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João Távora


Quinta-feira, 05.01.17

Discos e riscos

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Para uns delicados ouvidos analógicos como os meus é reconfortante verificar como, a par do vertiginoso processo de desmaterialização da música e do crescimento exponencial do seu consumo através das de plataformas de streaming como o Spotify, Apple Music ou o Google Play, o mercado do vinil vai-se afirmando como uma consolidada alternativa para os verdadeiros melómanos e audiófilos. A comprová-lo basta verificar o espaço a ele reservado nas lojas Fnac, já para não falar da proliferação de novas lojas de discos nos grandes centros urbanos, ou pelo facto da versão em vinil de "Black Star" de David Bowie ter vendido globalmente perto de 500.000 cópias. No entanto convém realçar que este crescimento terá sempre como limitação os custos monetários necessários para a aquisição de um competente sistema de reprodução: um bom gira-discos com uma boa célula, um amplificador competente com entrada “Phono” e umas colunas adequadas ao espaço em que vão tocar. De resto faz-me alguma confusão a profusão de oferta de pequenos gira-discos de má qualidade, a maior parte com um atraente design “vintage”, que constituirão um logro para o consumidor, que rapidamente se perceberá que, para além de estragarem dos discos, não preenchem os valores mínimos de qualidade sonora comparativamente a qualquer pequeno dispositivo de reprodução digital, até o smartphone mais básico.

 

Publicado originalmente aqui.

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por João Távora às 12:22

Sábado, 12.11.16

O Amor é que nos salva

 

Magnified, sanctified, be Thy holy name
Vilified, crucified, in the human frame
A million candles burning for the help that never came
You want it darker
Hineni, Hineni
I'm ready, my Lord

 

Passados os cinquenta a morte passa a fazer parte do nosso dia a dia como Espada de Dâmocles, quase nos habituamos à surpresa de ver partir os muitos que amamos e outros que, sem uma relação pessoal mas sendo uma referência, simpesmente nos habituaram a uma reconfortante coexistência. Na música popular há nesta década uma extraordinária e irrepetivel geração que atinge uma idade perigosa e nesse sentido 2016 tem sido um ano muito fonesto. É o caso do poeta, músico e escritor Leonard Cohen que agora nos deixou.
A verdade é que nos meus tempos de Liceu não adivinharia o reconhecimento que o cantor obteve na hora da sua morte, em grande destaque nos noticiários de prime time dos canais generalistas. Lembro-me de descobrir Leonard Cohen ainda miúdo escutando em casa com a minha irmã as suas canções para “gente grande”. Elas eram um desafio para o meu limitado entendimento do inglês, onde se intuía uma densidade que nunca parei de desvendar, ou apenas trautear a arranhar numa guitarra emprestada. Fascinavam-me na sua música aquelas geniais harmonias e a sua voz sombria contrastando com um coro de cristalinas vozes femininas. É dessa primeira fase, até a Death of a Ladies' Man, a que mais gosto desvendada pelos discos Songs of Leonard Cohen e depois com Songs of Love and Hate discos que ainda hoje guardo muito gastos pelo uso e que a malta da escola achava monótonos e deprimentes. É um lugar comum afirmar que Songs of Love and Hate é um portentoso hino à melancolia, à solidão. Definitivamente não se seduzia uma miúda gira com Leonard Cohen - ou talvez o problema fosse mesmo meu. Depois, pelo que leio por aí descubro que sou dos poucos que gostam  Death of a Ladies' Man que a produção de Phil Spector transfigura numa estranha coloração psicadélica como que plastificada, mas bela. Gosto muito da voz Leonard Cohen abafada atrás da "cortina de som", do desprendimento de  "True Love Leaves No Traces", da elegante devassidão em "Paper Thin Hotel" e  "Death of a Ladies' Man". Foi mais tarde o visionário álbum The Future que resgatou a minha paixão então mais adulta pela sua música e palavras que fascinam ou nos inquietam até hoje. 
Curioso como Leonard Cohen confessa à beira da morte em You Want It Darker publicado há dias que, mesmo no desespero do Seu silêncio, se encontra pronto para o encontro com o Senhor. Será certamente uma figura de retórica de quem passou uma vida a desafiá-Lo e a procurá-Lo. Eu pela minha parte que sou teimoso quero crer que o Nosso Senhor o tenha já recebido em Sua infinita Glória. Leonard Cohen o trovador aristocrata que veio da neve, aquele generoso homem elegante, culto e educado que tirava o chapéu depois de cantar para nos agradecer as palmas, a nossa devoção. De resto, concordamos no essencial: “Love's the only engine of survival”.

