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João Távora


Segunda-feira, 16.01.17

Lisboa a arder

rua dos anjos..JPG

Ironia do destino, a assunção de que o PSD concorrerá sozinho à CML surgiu pela boca de Pedro Passos Coelho no dia em que uma sondagem apontava para a preferência dos eleitores á direita por uma coligação. Uma péssima notícia para aqueles que viam nas próximas autárquicas uma oportunidade de castigar a esquerda pela trágica gestão que vem praticando no maior município do país. Digo isto com a autoridade de quem nunca foi um sectário do CDS, antes um pragmático que acredita ser a união dos dois partidos fundamental para os portugueses poderem ambicionar uma alternativa ao triste fado do socialismo. Espero enganar-me, mas receio bem que as hesitações e a demora na definição duma estratégia e de um seu candidato para Lisboa não deixarão de ser cobradas a Pedro Passos Coelho na devida altura. Definitivamente os lisboetas mereciam um entendimento entre os dois partidos à direita: cansados que estão de verem a sua cidade transformada numa lixeira e num infernal campo de experiências de mobilidade e trânsito, uma Lisboa que perdeu a vergonha de expulsar os seus filhos para as periferias, a capital que o tripeiro Medina pretende reduzir a um cenário hollywoodesco para turista ver, com o lixo escondido debaixo do tapete. Assim, com Lisboa “a arder”, um dia ele será recebido em ombros pelos portuenses mais ressabiados.  

 

Fotografia: Rua dos Anjos "Lixeiras de Lisboa" daqui

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por João Távora às 09:25

Terça-feira, 12.04.16

Lisboetas e não

Lisboetas.jpg

Não, a maioria dos habitantes de Lisboa não são lisboetas. Até podem gostar da cidade um bocadinho como sua, mas não são de cá: têm as raízes noutras paragens, sempre idílicas, que cultivam em visitas periódicas donde chegam como se viessem do paraíso. Na recente apresentação do seu livro Alentejo Prometido — uma pungente declaração de amor às suas origens —, Henrique Raposo lamentou o facto das suas filhas «se estarem a transformar em lisboetas». Foi essa ingratidão que inspirou esta crónica. De facto, como é sobejamente conhecido, a maioria da gente de Lisboa não é lisboeta. Em Lisboa, uma cidade de passagem e acolhimento, a maioria daqueles que nela actuam diariamente não nasceram aí, e boa parte deles recolhe ao fim do dia ou ao fim-de-semana aos seus lugares originários.

Um lisboeta não é, tão-pouco, aquela figura criada pelo imaginário tripeiro de Pinto da Costa ou Rui Moreira, que vive entrincheirado no Terreiro do Paço a conspirar contra a «província», de que se afasta como filho ingrato. O lisboeta que se preze enquanto tal, não tendo de ser necessariamente um «puro-sangue», como eu, terá no mínimo que ter nascido na cidade e já não possuir uma «terra» dos seus ascendentes onde ir baptizar os infantes num fim-de-semana prolongado, ou regressar periodicamente nas férias para reencontrar os seus familiares. Quando era pequeno assisti não poucas vezes a diálogos entre guarda-freios da Carris sobre idas à «terra» tratar das vinhas ou trazer sacas de batatas, mas para um lisboeta de gema, a nostalgia do regresso não o desloca ao Minho ou ao Alentejo, mas lança-o directamente para o vasto mundo imenso que da Torre de Belém se vislumbra oceano adentro. Enquanto isso não se realiza, vai a Sintra com a família visitar a tia velha, e de caminho traz umas queijadas.

Também importa delimitar geograficamente Lisboa até à circunvalação da cidade. Um lisboeta não é de Massamá, Odivelas ou do Estoril aprazível para onde vim morar, mas que sentirei sempre como um certo exílio, ainda que dourado, com a praia quase à porta.

Como é bom de ver, não sobra muita gente a quem chamar lisboeta. Mas esse reduzido número de pessoas tem um traço tão marcado quanto inédito: ama a sua cidade, o seu bairro e as suas ruas com a profundidade intensa dos fadistas e poetas – também eles, não obrigatoriamente lisboetas...

Foi na tropa que entendi a importância da origem geográfica de cada um: no quartel, todos os meus companheiros me perguntavam de onde eu provinha e identificavam-se pela sua terra de nascimento, cujo nome muitas vezes era adoptado como alcunha. Filho, neto e bisneto de lisboetas, também eu fui aí nascido e criado em Campo de Ourique, «a minha aldeia». O meu avô paterno, engenheiro civil, ajudou a construir a igreja de Santo Condestável. Tem um jardim com coreto, um mercado agora muito em voga (a que chamávamos praça), uma escola primária e outra do ciclo (que frequentei), e um odor inconfundível, que respiro com deleite, sempre que lá vou. Irónica, digamos assim, foi a «ascensão» da família do meu pai que me trouxe aquele planalto da cidade: do Palácio de Santos, hoje Embaixada da França (onde os meus bisavôs ainda moraram), à Calçada da Estrela, e depois à Travessa do Patrocínio, onde o meu avô, acabado de casar, se fixou depois de mais de duas décadas exilado pela república, até ao generoso 3.º andar em Campo de Ourique onde cresci, passaram menos de 100 anos – é o que se chama subir na vida!

