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João Távora


Terça-feira, 16.02.16

Um d' Os melhores golos do Sporting

Yazalde Sporting - Armazém Leonino - Sporting 197

O golo de que vos venho falar foi marcado em Março de 1974 por Hector Yazalde (Buenos Aires, 29 de Maio de 1946 - Buenos Aires, 18 de Junho de 1997), o primeiro de um desafio que o Sporting viria a perder em Alvalade por 5 – 3 naquele que foi o derby mais antigo de que tenho memória de presenciar ao vivo, para mais acontecido numa gloriosa época em que o Sporting se sagraria campeão nacional. Escolho este porque é da autoria de uma das maiores glórias leoninas de sempre que convém relevar mais e mais vezes contra o esquecimento, mas também pela forma acrobática como foi marcado - ainda hoje o tenho gravado na minha retina. Acontece que o presenciei de uma perspectiva privilegiada sobre a grande área Benfica na primeira parte. Nesse Domingo eu acompanhava o meu Tio Manel excepcionalmente em “Dia de Clube” – ocasião em que todo o público, sócios ou simples adeptos, tinham que adquirir ingresso pago, numa época louca em que no Estádio José de Alvalade cabia sempre mais um espectador. O ambiente resultava electrizante, como que explosivo.
Dizem que golos acrobáticos como este só podem acontecer quando facilitados pela defesa adversária, mas o que é facto é que, sem a facilidade dos dias de hoje de rever uma jogada de vários ângulos repetidamente durante a semana seguinte, eu nunca mais me esqueci daquele cabeceamento em voo planante para projectar a bola para o fundo da baliza de José Henriques - sem dúvida um golo de rara beleza que levantou todo o Estádio em imensa alegria (no vídeo ao minuto 1,24). O jogo, esse, que o Sporting viria a perder, foi para mim uma lição cabal da mística que possui um embate entre os dois vizinhos da 2ª Circular.
Quanto ao saudoso Yazalde que foi meu herói de menino, nessa época viria a conquistar a Bota de Ouro com 46 golos marcados, facto que ainda hoje constitui uma das maiores marcas desse prestigiado troféu europeu.

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por João Távora às 10:22

Segunda-feira, 11.08.14

Um prognóstico conservador

Volvidas centenas de contratações factuais e fictícias, profusamente anunciadas e comentadas nos jornais, rádios e televisões, termina por estes dias a estação tola do futebol. Durante mais de um mês os clubes candidatos ao título foram exibindo os seus reforços, quais messias salvadores, promessas de glórias e quimeras. Aos adeptos sequiosos, a cada jogo de treino e torneio estival, sucederam-se desilusões e ilusões, euforias e angustias, sempre alentadas pelo ócio e exageradas pelo calor das férias.

Pela minha parte já estou em condições de fazer um prognóstico, que é naturalmente conservador. Assim, este ano o Porto com novo treinador e uma equipa renovada com o refugo dos espanhóis, apresenta-se como uma incógnita - todos sabemos como os obscuros métodos nas Antas por vezes produzem "milagres". Dos lados de Carnide, conquistada ontem a Supertaça, mesmo partida, a depressão dos lampiões parece amenizada: confirma-se que Jorge Jesus não quer saber da formação, e que, apesar das saídas e dum conjunto mais ou menos remendado, o Benfica deste ano não será nem oito nem oitenta – talvez aquilo bem espremidinho até dê para ganhar alguma coisa nem que seja a Taça Lucílio Baptista.
Finalmente o que mais importa: como comprova a medíocre participação no torneio Teresa Herrera a realidade do Sporting não é para grandes euforias: apesar do modelo de jogo e dos titulares que transitam do ano passado garantirem competitividade, salvo alguma revelação imprevisível, aquilo a que se usa chamar “o banco” não parece garantir qualidade suficiente para o caderno de encargos desta época ao qual acresce a Liga dos Campeões. Esperemos que eu me engane, que o William Carvalho não seja vendido, que o André Martins (falta-lhe "um bocadinho assim") não estoire e que Montero volte aos golos. Vai ser preciso muita garra, superação e alguma sorte para atingir os mínimos pretendidos que em Alvalade é sempre ganhar tudo, no mínimo. Renovado o lugar em Alvalade, pelo sim e pelo não já tomei um duche frio e estou preparado para a nova época – com muitas ganas, mas sem euforias.

 

Publicado originalemente aqui.