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por João Távora às 21:55

Terça-feira, 12.01.16

Bowie não morreu

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David Bowie foi um músico genial que soube como poucos trabalhar a sua imagem, como um ícone sempre recriado nas formas mais surpreendentes. Suspeito que desta vez terá exagerado um pouco, ao deixar-se morrer assim decrépito para o lançamento do seu disco Black Star (dizem que “desconcertante” - ainda não o conheço) de onde sobressai este inquietante tema chamado "Lazarus" que em poucos dias já tem milhões e milhões de audições. Bowie já se ergueu dos mortos e dá-nos música, as estrelas ressuscitam todos os dias - foi só show business.

Há neste surpreendente seu “episódio” um certo paralelo com o de Nicholas Ray que nos últimos dias da sua doença encena a sua própria morte para Wim Wenders filmar. Alguém se lembra? A morte feita expressão do próprio artista: um invulgar desplante para com o mais temível poder que o homem enfrenta, às vezes sozinho. Uma arrogância que nos liberta - como se fossemos nós os redimidos – um legado, como se fora uma prece dum homem livre, completo. 

Curioso como não se lhe conhece qualquer discurso proselitista relacionado com as arrojadas máscaras e representações visuais por si envergadas ao longo da sua carreira. Na mesma linha em que em tempos afirmou-se arrasando desavergonhadamente todas as convenções, chega aos seus últimos dias assumindo a imagem dum cavalheiro de fato e gravata, com que suplanta o império da banalização do arrojo de que foi percursor.

Mas para mim o mais importante em Bowie sempre foi a sua genialidade musical e poética. Raro foi um álbum seu a que eu tenha aderido de forma incondicional, tantos caminhos experimentou. Apenas com Low não tenho reservas. Do seu legado fico com umas quantas canções soltas, pérolas desemparelhadas, temas que cultivo como se fossem feitas para mim. Como diz Miguel Esteves Cardoso, o que ele tem de mais genial foi ter conseguido ser único de formas distintas para diferentes pessoas. O meu Bowie não é o Bowie de mais ninguém; ele cantava-me ao ouvido sonoridades sombrias, arritmias dissonantes e melodias assombradas. Bowie não morreu, estou a ouvi-lo agora.

 

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por João Távora às 17:00

Sábado, 12.12.15

Os 100 anos de Frank Sinatra

Curioso como as mais variadas homenagens e tributos que por estes dias se fazem a Frank Sinatra não referem um ponto que me parece fundamental. A popularidade desta consagrada estrela mundial norte-americana é inteiramente fruto da poderosa indústria fonográfica que se desenvolveu estrondosamente durante a sua vida. Acontece que Sinatra não se distingue na arte da composição musical ou poesia mas exclusivamente ela sua sólida e aveludada voz barítono, que veio a ser difundida massivamente pelos quatro cantos do mundo através dos discos. Nenhum cantor anterior ao século XX poderia ambicionar tal façanha – vozes tão boas ou melhores não puderam ser registadas e desapareceram na penumbra do passado.

Não sou particularmente fã do estilo “romântico”, “esplendoroso” e “grandiloquente” de Frank Sinatra, e há um conjunto de pelo menos 12 canções que já não aguento ouvir por completa exaustão. Mas o facto de ele ter sido intérprete de eleição das canções mais marcantes e dos compositores mais brilhantes do século XX como o Jimmy Van Heusen,Cole Porter, Sammy Cahn ou George Gershwin torna-o um artista incontornável, imortal diria eu. O primeiro, fruto da tecnologia e indústria fonográfica.  

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por João Távora às 19:08

Terça-feira, 14.04.15

Fatal como o destino

A meio da vida apercebemo-nos que há algures um céu onde repousam esquecidas imensas maravilhosas canções. Apesar de terem encantado e mexido fundo no espírito de gerações, foram fadadas a morrer com as suas memórias.  

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por João Távora às 22:18

Terça-feira, 14.04.15

I'm a Fool to Want You

Já disse noutras ocasiões como tenho dificuldade em escrever sobre discos que não gosto, e como a coisa piora muito quando me apaixono por algum – talvez com receio do ridiculo que são sempre as declarações de amor. É por isso que venho adiando estas palavras sobre Shadows in the Night, o 36º disco de Bob Dylan que nos surpreende com a interpretação nasalada e displicente de dez temas criteriosamente repescados do reportório de Frank Sinatra, um seu antípoda da música popular. 

