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João Távora


Quinta-feira, 23.03.17

Cavalo de Troia

Londres foi abalada por um mais um acto de terrorismo. A sociedade inglesa deveria envergonhar-se por gerar estes fenómenos, de gente desenraizada, coitada, temerosa do desemprego e ameaçada pela cultura dominante que segrega as culturas forasteiras. É o capitalista na sua ânsia do lucro e da riqueza que a montante gera a segregação das religiões minoritárias, a islamofobia, e o egoísmo dos povos contra os migrantes que procuram apenas um espaço para se instalarem com as suas culturas exóticas para depois serem explorados em empregos de baixos salários. Uma austeridade que promove a revolta nos bairros periféricos, que favorece os populismos e os extremismos de direita como Marine Le Pen e Geert Wilders que são uma ameaça à Europa democrática e multiculturalista. Que devia envergonhar-se por deixar crescer no seu seio fenómenos de segregação de culturas minoritárias e exóticas cujos membros, radicalizados pelas contingências, com a revolta se vêm obrigados a enveredarem pela violência, coitados.

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por João Távora às 10:58

Domingo, 19.03.17

Voltar aonde fui feliz

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Foi com imensa emoção que há dias, cerca de 40 anos passados, voltei a entrar na "Casa da Avenida", o 232 da Avenida da Liberdade, ocasião que aproveitei para tirar muitas fotografias de pormenores da sua arquitectura e decoração das áreas comuns que me servirão de apoio à crónica que me encontro a elaborar sobre a sua história centenária. Trata-se sem dúvida de um conceito arquitectónico de transição do “palácio” para o apartamento moderno, como se pode verificar pela organização das casas e pela rica decoração quase aristocrática das generosas áreas comuns – garnde hall de entrada, escadaria e patamares entre os andares. Aqui apresento uma fotografia dos alvores do prédio estreado em 1892, talvez já princípio do século XX, em que apresenta a fachada pintada de forma absolutamente inédita para mim, provavelmente com a pintura original, em que a área rebocada ostenta uma cor escura (Ocre? Azul? Cinza?) que, com o contraste com a cantaria que emoldura as janelas e varandas, proporciona um aspecto muito mais sofisticado ao edifício, mais consentâneo com o requinte do seu interior.

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por João Távora às 18:19

Sábado, 11.03.17

Da decadência

Com a coesão social no ocidente profundamente ameaçada não só pelas ideologias, estes tempos confusos, de perda de valores e de profunda crise económica (sim o paraíso da geringonça é uma espécie de experiência psicadélica que vai passar depressa), somos desafiados a saber ler os sinais mais desconcertantes dos lados mais improváveis. Perigoso é o preconceito que tolda a inteligência e empobrece o pensamento, nesta época conturbada em que mais se exigem respostas sábias. E é um erro tomarem-se por garantidas as "seguranças" que temos hoje.

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por João Távora às 17:43

Segunda-feira, 06.03.17

Lançamento no Porto

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Uma tarde inesquecível com Francisco José Viegas, Álvaro Sequeira Pinto, Jorge Leão e Vasco Lobo Xavier, no Museu Soares dos Reis para apresentação do meu livro "Crónicas Moralistas" na cidade do Porto. A apresentação teve o apoio da Real Associação do Porto, no âmbito do seu protocolo com a Associação dos Amigos do Museu Nacional Soares dos Reis.

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por João Távora às 10:47

Sexta-feira, 03.03.17

Nada de novo

A propaganda política dá-se mal com complexidade, e assim sendo, dá-se mal com a verdade. A verdade é sempre mais fácil de definir em pequenas parcelas que dão bons "soundbites", as meias-verdades com as quais se esgrimem argumentos em política – a essa distorção agora chamam-lhe pós-verdade e populismo.

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por João Távora às 09:18

Quarta-feira, 01.03.17

A guerra nas nossas ruas

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Rua de Stº Antº dos Capuchos em Lisboa

 

Antes de instalar o meu escritório em Cascais na centralíssima e animada Rua Visconde da Luz, ao lado do jardim com o mesmo nome, fui indagar sobre o eminente cascalense que se esconde por detrás do marido traído (para não usar uma terminologia vernacular) por Rosa Montufar Barreiros, amantíssima musa de Almeida Garrett, conhecida pela sua beleza lendária. Afinal não era apenas esse infortúnio que tornara célebre o oficial do exército liberal que nesta vila piscatória construiu uma casa de veraneio e plantou algumas árvores. Dos heróis derrotados dessa guerra civil, em matéria de toponímia sobrou para amostra a Bica d’el Rei D. Miguel, restaurada há pouco ali no Arsenal da Marinha, junto ao rio Tejo.

