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João Távora

Sem perdão

AINDA A PROPÓSITO DOS 100 ANOS DO REGICÍDIO

A efeméride dos 100 anos do regicídio veio e foi, e ficaram muitas coisas por dizer, por explorar, analisar e escarafunchar.
(...)
Mas enquanto ainda há lembrança e curiosidade, a exibição, na Cinemateca, da reportagem cinematográfica anónima Funeraes do Rei D. Carlos e Príncipe Herdeiro, a abrir o ciclo 'Regicídios', deixou-me curioso sobre se haveria registos sonoros do nosso penúltimo monarca. Como seria a sua voz? Como falaria D. Carlos? Perguntei a um amigo que sabe destas coisas de arquivos. Segundo ele, havia na antiga Emissora Nacional gravações da voz de D. Carlos. Foram destruídas depois do 25 de Abril, juntamente com muitas horas de programas. E assim se mata um rei duas vezes: primeiro em pessoa, depois em memória sonora.
(...)
Mais do que qualquer outro livro, o que eu gostaria mesmo de ter lido sobre o regicídio era o processo do dito, misteriosamente "desaparecido" depois do golpe de Estado republicano de 5 de Outubro de 1910, e agora tema de um dos livros lançados pelos 100 anos do 1 de Fevereiro, a obra colectiva Dossier Regicídio - O Processo Desaparecido. Duvido muito que uma das iniciativas da comemoração dos 100 anos do início do regabofe republicano, daqui a 2 anos, seja a edição em livro do mesmo. Mais depressa se saberá tudo sobre Camarate do que sobre os bastidores do regicídio. A começar pelo que é feito do processo.


Eurico de Barros DN – Na integra, aqui.

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