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João Távora


Segunda-feira, 16.01.17

Lisboa a arder

rua dos anjos..JPG

Ironia do destino, a assunção de que o PSD concorrerá sozinho à CML surgiu pela boca de Pedro Passos Coelho no dia em que uma sondagem apontava para a preferência dos eleitores á direita por uma coligação. Uma péssima notícia para aqueles que viam nas próximas autárquicas uma oportunidade de castigar a esquerda pela trágica gestão que vem praticando no maior município do país. Digo isto com a autoridade de quem nunca foi um sectário do CDS, antes um pragmático que acredita ser a união dos dois partidos fundamental para os portugueses poderem ambicionar uma alternativa ao triste fado do socialismo. Espero enganar-me, mas receio bem que as hesitações e a demora na definição duma estratégia e de um seu candidato para Lisboa não deixarão de ser cobradas a Pedro Passos Coelho na devida altura. Definitivamente os lisboetas mereciam um entendimento entre os dois partidos à direita: cansados que estão de verem a sua cidade transformada numa lixeira e num infernal campo de experiências de mobilidade e trânsito, uma Lisboa que perdeu a vergonha de expulsar os seus filhos para as periferias, a capital que o tripeiro Medina pretende reduzir a um cenário hollywoodesco para turista ver, com o lixo escondido debaixo do tapete. Assim, com Lisboa “a arder”, um dia ele será recebido em ombros pelos portuenses mais ressabiados.  

 

Fotografia: Rua dos Anjos "Lixeiras de Lisboa" daqui

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por João Távora às 09:25

Domingo, 03.02.13

Autárquicas: três maus prenúncios e uma boa notícia

Ao contrário da maioria dos comentadores políticos, não me parece que o governação PSD - CDS “do ajustamento”  condene fatalmente os resultados eleitorais de Outubro das autarquias, que afinal se regem por lógicas próprias de proximidade, a meros plebiscitos aos candidatos da esquerda. Suspeito sim que alguns dos desastres que se prenunciam à direita, aconteçam por outras causas, antes de mais ligadas com a ética e que aqui exponho em três pequenas notas.

 

1) Se não bastasse a questão simbólica, as eleições autárquicas na capital interessam-me de sobremaneira pois nasci e morei em Lisboa mais de meia vida. É por isso que me entristece a aposta da coligação PSD – CDS numa candidatura ferida de morte, como é a do mercenário autárquico Fernando Seara. Não posso concordar mais com Henrique Monteiro quando salienta na sua coluna do Expresso o espírito da lei do limite de mandatos: precaver que “alguém se possa perpetuar no poder, num cargo que não deve ser encarado como uma profissão, mas como um serviço, (…) limitado no tempo para que o empossado jamais se esqueça de que está numa função que não deve ser confundida com a sua própria pessoa.” Com este terrível pecado a somar-se à dificuldade intrínseca de desapear um presidente de câmara em transição de mandato, suspeito que não haverá charme ou truques de propaganda que salvem Fernando Seara. O mais grave ainda é aquilo que fica para lá das eleições: mais um violento pontapé na credibilidade do sistema político, ao que os eleitores corresponderão com acrescido desinteresse na participação cívica e desprezo pelas instituições.

2) A mesma chico-espertice engendrada na capital leva o PSD a apoiar Meneses na travessia do Douro para a substituir Rui Rio. Mas acontece que no Porto há uma boa notícia e o eleitorado poderá ser redimido com a candidatura independente de Rui Moreira, personagem respeitada, cujo reconhecimento do curriculum e méritos extravasam amplamente o âmbito local. Uma oportunidade dada de bandeja ao CDS, que assim poderá sair vitorioso numa grande autarquia nacional, caso o partido tenha a coragem de apoiar este abrangente projecto.
 

3) Finalmente uma nota sobre o concelho de Cascais, autarquia onde estou condenado a escolher entre os socialistas e o presidente cooptado Carlos Carreiras, personagem pardo do aparelho social-democrata, disposto a todos os assanhados malabarismos para convencer os eleitores da sua virtual equidistância à coligação partidária no governo que o patrocina. E como a decência é uma coisa a que dou valor, receio ter de me resguardar em casa nas próximas eleições. 

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por João Távora às 00:05

Quarta-feira, 01.07.09

Graças a Deus voto em Cascais!

Santana Lopes prepara-se hoje para desferir um valente soco no estômago dos monárquicos lisboetas.

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por João Távora às 17:24

Sexta-feira, 24.04.09

O equívoco de Santana Lopes

De forma gratuita, Pedro Santana Lopes prepara-se afrontar os monárquicos portugueses convocando o letárgico Partido Popular Monárquico para a sua coligação à Camara Municipal de Lisboa. Estranho que os seus conselheiros não o tenham advertido de que o PPM se tornou num instrumento de promoção pessoal do Sr. Câmara Pereira, adversário dos monárquicos portugueses e persona non grata à instituição real que estes prezam e honram.

Tendo em conta o cariz supra-partidário da instituição que advoga, um partido monárquico é por si um contra-senso, e esse equívoco adensa-se quando o partido em causa acabou esvaziado de personalidades como Henrique Barrilaro Ruas e Gonçalo Ribeiro Teles, superiores figuras intelectuais que o fundaram e justificaram numa determinada conjuntura histórica.

Se Pedro Santana Lopes desejava atrair monárquicos com esta coligação é bom que se desengane quanto antes: isso não acontecerá num projecto que inclua o partido do Sr. Câmara Pereira.

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por João Távora às 11:06




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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