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João Távora


Terça-feira, 12.09.17

Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

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Bruno de Carvalho não devia menosprezar os comentários de gente insuspeita que se têm publicado na comunicação social a propósito da malfadada entrevista que se autoconcedeu na semana passada ao canal do clube durante quase duas horas e meia. Nesta altura do mandato já duvido que servisse para alguma coisa, mas talvez fosse pedagógico obrigar o presidente a ver integralmente a gravação da sua entrevista. Eu não fui capaz, tive de mudar de canal, muito envergonhado, como se fora eu a fazer aquela figura. Este é um assunto que me incomoda verdadeiramente, que mina o meu orgulho no meu Sporting.

Depois, já sob um prisma mais acima de educação e subtileza, pergunto o que autoriza um presidente que manda construir uma estátua junto ao novo pavilhão, a gravar na pedra uma citação de si próprio se não um egocentrismo desmesurado? Terá Bruno Carvalho receio que os seus sucessores não lhe reconheçam a obra? Não teria sido mais honroso que outros o citassem um dia gratos?
Se é inegável que a gestão de Bruno Carvalho tem alcançado entusiasmantes conquistas para o nosso clube, desde logo a valorização dos activos, a competitividade da equipa principal e a consequente mobilização dos adeptos, tal não deveria autorizar a incontinência verbal do presidente que aparenta laivos patológicos, que muito o fragiliza e desacredita, e espero não chegue ao balneário – principalmente aí era importante que se preservasse a autoridade do seu cargo. Para mais, suspeito que com tanto despautério e fanfarronice, a tolerância dos adeptos em face um hipotético fracasso seja zero. Com “amigos” assim, quem precisa de inimigos?

 

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 11:20

Domingo, 06.08.17

Ganhámos um jogo de treino

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É no mínimo preocupante quando uma equipa que tem ambições de vencer o campeonato faz mais de metade do seu primeiro jogo com um adversário que almeja a manutenção, empastelado no meio campo com baixíssima produção atacante, perdida numa experiência de última hora. O Bruno Fernandes no lugar de Podence, desaparecido nos mesmos terrenos de Adrien, foi um enorme equivoco que nos podia ter custado o empate na primeira parte. Com a equipa assim encolhida o futebol leonino claramente só desemperrou já na segunda parte com Podence à solta no último terço do terreno – o miúdo traz velocidade e rebeldia fundamental naquela zona do campo. É preocupante que Jorge Jesus teime em fazer experiências como se não estivesse em competição, mas está-lhe na massa do sangue protagonizar “surpresas” para mostrar que existe, que é ele que manda. Não havia necessidade - está claro para todos que é ele que manda - e podia ter corrido muito mal. 

À parte dessa inquietação, e para além de não termos sofrido golos, é de destacar o extremo esquerdo Acuña, que exibe uma generosidade excepcional a defender, umas ganas bestiais a atacar e um faro de golo raro. Temos Leão para atacar o título. Só espero que não percamos o Gelson Martins.

 

Texto publicado originalmente aqui

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por João Távora às 21:13

Terça-feira, 05.04.16

Do bom gosto

Perfeitamente descabida é a mais recente polémica armada à volta da proibição por parte do Sporting do uso do vermelho pelos seus atletas, pois como é fácil entender, trata-se de uma norma que vem estabelecer o mais elementar bom gosto na estética leonina. Sobre a junção do encarnado ao verde dizia Fernando Pessoa*: “(...)ser contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se (...)”.


* “Da República” Editora Ática, Lisboa, 1978

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por João Távora às 17:39

Terça-feira, 16.02.16

Um d' Os melhores golos do Sporting

Yazalde Sporting - Armazém Leonino - Sporting 197

O golo de que vos venho falar foi marcado em Março de 1974 por Hector Yazalde (Buenos Aires, 29 de Maio de 1946 - Buenos Aires, 18 de Junho de 1997), o primeiro de um desafio que o Sporting viria a perder em Alvalade por 5 – 3 naquele que foi o derby mais antigo de que tenho memória de presenciar ao vivo, para mais acontecido numa gloriosa época em que o Sporting se sagraria campeão nacional. Escolho este porque é da autoria de uma das maiores glórias leoninas de sempre que convém relevar mais e mais vezes contra o esquecimento, mas também pela forma acrobática como foi marcado - ainda hoje o tenho gravado na minha retina. Acontece que o presenciei de uma perspectiva privilegiada sobre a grande área Benfica na primeira parte. Nesse Domingo eu acompanhava o meu Tio Manel excepcionalmente em “Dia de Clube” – ocasião em que todo o público, sócios ou simples adeptos, tinham que adquirir ingresso pago, numa época louca em que no Estádio José de Alvalade cabia sempre mais um espectador. O ambiente resultava electrizante, como que explosivo.
Dizem que golos acrobáticos como este só podem acontecer quando facilitados pela defesa adversária, mas o que é facto é que, sem a facilidade dos dias de hoje de rever uma jogada de vários ângulos repetidamente durante a semana seguinte, eu nunca mais me esqueci daquele cabeceamento em voo planante para projectar a bola para o fundo da baliza de José Henriques - sem dúvida um golo de rara beleza que levantou todo o Estádio em imensa alegria (no vídeo ao minuto 1,24). O jogo, esse, que o Sporting viria a perder, foi para mim uma lição cabal da mística que possui um embate entre os dois vizinhos da 2ª Circular.
Quanto ao saudoso Yazalde que foi meu herói de menino, nessa época viria a conquistar a Bota de Ouro com 46 golos marcados, facto que ainda hoje constitui uma das maiores marcas desse prestigiado troféu europeu.

