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João Távora


Terça-feira, 16.05.17

Alienação e pós-verdade

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 Um sinal de alerta foi como senti quando há uns dias o meu filho de dez anos me manifestou o seu espanto e incredulidade por causa de umas imagens impressionantes que passavam no telejornal da tomada duma posição ao DAESH pelo exército iraquiano – “mas afinal existem guerras de verdade?” Fiquei com a sensação de que para o miúdo as guerras eram coisas do passado ou então entretenimento para os videojogos. Acontece que hoje em dia, por mais que os pais tentem convocar o Mundo para a mesa de jantar, os miúdos crescem dentro de um aquário mediático, a ver desenhos-animados em canais temáticos, a seguir os seus ídolos do Youtube a dizerem umas banalidades a propósito dos temas da moda ("youtuber" é o termo que define as estrelas que aglutinam multidões de seguidores nesta plataforma de vídeos auto-editados) e a brincar com jogos de consola, completamente a leste do mundo real. E não me parece que estejamos a poupar as crianças à crua violência: ela tornou-se um “bem de consumo” extremamente realista e brutal na forma dos jogos virtuais e nas séries e filmes de TV. É nesse sentido que sou levado a intuir que, com tanta tecnologia, além de mais preguiçosas, as novas gerações ficam a perder mundividência. A minha geração quando era criança, condicionada a dois canais de televisão e a pouco mais de meia hora por dia de programas infantis, era pedagogicamente obrigada a espreitar para o mundo dos adultos - certamente não muito atractivo. Além dos noticiários que espreitávamos mais ou menos involuntariamente, à segunda-feira levávamos com teatro clássico, à quarta havia “Noite de Cinema”, e em desespero, num domingo chuvoso até víamos o “TV Rural” enquanto esperávamos pela transmissão de um jogo de rugby ou duma corrida de Fórmula 1, já para não falarmos dos programas sobre a natureza e a bicharada. Mas principalmente, à minha geração era-lhe concedido o privilégio de longos momentos de “tédio”, que nos obrigava a fizermos acontecer alguma coisa, e nos dava muito espaço para exercitar a imaginação e para os livros.

Se é verdade que esta nossa era dos “media sociais” e dos canais temáticos e segmentados permite uma oferta muito alargada de informação e cultura (os blogs disso são exemplo), o outro lado da moeda é terrível. O completo alheamento da realidade. Sei por experiência própria como é difícil impingir aos jovens as preocupações e a consciência dos problemas e desafios complexos que grassam no mundo para lá do soundbite difundido pelas redes sociais. Nesse sentido desconfio que as novas gerações estão mais desprotegidas porque ausentes no menu dos “factos” que lhes interessam e das “verdades” que escolhem a cada momento consumir. Porque “a quem dorme, dorme-lhe a fazenda”.

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por João Távora às 12:47

Segunda-feira, 15.05.17

O que seria, meu Deus!

O meu filho pequeno arrisca-se a uma severa crise de fé: cumpridor das suas orações, confidenciou-me, não disfarçando alguma frustração, que anda há algum tempo a pedir a Deus Pai "super-poderes" que promete usar só para o bem, principalmente na escola. 

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por João Távora às 10:02

Sábado, 13.05.17

Semente de civilização

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Neste tempo em que a religião é quase sempre relevada por uma só bitola, como assunto de ignorantes, fundamentalistas e fanáticos se tratasse, é reconfortante o testemunho dado por mais de meio milhão de pessoas que de forma serena e pacifica se reuniram em comunhão e oração à Mãe de Jesus. Definitivamente não é tudo a mesma coisa. Pela minha parte confesso-vos que nesta hora em que o Papa Francisco despede-se do “altar do Mundo” sinto um orgulho enorme de ser dos de Cristo, de pertencer a esta Igreja, obra divina e universal, tão humanamente rica, tolerante (misericordiosa) e diversa. 

Fotigrafia Reinaldo Rodrigies/Global Imagens 

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por João Távora às 16:02

Sexta-feira, 12.05.17

Bem-vindo a Portugal, Papa Francisco!

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Há muito tempo que queria que a esquerda deixasse a Igreja Católica em paz, por isso não me incomoda nada o fascínio que o Papa Francisco exerce sobre ela. A Igreja é universal e foi erguida para todos que se quiserem deixar converter ao exemplo de Jesus Cristo. E não haverá conversão se a sua mensagem não conseguir chegar às periferias, se o seu magistério não for exercido também no “Páteo dos Gentios” – e eu sei bem como isso incomoda alguns católicos  “puritanos”. Acontece que o colégio cardinalício que com uma sabedoria imensa elegeu Bento XVI foi o mesmo que elegeu o jesuíta Bergoglio, que teve o enorme mérito de mudar a tónica da mensagem da Igreja para a Misericórdia. De facto a vocação da Igreja não é ser um hotel para santos, é ser um hospital de campanha para os pecadores como eu. Havia um erro de percepção que vem sendo corrigido, a doutrina não mudou, mudou a sua percepção. Obrigado Papa Francisco, bem-vindo a Portugal.  

