Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

João Távora

17.Jan.26

Reflexão

João Távora
Confrontado ontem pelo meu filho mais novo que no último ano se estreou a votar, procurando conselho para as eleições presidenciais de domingo e suas especificidades, acabei fazendo com a ajuda da minha mulher, uma análise na medida do possível isenta das opções em jogo. Tendo começado por referir a minha posição de princípio em relação ao regime de chefia de Estado a vigorar em Portugal, que ele bem conhece, chegámos à conclusão de que, os 4 candidatos com hipóteses de (...)
13.Jan.26

Temos aquilo que merecemos (já vos tinha dito)

João Távora
"Sabemos, por instinto, que isto não chega. Que é preciso haver alguém. Um agente. Um procurador. Alguém que, em nome do “nós”, esteja diante dos outros. Um “nós” feito dos que estão vivos, dos que estão mortos e dos que ainda estão para vir. Exactamente onde todo o acto político devia começar. Na obrigação para com quem não pode responder.Antigamente isso resolvia-se de forma simples. Havia um Rei. Morria o Rei, vinha o filho. Como antes dele viera o pai. Assunto (...)
09.Jan.26

Uma sustentável leveza de ser

João Távora
A reflexão que aqui partilho tem origem nos comentários de uma miúda teenager, neta (!) de uns amigos meus, que recentemente num jantar em casa dos seus avós me confidenciou gostar muito do programa “Irritações” da SIC Radical. Confesso que fiquei estupefacto: no meio de tantas Apps, TikToks, Reels e quejandos que fazem qualquer adulto sentir-se analfabeto digital, eis que uma jovem opta por ficar em casa a ver um programa de televisão — e logo um “Seated standup talk (...)
08.Jan.26

Finis Laus Deo

João Távora
O tempo de Natal da Igreja Católica só termina no próximo Domingo, mas o rasto das festas já vai desaparecendo do nosso quotidiano. Diz a tradição que, 6 de Janeiro dia de Reis é referência para as famílias desmontarem os presépios e os enfeites natalícios, uma coisa bem pensada para que, no início do próximo Advento, lá para o mês de Dezembro, a instalação com renovada criatividade cause algum impacto e comoção, anunciando a chegada do Salvador. Cá por casa, ainda com (...)
31.Dez.25

Balanço de 2025: Entre Brumas, Salamandras e o Bicampeonato

João Távora
Chegámos ao fim de mais um ano — não sei bem como, mas cá estamos, firmes, vacilantes e com uma resistência à política nacional, assunto que em tempos não muito longínquos me apaixonou, digna de super-herói esfarrapado. A sensação de que, quase ao fim de uma vida, pouco ou nada muda, a noção da repetição dos casos e temas irresolúveis, é uma canseira.  A conflitualidade acirrada e o insulto gratuito, antes apanágio dos marginais, democratizou-se. Se o campeonato fosse (...)
19.Dez.25

Frouxo é a tua tia

João Távora
Circula pelas redes sociais um ‘post’ do Chega em que o André Ventura afirma em letras garrafais (e podia ser de outro modo?) que “Cancelar as fotos ou as luzes de Natal para ser ‘inclusivo’ com os imigrantes de outras regiões é um disparate e uma traição à nossa identidade.” Pois, definitivamente os imigrantes não gostam nada de luzinhas, e menos ainda de fotos, esse símbolo da decadência ocidental. Ocidente esse que enche as suas praças e avenidas de 'luzinhas' a (...)
10.Dez.25

A importância do Presépio

João Távora
Lisboa, com as suas ruas iluminadas e praças enfeitadas, revela nesta época natalícia o pulsar de uma tradição muito portuguesa. Afinal os símbolos do Natal cristão, espalhados pela cidade, não são apenas decorações; são gestos de hospitalidade e convites ao encontro. Como anunciaram os anjos aos pastores em Belém: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade (Lucas 2:14). Por isso é urgente e decisiva a afirmação dos símbolos cristãos na nossa (...)
05.Dez.25

Um desastre anunciado

João Távora
Portugal atravessa uma transformação silenciosa e profunda que nos deveria inquietar a todos: o envelhecimento acelerado da sua população. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, em 2024, cerca de 23% dos portugueses tinha mais de 65 anos, colocando o país entre os mais envelhecidos da Europa. Este fenómeno não se limita a números; traduz-se numa mudança estrutural na forma como vivemos, cuidamos e nos relacionamos nas comunidades urbanas e rurais. A família (...)
25.Nov.25

Viver na normalidade

João Távora
Penso que pouca gente razoável não se congratula com os acontecimentos de há 50 anos, que travaram uma tomada de poder à força pela esquerda do PCP e de outros credos mais finos, e deram início a uma lenta ocidentalização da nossa democracia. Muitas duras batalhas foram travadas até chegarmos perto de alguma normalidade, aí nos anos oitenta, com a revisão da Constituição e a integração europeia. Mário Soares era ufano desse trajecto patriótico, já Sá Carneiro e Amaro (...)