A verdade é que a maior parte das pessoas é indiferente à origem dos nomes das avenidas, praças, ruas ou fontanários das nossas terras. E no entanto, a toponímia das nossas cidades, vilas e aldeias esconde uma contenda encarniçada que com raras excepções só os vencedores admite, mesmo que eles tenham sido os mais requintados tiranos ou umas completas nulidades.

Está hoje cientificamente provado que o revisionismo de grande parte da toponímia nacional pelos republicanos de 1910 quedou-se como o seu principal legado. Em Lisboa, entre muitíssimas outras renomeações, a Avenida Rainha D. Amélia passou a chamar-se avenida Almirante Reis, o Cândido comandante da revolta que se suicidou espetando um balázio nos miolos dois dias antes da implantação da dita, convencido de que a revolução estava perdida – sem dúvida um grande feito. E temos o pobre Frederico Ressano Garcia, arquitecto das Avenidas Novas em finais do século XIX que dava nome a uma conhecida artéria que rasgava o planalto urbano em direcção ao Campo Grande: o seu nome foi descartado e a arejada avenida forçada a ser da República. Logo ali ao lado, a Avenida António Maria Avelar foi rebaptizada por avenida Cinco de Outubro. Se eu lá morasse tinha logo mudado de casa.

Bem pior é a quantidade de eminências pardas que empestam a toponímia das nossas cidades, como é o caso flagrante de Miguel Bombarda, vulgar psiquiatra e medíocre publicista republicano assassinado por um seu doente em vésperas da revolução de 1910, de que não se lhe conhece obra que se veja mas que bate Luís de Camões, Gil Vicente, Fernando Pessoa ou outra figura pública em qualquer lugarejo deste jardim à beira-mar plantado. Se um marciano aterrasse hoje numa cidade portuguesa pensaria que Miguel Bombarda e Elias Garcia (alguém lhe conhece feito ou obra?) são as mais gradas figuras históricas nacionais.

É curioso como na cidade de Almada se cruzam ruas Catarina Eufémia, Padre Américo, Aliança Povo-MFA, Dr. António José de Almeida, rei D. Carlos, 31 de Janeiro, José Afonso e Padre António Vieira e Sagueiro Maia. Mas a suprema ironia é a história do militante e resistente monárquico Saturio Pires, um bravo da Galiza com papel preponderante nas Incursões Monárquicas e na Monarquia do Norte, que depois do exílio atingiu o final da vida em grande miséria, e foi viver para uma habitação social atribuída por Salazar na… Avenida Defensores de Chaves. Definitivamente o António não era flor que se cheirasse.

Tenho para mim que os nomes de personalidades a atribuir a topónimos deveriam ser submetidos ao crivo do tempo, quer dizer, da história; e as ganas da homenagem dos seus partidários serem contidas por cem anos, ou mais, antes de se tornarem um factor de desvalorização imobiliária, que é o que acontece antes das pessoas comuns se esquecerem quem foi o pilantra com o nome gravado em determinada tabuleta.

Ninguém se incomodará com uma rua Gil Vicente, Rua Alexandre Herculano, Rua Eça de Queirós, Rua D. Pedro V, Praça Luís de Camões ou Calçada Marquês de Abrantes. Entretanto, diante da expansão urbana, deveríamos fazer como os antigos que sabiam dar nomes bonitos partindo do mérito dos próprios locais. Rua da Alfarrobeira, Rua das Gaivotas, Rua dos Mastros, Rua Navegantes, Rua do Poço Novo, Beco das Terras, Rua da Vitória, Rua da Saudade, Rua da Bela Vista, Rua do Alto do Moinho Velho, Rua das Gáveas, Rua da Horta Seca, Travessa da Espera, Rua da Misericórdia, Rua das Mercês ou dos Fiéis de Deus — tudo nomes que irradiam encantamento e que, por isso, estou convencido, têm o condão de ajudar a fazer dos seus habitantes pessoas melhores e mais felizes...

 

Publicado originalmente no jornal i

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por João Távora às 12:51

Terça-feira, 28.02.17

O Porto é uma nação

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No próximo Sábado dia 4 de Março às 18h00 estarei no Porto na Sala da Música do Museu Nacional Soares dos Reis com o Vasco Lobo Xavier e o Francisco José Viegas para a apresentação do meu novo livro "Crónicas Moralistas". 