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por João Távora às 11:20

Quarta-feira, 10.05.17

O fenómeno

Vejo por aí nas redes sociais muita gente estranhamente agastada com o entusiasmo provocado por uma canção simples de 3 minutos que vai disputar um concurso internacional no próximo sábado. Pela minha parte não vejo o que isso possa incomodar, pois o facto não acontece em prejuízo de quaisquer outros temas que sejam considerados mais pertinentes ou importantes, ou lesando outras formas de expressão artística mais "nobres". O facto é que a cançoneta do Salvador Sobral é apenas uma bonita canção que na minha casa teve o condão de reunir a família toda na sala a ver televisão por uns minutos, coisa cada vez mais rara nesta era de fragmentação em que cada um vive virado para o seu ecrã. Isso não é pouco.

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por João Távora às 18:59

Quinta-feira, 04.05.17

Conversa de engraxador

- Ó chefe, então querem lá ver esta coisa agora da Baleia Azul, o pessoal corta-se todo e depois chega ali à ponte e atira-se?! A judiciária que descobre tanta coisa não é capaz de chegar ali e desligar a internet? É que a rapaziada depois não pode sair! Tá tudo maluco. Ó vizinho, quer saber a verdade? Isto é tudo derivado às comidas que a gente come. A gente vai ao talho, compra um bife, põe-o na frigideira e fica metade do tamanho. O pessoal que come bem é lá o da aldeia. São dois euros e meio, chefe, o sapatinho ficou um brinco! Acha que a gente volta para o escudo? É que isto do euro não vale nada.

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por João Távora às 11:35

Terça-feira, 02.05.17

O melhor amigo do homem

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Como refere o Henrique Raposo neste texto, o animalismo crescente que o ar do tempo nos revela, reflecte uma sociedade cada vez mais atomizada de gente só, magoada e ressentida.  Se é afectivamente compensador e salutar o convivio entre pessoas e animais, a frase “Quanto mais conheço a humanidade mais gosto do meu cão”, ao colocar em confronto a relação entre o dono e o seu cão ou entre a pessoa e um seu igual, seja marido, mulher ou amigo, diz mais sobre quem a profere do que a quem se dirige: uma relação entre o dono e o seu animal será de natureza de posse e domínio entre desiguais; pretender obter algo parecido das relações sociais parece-me no mínimo repugnante. As relações humanas são tão complicadas e desafiantes quanto o ser humano consegue ser complexo e fascinante. Prescindir do desafio de amar e ser amado entre iguais é certamente a mais indecorosa admissão da mediocridade e incompetência a que um ser humano se pode rebaixar – colocando cobardemente o ónus desse falhanço no outro que se recusa lamber-lhe a mão e abanar a cauda.

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por João Távora às 15:17

Terça-feira, 25.04.17

25 de Abril

Para muitos monárquicos da geração dos meus pais e avós o 25 de Abril foi uma janela de esperança que acontecia depois dos dois regimes despóticos que sobrevieram à monarquia constitucional. No entanto, preocupada com a sua sobrevivência, jamais a democracia se abriu à discussão do sistema de Chefia de Estado.

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por João Távora às 17:00

Sexta-feira, 21.04.17

Sem fugir...

Talvez as pessoas mais felizes não sejam afinal as que menos sofrem, mas as que da melhor maneira encaram o sofrimento... sem fugir.

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por João Távora às 16:55

Quinta-feira, 20.04.17

A propósito de Senhor Dom Duarte e o Protocolo do Estado

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 O deputado socialista Ascenso Simões reconheceu na sua coluna da passada quarta-feira aqui no jornal i que a petição que por estes dias decorre online para a inclusão do Chefe da Casa Real Portuguesa no Protocolo de Estado “(…) não se apresenta recheada de problemas políticos ou institucionais, uma vez que D. Duarte é conhecido como herdeiro da coroa” e que “(…) o protocolo do Estado deve acomodar uma norma que permita aos mais altos representantes do Estado conferirem a D. Duarte, por tudo o que representa, uma dignidade única em circunstâncias especiais? A nossa opinião vai no sentido positivo.” Tirando a menorização dos monárquicos que pelos vistos Ascenso Simões execra, estamos de acordo com tudo o mais no seu artigo e é precisamente no sentido que afirma que a petição surge. De facto esta iniciativa não pretende "monarquizar" o regime republicano que nos coube em azar, e muito menos "republicanizar" a Instituição Real como receiam alguns monárquicos. A petição não pretende atribuir aos Duques de Bragança nenhum lugar na lista de precedências existente, essas constam do art.º 7.º da Lei e não se lhe pede alteração. O que se pede é que o representante dos reis de Portugal, quando convidado para qualquer cerimónia, nela tenha o estatuto honroso e digno, de "convidado especial", estatuto que não altera a lista das precedências do Protocolo. Implica apenas, e não é pouco, uma especialíssima relevância a conceder a um convidado que é, pelo que na verdade representa, “especial”. 

