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João Távora


Sexta-feira, 01.04.16

Acalmação 2.0

Tenho a impressão que vivemos uma espécie de nova "acalmação" como a que foi tentada pelos partidos e pela coroa em desespero após o regicídio de 1908. Então, a tentativa durou dois anos até chegar a revolução e o caos com os republicanos. A nova "aclamação" apadrinhada por Belém e pela CGTP também não sobreviverá muito tempo à realidade: um Orçamento de Estado inviável que quer agradar a Deus e ao Diabo, um Plano Nacional de Reformas vago e bucólico, um acordo com os lesados do BES que não lhes garante nada, uma economia anémica e uma dívida acima dos 130% do PIB. As coisas são o que são, vivemos em cima de uma bomba relógio.

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por João Távora às 10:10

Sábado, 12.12.15

Tempos estranhos

Desgosta-me muito e desinteresso-me da política por estes dias em que os reaccionários recuperaram o poder, desconstruindo à golpada todas as convenções em que se foi fundando a nossa jovem democracia. As convenções que afinal deveriam ser preservadas e respeitadas como regras de uma constituição não escrita, emanada da da experiência e aplicada para o bem (mesmo) comum. Não é só o recuo das (poucas) difíceis reformas instituídas pelo governo do resgate, em favor das mais poderosas corporações que teimam bloquear o mérito e a exigência como valores cruciais, mas a estética revolucionária e desconstrutiva com que teremos de conviver impotentes, que esse é o preço que os socialistas pagam aos seus parceiros para aplicarem mais “austeridade”, tolerada agora como virtuoso "rigor". A semântica é uma batata. É tempo da comunicação social assobiar para o lado, para as ameaças da ascensão das extremas-direitas na Europa ou do fenomenal papão Donald Trump nas eleições americanas. Por cá o regime foi devolvido aos seus donos e a nova oposição está condenada a uma longa noite assombrada pelos seus esqueletos nos armários. Ou de crescimento e reconstrução.

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por João Távora às 19:04

Sábado, 31.01.15

Em desespero de causa

salgadoesocrates.png

Com os patéticos ataques de Ana Gomes a Paulo Portas e da Comissão de Inquérito ao BES a Passos Coelho e ao Presidente da República está lançada a chicana politica em que o Partido Socialista aposta na tentativa de radicalizar um discurso vazio de soluções. Com José Sócrates na cadeia, o último primeiro-ministro que governou numa relação íntima com a oligarquia dos negócios, a António Costa restam poucas alternativas além de lançar a confusão e ajavardar a disputa para gáudio dos canais de notícias sedentos de conteúdos sensacionais e baratos. Acontece que a "merdização" da política apenas favorece a descredibilização dos partidos do "arco da governação" e promove as franjas radicais: em Ana Gomes já poucos acreditam, e a tentativa de aproveitamento da carta de Ricardo Salgado ainda vai virar o bico ao prego - trata-se afinal de atirar lama para a ventoinha. Como escreve o insuspeito Pedro Santos Guerreiro hoje no Expresso, “Querem falar da relação entre Salgado e políticos? (…) Então chamem ao Parlamento outras pessoas: Rosário Teixeira e Carlos Alexandre. Eles sabem.” Eu cá por mim obrigava os socialistas (e não só!) a assistir a um seminário sobre a decadência e queda do nosso rotativismo liberal no século XIX.

 

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por João Távora às 21:14

Sábado, 17.05.14

E depois do adeus?

O problema é que o sucesso do resgate português deixou um rasto de destruição no que restava da reputação do regime e das suas instituições. E para ganhar um balão de oxigénio o regime necessita da imolação dum cordeiro, leia-se dos executantes do programa da Troika: o pouco provável descalabro da Aliança Portugal nas eleições europeias. Um fenómeno explicável pelo o vazio estético e mediocridade intelectual que reflectem os movimentos e protagonistas alternativos, que não conseguem aproveitar a fragilidade das instituições e do modelo partidário agonizante. É do seu interior que, numa despudorada cacofonia esquizofrénica, surgem as vozes das desgastadas elites que por mais que estrebuchem não conseguem emergir da lama – Capuchos, Marcelos e quejandos - mais do mesmo como é fácil concluir. Dado como certo, é a crise moral que emergiu do ajustamento financeiro que se apresenta como uma oportunidade de remissão. Para uma profunda reforma do regime, que tarda. 

