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João Távora


Segunda-feira, 12.08.13

Os direitos da Mulher

"O génio da liberdade alimenta-se mais dos nossos costumes que do vigor das nossas leis"

(José Joaquim Lopes Praça 1844 - 1920).

 

 

A propósito de um trabalho sobre a história do feminismo que tenho de momento em mãos, aqui vos deixo um pedaço da nossa história menos conhecida, talvez porque não serve os propósitos de propaganda que como se sabe tem de corresponder a uma narrativa estereotipada e linear.  

A história das causas feministas em Portugal só por falta de “massa critica” não recua para muito antes do Portugal constitucional, e a parte mais conhecida cinge-se aos escritos e intervenções das (desiludidas) militantes republicanas do inicio de Século XX, Carolina Beatriz Angelo, Ana de Castro Osório e Maria Veleda. Mas acontece que pedido de concessão do direito de voto às mulhe­res foi oficialmente feito pela primeira vez em Portugal, no dia 22 de abril de 1822 por Domingos Borges de Barros (na imagem), na sessão das Cortes Gerais, Extraordinárias e Constituintes da Nação Portuguesa, quando o deputado representante da Baía, propôs que as mães de seis filhos legítimos (!) pudessem votar nas eleições.

Aqui partilho um pequeno excerto do discurso do tribuno mais tarde “nacionalizado” brasileiro: “Ninguém tem mais in­teresses e apego a um país do que aquele que possui nele mais caros objectos, e ninguém mais atendido deve ser de uma Nação do que aquele que mais lhe presta: a mãe que tem seus filhos em um país, é sem dúvida, quem mais interesse, e apego por ele tem; e ninguém dá mais a uma Nação do que quem lhe dá os cidadãos: sendo como são estes princípios de suma verdade, temos que à mãe de família se não deve negar o direito de votar naqueles que devem representar a Nação. Não têm as mulheres defeito algum que as prive daquele direito, e apesar do criminoso desleixo que muito de propósito tem havido em educá-las, por isso que o homem mui cioso de mandar, e temendo a superioridade das mulheres as tem conservado na ignorância, todavia não há talentos, ou virtudes em que elas não tenham rivalizado, e muitas vezes excedido aos homens;” (…) “A Nação portuguesa que tanto se tem distinguido, eu quisera que em si fizes­se sobressair o amor filial, e que nós não negássemos a nossas mães, o que concedemos aos nossos assalariados; nem levados de prejuízos, o duvidemos fazer pela novida­de que a preposição parece encerrar. No estado de New Jersey, nos sete primeiros anos da sua independência, as mulheres votaram nas eleições, e confessam os America­nos que votaram sempre muito bem, confessam que torna ainda mais pecaminosa a cabala, e o partido que fez alterar, sem razão mais que o repreensível ciúme e amor de mandar nos homens, aquele tão louvável arbítrio que tinham tomado homens justos, e conhecedores do cora­ção humano. Por todas estas razões concluo, que quando a todas as mulheres que tiverem os requisitos que a lei exigir não for concedido votar nas eleições, ao menos te­nham esse direito as mães de seis filhos legítimos.”

 

In A Concessão do Voto às Portuguesas - Breve Apontamento de Maria Reynolds de Souza, Colecção Fio de Ariana – CIG, Comissão para a Igualdade de Género 2006

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por João Távora às 00:56

Terça-feira, 04.06.13

António Costa o magnânimo

É sabido como na toponímia de Lisboa abundam canalhas e tiranetes. Eu era incapaz de morar numa avenida Álvaro Cunhal e seria um suplício viver numa avenida Afonso Costa. O facto é que com tanta magnanimidade, falta só a edilidade devolver a fluidez à Avenida da Liberdade e o nome original à ponte sobre o Tejo.