A estranheza de Shadows in the Night adensa-se ao constatarmos que a grande orquestra tipica de Sinatra foi substituída por uma pequena banda em que se destaca uma desconcertante pedal steel guitar de tonalidades havaianas. No mais, os arranjos são suportados pelo dedilhar da guitarra acústica de Bob Dylan, um contrabaixo e metais esporádicos. O resultado é o encantamento, que ganha laivos de submissão à vigésima audição. Produzido por Jack Frost que o grava "ao natural" - sem remisturas (hoverdubs), nem filtros - a coisa resulta mágica, como se os rapazes estivessem ali mesmo a cantar, a tocar, a respirar, para nós. O modo como foi captado o som produz um extraordinário efeito de presença física, potenciado se o álbum for reproduzido em formato vinil numa boa aparelhagem.
O facto é que um mês depois de ouvir Shadows in the Night, até parece que temas doces e amargos  como "The Night We Called It a Day" , "Why Try to Change Me Now", "Some Enchanted Evening", "What'll I Do" foram criados para a voz de Dylan, melancólico anti-heroi, cowboy rouco e desajeitado, e não para um glamoroso romântico do cinema e do music hall como Sinatra era, com a sua voz poderosa e sensual. Se lá em cima já tiveram a desfaçatez de lhe mostrar este álbum, ele certamente irá perdoar-me o atrevimento desta opinião. Ironicamente, parece-me que a interpretação de  "I'm a Fool to Want You" é o melhor tributo que Bob Dylan poderia fazer ao seu autor, que um dia disse do Rock 'n' Roll ser “a música marcial feita para delinquentes, cantada por cretinos.”  

De resto, o mais importante é comprar este álbum, e usufruir com deleite da Graça de se ter o coração perto duns bons ouvidos.

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por João Távora às 09:24

Sexta-feira, 10.04.15

A chancela divina

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Constato que as milhares de peças musicais de distintos géneros e autorias com que me deleito em minha casa, são uma ínfima parte do património existente e das novas criações que todos os dias nos surpreenderiam se as pudéssemos abarcar a todas com o coração aberto. Uma prova do cariz transcendente da música, e por consequência da marca divina patente no Homem, é a infinidade de sublimes canções e melodias que são possíveis criar com apenas sete notas.

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por João Távora às 12:38

Sábado, 05.04.14

Morning Phase

A mais recente criação de Beck, o álbum Morning Phase - tão aclamado pela crítica, tem o tempo indicado para um LP à antiga e foi nesse formato que o adquiri. Concedo que é um disco muito inspirado e agradável de se ouvir, faltando-lhe talvez alguma irreverência, que ao que julgo entender se fica pela exploração desse mesmo “revivalismo analógico”. É  precisamente essa a curiosidade que me motiva este post; de como a versão em mp3 que é fornecida com o vinil, através dum cupão com um endereço web e um código, vem numa mistura que ostenta com subtileza os estalidos da agulha a pousar e levantar do disco ao principio e no fim de cada lado (no caso, virtual) e reproduz aqui e ali aquela suavíssma crepitação dos efeitos electroestáticos do contacto da agulha. Ora a ideia, apesar de divertida, parece-me um tanto absurda senão até algo ingénua, já que são justamente esses inevitáveis ruídos de fundo, “sentidas” pelas mais sensíveis safiras, o "Calcanhar de Aquiles" dos melhores gira-discos.

 

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 16:47

Segunda-feira, 02.12.13

Salvé maravilha

 

Por aqui andam diabinhos à solta
Com corninhos e rabinhos e falinhas de paraíso
Por aqui andam bruxinhas em volta
Esvoaçando cavalgando em vassourinhas sem juízo*

 

Temos que entender a força inovadora da Banda do Casaco no contexto duma época em que qualquer modo de expressão artística que não contivesse uma mensagem política (de esquerda, claro) estava votada à quase clandestinidade, à mais completa irrelevância artística. Ora é por ocasião da (tardia) reedição da sua discografia que esta mítica banda de música inclassificável (miscelânea de pop, jazz, experimental, étnica) fundada por António Pinho e Nuno Rodrigues, nas últimas semanas emerge da invisibilidade e vem granjeando um mais que merecido reconhecimento por tudo o que é jornal e revista mainstream nacional. Foi neste surpreendente projecto musical que se lançaram as sensuais vozes de Né Ladeiras e Gabriela Schaff, onde que pontificaram músicos de excepção como António Emiliano, Carlos Zíngaro, Celso Carvalho, ou até Jerry Marotta, baterista da banda de Peter Gabriel no final dos anos 70. O certo é que quem tenha nascido em Portugal nos últimos trinta anos até há uns meses simplesmente não daria conta da existência da Banda do Casaco cuja obra parecia enterrada num completo esquecimento. 

Pela minha parte estou convencido de que, assim como a grande revolução libertadora do jornalismo em Portugal despontou nos anos oitenta com o semanário "O Independente", o mesmo fenómeno que se deu na música popular na mesma década, em grande parte se deve à Banda do Casaco, cujo reportório bem merece ser conhecido e aproveitado pelas novas gerações.

