Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

João Távora



Sábado, 18.11.17

Uma questão de decência

Casa Real.jpg

Não entendo a Chefia de Estado Real como constituindo um privilégio, antes pelo contrário. Onde existem dinastias historicamente legitimadas, e não sendo o cargo executivo, não vejo qualquer imoralidade no facto dos reis não serem sufragados pelo voto - vê-se bem por essa Europa afora a sua importância e o sucesso do modelo que persiste e se adapta nos países mais desenvolvidos. Mas é evidente que para a consumação em Portugal deste desígnio, a instauração da monarquia, a democracia tem que imperar organicamente na sociedade, através de uma participação activa das múltiplas comunidades na rés-publica. Esse é o problema: não acho que no meu País a democracia, a sociedade portuguesa e as suas instituições, no actual quadro constitucional, sejam suficientemente representativas e participadas (evoluídas) para acomodar uma Chefia de Estado hereditária. Seria um presente envenenado, um convite à insurreição. Mas isso não me demove um milímetro de me dedicar de corpo e alma à Causa Real para apoio à Casa Real Portuguesa para que ela perdure depois de mim, antes pelo contrário. Por uma questão de decência e... amor à Pátria que é legado dos meus avós.

 

Fotografia: Nuno Albuquerque Gaspar 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por João Távora às 22:48



2 comentários

De Anónimo a 19.11.2017 às 09:40

Bom dia João e muito obrigado
Palavras que contornam intuições, mas também realidades evidentes.
Só numa avaliação desconhecedora da análise dos elevadíssimos custos pessoais, se poderá considerar a aceitação de uma Coroa Real como um privilégio.
As imagens ilusoriamente rutilantes das pessoas reais escondem a renuncia a qualquer veleidade de livre e espontânea liberdade de movimentos e vida privada, pessoal. Alguns de nós conseguem aperceber-se dessa massa acabrunhante de cedências, solidões, renuncias e abdicações por parte de mulheres e homens que poderiam ter vidas mais ou menos cómodas e mais ou menos normais pelos nossos padrões deste século.
Qualquer membro da oligarquia média, muitíssimo abaixo. da imoral e impurifica casta dos verdadeiros magnatas, tem ao seu alcance uma massa crítica de poder efectivo e de todos os privilégios imagináveis, incomparavelmente superior ao daqueles que têm de abdicar da sua liberdade e vida pessoal para cingir essa coisa escravizante que é uma Coroa .
Embora monárquico medular, horrorizar-me-ia ser pessoalmente contemplado com o irónico privilégio de ser obrigado a assumir uma Coroa moderna
Manuel Lamas de Mendonça

De João Távora a 21.11.2017 às 12:21

Sou um pragmático.
Prefiro uma monarquia moderna a nada.
Abraço!

Comentar post




Sobre o autor

João Lancastre e Távora nasceu em Lisboa, que adora. Exilado no Estoril, alienado com política e com os media, é sportinguista de sofrer, monárquico, católico e conservador. No resto é um vencedor: casado, pai de filhos e enteados, é empresário na área da Comunicação e do Marketing. Participando em diversos projectos de intervenção cívica, é dirigente associativo e colabora em vários blogues e projectos comunicação política e cultural.


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Instagram

Instagram

calendário

Novembro 2017

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930