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João Távora


Segunda-feira, 24.08.15

La Marseillaise

Eu que sou um pacato conservador geralmente até gosto de canções revolucionárias talvez pelo seu lado romântico, uma estética a que ninguém é imune nestes dias de modernidade. Não é o caso da belicosa e feroz “Marselhesa” que os franceses adoptaram como hino, aqui numa performance de 1905 pela Garde Républicaine, gravada num cilindro de cera da minha colecção, que apesar de partido se consegue ouvir até meio.

 

Mais curiosidades, aqui

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por João Távora às 16:43

Quarta-feira, 28.08.13

Music Hall

 

ANY OLD THING WILL DO

 

Letra e Música de Fred Murray e George Everard - 1906

 

I've been single all my life
Thought at last I'd take a wife
Dressed up in my best today
No mistake, I looked all gay
Went to a matrimonial agent
He was most polite
He said, 'What sort of wife do you want?'
I said, 'Oh, that's all right,

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
As long as she's got money
She'll suit me to a T
Got no nose, got no legs,
Got no teeth, got no hair
I don't care - any old thing will do.'

 

Tommy Thompson by the sea
Once took all his family
Wife and kids and ma-in-law
Such a sight you never saw
Walking along the beach one day
A boatman to him ran
He said, 'What sort of boat do you want?'
When Thompson said, 'Old man,

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
I don't care if it's leaking
It's good enough for me
Ma-in-law wants to row
on the ocean blue
Some old boat, too old to float
Any old thing will do.'

 

One day I got such a shock
Sitting near a great big rock
Some old girl the other side
Spotted me and then she cried
'Young man, I'm in an awful state
I am, I'm nearly froze
Do go and get me something to wear
'Cause I've lost all me clothes.

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
All that I was wearing,
has been washed out to sea
Don't come near, there's a dear,
I'm turniing pink and blue
Your old hat - throw me that -
any old thing will do.

 

I went to a party once;
Hadn't had no grub for months.
On the table just my luck,
Up they brought a big fat duck.
When they started to carve the poultry
It filled us all with glee.
They said: 'What part of the bird would you like?'
I said: 'Don't bother me.

 

Chorus: Oh any old thing will do.
Any old thing will do, do, do.
Where it's tough and juicy
It will suit me to a tee.
Somewhere nice around the part
Where it's cut anew.
'E went and chose its parson'e nose.
Any old thing will do.

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por João Távora às 10:03

Terça-feira, 27.08.13

O pregador e o urso

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por João Távora às 16:27

Segunda-feira, 26.08.13

O império do fonógrafo

 

Os fonógrafos popularizaram-se muito no final do Século XIX: eram bastante funcionais e, além de muito competentes na reprodução, eram vendidos com um kit para gravação coisa que tornava o objecto muito mais completo e interessante do que os gramofones, ainda algo toscos. Concebidos numa cera castanha bastante frágil em que o registo se degradava em pouco mais de dez audições, originalmente os cilindros tinham de ser gravados, cada um deles, ao vivo. Posteriormente desenvolveu-se uma solução interligando os fonógrafos com tubos de borracha, um sistema não satisfatório mas suficientemente eficaz para a comercialização e venda de cilindros gravados em série. Tal obrigava os artistas, músicos e cantores a desgastantes sessões em que repetiam incessantemente o tema até produzirem um lote suficiente para satisfazer a procura. Dava-se o caso curioso de uma mesma edição inevitavelmente exibir ligeiras diferenças nas interpretações.

Ao longo dos anos, o tipo de cera utilizada nos cilindros foi melhorado e endurecido de modo que pudessem ser tocados mais vezes sem se degradarem tanto. Em 1902, a Edison Records lançou uma nova gama de cilindros de cera prensada, os Edison Gold Moulded. Muito aperfeiçoado, o progresso consistia na criação de um cilindro principal revestido com ouro que permitia a reprodução de várias centenas de cópias. O Disco da empresa Gramphone de Emile Berliner então emergente ainda teria uns anos para se impor definitivamente.