 

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por João Távora às 17:37

Quinta-feira, 25.06.09

A memória, os sons e as imagens

 

É como uma arrepiante viagem no tempo, ouvir o som desta flauta do Paleolítico Superior descoberta em escavações no sudoeste da Alemanha e que vem comprovar que a música já era uma prática cultural à cerca de 35.000 anos.
Salvo as devidas distâncias, é uma sensação parecida quando escutamos esta gravação do Big Ben em 1890 com que nos brindou o Miguel Castelo Branco no seu blog, no final do ano passado. A este propósito, li em tempos numa crónica de Eurico de Barros no DN que vários registos sonoros de D. Carlos e D. Manuel II foram “inadvertidamente” destruídos na Emissora Nacional na voragem do PREC. Uma dor d’alma...
Sei bem como uma imagem vale mais do que mil palavras, mas neste caso não me refiro à semântica, mas aos sons em “carne e osso”. Estranho como o comum das pessoas, na ânsia de fixar vivências e memórias, afinal vulgarizaram o registo fotográfico e tão pouco valorizam a memória sonora, cujas técnicas hoje são tão acessíveis: possuo fotografias da minha infância, de férias e festas familiares, mas não tenho meio de recordar a voz do meu Avô, apesar de ela me soar sólida na minha memória. E que tamanhos afectos não carregam as vozes e timbres com que convivemos diariamente? Quantas vezes não lamentei não ter um gravador à mão para registar algumas expressões e onomatopeias dos meus filhotes quando eram pequenos? Não é o som um testemunho tão rico quanto a imagem? 

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por João Távora às 10:58

Terça-feira, 28.04.09

Antropometria aplicada aos jesuítas - a pseudo-ciência ao serviço dos republicanismo


Sobre o perigo das modas pretensamente cientificas importa ler este texto:




Entre as imagens de violência que ilustram a instauração do regime republicano em Portugal, sobressaem as que mostram as humilhações infligidas aos padres da Companhia de Jesus. Assaltados nas suas casas religiosas por fortes contingentes armados, presos, agredidos, insultados, expulsos do país, passaram ainda pela enxovalhante operação de medição dos seus crânios no posto antropométrico da Penitenciária de Lisboa, onde se faziam os estudos sobre a constituição física dos criminosos, para confirmação das teses em voga sobre as relações entre a criminalidade e as anomalias anatómicas. Ler mais»»»

 

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por João Távora às 16:04

Domingo, 26.04.09

Domingo


26 de Abril dia do Santo Condestável de Portugal


 

A santidade vive-se na história, e nenhum santo está isento das limitações e dos condicionalismos próprios da nossa humanidade. Ao canonizar um seu filho, a Igreja não celebra opções históricas particulares realizadas por ele, antes o propõe como modelo à imitação e veneração pelas suas virtudes, para louvor da graça divina que nelas resplandece.

 

Papa João Paulo II

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por João Távora às 15:49

Sábado, 25.04.09

Ladainha


Paulo Pinto de Mascarenhas discorda “da ladainha” de uma certa direita que não rejubila   com as comemorações do 25 de Abril, e afirma que essa direita nunca deveria ter permitido que a esquerda se apropriasse do.

Eu, que enfiei esse barrete, também discordo do Paulo, pois sou dos que vivem neste dia um sentimento ambíguo, algo melancólico até. Se por um lado lhe reconheço o significado pela conquista do mais sagrado valor civilizacional, o da liberdade de expressão, o 25 de Abril traz-me inevitavelmente à memória os sequentes meses de inglório combate por essa liberdade que nos ia sendo usurpada pela esquerda totalitária que tomara conta do poder então. E o Paulo que se desengane: não foi sem um duro combate que “essa direita” foi literalmente atirada para fora do processo politico de “democratização”. Eu estive na rua e fui humilhado. O meu pai, cedo proscrito pelos governos revolucionários, para além da intervenção escrita e partidária, nunca falhou a rua. Eu por mim, militei na Juventude Democrata Cristã de Sanches Osório (extinta no 11 de Março), colei muitos cartazes e estive sempre onde era necessário em defesa dos valores democráticos ocidentais. Eu e os meus camaradas fomos crescentemente achincalhados até chegar o 11 de Março, quando, confesso,  um certo terror se apoderou de nós: qualquer coisa que mexesse à direita do PS era acusada de fascista, e chegámos a temer pelas nossas vidas.