Entretanto, os meus amigos que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

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por João Távora às 21:24

Sexta-feira, 17.02.17

Vídeo do lançamento em Lisboa de "Crónicas Moralistas"

 

Aqui partilho o registo intergral da aprresentação do meu livro “Crónicas Moralistas” em Lisboa no IDL no passado dia 11 de Fevereiro de 2017 pelos oradores convidados, Eduardo Cintra Torres, Pedro Mota Soares e o Cónego Carlos Paes.
Aqueles que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

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por João Távora às 10:21

Terça-feira, 14.02.17

Lançamento em Lisboa de "Crónicas Moralistas"

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 Apesar da chuva persistente, mais de uma centena de pessoas, entre familiares, amigos, correligionários ou simples leitores dos meus escritos, acorreram no passado dia 11 de Fevereiro de 2017 ao Instituto Amaro da Costa em Lisboa para a apresentação de “Crónicas Moralistas” pelos oradores convidados, Eduardo Cintra Torres, Pedro Mota Soares e o Cónego Carlos Paes. Aqui se apresenta uma pequena reportagem fotográfica do lançamento, que se repetirá no Porto, no dia 4 de Março pelas 18,00hs no Museu Soares dos Reis no Porto com Francisco José Viegas e Vasco Lobo Xavier.

Aqueles que o desejarem podem receber um exemplar autografado do livro comodamente em casa através desta página.

 

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 Ver reportagem fotográfica aqui

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por João Távora às 17:15

Segunda-feira, 13.02.17

O seu exemplar de "Crónicas Moralistas"...

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Os meus amigos que não puderam estar comigo no IDL em Lisboa para lançamento do meu livro "Crónicas Moralistas" e que não façam planos de participar na sessão do Porto no próximo dia 4 de Março, podem recebê-lo comodamente em casa através do meu novo site, aqui à distância de um clique.

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por João Távora às 16:50

Segunda-feira, 23.01.17

Contagem decrescente

O lançamento público em Lisboa de "Cónicas Moralistas", a minha segunda colectânea de apontamentos e comentários, terá lugar no próximo dia 11 de Fevereiro pelas 15,30 no Instituto Amaro da Costa (Rua do Patrocínio nº 128 A em Campo d’ Ourique). O livro será apresentado por Eduardo Cintra Torres, por Pedro Mota Soares e pelo Cónego Carlos Paes, pelo que peço desde já aos meus amigos que aqui me visitam a reservem a data para estarem comigo nesse dia muito especial para mim. 

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por João Távora às 17:07

Quinta-feira, 19.01.17

Da escrita

Há pessoas, quase sempre obscuros académicos, que escrevem de uma forma tão rebuscada, conjugando palavras difíceis escolhidas a preceito e sem critério aparente, frases tão extensas quanto incompreensíveis que mais parecem charadas. Ao principio, eu pensava que o problema era meu, mas depois percebi que essa é uma formula que eles usam para se armarem aos cucos disfarçando formulações de teses ilógicas ou mesmo a completa inexistência de uma ideia. Hoje estou convencido que fazem isso para gozar com o pagode, e riem-se dos que caem na esparrela de tentarem descodificar os seus textos.

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por João Távora às 21:47

Segunda-feira, 16.01.17

Lisboa a arder

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Ironia do destino, a assunção de que o PSD concorrerá sozinho à CML surgiu pela boca de Pedro Passos Coelho no dia em que uma sondagem apontava para a preferência dos eleitores á direita por uma coligação. Uma péssima notícia para aqueles que viam nas próximas autárquicas uma oportunidade de castigar a esquerda pela trágica gestão que vem praticando no maior município do país. Digo isto com a autoridade de quem nunca foi um sectário do CDS, antes um pragmático que acredita ser a união dos dois partidos fundamental para os portugueses poderem ambicionar uma alternativa ao triste fado do socialismo. Espero enganar-me, mas receio bem que as hesitações e a demora na definição duma estratégia e de um seu candidato para Lisboa não deixarão de ser cobradas a Pedro Passos Coelho na devida altura. Definitivamente os lisboetas mereciam um entendimento entre os dois partidos à direita: cansados que estão de verem a sua cidade transformada numa lixeira e num infernal campo de experiências de mobilidade e trânsito, uma Lisboa que perdeu a vergonha de expulsar os seus filhos para as periferias, a capital que o tripeiro Medina pretende reduzir a um cenário hollywoodesco para turista ver, com o lixo escondido debaixo do tapete. Assim, com Lisboa “a arder”, um dia ele será recebido em ombros pelos portuenses mais ressabiados.  

 

Fotografia: Rua dos Anjos "Lixeiras de Lisboa" daqui

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por João Távora às 09:25

Sexta-feira, 13.01.17

Como Sisifo?

A paz é como o horizonte, sempre a fugir-nos. A santidade é o caminhar.

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por João Távora às 11:43

Terça-feira, 10.01.17

O bezerro de ouro do regime

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 Curioso aquele busto da república destacado à cabeceira do caixão de Mário Soares nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos como se fora um bezerro de ouro. Chesterton tinha razão quando afirmava que "quem não acredita em Deus tende a acreditar em tudo". 

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por João Távora às 20:23




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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