Em Campo de Ourique, e seu redor, viviam muitos dos meus primos, tios e amigos da escola, e era daí que o autocarro n.º 9 saía para a Avenida da Liberdade, onde viviam os meus outros avós. Ainda conheci e ouvi histórias da minha bisavó Valentina que, na primeira década do século, precocemente viúva, foi ocupar o 1.º Esq.º do prédio 232, a um quarteirão da Rotunda. Da varanda, assistiu ela às escaramuças que nos impuseram a revolução republicana.
Lisboa corre-me nas veias, portanto.

Podemos distinguir um lisboeta na rua pelo seu olhar blasé de quem já viu o outro lado da Lua: normalmente veste com sobriedade, tanto mais que não vai em modas antes delas estarem já bem experimentadas e quase em declínio. No fundo, o lisboeta de Lisboa é filosoficamente um monárquico, descendente de fidalgos arruinados, republicanos desenganados ou anarquistas desiludidos, acalentando sempre orgulho na sua ascendência, seja de fadistas, professores primários, jornalistas ou de modestos lojistas. Desconfiado de grandes aparatos, e principalmente da alegria dos vizinhos que vão e vêm das festas «na terra», dos seus filhos com demasiados piercings e tatuagens e filhas de cabelo azul-eléctrico, têm nos seus genes a secreta certeza de que as revoluções, as suas ou as dos adversários, nunca serviram para nada; que a vida é o que é. Mas o bom lisboeta toma sempre partido e não recusa uma boa discussão de política no café do bairro, e se for necessário cita o seu antepassado de que mais se orgulha.

O lisboeta não esconde o ensejo de um emprego estável, na função pública de preferência, à moda das rendas novecentistas enviadas da província, que lhe permitiam pagar o alfaiate e umas compras num Chiado afrancesado. Gosta de jardins, cafés e esplanadas para ler jornais ou namorar, e conhece os vizinhos com equidistância; é católico, agnóstico ou ateu com a determinação de quem optou em pleno discernimento, que na capital as disputas existenciais têm séculos de discussão, nas cortes, no partido, no clube recreativo, no parlamento e na taberna.

Os lisboetas pronunciam um português mortiço e tendem a omitir as vogais abertas, talvez para poupar energia, talvez por timidez. Distinguem-se dos vizinhos por um entusiasmo reservado, pelo andar mais lento e por um sorriso triste de quem imaginou ter herdado fortunas indivisas dos tetravôs das índias. O lisboeta, para lá das «questões futebolísticas» (às quais já não dá grande valor), não entende o rancor nutrido pelas gentes do Porto, afinal uma cidade bonita e acolhedora — e onde nasceram tantos progenitores de futuros lisboetas.

Depois, há que reconhecer que um lisboeta não se distingue pela sua cor dos olhos ou da pele: há-os com as mais variadas origens e culturas. No entanto, reconheço que há uma ameaça na «consanguinidade» lisboeta. Para não perderem o brilho nos olhos, os alfacinhas deverão abrir-se ao casamento com forasteiros — foi o que fiz. Já os meus filhos cresceram em São João do Estoril e não entendem a mística da grande cidade, que sentem como hostil e suja, e desconfio que a acham tão velha e fora de moda como o Pai, que é um monárquico militante, se atafulha em jornais, livros e discos de vinil e lhes conta histórias de outros mundos. Talvez um dia, por um qualquer acaso, retornem para lá viver e entendam a alma da minha cidade e os tiques deste inveterado lisboeta que também lhes está no sangue.

Acontece que os lisboetas nasceram e cresceram impregnados de história, calcorreiam-na todos os dias através das ruas antigas, passeios puídos, prédios velhos e monumentos históricos com os quais se foram familiarizando diariamente, por osmose. Da rua do Arsenal ao Bairro Alto, das calçadas íngremes da Lapa aos escritórios centenários da baixa pombalina, da igreja de São Domingos à rua de Santa Marta, ao Hospital de S. José, do Largo do Chafariz de Dentro às ruelas de Alfama até à velha Sé de Lisboa, do fatídico Terreiro do Paço (onde mataram o Rei), da inevitável Avenida Almirante Reis que já foi Rainha D. Amélia, do Jardim da Estrela aos do Castelo, o lisboeta corporizou, sem dar por isso, o relativismo do momento, a estreiteza da modernidade e das suas disputas tantas vezes risíveis.