Aqui partilhamos uma cançoneta de 1907 de Ada Jones, uma actriz e cantora britânica emigrada para os Estados Unidos, que muito se popularizou - a solo e em duetos com Billy Murray e Len Spencer - através dos cilindros e discos gravados no início do século XX.

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por João Távora às 19:01

Sexta-feira, 23.08.13

Concertina

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por João Távora às 09:57

Quarta-feira, 14.08.13

Margarida

Daisy - R. G. Goates 

Sterling Record - 3019
(Vaudeville, Orchestral Acct.)

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por João Távora às 22:38

Terça-feira, 13.08.13

I'se Gwine Back to Dixie

 Words and Music by Charles A. White (1874) Sterling Record cylinder nº 3033 1906 +/-

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por João Távora às 23:00

Segunda-feira, 12.08.13

Os cilindros Sterling

 

Foi quando expirou a patente de Thomas Edison dos seus cilindros gravados em 1904 que Louis Sterling lançou em Inglaterra uma nova produtora de nome "Sterling Record Company". Ao fim de 22 semanas de operação as vendas atingiam um milhão de cópias vendidas, sucesso atribuído à qualidade do som obtido através duma solução de cera prensada muito suave que (quase) competia com os discos, formato que desde 1901 se vinha impondo no mercado da gravação sonora. Através deste curioso exemplo nota-se como tudo valia para lançar novas publicações. 

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por João Távora às 23:54

Segunda-feira, 05.08.13

Monólogos e declamações

 

Com o advento da gravação sonora também se popularizaram os monólogos e declamações. Aqui está num cilindro de Edisson o poema “Premier sourire du Printemps” do consagrado poeta escritor francês Theophile Gautier.

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por João Távora às 00:04

Quinta-feira, 10.01.13

Catita, mesmo!


Acompanhado pela banda filarmónica de Edison, Billy Murray canta a canção cómica “Forty-five minutes from Broadway” tema principal do musical com o mesmo nome da autoria de George M. Cohan estreada a 1 de Janeiro de 1906.


Banda Filarmónica de Edison no Estúdio de Gravação em Nova Iorque 1906.

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por João Távora às 18:38

Segunda-feira, 31.12.12

A mais longinqua viagem sonora a um Natal do passado

No Natal de 1906, a família Wall canta dois temas alusivos

 

Quem acompanha as insignificâncias a que dedico a minha escrita, entende o fascínio que sobre mim exerce este artigo do Daly Mail sobre um avô que resgatou do seu sótão o fonógrafo e uma série de cilindros com as mais antigas gravações sonoras “feitas em casa” até hoje conhecidas. Cerca de 24 minutos de registos diversos, feitos pelos seus antepassados e que inclui impressionante “retrato” duma longínqua festa de Natal de 1902 que aqui reproduzo, foram doados ao museu de Londres. (Para ouvir os ficheiros, clicar na ligação em baixo da respectiva imagem)
 

No Natal de 1904, o Senhor Wall e alguns convivas endereçam votos de Boas Festas

 

Da minha experiência com uma série de cilindros com que este ano fui presenteado - e que aqui deixei testemunho em devida altura - nenhum dos "gravados em casa", (cujas caixas referenciam a anedotas, fados e cantigas) está em condições mínimas de audibilidade, afectados por um fungo que ataca a cera. Em dois deles devidamente assinalados, consegue-se adivinhar cantorias e monólogos, mas para conseguir uma nitidez razoável será necessário investir um dia num sofisticado trabalho de filtragem sonora, com meios e técnicas que não são muito acessíveis. Um projecto que espero cumprir, porque o som é um precioso complemento da imagem... e porque se nos orgulhamos de exibir na sala o retrato do nosso avô, como seria fascinante possuirmos um seu “postal” sonoro como recordação, não vos parece?

