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João Távora

21.Jan.21

Escolas

João Távora
Acho a opção de interrupção cabal das aulas por duas semanas antecipando férias (mais) um grave erro de cálculo do governo. Como demonstram os números no resto da Europa o confinamento não vai baixar muito os números de infecções - o inverno é o tempo delas - pelo que tenderá a ser de duração indefinida. Desconfio que o Estado não tenha o ensino público preparado para as aulas virtuais e que não queira ser comparado com o privado com esse sistema já muito oleado. Precisa (...)
14.Jan.21

Tempo de trevas

João Távora
Das regras de confinamento ontem decretadas pelo governo, a melhor das excepções é sem dúvida a liberdade dada aos nossos jovens e crianças de frequentarem os seus estabelecimentos de ensino. Parecia-me pouco realista e até bastante insalubre do ponto de vista mental fechá-los em casa, restringidos a aulas e contactos sociais virtuais em espaços confinados – é contra natura. Depois, há um equívoco que urge desmontar: as aulas virtuais são um potenciador das desigualdades, (...)
13.Jan.21

Do ultraje à resistência

João Távora
Há 262 anos Portugal ficava mais pobre, mais medíocre, mais pequenino como tantos o gostam de ver. Hoje é dia dos Távora, dia da resistência. Escrevo estas palavras em memória do meu sétimo avô, D. Manuel Rafael de Távora, que sofreu dezanove anos de prisão sem culpa formada, unicamente por ser quem era. Que Deus nos ajude a honrar os mártires que nos precederam.
10.Jan.21

Presidenciais

João Távora
Vale o que vale, não voto em nenhum, mas se quiserem saber, eu até teria muito gosto receber o Marcelo Rebelo de Sousa a jantar cá em casa com os meus filhos à mesa, talheres de prata e tudo. A Ana Gomes jamais concederia tal privilégio, assim como a André Ventura. Esses nem com loiça de plástico. Estando os miúdos na cama e com explicito acordo da minha mulher (não lhe perguntei) talvez concedesse esse privilégio a Tiago Mayan e a Marisa Matias. De resto, os Duques de Bragança (...)
06.Jan.21

Repensar a república em Dia de Reis

João Távora
As eleições presidenciais que terão lugar daqui a poucos dias constituem mais uma oportunidade para os monárquicos dissecarem o nosso sistema semipresidencialista, apontarem as suas fragilidades e contradições e recordarem publicamente outros modelos, vigentes em destinos mais bem-sucedidos que o nosso. O tema também interessa aos simpatizantes realistas que – imbuídos dum cândido pragmatismo - entendem que a sua participação cívica na eleição presidencial é útil numa (...)
31.Dez.20

O ano de São José

Ou o tempo de resgatar o paternidade

João Távora
Em boa hora convocou o Papa Francisco os cristãos para o ano de São José, tendo para tal publicado uma carta apostólica intitulada “Coração de Pai” cuja leitura aconselho. O meu entusiasmo em lê-la foi grande, tanto mais que há muito sou um devoto do pai adoptivo de Jesus. Há muitos anos o meu conselheiro (...)
23.Dez.20

O Natal é quando Deus quiser

João Távora
Há uns séculos atrás, quando a escuridão nas noites dependia dos astros, o sustento dependia das colheitas, a saúde dependia da sorte, a distância dependia do andar, o comércio dependia das tréguas, a luz irradiada pelo Deus Menino em cada Natal era incontestável. Tento imaginar como nesses tempos ancestrais, na noite fria de Natal, se engalanavam os templos iluminados e aquecidos de gente, que eram pólo de encontro das comunidades, um verdadeiro consolo para os nossos (...)
19.Dez.20

Quem é que nos salva deste cíclico vexame?

João Távora
Se as campanhas eleitorais em geral não são um exemplo de seriedade política, as presidenciais em particular descambam demasiadamente para o disparate completo e as atoardas esgrimidas são de bradar aos céus. Uma lamentável comédia que mais se parece com um torneio de wrestling. No final, depois de insultarem a inteligência do eleitorado e vilipendiarem os votantes dos adversários, um deles vai por um ar sério para faze-los crer que é amigo de todos. Reconheço que este não é (...)
14.Dez.20

Fantasias presidencialistas

João Távora
Com tantos monárquicos a apoiarem entusiasticamente um candidato "presidencialista" (aquele da 4a republica) nas próximas eleições presidenciais (um absurdo total), a minha vida nas redes sociais não vai ser fácil nos próximos tempos. Bem me diziam os meus mestres que a prioridade do movimento deveria centrar-se na doutrina e formação política, em vez da cumplicidade com sentimentalismos e fantasias, sabe Deus com que obscuras origens.
11.Dez.20

Por que sou monárquico

João Távora
O historiador Rui Ramos neste artigo, para lá da perspicaz análise da conjuntura política no que concerne os interesses dos socialistas em face às eleições presidenciais, clarifica-se o potencial profundamente fracturante do nosso sistema de Chefia de Estado. Andamos há décadas a brincar com o fogo, que um dia arriscamos a ter todo o sistema (e o país) em ruptura (...)