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João Távora

O resgate da Esmeralda

Há um determinado tipo de notícias às quais reajo instintivamente com uma epidérmica rejeição: impelem-me a mudar de canal, saltar de página ou desligar o rádio. Aqui enumero algumas - que por mais que reflicta não lhes reconheço um claro traço comum, a não ser o seu cariz folhetinesco e um amargo sentimento de impotência a que me submetem: os incêndios de verão, alimentos sob suspeita, alarme de epidemias e... “o caso Esmeralda”.

Sobre este assunto – uma trágica e irresolúvel telenovela -  num autêntico acto sacrificial, hoje li um episódio do drama aqui. Sem querer ser desmancha prazeres, assumo que não tenho partido nesta questão, e como Pinto Monteiro suspeito que na ausência de uma salomónica resolução, a contenda só se resolverá quando a miúda fizer dezoito anos. Entretanto, parece-me do mais basilar bom senso que as partes envolvidas, pais biológicos e afectivos, saibam colocar os seus interesses para segundo plano, desintoxicando o mais que for possível a vida afectiva da miúda, atitude difícil que lhes exige um alto grau da mais pura generosidade. Só assim se poderá evitar a multiplicação dos danos colaterais originados pela intricada série de equívocos de que nenhuma das partes sai inocente.

Como sempre, em todas as questões sociais e humanas, a solução mais fecunda encontra-se na atitude e na força vontade das pessoas intervenientes.

Remato este modesto texto com uma frase fulcral retirada da mensagem de Natal do Papa Bento XVI: Se cada um pensar só nos próprios interesses, o mundo não poderá senão caminhar para a ruína.

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