 

País Porugal (António Pinho)

Hoje há conquilhas, amanhã não sabemos - 1977

 

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por João Távora às 15:55

Domingo, 03.11.13

Lou Reed - uma homenagem

“Não sei se as minhas expectativas são muito altas, sei que são muito difíceis. Quero ser o maior escritor que alguma vez viveu nesta terra de Deus. Falo de Shakespeare, Dostoiévski… Quero ser um escritor que faça rock and roll que se possa comparar a Os Irmãos Karamazov… quero começar a construir um corpo de obras. Sei que posso soar pretensioso e é por isso que normalmente nem digo nada. Prefiro ficar calado.”

 

Lou Reed 1979 em entrevista ao New Musical Express
Via Blitz 

 

Contactei pela primeira vez com as canções de Lou Reed, por volta de 1976 através do seu álbum Lou Reed Live que ainda hoje guardo e que de tão gasto pelo uso no gira-discos mais parece um ovo a estrelar. Porque a vertigem daqueles anos loucos não auguravam um final feliz, o meu fascínio pelo lado selvagem e pela obra de Reed foram esfriando mais tarde. Hoje reconheço que ele foi um dos maiores poetas da decadência ocidental, da cultura urbano-depressiva emanada dos bas-fonds de Grande Maçã, que marcou toda uma geração desassossegada com tanta Liberdade e bem-estar. Foi assim que, por uma questão de sanidade, os valores estéticos que fui recuperando afastaram-me da sua obra, que no entanto mantenho como superior, talvez perpétua.
Depois de há algumas semanas me chocar com a interpretação de Solsbury Hill de Gabriel que eu mal sonhava vir a ser a sua última (generosa) prestação, Lou Reed acaba por se me revelar nestes dias de revisitação, como um autêntico aristocrata da cultura rock and roll, rodeado pela qual eu cresci e me fiz gente. De resto acredito que a misericórdia de Deus é redobrada no que respeita aos poetas e artistas, que da transcendente dor que sustem a sua essência, no acto de libertação que resulta a sua criatividade, de forma tão sublime espelham a matriz divina da espécie humana.  

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por João Távora às 14:24

Terça-feira, 24.09.13

Foxtrot

 

 

"I'll Say she Does" pelo All Star Trio gravado em 1919 para a Victor HMV é um primitivo Foxtrot, uma música de dança popularizada depois da I Guerra Mundial e com o seu auge na louca década de 1930 quando era tocada pelas célebres “big bands”. É curioso como as editoras discográficas rotularam os primeiros discos de “rock and roll” como sendo foxtrot, um ritmo inicialmente mal recebido na Europa, onde foi visto como uma perniciosa “americanada”.

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por João Távora às 19:03

Terça-feira, 17.09.13

Stormy Weader outra vez

 

Ontem na sua crónica musical “Se as Canções Falassem” (blog desde já na barra lateral) transmitida diariamente de segunda a sexta na Antena 1, Miguel Esteves Cardoso homenageava com justiça o compositor americano Harold Arlen com uma curiosa interpretação por Etta James do seu tema "Stormy Weather", originalmente integrante da banda sonora do filme Cotton Club nos primórdios do cinema sonoro. O que poucos conhecem, e desconfio que o popular cronista também não, é esta interpretação do tema pelo próprio Harold Arlen, para a gravadora Victor, num disco His Master’s Voice de 1933. 

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por João Távora às 18:17

Quarta-feira, 12.06.13

Canção Nova


Uma "Canção Nova" de 1923 é uma contradição de termos... esta é interpretada por uma esquecida cantora portuguesa chamada Marimélia (no entanto com reportório considerável na editora mericana Brunswick), pertence à revista Lua Nova, de Ernesto Rodrigues, F. Bermudes, João Bastos, Henrique Roldão e Alves Coelho. 

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por João Távora às 22:33

Quinta-feira, 06.06.13

Le Temps des Cerises

"Le Temps des Cerises" é uma canção de 1866 letra de Jean-Baptiste Clément, e música de Antoine Renard muito associada à Comuna de Paris de 1871. Este é um cilindro de cera de Edison  muito deteriorado (ouve-se melhor a partir do meio para o fim) produzido em França entre 1901 e 1905.

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por João Távora às 09:40

Sábado, 25.05.13

Souvenir

 

Esta é uma gravação com mais de 100 anos de "Souvenir" de Franz Drdla, um encantador solo de violino interpretado pelo então jovem talentoso Micha Elman acompanhado ao piano por Philip Gordon. O disco de primeira geração só com um lado gravado, foi manufacturado no Canadá em 1908 pela Berliner Gram-O-Phone Company - Victor Talking Machine Company. É um caso paradigmático da dificuldade que havia nos primórdios da gravação do registo acústico (mecânico) captar os sons mais delicados como do piano ou do violino.

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por João Távora às 17:44




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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