baquelite, ainda sem “rótulo” e sem um tamanho padrão, que se veio a fixar nas 10 polegadas a partir de 1907.

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por João Távora às 22:03

Quarta-feira, 28.08.13

Music Hall

 

ANY OLD THING WILL DO

 

Letra e Música de Fred Murray e George Everard - 1906

 

I've been single all my life
Thought at last I'd take a wife
Dressed up in my best today
No mistake, I looked all gay
Went to a matrimonial agent
He was most polite
He said, 'What sort of wife do you want?'
I said, 'Oh, that's all right,

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
As long as she's got money
She'll suit me to a T
Got no nose, got no legs,
Got no teeth, got no hair
I don't care - any old thing will do.'

 

Tommy Thompson by the sea
Once took all his family
Wife and kids and ma-in-law
Such a sight you never saw
Walking along the beach one day
A boatman to him ran
He said, 'What sort of boat do you want?'
When Thompson said, 'Old man,

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
I don't care if it's leaking
It's good enough for me
Ma-in-law wants to row
on the ocean blue
Some old boat, too old to float
Any old thing will do.'

 

One day I got such a shock
Sitting near a great big rock
Some old girl the other side
Spotted me and then she cried
'Young man, I'm in an awful state
I am, I'm nearly froze
Do go and get me something to wear
'Cause I've lost all me clothes.

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
All that I was wearing,
has been washed out to sea
Don't come near, there's a dear,
I'm turniing pink and blue
Your old hat - throw me that -
any old thing will do.

 

I went to a party once;
Hadn't had no grub for months.
On the table just my luck,
Up they brought a big fat duck.
When they started to carve the poultry
It filled us all with glee.
They said: 'What part of the bird would you like?'
I said: 'Don't bother me.

 

Chorus: Oh any old thing will do.
Any old thing will do, do, do.
Where it's tough and juicy
It will suit me to a tee.
Somewhere nice around the part
Where it's cut anew.
'E went and chose its parson'e nose.
Any old thing will do.

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por João Távora às 10:03

Terça-feira, 27.08.13

O pregador e o urso

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por João Távora às 16:27

Segunda-feira, 26.08.13

O império do fonógrafo

 

Os fonógrafos popularizaram-se muito no final do Século XIX: eram bastante funcionais e, além de muito competentes na reprodução, eram vendidos com um kit para gravação coisa que tornava o objecto muito mais completo e interessante do que os gramofones, ainda algo toscos. Concebidos numa cera castanha bastante frágil em que o registo se degradava em pouco mais de dez audições, originalmente os cilindros tinham de ser gravados, cada um deles, ao vivo. Posteriormente desenvolveu-se uma solução interligando os fonógrafos com tubos de borracha, um sistema não satisfatório mas suficientemente eficaz para a comercialização e venda de cilindros gravados em série. Tal obrigava os artistas, músicos e cantores a desgastantes sessões em que repetiam incessantemente o tema até produzirem um lote suficiente para satisfazer a procura. Dava-se o caso curioso de uma mesma edição inevitavelmente exibir ligeiras diferenças nas interpretações.

Ao longo dos anos, o tipo de cera utilizada nos cilindros foi melhorado e endurecido de modo que pudessem ser tocados mais vezes sem se degradarem tanto. Em 1902, a Edison Records lançou uma nova gama de cilindros de cera prensada, os Edison Gold Moulded. Muito aperfeiçoado, o progresso consistia na criação de um cilindro principal revestido com ouro que permitia a reprodução de várias centenas de cópias. O Disco da empresa Gramphone de Emile Berliner então emergente ainda teria uns anos para se impor definitivamente.

Aqui partilhamos uma cançoneta de 1907 de Ada Jones, uma actriz e cantora britânica emigrada para os Estados Unidos, que muito se popularizou - a solo e em duetos com Billy Murray e Len Spencer - através dos cilindros e discos gravados no início do século XX.

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por João Távora às 19:01

Sábado, 24.08.13

Uma maçada...

Difíceis não são audácias, conquistas ou tarefas hercúleas. O grande desafio é a manutenção de uma vida normal e decente. 

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por João Távora às 16:20

Sexta-feira, 23.08.13

Concertina

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por João Távora às 09:57

Sexta-feira, 23.08.13

Senza nobiltà*

Sagrado património individual, o nome de cada um jamais deveria ser motivo de chacota ou causa de discriminação, tanto mais que não constitui mérito ou demérito próprio. Curioso como a oposição da candidatura de Fernando Seara à CML subitamente descobriu-lhe um apelido "novo" na cédula pessoal que não se cansa de evidenciar com sarcasmo. Tal foi o caso há momentos na SIC Notícias de João Soares, ressabiado príncipe desta miserável república. Uma vergonha a snobeira da nossa esquerda.  

 

*Gente ordinária

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por João Távora às 09:43

Quinta-feira, 22.08.13

A questão dos papéis

Ontem à tarde no parque infantil em má hora decidi elogiar efusivamente um menino vestido com uma t-shirt do Jubas (a mascote do Sporting) com quem o meu filho brincava animadamente. Então, o miúdo estacou à minha frente e, chocantemente prolixo, tratou de me esclarecer que era simultaneamente adepto do Sporting e do Benfica, porque o pai sportinguista e a mãe benfiquista eram divorciados e só assim ficavam os dois felizes. Confesso que embatoquei.