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por João Távora às 20:31

Terça-feira, 11.03.14

Até parece que estão a gozar

É irónico como no dia a seguir a Cavaco Silva ter proclamado que um consenso entre as forças politicas teria repercussões na redução dos juros da dívida, surja um manifesto assinado por 70 “notáveis”, que junta gente como o trotskista Francisco Louçã a Manuela Ferreira Leite, ou Freitas do Amaral a Carvalho da Silva, num coro unânime a apelar à restruturação da dívida “mesmo a contragosto da Alemanha”, o mesmo é dizer “a contragosto dos nossos credores”. Parece gozação.
Curioso é que este apelo, feito a dois meses do final do severo programa de resgate que os portugueses vêm cumprindo com língua de palmo, provenha desta improvável salganhada de personalidades, como são o ex-ministro das Obras Públicas "pai das SCUT" (que se pagavam a si mesmas) João Cravinho, um ministro da economia de António Guterres, Luís Braga da Cruz; um ministro das finanças do governo de Santana Lopes, Bagão Félix; ou Ferro Rodrigues também ele ex ministro das Obras Públicas de Guterres, gente que tem em comum uma quota de responsabilidade pelos sucessivos falhanços nas propaladas "políticas de crescimento" que nos trouxeram a este vexatório destino.
Creio ser inevitável que os nossos credores (os alemães e os outros) um dia se disponham a negociar com o governo português uma reestruturação da dívida. Mas não será certamente agora e muito menos “a contragosto”. Porque a primeira condição será a de que se finalize o programa de ajustamento; e a segunda, que as forças políticas responsáveis pela sempre adiada reforma do Estado e pela não menos dolorosa mudança do modelo de desenvolvimento, mostrem que têm juízo. Pelo presente panorama, não se augura nada de bom.  

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por João Távora às 16:19

Sexta-feira, 31.01.14

A cultura de direita em Portugal - uma visão marginal

 

“Nos séculos de descrença é sempre de recear que os homens se entreguem constantemente ao acaso diário dos seus desejos e que renunciando  completamente a obter aquilo que só pode ser conquistado à custa de longos esforços, não venham a fundar nada de grandioso, pacífico e duradouro.”

Alexis Tocqueville

Da Democracia na América 

 

No contexto do politicamente correcto instituído, um político, um escritor, um jornalista, um músico que se assuma como católico, se não for "contestatário", por mais imaculadamente “democrático” que seja o seu curriculum, se não guardar a sua Fé para o âmbito estritamente privado (que no que concerne ao cristianismo é uma contradição de termos) tenderá a ser depreciado e ostracizado com epítetos de “ultramontano”, como se ostentasse lepra. 
Apesar de já terem morrido quase todos os católicos acossados pela 1ª republica e rendidos a Salazar, o seu fantasma permanecerá como rótulo discriminatório alimentando a fantasia dos robespierrezinhos que pastoreiam esta deslumbrante modernidade. Do mal, o menos: tolerada e desejosa de reconhecimento à Esquerda, resiste uma direita profana, liberal e cosmopolita (?), que quando confrontada com a dura realidade dos factos, salvo honrosas excepções, de cedência em cedência capitula, agarrada a umas quantas referências históricas e literárias, sem obra digna de nota nesta apagada e vil tristeza em que o País se dilui.
Como nos demonstram os excepcionais casos de tardio reconhecimento público, nesta ordem de razões um católico bom só é possível quando está morto. Entretanto quase quarenta anos depois do Cardeal Cerejeira a incontestável decadência da Nação acentua-se num plano cada vez mais inclinado – e a culpa desta vez não é nossa. 

 

 

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por João Távora às 20:46

Sábado, 25.01.14

O centro

A recente concessão do socialista François Hollande ao capitalismo tem um curioso paralelo no “brutal aumento de impostos“ que marcará de forma indelével a legislatura do liberal Passos Coelho: em ambos os casos a ideologia foi trucidada pela fatal realidade, a que se usa chamar "o centro”.

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por João Távora às 19:15

Terça-feira, 12.11.13

Verdades inconvenientes e a taxa redentora

O economista José Silva Lopes afirmou hoje que a taxa de juro sugerida por Rui Machete para evitar um 2º resgate é o máximo «tolerável» e defendeu até que o limite devia ser mais baixo.

 

Até concedo que a nomeação de Rui Machete tenha sido mais uma aselhice de Passos Coelho, afinal o maior pilantra à face da terra. Mas porque desconfio de unanimismos, no que às recentes declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros refere, deixem-me que vos diga que elas têm o condão de recentrarem por momentos a nossa agenda política no ponto certo, mesmo que inconveniente para o jogo de sombras da política. Recapitulemos, então: na impossibilidade do Estado se financiar nos mercados para cumprir as suas obrigações, o governo socialista em 2011 negociou e assinou um memorandum (o qual todos os comentadores regimentais referiam ser demasiado exigente para quatro anos, facto que impossibilitaria os gabinetes de quaisquer veleidades - leia-se "ideologia") que coloca o país sob protectorado dum sindicato de financiadores, sob a condição de um duríssimo ajustamento económico-financeiro. Por mais que alguns pretendam hoje fazer passar despercebido, eram desde o início facilmente previsíveis os resultados (ou a falta deles) da terapêutica a que estávamos destinados. Enquanto a verdade for tratada como mera inconveniência, estamos condenados a esta austera, apagada e vil tristeza