De resto as Reais Associações são por natureza e vocação uma “mixórdia”, no sentido de “misturada”, como lhes chama Ascenso Simões. Representam grupos heterogéneos, transversais, e por isso, talvez elas possam ser vistas pelos seus detractores como “mixórdias”. De facto as Reais Associações assentam na diversidade de que é feito o nosso país, nas várias regiões em que estão inseridas. Elas não se dirigem a um grupo em particular, facção ideológica, classe social ou elite cultural, antes se dirigem a todos os que não se conformam com a república a que chegámos em 1910 e que gostariam ver restaurados os valores permanentes da nossa portugalidade. Ora acontece que esses valores não sendo propriedade de ninguém, são seguramente protagonizados pelo Senhor Dom Duarte.
Finalmente, os defeitos que atribui aos monárquicos como eu, não nos impede de querermos ser cada vez mais e melhores. É por isso que estamos a trabalhar todos os dias.

 

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 12:35

Terça-feira, 11.04.17

Jogo perigoso

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Os programas de debate futebolístico à segunda-feira nos canais de notícias vêm-se tornando numa autêntica aberração imprópria para crianças e gente civilizada - caio lá demasiadas vezes nos meus zappings à procura de notícias depois do jantar e fujo quando a coisa azeda, que nunca demora muito tempo. Na busca de audiências, que o mesmo é dizer, transpondo para a discussão verbal o mais básico fanatismo das claques, a conversa descamba com demasiada frequência para a insinuação e o insulto, que propicia cenas de algum embaraço quando a ténue fronteira do descontrolo emocional ameaça desabar entre os oponentes.
Sou do tempo em que no Sporting se debatiam fórmulas de atrair a família, nomeadamente senhoras e crianças para as bancadas do estádio, mas receio que o percurso feito nos últimos anos pelos clubes, através de políticas de comunicação extremamente agressivas, vem sendo inverso: a seguir a cada jogo, no espaço público que vai entre as televisões e as redes socias, toma lugar uma batalha verbal com pouco compromisso com a verdade e ainda menos com a boa educação. Voltando às televisões, desconfio que os responsáveis dos programas, que se não são os primeiros responsáveis, são cúmplices activos, estão simplesmente esfregando as mãos expectativa duma cena de descontrolo ou até de pugilato que exponencie as audiências, que por um dia catapulte o seu programa para os píncaros da popularidade, como se de um radical reality show se tratasse. Veja-se o caso do “Prolongamento” na TVI de ontem em que José de Pina e Pedro Guerra despudoradamente perderam a compostura (presumo que seja habitual).
Acontece que sou um amante do futebol, que preza a rivalidade acesa dentro das quatro linhas, transposta para as bancadas dentro dos limites mínimos das salutares regras de civilidade. Não compreendo que se critiquem os jogadores ou os espectadores quando se descontrolam e se aceite passivamente que esse jogo perigoso seja extrapolado para a televisão com um discurso que toca as raias do irracional como se fosse legítimo.
Sou do tempo em que as televisões e o jornalismo tinham pretensões pedagógicas e sabiam o seu papel na sociedade. Não me parece que a busca de audiências justifique um espectáculo tão indigno quanto aquele que se vê nos serões das segundas-feiras por essas TVs.