Caro Paulo Pinto de Mascarenhas: como vê não é por uma questão estética ou de vontade que uma “certa direita” não desce alegremente a Avenida da Liberdade todos os anos. É porque logo a partir do dia 26 de Abril ela foi, metódica e antidemocraticamente, atirada borda fora do sistema, até chegar o dia 25 de Novembro, quando a liberdade e a democracia foram restauradas. Trata-se, caro Paulo, de uma questão tão emocional quanto racional, aquela que me afasta de quantos rejubilam com o 25 de Abril e para quem o PREC se tratou de inesquecíveis tempos de pândega, uma extravagância desculpável pelos ideais que reclamavam para si.  É que eu e muitos dos meus companheiros e amigos, fomos nesses dias os bombos da festa. 

Foi necessário muito fair play para essa indulgente direita se ter conformado com os excessos dessa amnistiada esquerda que hoje pontifica e é promovida no panorama politico e social português. Personagens às quais, graças a Deus, eu não necessito prestar vassalagem ou fazer cara alegre neste dia do ano ou noutro qualquer.

Fique o Paulo a saber que eu também trauteei as Cantigas e Maio até se me amargarem, sufocadas na garganta. O 25 de Abril que muitos festejam, ironicamente, acabou por pôr em causa a nossa liberdade e às tantas nossa sobrevivência. Só isso.

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por João Távora às 16:34

Segunda-feira, 01.12.08

Adeste Fidelis


Claro que prefiro acreditar que a autoria de Adeste Fidelis pertence a D. João IV. De qualquer forma é um dos mais belos hinos de Natal que conheço, e qualquer data justifica a sua audição, muito mais hoje que celebramos a restauração da independência e a dinastia da casa de Bragança.


 


...e por favor não se esqueçam de explicar bem às vossas criancinhas (e porque não aos vossos crescidinhos) o significado do feriado de hoje.

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por João Távora às 17:14

Sexta-feira, 03.10.08

História de algibeira (33)


A instituição do descanso semanal obrigatório dos trabalhadores em discussão na Europa no final do Séc. XIX entrou na agenda política portuguesa em 1904. Então, os republicanos, com Teófilo Braga como protagonista, opuseram-se veementemente a tal prerrogativa, com o argumento de que: o descanço dominical, isto é, a morte de toda a actividade intellectual e fabril de um paiz, é o tédio ou a ruína. É o suicídio social para a gente fina que se diverte. Um domingo de Londres é, para os habitantes de Londres, o peor e o mais negro e húmido dos seus nevoeiros. Saiba mais aqui


 


Imagem: Calceteiros em obras municipais de Joshua Benoliel 1907 daqui.


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por João Távora às 11:01

Sábado, 16.08.08

História de algibeira (32)


José Maria, António e Alberto Eça de Queiroz, filhos do grande romancista português, envolveram-se com a Monarquia do Norte e tomaram parte nas incursões monárquicas de Paiva Couceiro. Como resultado, a viúva, D. Emília de Castro Pamplona, perdeu o direito à pensão devida pela carreira diplomática do seu marido.



Imagem daqui, com a devida vénia ao Afonso Reis Cabral. Da esquerda para a direita: Alberto; António; José Maria; Maria; e a viúva, Emília Eça de Queiroz.


 


Publicado também aqui.