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por João Távora às 10:22

Quinta-feira, 04.06.15

O bom filho à casa torna

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Desde a surpreendente contratação de Mário Jardel que o Sporting não gerava semelhante impacto mediático. A contratação de Jorge Jesus de que já se falava mas ninguém acreditava constitui uma assombrosa notícia que ecoa das bocas dos portugueses incrédulos pelas ruas, cafés e empregos por esse hiper-mediatizado Portugal profundo que há muito perdeu a  inocência. As notícias que circulam da rede à velocidade da luz para o bolso ou secretária dos portugueses antes de chegarem aos escaparates dos quiosques são mais marcantes pelo espanto que causam do que pela substância que podem espelhar. É a civilização “Jornal do Incrível”. Nesse sentido a transferência dum lado para o outro da 2ª Circular do incontornável personagem nacional Jorge Jesus por Bruno de Carvalho é um golpe de mestre. Se, como tudo indica, o golpe significar uma injecção de capital que potencie a competitividade do plantel leonino. Se, como queremos acreditar, Bruno de Carvalho se souber entender com o novo treinador quando a pressão apertar... Se assim for, na pior das hipóteses, esta história significará simplesmente um estrondoso regresso do filho pródigo.

 

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 18:23

Segunda-feira, 11.08.14

Um prognóstico conservador

Volvidas centenas de contratações factuais e fictícias, profusamente anunciadas e comentadas nos jornais, rádios e televisões, termina por estes dias a estação tola do futebol. Durante mais de um mês os clubes candidatos ao título foram exibindo os seus reforços, quais messias salvadores, promessas de glórias e quimeras. Aos adeptos sequiosos, a cada jogo de treino e torneio estival, sucederam-se desilusões e ilusões, euforias e angustias, sempre alentadas pelo ócio e exageradas pelo calor das férias.

Pela minha parte já estou em condições de fazer um prognóstico, que é naturalmente conservador. Assim, este ano o Porto com novo treinador e uma equipa renovada com o refugo dos espanhóis, apresenta-se como uma incógnita - todos sabemos como os obscuros métodos nas Antas por vezes produzem "milagres". Dos lados de Carnide, conquistada ontem a Supertaça, mesmo partida, a depressão dos lampiões parece amenizada: confirma-se que Jorge Jesus não quer saber da formação, e que, apesar das saídas e dum conjunto mais ou menos remendado, o Benfica deste ano não será nem oito nem oitenta – talvez aquilo bem espremidinho até dê para ganhar alguma coisa nem que seja a Taça Lucílio Baptista.
Finalmente o que mais importa: como comprova a medíocre participação no torneio Teresa Herrera a realidade do Sporting não é para grandes euforias: apesar do modelo de jogo e dos titulares que transitam do ano passado garantirem competitividade, salvo alguma revelação imprevisível, aquilo a que se usa chamar “o banco” não parece garantir qualidade suficiente para o caderno de encargos desta época ao qual acresce a Liga dos Campeões. Esperemos que eu me engane, que o William Carvalho não seja vendido, que o André Martins (falta-lhe "um bocadinho assim") não estoire e que Montero volte aos golos. Vai ser preciso muita garra, superação e alguma sorte para atingir os mínimos pretendidos que em Alvalade é sempre ganhar tudo, no mínimo. Renovado o lugar em Alvalade, pelo sim e pelo não já tomei um duche frio e estou preparado para a nova época – com muitas ganas, mas sem euforias.

 

Publicado originalemente aqui.

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por João Távora às 18:36

Domingo, 10.11.13

Um crer imenso e uma raça indómita

Na equipa do Sporting, um crer imenso e uma raça indómita não chegam para suprir as carências de maturidade. Se é certo que pontua qualidade nalguns jogadores, onde até se vislumbram diamantes em estado bruto, salta à vista que a culpa da derrota de ontem com o Benfica para a Taça de Portugal não foi da arbitragem. Essa desculpa não servirá de entretenimento para todo o período de crescimento que ainda temos que suportar. Sempre com um crer imenso e uma raça indómita. 