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por João Távora às 18:36

Segunda-feira, 06.01.14

O Eusébio é de todos

Umas palavras sobre Eusébio, não tanto o grande homem que genialmente goleou o destino, mas o mito que nesta hora de luto o País inteiro celebra em comoção unanime. Ao contrário do que acontece com os adversários em convicções ou valores, cujo triunfo constitui sempre uma ameaça aquilo que cada lado acredita, no âmbito da competição desportiva que se rege na esfera do simbólico, este constitui um precioso elemento de valorização do opositor. Se é verdadeiro que a grandeza do Benfica nunca teria sido a mesma se não fosse Eusébio, o mesmo fenómeno sucedeu aos seus rivais, cuja dramaticidade das suas derrotas e vitórias valorizaram-se nessa medida. Veja-se o papel de engrandecimento mutuo que assumiu a rivalidade entre Vitor Damas e de Eusébio, fenómeno extensível aos dois clubes por si representados nos anos sessenta e setenta, o Benfica e o Sporting. O que seria do prestígio de cada um se não fosse o outro? Ou de como a amargura das derrotas é inversamente proporcional às alegrias nas vitórias, que por sua vez são proporcionais ao inconfessável reconhecimento do valor do adversário. Que interesse teria um desafio entre o Benfica e o Porto como o que se realizará no próximo fim-de-semana se não estivesse implícito por ambos o reconhecimento da grandeza do outro?
É nesta perspectiva que o mito de Eusébio extravasa definitivamente a camisola que circunstancialmente envergou e aprendeu a venerar: a sua passagem pelos relvados nacionais, pelas vitórias e derrotas infligidas, dignificou e promoveu os adversários tanto quanto o seu próprio clube. Por tudo isto a genialidade de Eusébio é património de todos nós. E se querem saber, suspeito que ontem o reencontro de Eusébio com Damas junto do Altíssimo tenha sido um momento de enorme júbilo, que quem sabe ainda resultará numas emocionantes jogatanas de bola, lá onde quer que estejam agora. 

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por João Távora às 16:39

Sábado, 23.11.13

Rui Patrício

 

Os dois recentes erros graves cometidos nos jogos com Israel pela Selecção e no derby pelo Sporting são a excepção à regra que caracteriza um guarda-redes de qualidades invulgares como Rui Patrício. Graves erros só acontecem aos guarda-redes de classe, com presença assídua em grandes palcos onde, destacados pelos holofotes, se confrontam com enormes desafios de superação individual. 
Promovido à equipa principal do Sporting por Paulo Bento que o conhecia bem dos escalões juniores em que fora seu treinador, Rui Patrício estreou-se em Novembro de 2006 com apenas 18 anos contra o Marítimo com a defesa de um penalti que garantiu a vitória à equipa. Era o culminar dum percurso iniciado aos doze anos quando, transferido de Marrazes do conselho de Leiria de onde é natural, veio para Alvalade ganhar uns trocos. 
De origens humildes, Rui Patrício, desde cedo ostenta uma estatura física e de carácter muito acima do vulgar, e vem demonstrando ao longo da sua carreira uma enorme capacidade de trabalho aliada a uma invulgar perseverança; qualidades que, a par do seu inegável talento com os pés e nas alturas, nos levam a acreditar que continuará a destacar-se por muitos e bons anos entre os seus congéneres nacionais. Não fosse o seu nome distinto por ser o de de um herói ímpar do cristianismo, do apóstolo da Irlanda, missionário da Grã Bretanha, Patrício é um nome que cai como uma luva ao defensor das redes da equipa Pátria, lugar que no onze contém uma mística excepcional só comparável à do jogador do outro extremo que marca os golos. Não só por isso um orgulho para os sportinguistas que se reconhecem no coração de Leão que lhe bate ao peito e transparece da camisola das quinas, e tão obscuros sentimentos inflama nos adeptos das equipas rivais. 

Ora acontece que a eternidade do Olimpo é privilégio de poucos, só acessível a quem pela fidelidade a uma divisa, a um emblema, logrou conquistar o coração às suas gentes; uma utopia pouco em voga por estes dias em que a lógica mercantilista é preponderante na gestão das carreiras desportivas. Não será esse o caso do Rui Patrício que soube sofrer, crescer e afirmar-se na baliza do Sporting onde sem dúvida por estes dias já deixou marca no coração dos adeptos leoninos e um lugar na história do clube. Onde só falta um “bocadinho assim” até ao Céu: a consumação de um final feliz, que é o título de Campeão Nacional. 