 

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por João Távora às 19:28

Segunda-feira, 07.07.08

Revisitar a revolução

 



Já com alguns artigos e conteúdos, o projecto da Plataforma do Centenário da República está finalmente on line, a caminho de 2010 com diversas e promissoras iniciativas manga. Agora que temos nomeada uma Comissão Organizadora com uma forte marca de moderação em vias de ser empossada, a Plataforma do Centenário prepara-se também para ser um contributo sério para uma rememoração lúcida da nossa revolução de Outubro.

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por João Távora às 16:37

Segunda-feira, 21.04.08

Em nome da Liberdade

O que significa a indiferença global, perante esta carta de Rosa Coutinho a Agostinho Neto nos sombrios anos revolucionários? Não deveria o documento originalmente publicado no livro “Holocausto em Angola”, da autoria de Américo Cardoso Botelho (Edições Vega 2007) e divulgado por António Barreto num jornal de referencia nacional, originar um séria investigação e debate nacional? Atente-se nas palavras que transcrevo da dita carta: “ Após a última reunião secreta que tivemos com os camaradas do PCP, resolvemos aconselhar-vos a dar execução imediata à segunda fase do plano. Não dizia Fanon que o complexo de inferioridade só se vence matando o colonizador? Camarada Agostinho Neto, dá, por isso, instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando e incendiando, a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos. Tão arreigados estão à terra esses cães exploradores brancos que só o terror os fará fugir. A FNLA e a UNITA deixarão assim de contar com o apoio dos brancos, de seus capitais e da sua experiência militar. Desenraízem-nos de tal maneira que com a queda dos brancos se arruíne toda a estrutura capitalista e se possa instaurar a nova sociedade socialista ou pelo menos se dificulte a reconstrução daquela”.

Em 1975, com catorze anos, eu militei como podia e sabia, contra o impetuoso processo revolucionário totalitarista que se desenrolava sob a liderança do PCP. Durante a ponte aérea daquele quente Verão de 75, no convívio com os retornados que acolhíamos distribuindo bens de primeira necessidade à chegada a Lisboa, muitas e desesperadas denuncias nos eram sussurradas com desespero. Assim, nenhum destes casos denunciados me é totalmente estranho.

A crónica de Ferreira Fernandes hoje no Diário de Notícias tocou-me como um violento soco na barriga: porque eu próprio a aceitei como falsa “porque sim"? Porque de facto a indiferença foi generalizada. A “intelligenzia” dominante criou e alimenta os seus Tabus, Vacas Sagradas e Bodes Expiatórios. Quando nos preparamos para celebrar uma vez mais o 25 de Abril, convém lembrar que sem a verdade não há efectiva Liberdade: sobram a alienação e o oportunismo que, alimentadas pelos poderes, constituem a mais vil das opressões.

 

 

 

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por João Távora às 11:47

Sábado, 23.02.08

História de algibeira (31)


 



D. Manuel II, exilado na Grã Bretanha, tomou residência em Richmond onde conquistou facilmente a simpatia da comunidade local. Um dos seus confessos admiradores e amigo veio a ser Winston Churchill, à época ministro do interior de David Lloyd George. Churchill, impressionado pelo jovem rei português, ainda exerceu pressões junto do ministro dos negócios estrangeiros Edward Gray para o não reconhecimento do governo revolucionário de Lisboa.


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A não perder no Canal História Segunda-feira 25 de Fevereiro às 21:00h:

