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João Távora

27.Nov.18

A luta de classes deu a volta

João Távora
“Devolvam-nos o caviar” é o titulo do novo livro do João Gomes de Almeida, que reúne as crónicas que ele vem publicando (à borla) no jornal i e Eco. Isto confirma a minha suspeita de que o melhor do João,  que é um belíssimo publicitário, sempre foram os títulos – não desfazendo.  Mas a questão principal é que este título nos remete para uma trágica realidade a que urge a ciência política debruçar-se: aqui chegados o poder político e económico, não está na (...)
20.Nov.18

O grande buraco

João Távora
Quem veja a fotografia aérea da estrada que desabou entre duas explorações de mármore em Borba vê uma amarga metáfora sobre o desleixo nacional e o enorme buraco subjacente. Não é preciso ser engenheiro civil para  perceber que aquela estrada deveria ter sido vedada há muito, que houve incúria da autarquia e ganância na exploração das pedreiras de um lado e do outro da velha estrada. E não, este problema não se restringe às autarquias do Portugal profundo ou (...)
10.Nov.18

Assembleia da "república"

João Távora
O meu austero professor da primária na Escola da Câmara da Rua da Bela Vista (à Lapa), o professor Júlio (que distribuía reguadas épicas aos mais cábulas), quando apanhava os alunos em rebuliço berrava que a sala de aula "não é uma república!" Nesse sentido a assembleia deles em S. Bento não deixa os créditos em mãos alheias. Mais do que corarmos de vergonha alheia com as justificações da deputada Emília Cerqueira no confrangedor caso das falsas presenças em plenário de (...)
31.Out.18

A Nobreza de Portugal

João Távora
Foi já há alguns meses que me dispus a apoiar a Catarina Guerreiro  na sua intenção de escrever um artigo sobre a nobreza em Portugal nos nossos dias e não me arrependi: tirando as manchetes que pretendem causar sensação ao público com alguns clichés (que há sempre alguém disposto a confirmá-los) o artigo (é só um artigo para uma revista generalista, não um ensaio cientifico) está bastante bem concebido e o texto denota a seriedade da abordagem da jornalista. Claro que é (...)
25.Out.18

As minhas causas

João Távora
Perguntam-me como, confrontado com a "realidade", não desisto. A tentação da descrença é grande. Ajuda-me o facto de, como cristão, não estar autorizado a isso. E os meus filhos, o mais pequeno com 11 anos, cujos olhos brilham como os meus um dia brilharam de espanto e esperança. E depois, repare-se como a razoabilidade, o compromisso e o bom-senso estão tão mal cotados por estes dias. Porque é mais cómoda a ingenuidade cândida ou o catastrofismo cínico: tudo isso nos isenta (...)
19.Out.18

De pequenino que se torce o pepino

João Távora
Sobre a discussão do beijo coercivo dos netos aos avós levantada por um descabelado participante do programa Prós e Contras que eu faço empenho em não ver mas cuja intervenção me chegou pelas redes sociais, tenho a dizer que, tirando casos extremos, cada um educa os seus filhos como achar melhor, na certeza de que dessas opções um dia haverá consequências e contas a saldar. Os cientistas sociais que se metam na sua vida.Mas visto que o tema, para lá dos insultos que gerou de um (...)
18.Out.18

Dia de greve

João Távora
Para a minha filha se deslocar diariamente do Estoril para a Cidade Universitária pago um passe de estudante de 54,00€ de comboio e metro. Hoje por causa da greve ela teve que adquirir um cartão "Zapping" (estranho nome estrangeiro) para apanhar o autocarro em Alcântara. Lá se foi o desconto prometido do Costa e receio que não tenha chegado a horas à faculdade. Isto para dizer que não nos podemos deixar enlear nos artifícios socialistas e prescindir de atender à raiz dos nossos (...)
08.Out.18

Eleições e comunicação

João Távora
É público como Bolsonaro foi segregado pelos media tradicionais e desprezado pelos politólogos, peritos e de mais elites que tomam conta dos media brasileiros, de como os seus opositores, apoiados nas televisões e jornais de referência, acabaram por cair na asneira de transformar as eleições presidenciais no Brasil num plebiscito ao personagem que de tanta depreciação acabou por alcançar 47% do eleitorado à primeira volta. Foi assim que Trump conquistou a Casa Branca. (...)