Mesmo habitada por tantos fantasmas, Lisboa tem uma alma extraordinária, um jogo de luz e sombras que é mágico. Com as suas colinas e ventos, renova-se de ar novo e empolgante todos os dias, ampliado pela animação daqueles muitos que chegam e nela se instalam, ou a visitam ocasionalmente.

É com este sangue novo, entusiasmo e muita ilusão que a cidade se reconstrói diariamente das cinzas. Lisboa só é o fim da linha para quem vem do Estoril. 

 

Publicado originalmente no jornal i

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por João Távora às 12:03

Domingo, 03.04.16

Se não sabe porque é que pergunta?

Maternidade Pro-Mater, Lisboa.jpg

Toda a vida pensei ser natural de São Sebastião da Pedreira por ter nascido na Maternidade Alfredo da Costa como a maioria dos lisboetas. Hoje em visita à minha mãe caí na asneira de confirmar esse dado (a propósito de raízes e geografias familiares), e foi com grande consternação que fiquei a saber que na verdade fui dado à luz na… Avenida da República. Foi no nº 18 onde naquele tempo havia uma maternidade, uma tal de Clínica Promater.
Consola-me o facto da sua denominação até à revolução do 5 de Outubro ter sido Avenida Ressano Garcia. Sim, a toponímia moderna é um instrumento de propaganda política.
 
Fotografia de João Goulart in Arquivo Fotográfico da C.M.L.

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por João Távora às 21:01

Sábado, 27.09.14

A herança

É com uma dor na alma que o afirmo: Lisboa antiga transformou-se nos anos mais recentes num mero bilhete postal ou num cenário de filme a tratar com efeitos especiais. Concedo até que a minha cidade mantém-se linda se vista das alturas, de preferência de miradouros ou então com o cuidado de o transeunte colocar sempre o olhar ao nível dum primeiro andar dos edifícios, por forma a evitar a visão do abandono, dos grafitos nas paredes e da esterqueira que impera, aos molhos ou espalhada pelos ventos.

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por João Távora às 22:14

Sexta-feira, 07.12.12

Lisboa na enxurrada

 

Ao que consta, ontem, as intensas chuvas que caíram sobre Lisboa inundaram a rotunda do Marquês de Pombal, caso inédito não fosse a mal amanhada "engenharia" promovida por António Costa numa acção de propaganda barata cuja única consequência prática é o afunilamento do trânsito da Avenida da Liberdade e definitivo bloqueio ao acesso das pessoas à desertificada baixa pombalina.
Acontece que nos dias de hoje, para os milhares de lisboetas que foram atirados para os subúrbios por causa da especulação imobiliária e duma desgraçada lei de arrendamentos, uma viagem pontual para o centro da cidade em transportes públicos é mais oneroso que a utilização do transporte próprio. Ir a um teatro da baixa ou visitar um familiar naquela zona de Lisboa tornou-se um autêntico pesadelo para os “degredados” como eu. O mais irónico é que isso não acontece aos seus habitantes… pela pior das razões: estão em processo de absoluta extinção. Envelhecidos e abandonados em pequenas ilhas decrepitas, resta conformem-se com o isolamento. 

 

 

Foto: Nuno Castelo Branco

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por João Távora às 10:35

Quarta-feira, 15.12.10

Lembranças de Lisboa

 

Instantâneo na calçada Marquês de Abrantes no final do séc. XIX

 

Fotógrafo não identificado, imagem daqui.

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por João Távora às 16:32

Sábado, 23.05.09

Se um comunista incomoda muita gente...

Qual hollywood do faroeste europeu, as ruas e praças de Lisboa converteram-se em meros adereços publicitários, acervo de curiosidades turísticas ou disformidades circenses.  O centro da capital portuguesa, semi-desertificada, é hoje em dia um mero cenário de eventos, comerciais ou políticos, onde sobrevivem uns quantos excêntricos indigenas.

Nesta tarde de Sábado, com a complacência do Sr. Zé e do Sr. Costa, os comunistas desceram à cidade e montaram o palanque na rotunda e a plateia na Av. Fontes Pereira de Melo para um comício de campanha. E Lisboa paralisou... comigo lá dentro.

Esta é uma estranha e velha fórmula desse partido e dos seus sindicatos satélites chamarem a atenção. À custa do desespero e da paciência de inocentes cidadãos.

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por João Távora às 23:34

Terça-feira, 19.05.09

Comunicado da Real Associação de Lisboa


A direcção da Real Associação de Lisboa deliberou por unanimidade manifestar o seu desagrado pela inclusão do P.P.M. na coligação que pretende fazer eleger o Dr. Pedro Santana Lopes presidente da autarquia lisboeta. Considera-se que os promotores dessa candidatura incorreram num grave equívoco ao atribuir a essa formação política representatividade no que diz respeito ao ideário monárquico.