D. Manuel II, 35º Rei de Portugal

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por João Távora às 19:49

Quinta-feira, 31.01.08

Regicídio - Em abono da verdade

Foi ontem apresentado no Palácio da Independência, ao Rossio, o Dossier Regicídio – O Processo Desaparecido, um trabalho de dois anos de investigação coordenado por Mendo Castro Henriques e com a colaboração de Maria João Medeiros, João Mendes Rosa, Jaime Regalado e Luiz Alberto Moniz Bandeira. O livro, com 348 páginas e 400 ilustrações, resulta de dois anos de investigação que tratou cerca de 1.500 documentos, alguns inéditos, 400 artigos e opúsculos, 60 livros, de arquivos públicos e particulares.
Na falta do processo instaurado na época pelo juízo de instrução criminal e convenientemente sumido depois do cinco de Outubro algures no gabinete de Afonso Costa, a obra centra-se na documentação possível dos factos ocorridos na trágica data, obviamente sem que se possam assacar conclusões cabais.
Sobre o assunto, o Juiz Desembargador Rui Rangel, a quem coube a apresentação da obra, salientou a fatídica tradição nacional da incapacidade da instituição judicial portuguesa em evitar a interferência dos poderes políticos. Como exemplo, o orador referiu, além do regicídio de 1908, o assassinato de Humberto Delgado e o caso Camarate.
Uma obra a não perder, em abono da verdade.

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por João Távora às 10:21

Quinta-feira, 17.01.08

Propaganda Não Solicitada

Pobreza (diria franciscana se não me referisse de um fervoroso laicista) é quando um dos raros republicanos praticantes da modernidade, o Prof. Vital Moreira, recorre a um “proto”-republicano para ornamentar condignamente a sua galeria de heróicos mitos. Falo de Passos Manuel, insigne progressista e liberal de primeira vaga, devidamente homenageado e reconhecido pela monarquia constitucional. Na fotografia datada de Julho de 1907, de Joshua Benoliel, vemos D. Carlos visitando as obras de construção das (actuais) instalações do Lyceu Passos Manuel, recebendo explicações de Rozendo Carvalheira sobre projecto.

Fotografia daqui

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por João Távora às 16:20

Quarta-feira, 16.01.08

Fazer história

Aproxima-se o centenário da revolução republicana que, não sendo uma data feliz, é uma data histórica e como tal será assinalada. Se para os seus devotos se trata de comemorar, para nós monárquicos e cidadãos livres trata-se tão só de rememorar.
Garantidos estão já discursos laudatórios e pomposas evocações: o regime celebrará a data do seu nascimento e a sua sobrevivência por um século. As comemorações oficiais não se debruçarão sobre a república proclamada em 5 de Outubro de 1910, mas sobre um regime idealizado e abstracto, sobre generosas intenções que se presumirão nos republicanos de 1910, e das quais os políticos comemorantes se pretenderão afirmar-se herdeiros.
Acontece que estas celebrações, pela intrujice histórica em que se sustentam, constituem uma oportunidade única de sobrepor alguma verdade histórica à descarada propaganda oficial. Assim, beneficiando da democrática ferramenta de comunicação em que se tornou a Internet, um grupo de cidadãos juntou-se com a intenção de desenvolver uma plataforma informativa on line, o www.centenariodarepublica.org. Ainda em construção, neste sítio pretende-se coligir informação histórica, desde simples dados estatísticos a imagens e transcrições da época, acontecimentos e ensaios, até artigos de opinião que terão lugar privilegiado no blogue associado http://centenario-republica.blogspot.com que esperamos que se afirme a curto prazo como um privilegiado espaço de fervilhante polémica e o aceso debate.
Idealizada a iniciativa pelo Carlos Bobone e por mim há quase um ano num primaveril almoço, cedo desfiámos um pequeno núcleo de voluntariosos colaboradores para o arranque do projecto; são eles o nosso Duarte Calvão, João Paulo Carvalho, Nuno Pombo, e o Paulo Cunha Porto.
O trabalho a sério vai começar, e esperamos que venha a revelar-se uma eficiente contribuição, uma boa fórmula de contrariar a propaganda que o regime prepara para a efeméride sob a batuta do “suspeitíssimo” Prof. Vital Moreira e para a qual contamos com a participação de todos que assim o desejarem.
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Na ilustração: logótipo da Plataforma do Centenário, composto por uma caricatura destacada do jornal Papagaio Real nº 7 do ano de 1914 representando a guarda republicana em perseguição dum ardina que distribuía jornais monárquicos.

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por João Távora às 10:25




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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