 

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por João Távora às 14:29

Quinta-feira, 22.08.13

Arca de Noé

 

Foto Instagram - filtro Huston (em frente a S. João do Estoril)

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por João Távora às 13:17

Quarta-feira, 21.08.13

Zon-O-Phone

Surgida ainda no final do século XIX de uma cisão na equipa de Emile Berliner que então laborava arduamente nos melhoramentos técnicos do gramofone e do disco, a "Zon-o-Phone" é uma marca fundada pelo vendedor de máquinas de escrever Frank Seaman. No fundo trata-se de um dos primeiros rótulos discográficos a surgir no mercado e a competir com o cilindro de cera de Edison. Aqui vos deixo em primeira mão a reprodução dum disco de 1903 “Bonnie Sweet Bessie” (ainda com 7 polegadas – o formato mais tarde normalizado fixou-se nas 10 polegadas). Após resolvidos os múltiplos diferendos com a justiça a Zon-o-Phone veio a ser integrada na Gramophone Company de Emile Berliner e de Eldridge Reeves Johnson como marca “económica” que irónicamente hoje ainda publica como marca de culto nos catálogos da EMI.

Prometo um dia destes partilhar uma gravação desta "etiqueta rebelde" produzida em 1898. 

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por João Távora às 20:54

Segunda-feira, 19.08.13

Um inferno ao virar da esquina

A guerra civil em que previsivelmente vem descambado a “Primavera Árabe” do Egipto, mostra uma sociedade fracturada e profundamente intolerante. Trata-se de uma questão civilizacional, uma concepção estética de poder, apenas tido na sua dimensão absoluta e tirânica. Os corpos humanos calcinados, nas praças, mesquitas e igrejas são imagem que chocam profundamente o olhar do ocidental civilizado.
Mas acontece que receio não podermos incluir com segurança os portugueses nesse grupo. Basta conhecer o discurso dos muitos radicais, à esquerda e à direita, que interpretam a realidade sociopolítica como se não houvesse gente no meio. De resto, como se dá o caso em Portugal da extrema-direita não ter palco mediático, a verdadeira ameaça afinal é unipolar: reside na tolerada e fotogénica extrema-esquerda comunista e ex-comunista, que não prescinde dos velhos métodos bolchevistas e dos seus ancestrais ódios de estimação: a Igreja, a liberdade individual e a iniciativa privada. Com predilecção pela rua que controla com mestria na instrumentalização dos descontentamentos, é com esse “jogo perigoso” que pressiona e intimida as instituições democráticas que não controla institucionalmente. Nesse sentido, a imagem que ilustra este post é dedicada a todos os “revolucionários” e “radicais” que nos habituámos a tolerar por cá, seja em S. Bento, nos sindicatos, na imprensa, nas televisões ou nos Blogs. 

A política serve para substituir a lei da catana, e uma democracia para resolver os conflitos e (constantemente, insistentemente) (re) estabelecer equilíbrios. Abrindo espaço para a realização humana. Nuno Ramos de Almeida ou Daniel Oliveira por exemplo, reclamam que é essencial meter “medo” aos seus adversários. Ou seja, parece-lhes legítimo transpor o combate politico para o campo da irracionalidade, como estratégia para o aniquilamento do seu opositor. Mas se este tipo de "jogo psicológico" é admissível (mas arriscado) no campo lúdico e “simbólico” da competição desportiva, a estratégia parece-me inadmissível quando interfere com as legítimas convicções dos adversários e pretende destabilizar as frágeis instituições democráticas. Alimentar fracturas e atiçar ódios nesta jovem e periclitante democracia tão pouco participada, um dia ainda acaba mal, alguém ainda se magoa a sério. 

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por João Távora às 16:57

Domingo, 18.08.13

Fracturas expostas

As touradas agora fazem-se no exterior da praça e sem touros. Faz falta uma organização humanitária que defenda as pessoas do ridículo.

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por João Távora às 22:13

Sábado, 17.08.13

Ao contrário, é a mesma coisa mas do avesso

 

(…) no ano da graça de dois mil e treze, o verdadeiro acto iconoclasta é a recusa da iconoclastia. O iconoclasta não é aquele que desafia Deus, é o crente. O rebelde não é aquele que diz asneiras, é o individuo que recusa a falar através da asneira. A indomável não é a aquela que corrompe a virgindade epidérmica, é a rapariga que percebe que a tatuagem entrou no domínio da burocracia. Hoje na praia consegui ver três mulheres sem tatuagem. Três iconoclastas.

 

Henrique Raposo hoje no Expresso

 

Resta saber afinal se uma tatuagem traduz na realidade emancipação de alguma coisa, Henrique. Digo eu, que talvez por coincidência desde o ano que nasci (para que conste sou moderníssimo, nasci no ano da estreia de "Breakfast at Tiffany's" com a Audrey Hepburn) que assisto curioso a esse processo dialéctico da realização humana. E depois, o dealbar da beleza feminina em Portugal testemunhei eu a partir da adolescência (justamente em Lisboa e de forma mais concreta (cientifica até) no liceu Pedro Nunes). Estranhamente esse processo histórico parece ter estagnado na geração das moçoilas da década de 1980, justamente aquela em que a tua curiosidade sobre a matéria despontava. Coincidentemente ou não, de há uns tempos para cá constata-se que as mulheres de meia idade vêm sendo cada vez mais bonitas, (tenho disso boa prova) e não sei onde é que tudo isto (não) vai parar. De resto, Henrique, prometo que vou meditar seriamente sobre o assunto amanhã na praia.

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por João Távora às 22:26

Sábado, 17.08.13

Top of the pops

O que não vale um novo amor...

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por João Távora às 16:09

Quarta-feira, 14.08.13

Margarida

Daisy - R. G. Goates 

Sterling Record - 3019
(Vaudeville, Orchestral Acct.)

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por João Távora às 22:38


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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