Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

João Távora

14.Abr.21

A brincar com o fogo

João Távora
Parece-me evidente que a comoção nacional da passada sexta-feira não teve expressão clara nos partidos do sistema. Ademais o silêncio de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa quanto às questões levantadas pela decisão instrutória de Ivo Rosa é gritante. O respeito pela independência dos órgãos de soberania que não se dão ao respeito não explica tudo. Para mim que sou um conservador que preza instituições sólidas tudo isso parece-me um grave prenúncio. Que nos (...)
09.Abr.21

Se não vai a bem então vai a mal!

João Távora
Esta manhã escrevi no Facebook que, se Ivo Rosa isentasse José Sócrates de ser julgado por corrupção, tal justificaria uma profunda comoção nacional, constituiria um sério golpe nos alicerces do regime e a completa descredibilização do nosso sistema jurídico. Terei sido demasiado cândido? Não é preciso ser jurista nem ler as milhares de páginas da acusação para ficarmos terrivelmente inquietos com o que permitimos que se passasse nas nossas barbas. A comprovada entrega de (...)
31.Mar.21

As quatro pétalas de rosa

João Távora
Conto publicado pelo meu pai, Luís de Lancastre e Távora na revista Alvorecer, "Revista académica de cultura" do Porto em 1955 quando tinha 18 anos. O local onde o pequeno Tomé se encontrava, o cimo dum pequeno morro, dominava por todos os lados a planície morna, sem contrastes, que se estendia a perder de vista. Só aqui e ali algumas sementeiras de milho, ou (...)
31.Mar.21

Páscoa em liberdade

João Távora
Aqui chegados parece-me evidente que, como aconteceu no ano passado à medida que o bom tempo e calor aumentava, o desconfinamento não está a resultar num aumento de infecções e que a proibição do governo de celebrarmos a Páscoa como pessoas livres resulta num acto de repressão gratuito e inútil - na Alemanha com o número de infectados a subir Angela Merkel viu-se obrigada a recuar nesse intento, que os alemães não são parvos. Tempo de vivermos na clandestinidade, que a vida (...)
27.Mar.21

O meu Avô José

João Távora
Esta é uma fotografia do meu avô José Maria da Piedade de Lancastre e Távora, 9º Marquês de Abrantes algures na Flandres. Nasceu a 27 de Junho de 1887 no palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de St.a Iria - antiga Póvoa de D. Martinho, filho de João Maria da Piedade de Lancastre e Távora e Maria Carlota de Sá Pereira e Meneses. Estudou em Lisboa, no Colégio de Campolide, dos Jesuítas, e depois na Escola Politécnica da Universidade de Lisboa, onde tirou os cursos de (...)
24.Mar.21

Evocação de Luís Abrantes por Maria Velho da Costa

João Távora
Durante cerca de um ano, convivi e trabalhei, quase diariamente, com Luiz de Lancastre e Távora, Luiz de Abrantes, como gostava de assinar e ser conhecido. Aquele outro nome, o de Távora, há séculos que atrai malefícios. No meio profissional, no cívico e no político, era o Marquês de Abrantes, sem altivez onde não lhe a provocassem, mas sem pejo do peso do título, feito nome de guerra. Acho que nos entendemos muito bem porque ele não tinha preconceitos que não pudessem ser (...)
23.Mar.21

Crise, qual crise?

João Távora
Ou muito me engano ou a pesada factura da pandemia que teimámos em querer domesticar não tardará a ser-nos cobrada com pesados juros, na forma das insurreições e abalos políticos que normalmente acompanham os períodos de penúria e desemprego. De resto, curioso é verificar como a radicalização da conflitualidade e a inflação dos extremos políticos aponta para essa tempestade perfeita. De facto, de há uns anos para cá vêm-se acentuando sinais de que as pessoas se cansaram (...)
09.Mar.21

Do passado onde nasci

João Távora
Tenho andado desaparecido destas andanças do blog porque me vi confrontado pelo luto e com a subsequente desmontagem da casa dos meus pais que ainda perdura. Uma operação profundamente emocional, que exige revisitar objectos, armários, gavetas, papéis, fotografias, esqueletos e memórias de tempos passados, sentimentos díspares e contraditórios que só agora me autorizo espiolhar. Em particular, descobrir ou revisitar manuscritos do meu pai remete-me para uma proximidade que, se (...)
05.Mar.21

Casamento dos meus avós Abrantes

João Távora
Esta é uma curiosa fotografia  do casamento dos meus avós Abrantes, José e Maria Emília, na casa da família Ulrich na Cova da Moura a 26 de Fevereiro de 1928. Na farda militar, o meu avô José (9º Marquês de Abrantes) ostenta as condecorações pela sua participação na Grande Guerra, primeiro pela Legião Estrangeira do exercito Belga e posteriormente pelo exército Português graças à amnistia da república aos seus condenados políticos em 1917.  Depois de uma curta (...)
04.Mar.21

Visita ao Palácio do Marquês de Abrantes

João Távora
Coisas de família. Bela síntese narrada pelo historiador Joel Moedas-Miguel sobre o Palácio do Marquês de Abrantes (esta é a designação correcta que acabou por dar nome a rua Direita de Santos o Velho), numa visita ao local onde ainda nasceu e viveu o meu avô paterno quase até 1908 quando foi vendido ao estado francês que já ocupava parcialmente as instalações para (...)