 

Nota: 
Agradeço a Victor Santos Carvalho que me fez chegar a "notícia" do Daily Mail

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por João Távora às 19:13

Domingo, 18.11.12

Rafaéla

 

Rumba: Paddy-Prudhomme- R. Vaysse. Orchestre musette Roger Vaysse

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por João Távora às 22:14

Domingo, 18.11.12

Os primeiros discos 78 rpm

Grafonola 

Columbia Vita Tonal nº 112 de 1925

 

O disco, uma invenção atribuída ao inventor alemão naturalizado americano Emile Berliner, concorreu com o cilindro de cera desde os primeiros anos do século XX. Apesar de possuírem mais capacidade de armazenamento (dois lados) e serem mais fáceis de guardar, os discos não se impuseram logo de início no mercado devido à sua extrema fragilidade, só a partir de 1910 com a aplicação de uma bem sucedida solução de goma laca que permitia a sua prensagem a partir de uma matriz, as suas vendas ultrapassaram os célebres cilindros de Edison. Foi aliás tarde e na iminência de falência que Thomas Edison converteu a sua produção a este formato que afinal perdurou até ao inicio dos anos 50 quando surgiram os "Long Playing" de 33 rpm e os "Singles" 45rpm hoje designados por vinyl.

 Pesados e rígidos, os primeiros discos feitos para rodar entre 75 e 78 rpm eram gravados por métodos integralmente mecânicos e acústicos e por isso tinham uma sensibilidade a frequências muito limitada, com preponderância quase total da captação das intermédias. As frequências muito baixas (graves) e as muito altas (agudos) não eram registadas. Assim, por uma questão de eficiência os metais e a percussão eram os instrumentos mais utilizados, para acompanhar as cançonetas ou até curtas áreas de Ópera, facto que também explica o sucesso de inúmeras Marchas e Polcas então gravadas. Por exemplo, o violino mal se ouvia na reprodução, tendo a determinada altura sido essa limitação contornada com a engenhosa montagem de uma campânula cónica na parte traseira do instrumento para reforço da projecção do seu delicado som agudo. Estas limitações só foram ultrapassadas pela gravação electrónica (pela utilização de microfones e amplificadores), método que se veio a generalizar a partir dos anos 20 do século XX.  

Os discos eram reproduzidos nas mais abastadas casas burguesas ou em bailaricos de paróquia em mais ou menos sofisticados gramofones, cuja potência e qualidade sonora dependia do tamanho e do material usado na campânula por onde se projectava o som. Estes aparelhos funcionavam com geringonças de corda, cuja precisão e potência chegava a garantir a audição afinada de três discos sem se ter de dar à manivela. Outra curiosidade era a frequência do consumo das pontiagudas agulhas de metal (as marcas aconselhavam a sua troca por cada audição) e que eram vendidas às centenas em coloridas caixinhas metálicas que hoje fazem as delícias dos seus coleccionadores. Foi a partir dos anos vinte que, com as mesmas características dos gramofones, se popularizam as 

portáteis grafonolas, geralmente em formato de "mala" onde uma pequena campânula se escondia no seu interior. Estas eram bem menos elegantes e potentes que os gramofones, mas bem mais económicas, fenómeno que potenciou a sua democratização e consequente expansão da indústria de gravação. As tabelas de vendas de discos em revistas começaram nos anos 40 tendo por essa altura a revista americana Bilboard começado a publicar a lista dos mais vendidos. O galardão Disco de Ouro que assinalava a venda de um milhão de cópias foi pela primeira vez atribuído em 1942 a Glenn Miller.

 

 

 Gramofone

Um esplêndido His Master's Voice de 1920 com uma campânola de madeira
para um som forte e suave

Saiba mais aqui

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por João Távora às 19:47

Sábado, 17.11.12

Uma raridade...



Caixa de cilindro de cera (inutilizado) Sociedade Phonographica Portugueza.

Oferecida por mim para o futuro Museu da Música Mecânica em Palmela.

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por João Távora às 09:22

Terça-feira, 13.11.12

Coisas que não interessam a mais ninguém...

Polin, cantor popular francês de café-concerto nasceu em Paris em 1863, aqui numa interpretação de uma sua conhecida peça - Le regiment qui chante, gravada em 1903, aqui em mais um "Cylindre Enregistré Edison" de 1903

 

Imagem daqui

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por João Távora às 15:03




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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