 

Publicado originalmente aqui

 

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por João Távora às 22:54

Quarta-feira, 20.11.13

Heróis do Mar

 

Não tenho muita paciência para o discurso azedo ou ressabiado de alguns pseudo-intelectuais que surge sempre que o futebol luso triunfa internacionalmente. Não me parece inteligente menosprezar uma “arte” como essa que move tanta paixão pelo mundo fora, uma "indústria" capaz de engrandecer o nome do País e desse modo acalentar tanto entusiasmo e orgulho pelos corações lusófonos espalhados pelos cinco continentes. Não é despiciendo o facto de Cristiano Ronaldo ser hoje um ídolo à escala mundial. A participação da selecção portuguesa no campeonato do Mundo de futebol no Brasil possui inegável valor simbólico na afirmação da grande pátria fundada pelos bravos descobridores portugueses de quinhentos, cujo espírito deveríamos sempre saber honrar.

E reparem bem como lá no meio da bandeira ainda figuram as armas de Portugal.

 

Foto DN

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por João Távora às 12:51

Terça-feira, 07.05.13

Maio de má memória

Nunca me hei-de esquecer daquela fatídica semana de Maio de 2005 em que o Sporting perdeu o campeonato para o Benfica e três dias depois a liga Europa para o CSKA, jogo que deixou o meu enteado literalmente em lágrimas. Desses dias alucinantes ainda sobeja no porta-bagagens do meu carro uma bandeirola verde leonina de fixar no vidro que ainda não foi estreada. Nessa quarta-feira alucinante, os urros esfusiantes dos lampiões no bar por debaixo da minha casa deixaram marca. Nesse ano percebi como nestas coisas “da bola”, de pouco interessa estar-se na luta por um título se não o ganharmos. E como pode ser amarga uma derrota. Não se ponham os benfiquistas a pau, não...

 

 

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por João Távora às 17:40

Segunda-feira, 25.03.13

Virar a página?

 

Passado algum tempo (demasiado) em que o Sporting vem sendo para mim um assunto profundamente desagradável e com pouco que ver com futebol, eis que estou de volta aos assuntos da bola para umas curtas considerações. 
Em primeiro lugar lamentar o triste espectáculo que resultou da comunicação dos resultados eleitorais, condicente com o que se vem verificando nas quatro linhas: um desastre de improvisos e amadorismo gritante. Em segundo, sendo eu avesso ao estilo de Bruno Carvalho, reconheço-lhe uma enorme virtude em relação às candidaturas concorrentes: um visível gosto e determinação férrea em conquistar o poder, condição que julgo valiosa para a tarefa ciclópica que o aguarda.
Foi este dilema que me levou pela primeira vez a abster-me em eleições no meu clube. Pela minha parte felicito a nova direcção e torço para que, imbuída de realismo e muita ambição, esteja à altura da história deste (ainda) grande clube que ocupa o meu coração. Tenho sede de vitórias e um enorme desejo voltar a Alvalade. Boa sorte, Bruno de carvalho.


Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 18:08

Sábado, 11.08.12

Adoro a pré-temporada (3)

 

Em Dusseldorf num jogo amigável Luizão derruba árbitro à peitada e dá cabo da estratégia do bom aluno de Passos Coelho. 

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por João Távora às 17:39

Terça-feira, 30.06.09

Irresponsabilidade

Ao que parece não haverá vencedor do campeonato de Juniores em futebol cujo jogo decisivo se disputava em Alcochete no Sábado passado, quando uma trupe de fanáticos invadiu o recinto à pedrada interrompendo o desafio. Duvido que os delinquentes que originaram esta insólita situação saibam tirar ilações da salomónica consequência.  Também me parece lamentável o branqueamento da transgressão por parte da comunicação social em geral: será que os seus interesses comerciais impedem a identificação do grupo de energúmenos que despoletaram a situação?
Não menos deploráveis são as declarações de Rui Costa justificando o sucedido por causa da suposta falta de condições da Academia de Alcochete para o jogo: uma reles artimanha retórica com o intuito de desresponsabilizar os selvagens que impunemente atacaram à pedrada as bancadas do estádio. Neste caso a irresponsabilidade tem uma face.
 

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por João Távora às 12:19

Quinta-feira, 28.05.09

Barcelona F.C.


 


Foi um luxuoso futebol o que venceu ontem em Roma: nas grandes competições é raro ganhar o futebol espectáculo, a arte pura de ataque em 4x4x2. Que se lixe o CR 7 e o Sir Alex Ferguson. Ganharam os reis católicos, a Grande y Felicíssima Armada - ganharam os melhores.

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por João Távora às 15:17

Segunda-feira, 11.05.09

Futebol Clube do Porto campeão


Sobre a conquista do campeonato ontem pelo Futebol Clube do Porto, para além de saudar os vencedores nada mais tenho a acrescentar ao que aqui escrevi na semana passada.