 


Neste lamentável erro, justificado pela designação do partido, não cairão os verdadeiros monárquicos de Lisboa, conhecedores que são das motivações dos seus dirigentes e da sua actuação pública, claramente atentatórias dos valores e princípios que inspiram os monárquicos.

 


As consequências políticas que deste equívoco resultarem só poderão ser imputadas a quem, precipitadamente, patrocinou a entrada do P.P.M. na dita coligação.

 


A Direcção

Real Associação de Lisboa

19 de Maio de 2009

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por João Távora às 18:32

Sexta-feira, 24.04.09

O equívoco de Santana Lopes

De forma gratuita, Pedro Santana Lopes prepara-se afrontar os monárquicos portugueses convocando o letárgico Partido Popular Monárquico para a sua coligação à Camara Municipal de Lisboa. Estranho que os seus conselheiros não o tenham advertido de que o PPM se tornou num instrumento de promoção pessoal do Sr. Câmara Pereira, adversário dos monárquicos portugueses e persona non grata à instituição real que estes prezam e honram.

Tendo em conta o cariz supra-partidário da instituição que advoga, um partido monárquico é por si um contra-senso, e esse equívoco adensa-se quando o partido em causa acabou esvaziado de personalidades como Henrique Barrilaro Ruas e Gonçalo Ribeiro Teles, superiores figuras intelectuais que o fundaram e justificaram numa determinada conjuntura histórica.

Se Pedro Santana Lopes desejava atrair monárquicos com esta coligação é bom que se desengane quanto antes: isso não acontecerá num projecto que inclua o partido do Sr. Câmara Pereira.

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por João Távora às 11:06

Sexta-feira, 13.03.09

Habitação social


Sá Fernandes deixa obra feita: acampamento na rampa do túnel embargado, em plena Av. António Augusto Aguiar. Roubado ao PPM, leia tudo aqui.

 

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por João Távora às 17:38

Sexta-feira, 05.09.08

Retratos de Lisboa (11)


Cais das Colunas no Terreiro do Paço fotografado por Ferreira da Cunha (1901-1970) daqui. Ao fim de dez intermináveis anos de pandemónio, prevê-se para Dezembro a restituição deste património aos lisboetas (Público)... aguardemos com paciência, pois então.

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por João Távora às 15:50

Quarta-feira, 03.09.08

Retratos de Lisboa (10)


 


Lisboa, 1909 - Avenida Alvares Cabral e o Liceu Central de Lisboa posteriormente denominado  Pedro Nunes, na fase final de construção. Fotografia daqui.

 

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por João Távora às 11:56

Quarta-feira, 27.08.08

Retratos de Lisboa (9)


Rua de S. José, finais do Séc. XIX. Fotografia daqui.


 

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por João Távora às 17:24

Quinta-feira, 17.07.08

Retratos de Lisboa (8)


Após as trágicas trapalhadas da l Republica, eis a alvorada da segunda: prédios da Rua São Filipe Neri atingidos na sequência da Revolta de Fevereiro de 1927. Hoje os corta-fiteiros vão jantar aqui tranquilamente.


 


Imagem daqui

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por João Távora às 16:22

Terça-feira, 08.07.08

A bomba relógio


 


Conheço pouco mais do que os próprios factos: existem milhares de prédios devolutos e degradados em Lisboa a aguardar por uma política eficaz que reanime o mercado e salve o centro da cidade do destroço em que se tornou. O valioso património histórico e arquitectónico está nas mãos de senhorios arruinados, ambiciosos empresários e do estado português.

Conheço quem tenha batalhado teimosamente durante longos anos com intenção de recuperar para si um pequeno imóvel de habitação algures na Lisboa antiga. Talvez por ingénua honestidade (?) o processo se tenha arrastado sem que tenham cedido às pressões da burocracia onde me garantem houve pedidos insinuados de “luvas” como factor decisivo para a celeridade da tramitação dos papéis e projectos.


Muito se prometeu, muito se escreveu e tudo já se disse sobre este deprimente assunto. Fruto de uma ausência de estratégia, Lisboa explodiu para a periferia deixando um buraco negro ao centro, fenómeno que, em conjunto com a comprovada estagnação demográfica, não augura boas perspectivas para o mercado imobiliário. Assim sendo, parece-me que já chega de debates e comissões, estudos e pareceres, é tempo de arriscar e agir: a viabilização da cidade não requer uma reforma, requer uma revolução, um “plano Marshall”. Espero que António Costa e toda a edilidade reconheçam que é a sua própria justificação que está em jogo, que o cargo lhes poderá arder nas mãos, quando um dia destes o centro da cidade, arruinado e deserto, começar a ruir como um castelo de cartas. Já faltou mais.

 

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por João Távora às 11:55




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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