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João Távora


Sábado, 13.05.17

Semente de civilização

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Neste tempo em que a religião é quase sempre relevada por uma só bitola, como assunto de ignorantes, fundamentalistas e fanáticos se tratasse, é reconfortante o testemunho dado por mais de meio milhão de pessoas que de forma serena e pacifica se reuniram em comunhão e oração à Mãe de Jesus. Definitivamente não é tudo a mesma coisa. Pela minha parte confesso-vos que nesta hora em que o Papa Francisco despede-se do “altar do Mundo” sinto um orgulho enorme de ser dos de Cristo, de pertencer a esta Igreja, obra divina e universal, tão humanamente rica, tolerante (misericordiosa) e diversa. 

Fotigrafia Reinaldo Rodrigies/Global Imagens 

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por João Távora às 16:02

Sexta-feira, 12.05.17

Bem-vindo a Portugal, Papa Francisco!

PapaFrancisco.jpg

Há muito tempo que queria que a esquerda deixasse a Igreja Católica em paz, por isso não me incomoda nada o fascínio que o Papa Francisco exerce sobre ela. A Igreja é universal e foi erguida para todos que se quiserem deixar converter ao exemplo de Jesus Cristo. E não haverá conversão se a sua mensagem não conseguir chegar às periferias, se o seu magistério não for exercido também no “Páteo dos Gentios” – e eu sei bem como isso incomoda alguns católicos  “puritanos”. Acontece que o colégio cardinalício que com uma sabedoria imensa elegeu Bento XVI foi o mesmo que elegeu o jesuíta Bergoglio, que teve o enorme mérito de mudar a tónica da mensagem da Igreja para a Misericórdia. De facto a vocação da Igreja não é ser um hotel para santos, é ser um hospital de campanha para os pecadores como eu. Havia um erro de percepção que vem sendo corrigido, a doutrina não mudou, mudou a sua percepção. Obrigado Papa Francisco, bem-vindo a Portugal.  

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por João Távora às 11:20

Sábado, 14.06.14

Os antípodas

 

Não sendo por manifesta má-fé, custa muito a entender a escolha feita por Ana Lourenço pelo contestatário Frei Bento Domingues para comentar a extraordinária entrevista de Henrique Cymerman ao Papa Francisco que ontem à noite passou na SIC Notícias. Outra hipótese é que a ideia da jornalista fosse saleintar dessa forma o carisma generoso e inclusivo do Papa por oposição ao sectarismo ressabiado do comentador. Se da histórica entrevista ressalta a extraordinária vocação do Papa para abrir janelas, criar pontes, fomentar o encontro, de Bento Domingues não se pode dizer o mesmo: colando-se ao discurso de Bergoglio, ele não evitou exibir toda a sorte de preconceitos e ressentimentos para acentuar todas fracturas reais e imaginárias existentes na Igreja de Pedro. E para que fique claro: os católicos que ele chama “de direita” revêm-se e orgulham-se deste Papa cujo coração do tamanho do Mundo devia ser uma lição para certas franjas fundamentalistas de que Bento Domingues é um triste exemplo. 

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por João Távora às 16:28

Quinta-feira, 12.12.13

A revolução do Papa Francisco

 

Brasão do Papa Francisco

 

O Papa Francisco ter sido eleito a personalidade do ano pela revista Time é um facto que me enche de profunda alegria e que aproveito para aqui partilhar umas linhas sobre o fenómeno de popularidade que vem marcando os primeiros meses do seu pontificado. Estou em crer que a principal característica com que o Príncipe da Igreja de forma surpreendente vem encantando o mundo cristão e não cristão é, para além da óptica “política” da sua proveniência de fora da Europa, a afectividade e alegria que a sua comunicação transmite, tanto mais que esta Igreja Católica (universal) é a mesma de sempre com os seus sólidos dogmas e princípios, assim como as fragilidades que comporta uma realização de dois mil anos, de inspiração divina mas profundamente humana. Ou seja, o fenómeno procede não tanto da substância mas de questões de forma, prisma com que, para o bem e para o mal, sempre se produzem resultados mais imediatos em termos de popularidade: o Papa tem um carisma especial, com o qual vem fazendo passar uma mensagem de esperança nestes tempos de férrea crise. 
Nesse sentido há uma singela e comovente história que circula nos meios católicos que reflecte bem não só a boa índole do Papa Francisco mas que também servirá porventura para a gestão de expectativas daqueles que julgam encontrar uma revolução em cada seu gesto. Sendo as residências de Jorge Bergoglio e Joseph Ratzinger vizinhas no Vaticano é do conhecimento público que os dois Papas se encontram com alguma regularidade e que certamente trocarão impressões sobre as mais variados assuntos. Ora, conta-se que uma certa manhã na Casa de Santa Marta verificando-se um inopinado atraso de Sua Santidade para o pequeno-almoço, em vão o procurava o seu Staff por todos os recantos e proximidades do edifício num crescendo de preocupação. Eis senão que o Papa Francisco surge apressado para retomar a sua refeição matinal e o incidente explica-se: tinha ido levar ao mosteiro Mater Ecclesiae nos jardins do Vaticano, a Bento XVI, os célebres croissants da Casa de Santa Marta que lhe estavam destinados. Ao que consta, ainda quentes. Esta é a revolução inspirada em Cristo que afinal hoje como há dois mil anos os Cristãos estão desafiados a realizar dentro de si. Para o Outro. 

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por João Távora às 09:11

Sábado, 09.11.13

Não se percebe a euforia

O “inquérito distribuído às paróquias” chama-se "documento preparatório" e afinal não é mais do que um preceito tradicional da Igreja que sempre existiu a anteceder os Sínodo dos Bispos. O que decorrerá no ano que vem será dedicado ao tema «Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização» e dele não se deve esperar nenhuma revolução. De resto é evidente que os Papa Bento e Francisco têm diferentes carismas. Como eu costumo dizer, as desilusões são sempre fruto de ilusões.

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por João Távora às 16:04




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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