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João Távora


Domingo, 22.12.13

Coon songs

Designa-se como "Coon Songs" um género musical cómico popularizado nos Estados Unidos da América nas últimas décadas do século XIX e caído em desuso no princípio do século XX, quando o seu pendor racista começou a ser malvisto. Extraídos dos espectáculos de Music Hall eram temas interpretados por artistas brancos pintados de preto, imitando o dialecto dos negros em que se explorava os seus estereótipos (ignorância, indolência ou até desonestidade), em caricaturas por vezes cruéis um pouco como as que são utilizadas nas anedotas de alentejanos em Portugal, sobre os portugueses no Brasil ou sobre os irlandeses na Inglaterra. As "Coon Songs" tinham o objectivo de ser engraçadas e quase sempre usavam os ritmos sincopados do ragtime, género originário das comunidades musicais Afro-Americanas que antecede o Jazz. 

"Bake dat chicken pie" que partilho aqui em baixo é uma canção de Arthur Collins & Byron Harlan um dueto cómico popularizado entre 1903 e 1926 através dos palcos e da indústria fonográfica que emergia à época sob o formato de cilindros para fonógrafos e discos para gramofones. Para além de muitos standards de ragtime, o duo Collins & Harlan celebrizou-se com a interpretação deste género musical e são reconhecidamente dos grandes iniciadores daquilo a que hoje chamamos "música pop", difundida em curtas gravações de dois ou três minutos de êxitos consensuais. 

Muitos destes temas foram recuperados dos antigos suportes e digitalizados no Youtube, onde a ressalva “for historical purposes only” é um curioso sinal dos tempos.  

 

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por João Távora às 00:39

Segunda-feira, 28.10.13

Coleccionador de sons (2)

Quando no início do Século XX a indústria fonográfica florescia na forma de cilindros de cera ou de discos de goma-laca gravados em série, era comum algumas editoras de segunda categoria produzirem gravações “descritivas”, em que se reproduziam teatralmente os sons de um quadro invulgar, como a partida das tropas para a guerra ou como acontece no caso vertente, o socorro a um incêndio “interpretado” pela Empire Guards Band.

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por João Távora às 20:10

Terça-feira, 01.10.13

Coleccionador de sons


Da editora do anglo-alemão Emile Berliner, a E. Berliner's Gramophone, o inventor dos ditos. Gravado em Londres editado em Hanover, final do século XIX. Mr Charles Foster canta "Why did i leave my little black room"... e encanta.

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por João Távora às 21:23

Terça-feira, 24.09.13

Foxtrot

 

 

"I'll Say she Does" pelo All Star Trio gravado em 1919 para a Victor HMV é um primitivo Foxtrot, uma música de dança popularizada depois da I Guerra Mundial e com o seu auge na louca década de 1930 quando era tocada pelas célebres “big bands”. É curioso como as editoras discográficas rotularam os primeiros discos de “rock and roll” como sendo foxtrot, um ritmo inicialmente mal recebido na Europa, onde foi visto como uma perniciosa “americanada”.

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por João Távora às 19:03

Sexta-feira, 20.09.13

Kiddyphone

Este disco para crianças, do princípio dos anos 30, vale também pela originalidade do rótulo e pelo tamanho muito reduzido 6" polegadas (os "singles" têm, 7").

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por João Távora às 11:13

Terça-feira, 17.09.13

Stormy Weader outra vez

 

Ontem na sua crónica musical “Se as Canções Falassem” (blog desde já na barra lateral) transmitida diariamente de segunda a sexta na Antena 1, Miguel Esteves Cardoso homenageava com justiça o compositor americano Harold Arlen com uma curiosa interpretação por Etta James do seu tema "Stormy Weather", originalmente integrante da banda sonora do filme Cotton Club nos primórdios do cinema sonoro. O que poucos conhecem, e desconfio que o popular cronista também não, é esta interpretação do tema pelo próprio Harold Arlen, para a gravadora Victor, num disco His Master’s Voice de 1933. 

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por João Távora às 18:17

Terça-feira, 17.09.13

Modernices

 

Louis Armstrong - "Blues for yesterday" em gravação de 1949
a tocar num Perpetuum Ebner - musical 2V, de 1958 a válvulas

 

Os velhinhos discos de goma-laca mantiveram-se muito populares até meados dos anos 50, o advento da alta-fidelidade das micro espiras em vinil. Acontece que os mais modernos 78 rpm's com gravação ortofónica (eléctrica e equalizada) soam mal no gramofone de amplificação mecânica (campânula) e surpreendentemente bem num gira-discos portátil de válvulas. A performance desses aparelhos era perfeitamente adequada à amplitude de frequências gravadas dos profundos e resistentes sulcos desses discos. 

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por João Távora às 10:29

Quinta-feira, 29.08.13

Sete polegadas de música

 

Como prometi há dias, aqui reproduzo um disco de 1888/89 com 7 polegadas (exactamente o tamanho de um single de 45 rpm) da marca Zon-O-Phone. O tema é “Cujus Animam” de Rossini num solo de corneta pelo Senhor E. Keneke (informação “cinzelada” ao centro) de quando a indústria fonográfica vivia uma fase experimental, assim como o disco de baquelite, ainda sem “rótulo” e sem um tamanho padrão, que se veio a fixar nas 10 polegadas a partir de 1907.

