Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

João Távora

24.Set.21

Dêem uma chance a Lisboa

João Távora
Confesso que acho uma completa falta de noção a auto-satisfação evidenciada pela administração autárquica socialista de Lisboa que já dura há catorze anos. Para lá duma recente e insuficiente reanimação do mercado imobiliário - e consequente reabilitação duma quantidade considerável de edifícios da cidade - que tem como origem a chamada "Lei Cristas" e da recuperação de alguma actividade económica que advém do boom verificado no turismo (um fenómeno iniciado no (...)
12.Set.21

Eleições autárquicas, os monárquicos, e a minha querida cidade de Lisboa *

João Távora
As eleições autárquicas são o pilar fundamental de qualquer democracia evoluída. O poder autárquico e o seu exercício aproximam as pessoas do poder e, ao mesmo tempo, tornam patente a necessidade, eu diria a urgência, da participação de todos na gestão da cidade e na defesa do bem comum. Os concelhos e as freguesias (e antigamente as paróquias) são o nosso chão comum primário, comunidades de pertença fundamental, espaço privilegiado de realização humana, só (...)
05.Set.21

Da adolescentocracia

João Távora
"Aqueles que, entre nós, celebram a desdita americana e afegã são os adversários rancorosos do mundo livre, os neurasténicos das "responsabilidades do Ocidente" para com um mundo arcadiano onde, antes da Europa e da América, saltitava o bom selvagem de Rosseau, saracoteando por vales mimosos com coroas de flores no cabelo. Esses simples já comandam a academia e administram prédicas, em canal aberto, a multidões que se riem dos mistérios da fé, mas que, no fundo, adoram padres, (...)
25.Ago.21

Obra do diabo

João Távora
O mundo nos nossos dias, escravizado às dinâmicas marxistas (chamemos-lhes assim), analisa tudo o que de si emana como se fora sempre reflexo duma disputa de hegemonia entre indivíduos, facções, políticas, culturas, sexos, raças ou etnias. Essa frenética alienação a que estamos escravizados, gera pessoas profundamente revoltadas e infelizes, sentimentos absolutamente contrários àqueles que essa mundivisão promete para um dia de glória vindouro. É contra essa fantasia que (...)
24.Ago.21

Desculpem qualquer coisinha...

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor. Efésios 5:22

João Távora
Eis que subitamente uma onda na praia subiu um pouco mais que o esperado, molhou os pezinhos e desinquietou algumas “celebridades” e “influencers” que logo se viram obrigadas a ir às redes sociais regurgitar a sua profunda ignorância disfarçada de indignação. Isto a propósito da leitura da Carta de São Paulo aos Efésios (...)
29.Jul.21

A minha enxada

João Távora
Enquanto o mundo inteiro andava entretido com prioridades inadiáveis e assuntos de suma-importância, na terça-feira passada quando enviava um orçamento a um cliente, o meu fiel computador portátil já com doze anos de trabalho em cima e algumas letras do teclado desvanecidas, entregava a motherboard ao criador. E eu a pensar que tinha uma vida difícil... privado da minha enxada, vi-me subitamente numa grande aflição - que foi como se me tivessem cortado os dois braços. Claro está (...)
22.Jul.21

Sintra, 1962

João Távora
Gosto muito desta fotografia, julgo eu que tirada pelo meu pai no jardim da nossa casa em Sintra (foi morada de família durante cerca de dois anos antes de irmos em definitivo para Campo de Ourique) cálculo que verão de 1962. Com um ótimo enquadramento, nela figuram a minha saudosa avó Xunxinha, Condessa de Castro, que tanto marcou a minha infância; ao seu colo está o meu irmão José e à esquerda o meu primo homónimo João de Castro, que foi também um belo companheiro de (...)
21.Jul.21

A metáfora dos pilaretes

João Távora
Sou sempre muito crítico com as regras e restrições que me impõem talvez porque fui educado para cumpri-las ao contrário da maioria dos meus compatriotas. A praga dos pilaretes que empestam as nossas cidades, e a de Lisboa em especial, é toda uma metáfora da nossa dificuldade de viver em liberdade. Os portugueses têm uma relação ambígua com as regras, relativizam os princípios que gostam de usar consoante as suas conveniências a cada momento – não, não somos rebeldes, (...)
17.Jul.21

Os bares, as discotecas e o puritanismo impante

João Távora
No início achava que demasiados artistas sobrevalorizavam a importância da dança e entretinha-me com boas canções e poemas desafiantes. Rapazes e raparigas que mal se conheciam a dançarem freneticamente melodias simples com ritmos fortes? Não percebia o interesse. Chegado à adolescência, rapidamente fui convertido a esses rituais rebeldes, tantas vezes mal aceites pelos adultos: de tarde ou de noite, e quantas vezes até de madrugada, dancei até próximo da loucura, em festas (...)