 

Foto Público

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por João Távora às 21:09

Sábado, 19.10.13

Ao presente não vejo outro remédio*

 

Ao contrário da generalidade dos comentadores, provocaram-me sincera admiração as recentes declarações do ministro da economia, assumindo-se “um soldado disciplinado e leal dentro deste governo” perante o chumbo em Conselho de Ministros de boa parte das suas reivindicações. Ao contrário da maioria dos comentadores, estas sábias palavras constituem para mim um sinal de probidade e patriotismo de Pires de Lima, uma pedagogia pertinente para um CDS que espero definitivamente determinado na recondução do Estado a uma dimensão comportável pela economia do País, ou seja, no resgate da independência e dignidade nacional.

Por demais erros e aselhices que se possam imputar a este governo, como a falta de coragem reformadora, seja do Estado seja no estilo; o facto é que desconfio que levando esta extraordinária legislatura a bom termo, os seus protagonistas perdendo eleições, ganharão um lugar na História como autênticos heróis. Com o caderno de encargos acordado com os nossos credores, estava escrito nas estrelas que a reputação de qualquer governo nestas circunstâncias se desvaneceria em três tempos, fritaria em fogo vivo, e que o mesmo se teria de revestir de enorme resistência e de um inusitado espirito de missão.

Nesse sentido, esta semana passei a nutrir uma enorme consideração por Pires de Lima cuja paradigmática lição de humildade ministrada deveria fazer pensar muitos dos comentadores que, como ele próprio há uns meses, se passeiam hoje pelos canais televisivos e colunas de jornais em retaliações de velhas intrigas, a debitar devaneios e boutades, aproveitando a apreensão e sofrimento dos portugueses, sem terem em conta que pior do que a angústia que vivemos é a cegueira à probabilidade de tudo isto poder virar de um pesadelo a uma catástrofe.

De resto, estou convicto que perante os factos, a revolta ou a angústia são sentimentos que urge superar, não servem para nada pois não abonam a racionalidade que a situação de emergência do País nos exige. A realidade é feita de casos particulares, e no que me diz respeito tenho tudo a perder com o pior desfecho: para que conste, na minha casa com quatro dependentes há muito que não sabemos o que é um ordenado certo. 

 

* Paulo Portas citando Adriano Moreira

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por João Távora às 17:55

Quarta-feira, 16.10.13

The Bridge

Depois de ontem o partido comunista vir juntar a sua revolta contra o embargo da manifestação na ponte, Arménio, num assomo de bom senso decidiu recuar. Nunca é tarde para reconhecer o disparate de um braço de ferro por uma Causa estúpida que estava a enfraquecer a sua credibilidade. Bloqueiem lá a ponte com camionetes e paralisem Lisboa no Sábado, mas por favor não se magoem. 

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por João Távora às 16:14

Segunda-feira, 07.10.13

Uma estratégia que preserve a esperança

 

No dia de mais um aniversário da “república”, convém relembrar que a chefia de Estado real, como provam as velhas monarquias constitucionais europeias, em situações de crise politica ou económica opera com extraordinária eficácia como factor de equilíbrio e elemento aglutinador. 

Dito isto, estou convicto que o aproveitamento do descontentamento popular e das fragilidades de um País sob resgate financeiro e sob forte ameaça de desagregação social com vista à afirmação do ideário monárquico parece-me um grave erro. Foi esse o modelo de intervenção dos republicanos nos anos que antecederam o 5 de Outubro: de uma forma impiedosa, numa política de terra queimada, de “quanto pior melhor”, todas as ignomínias foram utilizadas para denegrir a Chefia de Estado e o regime constitucional monárquico: a intriga permanente, a violência verbal e a calúnia, o assassinato político, o golpismo e o facciosismo deram frutos em 1908. Depois, o sucesso da “república” apenas foi possível à custa dum País profundamente fracturado e deprimido, e com a imposição duma continuada repressão e violência sobre os portugueses. Os reflexos desse trágico período condicionaram a nossa História até aos dias de Hoje.
Acontece que a agenda dos monárquicos militantes é de facto mais difícil de afirmar nestes tempos de desagregação, empobrecimento, mágoa e revolta que vivemos; quando a demagogia apela à irracionalidade e a uma intolerante agenda igualitária que invoca os instintos mais primários. Tanto mais que o regime monárquico para ser eficaz, exige uma Nação com auto-estima e um Estado com instituições credíveis, factores intrinsecamente orgânicos, porque emergentes do Povo de que procedem. 
A militância Realista é, por tudo o que referi, um trabalho de longo prazo. Uma exigente maratona de persistência, paciência e inteligência. Porque só após edificada a monarquia, reflectida na solidez das instituições democráticas da Nação, faz sentido chamar o Rei.

