Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

João Távora



Quinta-feira, 23.03.17

Cavalo de Troia

Londres foi abalada por um mais um acto de terrorismo. A sociedade inglesa deveria envergonhar-se por gerar estes fenómenos, de gente desenraizada, coitada, temerosa do desemprego e ameaçada pela cultura dominante que segrega as culturas forasteiras. É o capitalista na sua ânsia do lucro e da riqueza que a montante gera a segregação das religiões minoritárias, a islamofobia, e o egoísmo dos povos contra os migrantes que procuram apenas um espaço para se instalarem com as suas culturas exóticas para depois serem explorados em empregos de baixos salários. Uma austeridade que promove a revolta nos bairros periféricos, que favorece os populismos e os extremismos de direita como Marine Le Pen e Geert Wilders que são uma ameaça à Europa democrática e multiculturalista. Que devia envergonhar-se por deixar crescer no seu seio fenómenos de segregação de culturas minoritárias e exóticas cujos membros, radicalizados pelas contingências, com a revolta se vêm obrigados a enveredarem pela violência, coitados.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 10:58



4 comentários

De João Manuel a 24.03.2017 às 10:28


Só posso felicitar o João pela antítese lúcida entre um título, que me parece evidente, e um texto que reproduz - intencionalmente - a Vulgata bem pensante dos lugares comuns vagos e titubeantes que nos administram para tapar o Sol desta guerra de Tróia com uma peneira construída por punhado de argumentos (todos com uma percentagem variável de realidade) estudados para cegar um rebanho lobotomizado.

O que escrevo a seguir tenta inscrever-se na sua metodologia João,.que me parece muitíssimo eficaz para quem tiver ainda olhos para ler

A derrota de Geert Wilders nas eleições desse País-modelo que é a Holanda,, sobre a qual nenhum zelote eurolandês se atreveria a recomendar que não desbaratasse o rico dinheirinho supremacista na conhecida rua das pegas e vinho verde, canabis e industria química, representa a vitória dos valores democráticos contra a ameaça do populismo
Neste específico caso dum populismo simbólico.(que nunca conseguiria formar governo nos Países razoavelmente Baixos)
Essa vitória-VACINA foi criada na inovadora e tolerante Holanda,que esteve na raiz do Clube Bilderberg, conjuntamente com David Rockefeller, falecido há dias, e cuja extensissima biografia passou apenas em notas de rodapé, INJUSTAMENTE reduzida a dois conceitos necrológicos BILIONÁRIO E FILANTROPO....

Mas estejamos atentos: - o novo populismo; cuja aparente derrota holandesa tanto nos aliviou, é profundamente inovador e bem concebido.Nem outra coisa se esperaria por parte das forças do mal que o conceberam
Se o antigo nazi fascismo, foi reconhecidamente responsável pelo único e exclusivo Holocausto da História, e teve como linha de orientação ideológica o extermínio da nação judaica, este novo populismo constitui o seu inverso.
Tenhamos presente que Geert Wilders, embora sensatamente considere o Alcorão um texto nazi, representa uma ruptura em relação ao folclore cabeça rapada e suásticas.
Este militante da supremacia do povo eleito, desde muito jovem voluntário num Kibutz Israelita, acabou por se infiltrar com insuspeitado sucesso na reacção ao sistema justo, e de sensato cariz social que nos governa. ´
Convertendo esta nova extrema direita num movimento filho-semita .
Parece natural que isto tenha sido laboratorializado na Holanda!
Finalmente os serviços de informação que defendem o nosso sistema de democracia, liberdades fraternidades (várias) e justiça social, podem estudar minuciosamente (e manter sob adequado controlo) o folclore cabeça rapada e suásticas.
Ganda jogada malta todos estamos de acordo!
,

De João Távora a 24.03.2017 às 17:36

O terror não nos pode fazer desistir da inteligência.

Cordiais cumprimentos,

De Manuel Lamas de Mendonça a 24.03.2017 às 14:44


Gostaria de agradecer a João de Lancastre e Távora esta revisitação de Caetano Veloso, que interpreta aquilo que tantos portugueses sentiram, exactamente nas mesmas circunstâncias.
Gostaria de precisar que falo de gerações vivas, deixando para trás o punhado de senhoritos liberais.que se acolheram às camas fofas da gentry, com semanadas pagas por Mendizábal, enquanto Sá Nogueira retirava, à pata, pela lama da Galiza, com os restos do seu exército...

E estou inteiramente à vontade.

Os meus antepassados irlandeses foram esmagados pela brutalidade do colonialismo britânico.
E o meu bisavô James, casado com uma boer, fazia parte da cavalaria irlandesa, na guerra anglo-boer, antes do seu primogénito ser morto nas trincheiras da Flandres.
Vocês, por cá, terminada a guerra civil, continuavam um rotativismo protegido pela esquadra britânica, fundeada no Tejo ao menor risco de bronca
Mas eram coisas nossas, internas, europeias, questões de primos ricos .da cidade e de parentes pobres e brutos e incapazes da província profunda.

Sou obrigado a apreciar a tradicional fleuma britânica do povo e da sua Rainha.

Não nos intimidam!

Lembrando instintivamente o <> hispânico.

É de fato, bonito, digno e aprumado.

MAS CHEGARÁ ?

De João Távora a 24.03.2017 às 17:35

Acho que esta bela canção de Caetano Veloso resolve as nossas ambiguidades quanto aos ingleses. Nem que seja por 3 minutos.

Abraço!

Comentar post




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Instagram

Instagram

calendário

Março 2017

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031