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João Távora



Segunda-feira, 16.01.17

Lisboa a arder

rua dos anjos..JPG

Ironia do destino, a assunção de que o PSD concorrerá sozinho à CML surgiu pela boca de Pedro Passos Coelho no dia em que uma sondagem apontava para a preferência dos eleitores á direita por uma coligação. Uma péssima notícia para aqueles que viam nas próximas autárquicas uma oportunidade de castigar a esquerda pela trágica gestão que vem praticando no maior município do país. Digo isto com a autoridade de quem nunca foi um sectário do CDS, antes um pragmático que acredita ser a união dos dois partidos fundamental para os portugueses poderem ambicionar uma alternativa ao triste fado do socialismo. Espero enganar-me, mas receio bem que as hesitações e a demora na definição duma estratégia e de um seu candidato para Lisboa não deixarão de ser cobradas a Pedro Passos Coelho na devida altura. Definitivamente os lisboetas mereciam um entendimento entre os dois partidos à direita: cansados que estão de verem a sua cidade transformada numa lixeira e num infernal campo de experiências de mobilidade e trânsito, uma Lisboa que perdeu a vergonha de expulsar os seus filhos para as periferias, a capital que o tripeiro Medina pretende reduzir a um cenário hollywoodesco para turista ver, com o lixo escondido debaixo do tapete. Assim, com Lisboa “a arder”, um dia ele será recebido em ombros pelos portuenses mais ressabiados.  

 

Fotografia: Rua dos Anjos "Lixeiras de Lisboa" daqui

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por João Távora às 09:25



2 comentários

De FLV a 16.01.2017 às 10:17

Exactamente isto.
Como pode o Passos Coelho não ver esta evidência?
Vai ser uma derrota estrondosa para ele e para o PSD.
Parece a historia dos velhotes que andam a contramão e que acham que os outros é que vão no sentido errado!

De Manuel Lamas de Mendonça a 18.01.2017 às 11:14


Sorridente-mente Isso faz-me lembrar o velho Nero de Hollywood.

Eu sei que o João é um lisboeta exilado, e que as peripécias da escaramuça entre a combativa Cristas, o lúcido Passos e o triangular Medina & companhias (sempre) limitadas calam fundo no seu coração Destro.

Mas á vezes ocorre-me se serão a actualidade cronologicamente mais actual para esta orla marítima. que Bruxelas vai empurrando com a barriga por interpostos missi domici nacionais


Não sei se está ao corrente, Mas o Dr. K parece ser dos poucos que consegue falar com o Donaldo sempre que quer.
Faz sentido relendo o Dr. recente. Reescalonamento de estratégia, mudança de objectivos
Os Han tomam o lugar dos bolchevicos no frio. A Europa é substituída por aquele homenzinho irritante com cara de rato, e o pacto de defesa nessa frente, que tinha mudado de uniforme desde Bush o pai, torna-se obsoleto. O auto proclamado desiderato de redução dos arsenais numa frente, libertará recursos para onde está a acção.
Fair trade for both!
O sol passou a nascer a Oriente. Já nascia, mas agora assume-se como tal. E já não era sem tempo
Mas Porque é que o cessante mandou uma divisão encarapuçada para os polandeses, precisamente esses.
O cessante na reta final parece ter abandonado (mais) o travesti, e apresenta-se como o manga de alpaca do sistema que tinha sido destacado para o interregno. Que não estaria previsto terminar exactamente assim
A Ângela enfrentará a possibilidade de reduções. Por desistência. Mas também por expulsão do core.
Voltamos a o sistema do grande germano Benelux por Anschluss?
Com ou sem protectorados de férias para a malta competente e trabalhadora do centro-norte ?
Grandes cogitações meu caro Steinbrocken.. Sabe que a Terezinha May botou palavra fazendo estremecer a secular coesão do Reino antes (mais ou menos) Unido?
Mais uma coisa arriscada, neste cenário em que o CIDADÃO (sempre incómodo) já tinha sido substituído pelo CONSUMIDOR pastoreado, devidamente assustado e superbemvigiado, de género compósito e entretido com graves questões fraturantes, regressa ás massas o poder de barafustar.
E as massas são distraídas, drones balas de borracha e gazes hilariantes não resolvem enfrentamentos de bué de people que começa a receber as palavras de ordem; oito matulinhos concentram mais pilim do que três virgula seis biliões de aspirantes a consumidores que podem (sempre efémera, mas ruidosamente) mascarar-se de cidadãos.
Ah o velho e hiperrealista Dr.. K, o von Braun da Doutrina de Monroe, e quase quase compatriota da Ângela, e os seus respectivos legados de serenidade, paz e distribuição equitativa dos dividendos

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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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