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João Távora



Sexta-feira, 09.06.17

O pior cego é aquele que não quer ver

Não pode deixar de causar-nos profunda consternação o facto que sucedeu na quarta-feira quando os jogadores da selecção da Arábia Saudita num confronto da fase de qualificação para o Mundial 2018 com a Austrália em Adelaide desrespeitaram ostensivamente o minuto de silêncio em memória das vitimas do ataque terrorista (duas delas eram australianas) sucedido no dia anterior em Londres. Curioso como a realização da TV evita cirurgicamente transmitir essas desconcertantes imagens, focando-se nas bancadas e em ângulos em que a câmara apenas capta os jogadores australianos. Curioso que esta foi uma atitude tomada pelos jogadores por sua livre vontade, dado que a cerimónia estava combinada entre a organização e as respectivas federações. Não seria a intenção dos jogadores sauditas corresponderem às expectativas dos seus compatriotas que seguiam a transmissão em directo?
Até quando no ocidente vamos enfiar a cabeça na areia como as avestruzes e contar que os "muçulmanos moderados" sejam complacentes e evitem o confronto com a nossa civilização? O pior cego é aquele que não quer ver.

ausralia.jpg

 

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por João Távora às 10:15



1 comentário

De Manuel Lamas de Mendonça a 10.06.2017 às 10:28


E assim chegamos à "moderada" (e moderadora?) monarquia saudita!

O pouquíssimo que sabemos (nós a multidão multi maioritária dos cidadões de fora do sistema) sobre o financiamento das organizações terroristas, que teólogos subtis dividem em hardcore e softcore, de acordo com critérios que vão variando de acordo com as circunstâncias, não ficou mais claro com os resultados sigilosos da Cimeira de Riyadh.
O certo é que os sauditas, e respectivos estados satélites, bem como potencias regionais de maior monta (Egipto por exemplo) bloquearam o Qatar, sob pretexto de ser uma fonte de financiamento do terrorismo internacional.
Tudo isto na sequência da presença tutelar de Donald Trump na supra-citada cimeira de Riyadh.
Tudo bem, ou quase tudo mal, não foram a(s) posições de Washington sobre esta manobra conjunta,
O presidente dos EUA , que venderam biliões em armamento sofisticado, a uma monarquia saudita, de cujas forças armadas conhecemos mal as dimensões e funções, para lá guarda pretoriana do regime, dividem-se em hidra bicefala.
Precisamente no mesmo dia (o dia, risonho entre todos, em que uma Teresa May derrotada e impotente prometia estabilidade (!?) aos britânicos, Trump, policia mau, apoiava a necessidade de neutralizar um Qatar essa fonte de financiamento do terrorismo-
E, a escassas horas de distância, o seu Secretário de Estado, policia bom, recomendava o apaziguamento dialogante em relação ao mesmíssimo Qatar.
Por cima de tudo isto flutuam o sionismo, o Irão e o Yemen, para lá dos habituais açougues em que se vai pagando, em prestações hectolítricas de sangue, a invasão do Iraque e a diáfana Primavera Árabe.
Que Deus permita que os demasiadamente estúpidos como eu, que não conseguem descortinar sob. ou sobre, tudo isto uma estratégia coerente, não passem de uma minoria de intelectualmente débeis..
Manuel Lamas de Mendonça

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Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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