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por João Távora às 11:23

Segunda-feira, 04.05.09

A urgência do final dum ciclo


Começo esta pequena crónica por uma "não notícia": após o longo bocejo que foi o campeonato de futebol que agora está prestes a terminar,  o Porto com todo o mérito prenuncia-se uma vez mais campeão nacional. Com falta de qualidade, competitividade e um calendário inaudito, em que pontificaram várias interrupções de duas e três semanas a quebrarem o ritmo e o interesse, o maior evento desportivo nacional está em perda consolidada de popularidade: tornado num espectáculo previsível e pouco emotivo, as bancadas perderam espectadores, e como consequência alguns clubes debatem-se com a eminente falência.

A primeira página do Público de ontem pareceu-me bem sintomática do diagnóstico que exponho: na sequência de uma jornada decisiva em que os dois grandes de Lisboa cumpriram (desastradamente) os seus jogos, o diário ostentava na capa uma grande fotografia alusiva à vitória do Barcelona ao Real de Madrid. Com a democratização da oferta de futebol espectáculo na TV (mesmo que desprovido da paixão clubista), o espaço para a mediocridade doméstica é cada menos sustentável. 

Assim parecem-me prementes algumas medidas para recuperar a espectacularidade do campeonato e estancar o seu progressivo divórcio com o público. Das mais óbvias destaco a promoção de um calendário de jogos racional, jogos à luz do dia e bilhetes mais baratos que incentivem as famílias a irem aos estádios. No entanto o problema maior está na incompetência da gestão dos clubes: nada funcionará sem que o campeonato recupere alguma competitividade e imprevisibilidade - a essência e o fascínio de qualquer espectáculo.

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por João Távora às 11:26

Quinta-feira, 19.03.09

O anticlimax


A poucos dias da final no Estádio do Algarve, não sei o que passou pelas cabecinhas da organização da Taça da Liga para juntarem Nuno Gomes e João Moutinho, qual harmonioso casalinho, numa conferência de promoção do evento. Tratou-se duma descarada mariquice rematada no final com beijinhos e abraços entre as melenas do Nuno Gomes. Assim não vamos lá (ao estádio, claro).


Quer isto dizer que a Liga de Clubes não percebe nada da poda: para encher o estádio e pôr o país a roer as unhas com um derby entre os arqui-rivais Benfica e Sporting bastam umas provocaçõezitas e uns vitupérios brandidos por ambas as partes da contenda. O futebol fala grosso, pica na barba e é politicamente incorrecto. Deixem-se de tangas!

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por João Távora às 11:44

Quarta-feira, 11.03.09

A face da vergonha


O resultado de 12-1 sofrido pelo Sporting na eliminatória da liga dos campeões contra o Bayern é uma vergonha. Acontece que ontem à noite, motivado às tantas por uma curiosidade mórbida, eu assisti ao desafio até ao final. E sou levado a concluir que para lá da tremenda incompetência e falta de brio revelada pelos jogadores da minha equipa em campo, está um treinador que responsável,  e que não possui mais condições para exercer o cargo. Porque a hecatombe tem que ter consequências: o vexame de Munique tem uma face, um nome, um responsável que se chama Paulo Bento. Esta humilhação jamais poderá ser considerada normal, sob o risco da “aculturação da mediocridade” por um clube supostamente “grande” e de matriz “vitoriosa”: esforço, dedicação, devoção e glória que eu saiba ainda é a sua assinatura!

Até hoje defendi até às últimas a inédita política de estabilidade proclamada por Soares Franco quanto à manutenção equipa técnica. Como pessoa conservadora que sou, considero meritórios tais intentos, mas parece-me que o principio esbarra com este descalabro.

Os pergaminhos do centenário Sporting Clube de Portugal exibem a vitória por 16-1 ao Apoel de Nicósia em 1963 como resultado recordista numa eliminatória europeia. Hoje ninguém nos livra dum novo recorde, uma nódoa indelével na história do clube que não deixará de condicionar a equipe e a sua liderança a curto prazo. Isto, alcançado por uma equipa em desnorte, sem carácter ou liderança: um aviltante desrespeito para com o clube, os seus adeptos, e a sua história.


 


 

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por João Távora às 11:33

Sexta-feira, 20.02.09

Amanhã é dia de festa


Gostar de futebol a sério é viver a vertigem dum derby. É assumir uma apaixonada rivalidade. É agigantar as expectativas e atirar os foguetes todos, mesmo antes da festa. Desdenhar os rivais, arranjar lenha para nos queimar. É a desonestidade intelectual com antecipado perdão. É um jogo perigoso para uma eufórica glória... ou apenas uma efémera desilusão. Uma salutar criancice.


 


Texto reeditado

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por João Távora às 15:10




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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