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 13:46

Domingo, 26.03.17

O silêncio dos inocentes

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O meu amigo Filipe Nunes Vicente por vezes não resiste à sua costela jacobina e agora vem (uma vez mais) reclamar do silêncio da Igreja a propósito da violência doméstica e para tanto propõe-nos uma pesquisa no Google à qual eu me atrevo a sugerir outra: “Patriarcado do Lisboa + Violência Doméstica”. Aí encontrará o Filipe diversas referências ao tema com proveniência de diferentes sectores da hierarquia da Igreja - claro está que, se o Estado decidisse legalizar a violência doméstica, de outro modo tocariam as trombetas. Nesse jogo de retórica o Filipe demonstra algo que já sabíamos: que não frequenta e mal conhece a Igreja dos dias de hoje, lugar em que diariamente se acolhem e socorrem os casos mais dramáticos de pessoas em busca de caminho, de redenção, quantas vezes nossos vizinhos envergonhados. Esses casos tanto podem ser de  agredidos ou agressores: essa é a radicalidade do acolhimento de Jesus Cristo. Ora acontece que é na Igreja, não isenta de erros e limitações na sua actuação capilar e profundamente orgânica, que diariamente se apela à evangelização e à consequente partilha da mensagem de Jesus Cristo de Misericórdia, de Amor e de Perdão aos homens e mulheres de boa vontade. Pusessem em prática as comunidades cristãs os ensinamentos de Cristo e não se encontraria aí exemplos de violência doméstica. Como disse o papa Francisco certo dia, “a Igreja não é um hotel de santos, é antes um hospital de pecadores”. Mas acontece que, se há algum local na sociedade civil em que se empreende um trabalho profundo de prevenção à violência doméstica é entre os cristãos. É na Igreja que se realizam os CPM (Centros de Preparação para o Matrimónio) cada vez mais exigentes, e é também na Igreja onde os casais encontram à sua disposição movimentos de leigos que têm em especial atenção a vida do casal na coerência com a mensagem de Cristo, nomeadamente as Equipas de Nossa Senhora de que faço parte, movimento mundial fundado pelo Padre Henri Caffarel nos anos 40 para uma catequese e caminhada na fé em casal. Por todas estas razões, por causa da intervenção eminentemente orgânica que a igreja promove na vida dos seus fiéis e nas suas comunidades, o comentário do Filipe me parece profundamente injusto. De resto, tenho algumas reservas quanto à exacerbação do conceito de “violência doméstica” em contraste com a “simples” violência física ou psicológica que uma mente perturbada é capaz de praticar contra o seu próximo, seja por motivos passionais ou crendices intelectualizadas. A crueldade humana mascara-se de várias formas - tem de ser veementemente punida e denunciada. Curioso como um crime como o perpetrado em Barcelos produz quase as mesmas consequências práticas que o acto de terrorismo de Londres. Em comum, para além da utilização da faca como arma, têm o facto de ambos provirem de mentes profundamente perturbadas e nos atirarem à cara o potencial malévolo que reside coração do Homem, de qualquer raça ou credo. Isto sim é para mim profundamente inquietante.

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por João Távora às 20:15

Quinta-feira, 23.03.17

Oh London, London...

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por João Távora às 14:46

Quinta-feira, 23.03.17

Cavalo de Troia

Londres foi abalada por um mais um acto de terrorismo. A sociedade inglesa deveria envergonhar-se por gerar estes fenómenos, de gente desenraizada, coitada, temerosa do desemprego e ameaçada pela cultura dominante que segrega as culturas forasteiras. É o capitalista na sua ânsia do lucro e da riqueza que a montante gera a segregação das religiões minoritárias, a islamofobia, e o egoísmo dos povos contra os migrantes que procuram apenas um espaço para se instalarem com as suas culturas exóticas para depois serem explorados em empregos de baixos salários. Uma austeridade que promove a revolta nos bairros periféricos, que favorece os populismos e os extremismos de direita como Marine Le Pen e Geert Wilders que são uma ameaça à Europa democrática e multiculturalista. Que devia envergonhar-se por deixar crescer no seu seio fenómenos de segregação de culturas minoritárias e exóticas cujos membros, radicalizados pelas contingências, com a revolta se vêm obrigados a enveredarem pela violência, coitados.

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por João Távora às 10:58

Domingo, 19.03.17

Voltar aonde fui feliz

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Foi com imensa emoção que há dias, cerca de 40 anos passados, voltei a entrar na "Casa da Avenida", o 232 da Avenida da Liberdade, ocasião que aproveitei para tirar muitas fotografias de pormenores da sua arquitectura e decoração das áreas comuns que me servirão de apoio à crónica que me encontro a elaborar sobre a sua história centenária. Trata-se sem dúvida de um conceito arquitectónico de transição do “palácio” para o apartamento moderno, como se pode verificar pela organização das casas e pela rica decoração quase aristocrática das generosas áreas comuns – garnde hall de entrada, escadaria e patamares entre os andares. Aqui apresento uma fotografia dos alvores do prédio estreado em 1892, talvez já princípio do século XX, em que apresenta a fachada pintada de forma absolutamente inédita para mim, provavelmente com a pintura original, em que a área rebocada ostenta uma cor escura (Ocre? Azul? Cinza?) que, com o contraste com a cantaria que emoldura as janelas e varandas, proporciona um aspecto muito mais sofisticado ao edifício, mais consentâneo com o requinte do seu interior.

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por João Távora às 18:19




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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