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João Távora



Segunda-feira, 30.09.13

Autárquicas 2013 - Pediram uma leitura nacional?

 

- Em Lisboa a abstenção rondou os 55%. Em Cascais, o meu município, a abstenção "venceu" com 62%.. Um muito lamentável sinal dos tempos do qual urge tirarem-se ilações.

- O pândego do António Costa se se abstiver de disputar as aspirações de Seguro tem o tapete vermelho para a se bambolear dez anos como presidente da república. Ai apagada e vil tristeza, Pátria minha.

- De pouco serviu um mês de holofotes e generoso patrocínio mediático sobre João Semedo e Catarina Martins em Lisboa, a reclamarem uma "leitura nacional" para os resultados autárquicos. Pois aí está a "leitura nacional": o Bloco de Esquerda desapareceu do mapa, representa pouco mais de 2,5% do eleitorado.

- Uma "leitura nacional" por certo também não interessará nada a António José Seguro. Dois anos de severa austeridade e duma tremenda inabilidade na gestão dos candidaturas autárquicas de Lisboa Porto ou Sintra por parte do PSD, o Partido Socialista não se destaca eleitoralmente como alternativa ao governo de Passos Coelho.

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por João Távora às 10:51

Sábado, 28.09.13

Um outro fado de Lisboa

  

“Muitos estão prontos a ‘rasgarem as vestes’, diante de escândalos e injustiças – naturalmente cometidos por outros -, mas poucos parecem dispostos a actuar sobre o seu coração, a sua consciência e as próprias intenções (…)”

Bento XVI

 

 

 

Talvez inspirado pelo instinto de sobrevivência, admito que sou um cândido optimista, mas o facto é que me perturbou a notícia de que Lisboa ganhou recentemente o título de cidade menos honesta: tal foi o resultado do teste feito pela Reader’s Digest em 16 cidades onde os seus repórteres andaram a “perder” carteiras em "parques, centros comerciais e passeios” recheadas com dinheiro e documentação suficiente para poderem ser devolvidas. Pois então, se em Helsínquia onze das doze carteiras foram devolvidas, em Lisboa apenas uma logrou tal destino! E não me venham cá com argumentos economicistas, justificando a desonestidade com a diferença do PIB entre as cidades, porque em Bombaim, na Índia, foram devolvidas 9 em 12.
Enfim, quem ouve nos cafés ou redes sociais os protestos contra a desonestidade dos governantes e corrupção dos políticos, quase chega a acreditar num país dividido entre uma virtuosa sociedade civil e uns quantos criminosos que se decidiram por uma carreira pública ou simplesmente pela militância partidária, que se concentram particularmente nos corredores dos tribunais, ministérios e no hemiciclo de S. Bento. Mas não, pela minha parte eu não necessitava duma brincadeira destas para acreditar no pior dos diagnósticos: o maior problema de Lisboa e de Portugal é colectivo, somos nós os portugueses e o nosso transversal grau de incivilidade e sentido de honra. 

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por João Távora às 19:18

Quinta-feira, 26.09.13

Eternidade

Juntar as pontas do tempo integrando as suas infindáveis (pequenas) histórias, é o que nesta vida mais nos aproxima da eternidade.

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por João Távora às 10:03

Terça-feira, 24.09.13

Foxtrot

 

 

"I'll Say she Does" pelo All Star Trio gravado em 1919 para a Victor HMV é um primitivo Foxtrot, uma música de dança popularizada depois da I Guerra Mundial e com o seu auge na louca década de 1930 quando era tocada pelas célebres “big bands”. É curioso como as editoras discográficas rotularam os primeiros discos de “rock and roll” como sendo foxtrot, um ritmo inicialmente mal recebido na Europa, onde foi visto como uma perniciosa “americanada”.

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por João Távora às 19:03

Sexta-feira, 20.09.13

Kiddyphone

Este disco para crianças, do princípio dos anos 30, vale também pela originalidade do rótulo e pelo tamanho muito reduzido 6" polegadas (os "singles" têm, 7").

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por João Távora às 11:13

Quinta-feira, 19.09.13

Um país inSeguro

O tom radicalizado assumido por António José Seguro reforça a minha ideia de que o PS envereda por caminhos escusos na sua estratégia de assalto ao poder, que fragilizado, arrisca um dia destes lhe caia ao colo. Se esse discurso de desespero satisfaz o aparelho do partido e as franjas mais à esquerda do seu eleitorado que acredita genuinamente que a ruptura com o Euro é saída válida para a crise, desconfio que a irracionalidade das reivindicações assuste o eleitorado de centro que é aquele que consubstanciaria aos socialistas uma clara vitória eleitoral. De resto, nas actuais circunstâncias o excesso de teatralização no combate político prejudica qualquer uma das partes da contenda: as pessoas da rua não só descrêem em promessas fáceis, como anseiam secretamente o termo deste ambiente de pré guerra civil e por uma solução o menos dolorosa que possível para a crise financeira em que o País mergulhou com o governo Sócrates.

Se a votação nas autárquicas não for um indicador credível desta tese, aguardemos então pelas próximas sondagens para verificar.