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por João Távora às 22:03

Quarta-feira, 28.08.13

Music Hall

 

ANY OLD THING WILL DO

 

Letra e Música de Fred Murray e George Everard - 1906

 

I've been single all my life
Thought at last I'd take a wife
Dressed up in my best today
No mistake, I looked all gay
Went to a matrimonial agent
He was most polite
He said, 'What sort of wife do you want?'
I said, 'Oh, that's all right,

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
As long as she's got money
She'll suit me to a T
Got no nose, got no legs,
Got no teeth, got no hair
I don't care - any old thing will do.'

 

Tommy Thompson by the sea
Once took all his family
Wife and kids and ma-in-law
Such a sight you never saw
Walking along the beach one day
A boatman to him ran
He said, 'What sort of boat do you want?'
When Thompson said, 'Old man,

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
I don't care if it's leaking
It's good enough for me
Ma-in-law wants to row
on the ocean blue
Some old boat, too old to float
Any old thing will do.'

 

One day I got such a shock
Sitting near a great big rock
Some old girl the other side
Spotted me and then she cried
'Young man, I'm in an awful state
I am, I'm nearly froze
Do go and get me something to wear
'Cause I've lost all me clothes.

 

Chorus: 'Any old thing will do
Any old thing will do-do-do
All that I was wearing,
has been washed out to sea
Don't come near, there's a dear,
I'm turniing pink and blue
Your old hat - throw me that -
any old thing will do.

 

I went to a party once;
Hadn't had no grub for months.
On the table just my luck,
Up they brought a big fat duck.
When they started to carve the poultry
It filled us all with glee.
They said: 'What part of the bird would you like?'
I said: 'Don't bother me.

 

Chorus: Oh any old thing will do.
Any old thing will do, do, do.
Where it's tough and juicy
It will suit me to a tee.
Somewhere nice around the part
Where it's cut anew.
'E went and chose its parson'e nose.
Any old thing will do.

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por João Távora às 10:03

Terça-feira, 27.08.13

O pregador e o urso

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por João Távora às 16:27

Segunda-feira, 26.08.13

O império do fonógrafo

 

Os fonógrafos popularizaram-se muito no final do Século XIX: eram bastante funcionais e, além de muito competentes na reprodução, eram vendidos com um kit para gravação coisa que tornava o objecto muito mais completo e interessante do que os gramofones, ainda algo toscos. Concebidos numa cera castanha bastante frágil em que o registo se degradava em pouco mais de dez audições, originalmente os cilindros tinham de ser gravados, cada um deles, ao vivo. Posteriormente desenvolveu-se uma solução interligando os fonógrafos com tubos de borracha, um sistema não satisfatório mas suficientemente eficaz para a comercialização e venda de cilindros gravados em série. Tal obrigava os artistas, músicos e cantores a desgastantes sessões em que repetiam incessantemente o tema até produzirem um lote suficiente para satisfazer a procura. Dava-se o caso curioso de uma mesma edição inevitavelmente exibir ligeiras diferenças nas interpretações.

Ao longo dos anos, o tipo de cera utilizada nos cilindros foi melhorado e endurecido de modo que pudessem ser tocados mais vezes sem se degradarem tanto. Em 1902, a Edison Records lançou uma nova gama de cilindros de cera prensada, os Edison Gold Moulded. Muito aperfeiçoado, o progresso consistia na criação de um cilindro principal revestido com ouro que permitia a reprodução de várias centenas de cópias. O Disco da empresa Gramphone de Emile Berliner então emergente ainda teria uns anos para se impor definitivamente.

Aqui partilhamos uma cançoneta de 1907 de Ada Jones, uma actriz e cantora britânica emigrada para os Estados Unidos, que muito se popularizou - a solo e em duetos com Billy Murray e Len Spencer - através dos cilindros e discos gravados no início do século XX.

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por João Távora às 19:01

Sexta-feira, 23.08.13

Concertina

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por João Távora às 09:57

Quarta-feira, 21.08.13

Zon-O-Phone

Surgida ainda no final do século XIX de uma cisão na equipa de Emile Berliner que então laborava arduamente nos melhoramentos técnicos do gramofone e do disco, a "Zon-o-Phone" é uma marca fundada pelo vendedor de máquinas de escrever Frank Seaman. No fundo trata-se de um dos primeiros rótulos discográficos a surgir no mercado e a competir com o cilindro de cera de Edison. Aqui vos deixo em primeira mão a reprodução dum disco de 1903 “Bonnie Sweet Bessie” (ainda com 7 polegadas – o formato mais tarde normalizado fixou-se nas 10 polegadas). Após resolvidos os múltiplos diferendos com a justiça a Zon-o-Phone veio a ser integrada na Gramophone Company de Emile Berliner e de Eldridge Reeves Johnson como marca “económica” que irónicamente hoje ainda publica como marca de culto nos catálogos da EMI.

Prometo um dia destes partilhar uma gravação desta "etiqueta rebelde" produzida em 1898. 

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por João Távora às 20:54

Quarta-feira, 14.08.13

Margarida

Daisy - R. G. Goates 

Sterling Record - 3019
(Vaudeville, Orchestral Acct.)

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por João Távora às 22:38

Quarta-feira, 14.08.13

Um disco fora do vulgar

Aqui vos desvendo um dos primeiros discos gravados, produzido em 1898 pela empresa americana "Gramophone" do anglo-alemão Emile Berliner (que os inventara dez anos antes). Trata-se de um solo de clarinete por A.P. Stengler "Blue Bells Of Scotland". De notar que 1901 é considerada a data "oficial" (in história do Séc. XX de Martin Guilbert) do início da comercialização dos discos que vieram mais tarde destronar os cilindros de cera prensada. Ainda não consegui encontrar nada deste género a um preço razoável para a minha colecção.

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por João Távora às 21:00




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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