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por João Távora às 14:11

Domingo, 01.09.13

Ontem houve festa em Alvalade

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por João Távora às 17:18

Sábado, 06.04.13

Assim não vamos lá, Dr Sampaio

 

Seria triste se não fosse trágico: Daniel Sampaio que com o irmão presidente da república, como outros notáveis do regime há muitos anos rondam os camarotes do poder em Alvalade, aproveita o palco que o seu apelido proporciona para numa lamentável entrevista ao Diário de Notícias fazer a mais baixa intriga política no Sporting.
Mas questiono-me como é possível que uma pessoa supostamente evoluída culturalmente debite pérolas como estas: "O Sporting tem na sua génese uma coisa terrível, ter sido fundado por um visconde". Esta alarvidade atirada à História do meu clube é antes de mais não ter a mínima noção de como no século XIX era tão ou mais vulgar ser Visconde do que hoje Comendador da república, coisa que não tem nada que ver com as origens sociais mas com o reconhecimento do mérito por parte do regime. Esta perspectiva fracturante e divisionista é reafirmada em vários momentos da entrevista do psiquiatra Sampaio, onde no meio de muita lavagem de roupa suja arremessa esta atoarda: “Daqui a um ano posso ter uma má opinião sobre Bruno de Carvalho, mas ele vai ter uma prática diferente. Ele é um homem do povo, não é um marquês. E ainda bem. Estou farto de sportinguistas de consoantes dobradas que deram cabo do clube.” Puro classismo, racismo social, como se as pessoas tivessem responsabilidades nos apelidos que herdam.
Não haverá coisa mais terrível para o Sporting do que fundar o novo capítulo da sua história com uma narrativa de terra queimada, populista, sectária e ressabiada.
Abananados com a profunda crise financeira, o ambiente neste país está cada vez mais insuportável, ressuscitada a luta de classes numa retórica cada vez mais fracturante quase bélica. Um facto lastimável que não gostaria de ver espelhado no meu clube do coração. Como Portugal é de todos os Portugueses, o Sporting é de todos os sportinguistas e nenhum adepto é negligenciável, seja qual for a ideologia que professe ou sobrenome que exiba. 

 

Imagem: José Abrantes - direitos reservados

Publicado originalmente aqui

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por João Távora às 17:43

Terça-feira, 24.07.12

Vítor Damas

Vítor Damas, um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre, nasceu a 8 de Outubro de 1947 em Lisboa e morreu prematuramente aos 55 anos, em Setembro de 2003. Este mítico jogador, senhor de inaudita elegância dentro e fora dos relvados, fez nada mais nada menos do que 444 jogos oficiais em dezanove épocas ao serviço do seu clube do coração. A sua ascensão à titularidade no primeiro escalão do futebol leonino coincide com a minha tomada de consciência “sportinguista”. Acresce que um guarda-redes destaca-se no campo não só porque se equipa de cor diferente, mas porque assume o solitário papel idiossincrático dum homérico contrapoder – cabe-lhe a missão de se transcender de corpo inteiro, incluindo as mãos, na obstrução do maior objectivo dum jogo que se joga com os pés: o golo. Assim se entende como ele é por natureza um cromo tão difícil, definição que encaixa como luvas no mítico guardião leonino.

Talvez seja por isso que, na perspectiva de uma criança, não só o ponta-de-lança mas também o guarda-redes adquiram tanta importância num jogo ainda difícil de interpretar: tratam-se afinal do primeiro e último reduto do exército no campo de batalha. Nesse sentido, tomar consciência do futebol com protagonistas como Yazalde e Vítor Damas foi um privilégio que sustentou o meu sportinguismo. Nas brincadeiras, “ser o Damas” era o privilégio de ser a antítese de Eusébio, o incontestável ídolo da época, que quando um dia lhe perguntaram qual a sua melhor memória do velhinho estádio de Alvalade, em vez de se referir aos seus golos ou vitórias, aludiu a uma extraordinária defesa do Damas ocorrida em 9 de Novembro de 1969 que então ocasionou a vitória ao Sporting por 1-0. Por estas e por outras é que Carlos Pinhão, histórico jornalista de A Bola, descreveu em manchete o mítico guarda-redes leonino como “o Eusébio do Sporting”. Foi sem dúvida um dos melhores guarda-redes portugueses de sempre.

De facto, Vítor Damas distinguia-se entre os postes pela garra, intuição, agilidade e elegância. Mas fora dos relvados diferenciava-se por uma erudição na época invulgar no meio: sabia exprimir-se como poucos colegas, e a determinada altura manteve até uma crónica regular no jornal do Sporting - um traço que para mim fazia toda a diferença. 