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por João Távora às 17:59

Terça-feira, 17.09.13

Stormy Weader outra vez

 

Ontem na sua crónica musical “Se as Canções Falassem” (blog desde já na barra lateral) transmitida diariamente de segunda a sexta na Antena 1, Miguel Esteves Cardoso homenageava com justiça o compositor americano Harold Arlen com uma curiosa interpretação por Etta James do seu tema "Stormy Weather", originalmente integrante da banda sonora do filme Cotton Club nos primórdios do cinema sonoro. O que poucos conhecem, e desconfio que o popular cronista também não, é esta interpretação do tema pelo próprio Harold Arlen, para a gravadora Victor, num disco His Master’s Voice de 1933. 

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por João Távora às 18:17

Terça-feira, 17.09.13

Modernices

 

Louis Armstrong - "Blues for yesterday" em gravação de 1949
a tocar num Perpetuum Ebner - musical 2V, de 1958 a válvulas

 

Os velhinhos discos de goma-laca mantiveram-se muito populares até meados dos anos 50, o advento da alta-fidelidade das micro espiras em vinil. Acontece que os mais modernos 78 rpm's com gravação ortofónica (eléctrica e equalizada) soam mal no gramofone de amplificação mecânica (campânula) e surpreendentemente bem num gira-discos portátil de válvulas. A performance desses aparelhos era perfeitamente adequada à amplitude de frequências gravadas dos profundos e resistentes sulcos desses discos. 

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por João Távora às 10:29

Domingo, 15.09.13

Perpetuum Ebner - musical 2V

Gosto do nome, de 1958 a válvulas. 

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por João Távora às 15:45

Quinta-feira, 12.09.13

Amanhãs que cantam

 

Para memória futura, aqui está um balanço do que nos promete António José Seguro quando for 1º Ministro:

  • Vai repor o IVA da restauração em 13% 
  • Vai revogar a convergência dos sistemas de pensões 
  • Vai repor o Helicóptero de INEM em Macedo de Cavaleiros 
  • Vai rever a organização das freguesias

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por João Távora às 22:44

Terça-feira, 10.09.13

Façam-se à estrada, pois então!

O facto de as televisões terem decidido se isentar do acompanhamento das centenas de candidatos e campanhas autárquicas a decorrer pelo país, se prejudica a projecção do acto eleitoral em si, confere ao mesmo uma dimensão definitivamente local e de proximidade. Façam-se à estrada, rua a rua, porta a porta, pois então.
Claro que notícia é notícia e propaganda é propaganda. Nesse sentido espero bem que, se Costa levar com um tomate podre ou Meneses morder num cão, a CNE permita que as televisões transmitam uma reportagem.  

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por João Távora às 16:24

Domingo, 08.09.13

Pagar para ver

 

A exploração de um canal temático de televisão contém riscos e potencialidades que exigem uma gestão muito profissional, mais a mais no âmbito da indústria do futebol, tema que como sabemos “comove” milhões de adeptos e move milhões de euros.
No que diz respeito a um canal explorado por um clube “a solo” concorrendo no mercado da televisão em regime de “pagar para ver”, por muitos e bons conteúdos que se contratualize em exclusividade, os seus riscos aumentão exponencialmente, porque o sucesso estará sempre restrito ao número dos seus apoiantes com entusiasmo e meios para o subscrever. Nesse sentido, o êxito da empresa será sempre refém do sucesso desportivo do emblema. Ou seja, a somar aos exigentes desafios duma boa gestão operacional e comercial, o projecto arrisca-se a ser comprometido por uma bola no poste, um fora de jogo mal assinalado ou a má forma de um atleta. Se a vertigem da sorte é a alma de qualquer jogo, essa característica pode ser mortífera para um projecto empresarial. Também por isto temo que o Canal Benfica resulte num mau negócio. 

 

Publicado originalmente aqui.

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por João Távora às 18:48

Quinta-feira, 05.09.13

Os independentes

Mais do que focar o lado caricato das candidaturas autárquicas mais ou menos independentes e genuínas que despontam um pouco por todo o País, parece-me importante valorizar o movimento sem qualquer preconceito. Os meios de propaganda são mal utilizados? Os protagonistas não se apresentam no padrão cosmopolita de Lisboa? O Design é descurado ou de mau gosto? O discurso é politicamente pobre? 
Não alinho no discurso anti partidário, mas no caso das eleições autárquicas em que se disputam cargos essencialmente de gestão e liderança parece-me pouco importante a questão ideológica. Claro que cada caso é um caso, nem todos serão verdadeiramente "independentes", mas o fenómeno parece-me intrinsecamente bom para Portugal. Curioso como cada um de nós pode conhecer pelo menos um parente, amigo ou vizinho a concorrer a uma junta ou assembleia de freguesia. E se o espetáculo da propaganda não servir para mais nada, que nos sirva de espelho, em que dos dois lados iremos sempre nos confrontar connosco próprios. Sem filtros nem desculpas.  



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por João Távora às 22:42

Quarta-feira, 04.09.13

tempus fugit

O Verão cede e inclina-se ameaçadoramente: Vejam bem como sol aquece cada vez mais obliquo e produz sombras esguias e cores "vintage". Ainda temos uns dias antes de cair a noite.



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por João Távora às 22:34

Terça-feira, 03.09.13

Vintage

 

Rocha do Conde de Óbidos - Lisboa. O meu irmão e eu em 1967 na partida do nosso Tio Manuel para o Ultramar

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por João Távora às 21:47


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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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