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João Távora

23.Mai.19

No prelo

João Távora
A fazer 10 anos no próximo mês de Outubro, está pronto para ir para a gráfica mais um número do Correio Real, e não posso esconder a emoção que vivo sempre que isto acontece - já lá vão 19 edições. Estabelecido o plano editorial há já algum tempo, foram as últimas 4 semanas as mais agitadas, a trabalhar com a Madalena Gagliardini Graça na paginação e grafismo, com o Nuno De Albuquerque Gaspar na escolha (...)
21.Mai.19

Fazer das tripas coração

João Távora
Não tenhamos dúvidas de que a melhor resposta à perturbadora conjuntura que vivemos é a da participação cívica. Assumindo-me como um democrata céptico à maneira do pensador e historiador Alexis de Tocqueville (1805 — 1859), cujo avô foi guilhotinado na torrente sanguinária da revolução francesa a que os seus pais escaparam por pouco graças à queda de Robespierre, estou convicto de que o melhor antídoto contra as demandas populistas e revolucionárias é uma sociedade (...)
16.Mai.19

Tanta lata, para que te quero?

João Távora
Parece que a Nação encontrou finalmente em Joe Berardo um bode expiatório que personifica todo o descaramento e impunidade (a celebrada ética republicana) que o regime vem acalentando e que estamos condenados a pagar com juros por várias gerações. Talvez isso fosse realmente instrutivo se a indignação levasse a uma profunda revisão por quem de direito dos critérios de atribuição de comendas e demais lataria que outros impostores exibem ao peito. Bonito, bonito, era que a (...)
15.Mai.19

O dia em que o rei faz anos

João Távora
Feliz coincidência é o Chefe da Casa Real Portuguesa ter nascido a 15 de Maio, data em que veio a ser instituído o Dia Internacional da Família, uma efeméride que ganha importância num tempo de desagregação e decadência deste testado modelo de organização social que os Duques de Bragança tão bem dignificam. Ao Senhor Dom Duarte de Bragança aqui presto a minha homenagem e profunda (...)
14.Mai.19

Onde é que andamos com a cabeça?

João Távora
Sinceramente estou convencido de que políticamente combater a propaganda homossexual é tempo e energias perdidas, só serve à vitimização dos visados. Sou do tempo em que foi necessário enfrentar o preconceito e promover a tolerância na sociedade portuguesa. No final dos anos 70 com o entusiasmo natural da juventude ajudei a organizar no CNC de Helena Vaz da Silva umas jornadas sobre o tema, com exposições e conferências - orgulho-me disso. Acontece que o tema chegou estafado e (...)
27.Abr.19

Os espanholistas

João Távora
  Tenho muitas dúvidas de que o Vox possa ser considerado de extrema direita, que tradicionalmente é contra a democracia liberal e representativa: parece-me antes o outro lado do espelho dos nacionalismos separatistas e dos devaneios fracturantes da extrema-esquerda em Espanha. Quando muito é populista, mas quanto a isso, aquele partido que não cede a essa tentação em campanha eleitoral que atire a primeira pedra. Um partido como o Vox no mínimo tem a virtude de reposicionar a (...)
25.Abr.19

O dia da Liberdade

João Távora
O 25 de Abril de 1974 cujo aniversário curiosamente este ano se celebra numa madrugada de quarta para quinta-feira como há quarenta e cinco anos, teve seguramente um grande impacto na minha vida, ao despertar-me aos doze anos para o valor primordial da Liberdade. Até àquela idade eu não tinha a mais pálida noção da realidade política em que vivia, a não ser uma vaga ideia de que vivíamos numa república e que isso não era muito dignificante. Nos dias seguintes à revolução, (...)
20.Abr.19

Os valores ocidentais, graças a Deus

João Távora
Com os votos de uma Santa Páscoa, aqui partilhamos a tradução do fabuloso artigo "Thank God for western values" de Tom Holland publicado no último número da revista The Spectactor, sobre o impacto do cristianismo e do escândalo da crucificação de Jesus na matriz do pensamento ocidental.    Esta Semana Santa tem sido pródiga em declarações de esperança de que a catedral de Notre Dame pode ser ressuscitada. É esta a lição da Páscoa: que a vida pode surgir da morte. Ao (...)
05.Abr.19

Triste sina

João Távora
O que nos deveria fazer pensar é como é que eles (os progressistas) fizeram uma guerra civil que arruinou o país (com a destruição das estruturas do Antigo Regime) para nos imporem uma constituição à francesa; depois assassinaram cobardemente o nosso rei e o príncipe herdeiro para nos impingirem uma tirânica república... para andarmos cem anos depois a discutir a endogamia e o nepotismo nos cargos públicos. Às vezes sinto que ser português é um castigo.