 

Publicado Sábado no jornal i 

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por João Távora às 16:35

Domingo, 06.10.13

5 de Outubro em Santarém


De resto foi sob total indiferença da mesma Comunicação Social, reuniram-se em Santarém de portas abertas à população, largas centenas portugueses para o XIX Congresso da Causa Real, além dum Congresso fundador da Juventude Monárquica Portuguesa. Coisa insignificante, sabemos bem.

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por João Távora às 20:46

Quinta-feira, 19.09.13

Um país inSeguro

O tom radicalizado assumido por António José Seguro reforça a minha ideia de que o PS envereda por caminhos escusos na sua estratégia de assalto ao poder, que fragilizado, arrisca um dia destes lhe caia ao colo. Se esse discurso de desespero satisfaz o aparelho do partido e as franjas mais à esquerda do seu eleitorado que acredita genuinamente que a ruptura com o Euro é saída válida para a crise, desconfio que a irracionalidade das reivindicações assuste o eleitorado de centro que é aquele que consubstanciaria aos socialistas uma clara vitória eleitoral. De resto, nas actuais circunstâncias o excesso de teatralização no combate político prejudica qualquer uma das partes da contenda: as pessoas da rua não só descrêem em promessas fáceis, como anseiam secretamente o termo deste ambiente de pré guerra civil e por uma solução o menos dolorosa que possível para a crise financeira em que o País mergulhou com o governo Sócrates.

Se a votação nas autárquicas não for um indicador credível desta tese, aguardemos então pelas próximas sondagens para verificar.

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por João Távora às 17:59

Quinta-feira, 12.09.13

Amanhãs que cantam

 

Para memória futura, aqui está um balanço do que nos promete António José Seguro quando for 1º Ministro:

  • Vai repor o IVA da restauração em 13% 
  • Vai revogar a convergência dos sistemas de pensões 
  • Vai repor o Helicóptero de INEM em Macedo de Cavaleiros 
  • Vai rever a organização das freguesias

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por João Távora às 22:44

Segunda-feira, 02.09.13

Temos o que merecemos

Como monárquico parlamentarista, ambiciono um País com instituições sólidas e credíveis, dinâmicas na adaptação aos desafios dos tempos, e resistentes aos conflitos sectários que resultam duma sociedade civil tão vigorosa e interveniente quanto tolerante. Mas tenho para mim que o Portugal de hoje, arruinado e deprimido, é exactamente aquilo de que os portugueses são capazes, e isso é algo frustrante para quem como eu ambiciona muito mais duma Nação com quase novecentos anos.
Ao contrário da maioria dos portugueses, não alinho em messianismos, e estou convicto que a solução para o meu país começa na minha atitude, está na minha casa e no meu trabalho. Ou seja, não é possível resolver o problema de fora para dentro: é uma completa fantasia ter uma economia competitiva, instituições estáveis e condignas, apenas mudando a arquitectura administrativa (coisa em que ninguém está interessado em mexer), sem uma profunda reforma das mentalidades que comece pela assunção por cada português da sua quota responsabilidade, seja pela sua vida, família, condomínio, paróquia, autarquia, clube desportivo, associação recreativa ou partido político. Toda e qualquer teoria ou projecto que não se fundamente neste pressuposto, está votada ao fracasso, e por isso temos aquilo que merecemos. Como referia José Joaquim Lopes Praça, intelectual português do século XIX preceptor dos infantes D. Luís Filipe e D. Manuel, "o génio da liberdade alimenta-se mais dos nossos costumes que do vigor das nossas leis".

Acontece que grosso modo, somos um povo indolente e sentimental, desconfiado e intolerante, pouco atreito à partilha de responsabilidades e aos desafios duma existência quotidiana de normalidade. Vivemos a idealizar um passado heróico e na expectativa da ressurreição dum Salazar ou dum D. Sebastião, cremos em mitos e revoluções, que corrijam todas as infâmias e injustiças… perpetradas pelos “outros”.

Sem jamais desistir com todas as minhas forças de assumir um protagonismo nos destinos da minha Pátria, estou cada vez mais convicto de que vivemos hoje uma realidade nacional atomizada, e que o meu País acaba à porta da minha casa, que o meu Portugal é cada vez mais uma sólida rede de amigos, famílias e de símbolos onde o reconheço plasmado. Uma rede que funciona como uma Arca de Noé onde se preservam princípios e ideais, ou seja, a Esperança. O resto é um território que se parece demais com um condomínio que dividimos e pagamos por mera necessidade e sentido prático. 

 

Publicado originalmente em Olhar Direito, para a série "Pensar o País". A seguir aqui.  

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por João Távora às 00:25




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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