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João Távora



Quinta-feira, 04.05.17

Conversa de engraxador

- Ó chefe, então querem lá ver esta coisa agora da Baleia Azul, o pessoal corta-se todo e depois chega ali à ponte e atira-se?! A judiciária que descobre tanta coisa não é capaz de chegar ali e desligar a internet? É que a rapaziada depois não pode sair! Tá tudo maluco. Ó vizinho, quer saber a verdade? Isto é tudo derivado às comidas que a gente come. A gente vai ao talho, compra um bife, põe-o na frigideira e fica metade do tamanho. O pessoal que come bem é lá o da aldeia. São dois euros e meio, chefe, o sapatinho ficou um brinco! Acha que a gente volta para o escudo? É que isto do euro não vale nada.

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por João Távora às 11:35



3 comentários

De Manuel Lamas de Mendonça a 05.05.2017 às 11:33


Muitos de nós poupam da despesa do engraxador. Fomos criados a fazer a cama e tratar do calçado.
Mas vamos mantendo um ouvido afinado como um aparelho para medir a tensão ás conversas dos Zé e dos Maneis que sentem aquilo que julgamos pensar.
A nossa Conceição, dantes, votava nos pequenos para equilibrar.
Mas aprendeu a contar o que significam a benesses de cima.
;- quero cá saber o que é que eles dizem. Ver, não vejo nada, é tudo igual pró pior

De João Távora a 05.05.2017 às 11:47

Caro Manuel:

Vou ao engraxador raras vezes mas sempre que arranjo tempo. Os sapatos limpos em casa nunca ficam tão bem. Curioso é ouvir as pensamentos surrealistas do homem, que decididamente valorizam o produto final do trabalho.

Abraço,

De Manuel Lamas de Mendonça a 05.05.2017 às 12:21

Concordo em absoluto que os sapatos domesticados nunca ficam bem, mas que quer, são hábitos e... comodismo. talvez
Só não estamos integralmente de acordo com o carácter surrealista da conversa do engraxador.
Pelas minhas contas em poucas frases tocou nalguns dos nós cegos das nossas contradições
Fumar mata (o problema da impotência parece-me distante) mas comer - obrigatoriamente do agro-industrial dá saúde e faz crescer.
Sair do Euro representa uma loucura e desvaloriza .as poupanças em 30%
Quais poupanças ? de quem?
Cuide de si, seja esbelto, mas tome tranquilizantes e consuma dietas, que as grandes farmacêuticas criaram e exportam desvelada mente para diminuir o mal de vivre da plebe incomensurável. Não sei se a coca é mais cara,, mas é capaz de não responder á marginalidade da multidão dos excluídos
ás necessidade de quase toda
Ah ganda engraxador
Um abraço não resignado

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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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