Dizem que Damas era irreverente e que tinha "mau perder", que entre os postes era capaz do melhor e do pior de um jogo para o outro. Mas acontece que era um líder da equipa e que do coração sangrava verde e branco até  a última gota. Uma qualidade rara nestes tempos: foi desde menino que orgulhosamente envergou e dignificou a camisola verde e branca, com a qual toda a vida se bateu e com que veio a morrer e tornar-se para toda uma geração um verdadeiro ídolo. Assim, decidiu viver para sempre. Quantos contratos milionários isso não vale, Rui Patrício?

 

Publicado originalmente aqui

 

 

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por João Távora às 17:37

Segunda-feira, 07.11.11

Lampiões e portistas à distância duma dentada

 

O Sporting ontem deu um espectáculo impróprio para cardíacos entre laivos de inspiração e aflitiva tremedeira. Aquela equipa remendada com jovens promessas conseguiu ser a boa notícia neste Portugal que hoje amanheceu resplandecente de sol e azul esperança. 
Um conselho avisado a Carlos Freitas, e não diga que vem daqui: contratem imediatamente aquele jovem cabo-verdiano Djaniny. Arte e genica pura.

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por João Távora às 11:06

Segunda-feira, 14.12.09

Proscrito da bola

 

 

A coisa tornou-se obscena, e numa medida sanitária desliguei do assunto. Mas confesso que gostava de voltar a escrever sobre futebol ainda esta época: é com alguma inveja que anoto como eles se divertem ao fim-de-semana

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por João Távora às 12:16

Segunda-feira, 25.05.09

José Eduardo Bettencourt, Claro!


Este é de facto um ano de eleições decisivas. As do Sporting Clube de Portugal, dada a sua delicada situação financeira, não são excepção: daqui a pouco mais de uma semana, no próximo dia 5 de Junho, os sportinguistas elegerão um novo presidente para o próximo triénio. Será um sufrágio decisivo para um clube cuja sobrevivência e sucesso exige uma nova mentalidade e um travão na apatia e que ameaça instalar-se.


Nesse sentido eu congratulo-me com a candidatura de José Eduardo Bettencourt, personalidade que irradia paixão e entusiasmo ao mesmo tempo que inteligência pragmatismo, uma mistura explosiva que só os gestores de sucesso possuem. Ou seja, este é o candidato no qual eu vou votar, e dele espero uma vigorosa politica de mudança... na continuidade. Acredito que José Eduardo Bettencourt é um daqueles raros lideres a quem o realismo não esmorece a imaginação, a vontade e a coragem. Depois de tanto esforço, dedicação e devoção, é chegada a hora da Glória!

 

Imagem daqui

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por João Távora às 18:16

Segunda-feira, 11.05.09

Uma verde (ade) inconveniente

(...) Uma das coisas menos más quando o Porto é campeão é nós aqui em Lisboa nem os ouvirmos. Parece mesmo que nem houve título. (...) O certo é que, tirando a Avenida dos Aliados e os directos televisivos, ninguém ouve buzinadelas na maior parte do país. E isso é muito bom, acreditem.


A outra coisa muito boa é termos a certeza que o Benfica não ganha nada. (...)


 


Bernardo Pires de Lima no União de Facto -  já na barra lateral.

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por João Távora às 18:11

Quarta-feira, 11.03.09

A face da vergonha


O resultado de 12-1 sofrido pelo Sporting na eliminatória da liga dos campeões contra o Bayern é uma vergonha. Acontece que ontem à noite, motivado às tantas por uma curiosidade mórbida, eu assisti ao desafio até ao final. E sou levado a concluir que para lá da tremenda incompetência e falta de brio revelada pelos jogadores da minha equipa em campo, está um treinador que responsável,  e que não possui mais condições para exercer o cargo. Porque a hecatombe tem que ter consequências: o vexame de Munique tem uma face, um nome, um responsável que se chama Paulo Bento. Esta humilhação jamais poderá ser considerada normal, sob o risco da “aculturação da mediocridade” por um clube supostamente “grande” e de matriz “vitoriosa”: esforço, dedicação, devoção e glória que eu saiba ainda é a sua assinatura!

Até hoje defendi até às últimas a inédita política de estabilidade proclamada por Soares Franco quanto à manutenção equipa técnica. Como pessoa conservadora que sou, considero meritórios tais intentos, mas parece-me que o principio esbarra com este descalabro.

Os pergaminhos do centenário Sporting Clube de Portugal exibem a vitória por 16-1 ao Apoel de Nicósia em 1963 como resultado recordista numa eliminatória europeia. Hoje ninguém nos livra dum novo recorde, uma nódoa indelével na história do clube que não deixará de condicionar a equipe e a sua liderança a curto prazo. Isto, alcançado por uma equipa em desnorte, sem carácter ou liderança: um aviltante desrespeito para com o clube, os seus adeptos, e a sua história.


 


 

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por João Távora às 11:33




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


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