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João Távora



Quinta-feira, 19.01.17

Da escrita

Há pessoas, quase sempre obscuros académicos, que escrevem de uma forma tão rebuscada, conjugando palavras difíceis escolhidas a preceito e sem critério aparente, frases tão extensas quanto incompreensíveis que mais parecem charadas. Ao principio, eu pensava que o problema era meu, mas depois percebi que essa é uma formula que eles usam para se armarem aos cucos disfarçando formulações de teses ilógicas ou mesmo a completa inexistência de uma ideia. Hoje estou convencido que fazem isso para gozar com o pagode, e riem-se dos que caem na esparrela de tentarem descodificar os seus textos.

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por João Távora às 21:47



5 comentários

De manuel a 20.01.2017 às 10:05


Assenta que nem uma luva. E o barrete encaixa até ás orelhas, tentando ocultar o vazio armado aos cucos desses escribas pretensiosos, forrados de académicos obscuros.
Tenho por norma, e por índole,, uma invencível tendência para agradecer á mão que me segura o espelho.
Sabe João nem todos nascemos com o dom duma escrita concisa e fluída.
Confesso o erro de casting e envio um abraço tranquilo e sincero.

O isso tudo Manuel
..

De Manuel Lamas de Mendonça a 20.01.2017 às 13:13


O respeitado João reenviou-me o seu texto sobre a escrita
Ao qual já havia respondido.
E a cuja resposta não tenho nada a retirar ou acrescentar.

Alguns obscuros académicos não se têm em tão alta consideração,nem se levam tão a sério.como parece ser o seu entendimento.
Por vezes podem discordar da actualidade de questões diferidas para um tempo posterior, e condicionadas pela envolvente internacional destas semanas até hoje.
Talvez o façam numa escrita susceptível de o irritar. Mas isso acontece por limitações da escrita de cada um .
Estava longe das intenções com que me fustiga.
Lamento profundamente ter provocado uma zanga tão virulenta

De João Távora a 20.01.2017 às 18:18

Ora essa, Manuel?!
O que eu escrevi não lhe era dedicado. A sua escrita é tudo menos obscura.

De Manuel Lamas de Mendonça a 20.01.2017 às 19:43


Apetecia-me exalar uns UFA, & SAFA!
Enfiei o barrete porque nunca acho o que escrevo suficientemente claro e conciso. e além disso caibo na moldura do académico muito obscuro


Queira perdoar, e, se me der licença, vou sair da sua personagem para libertar o blog da opressão de ter na barriga um volumoso escriba acocorado
Abraço
Manuel

De João Távora a 20.01.2017 às 21:43

Será sempre bem vindo.
Cordeais cumprimentos.
João Távora

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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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