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João Távora

Um olhar sobre a 9ª arte II

Com alguma dificuldade, muito matutei para eleger com gratidão os cinco personagens de Banda Desenhada que mais me marcaram a existência. Uma forma de homenagem ao seus autores que tantas horas de prazer me proporcionaram. E espero que um incentivo e algumas pistas a quantos não conheceram o prazer de vibrar com as histórias e aventuras destes “seres” quase vivos.
Em primeiro lugar, estará sempre o Tintim de Hergé. Meu companheiro de infância, de sonhos e brincadeiras. Do pequeno e inocente Tintim do Ídolo da Orelha Quebrada, passando pelo sofisticado Tintim do Carvão no Porão e acabando no adulto e contemporâneo Tintim do Voo 714 para Sydney.
Em segundo lugar o meu grande herói do Oeste, o insolente cowboy Lucky Luke de Morris & Goscinny. Realço o humor desregrado e delirante de Goscinny, também autor dos incontornáveis Petit Nicholas e Asterix.
Em terceiro lugar o meu pessoal e íntimo amigo de infância Spirou, o “grumete” de hotel. De Franquim. Não me esqueço do seu amigo Fantasio, que para mim representa o plausível leitor, companheiro do herói, sempre falível, leal e bem intencionado. E o fabuloso Marsupilami. Um animal que Deus teria por certo Ele próprio criado se não tivesse mais que fazer e criar, tudo naquela semana decisiva.
Em quarto lugar, mais crescidinho, apaixonei-me pelas aventuras de Olivier Rameau e Colombe Tiredaile de Greg. Nomeadamente por Colombe. Os meus infantis e primeiros passos conscientes na dimensão libidinosa da vida. E aqueles pequenos e malandrecos falos peludos os Pouyoutouffus… e o horroroso pássaro gigante com uma máquina de barbear na ponta do bico… lembram-se?
Em quinto lugar o anti-herói da minha pré-adolescência… Spirit de Will Eisener. O enigmático detective de Central City. Em quantas das suas aventuras este herói começa a acção entre caixotes do lixo vítima de uma brutal "coça"? A negritude dos anos 70 no seu melhor. Uma paixão.
É injusto não me referir a muitos outros personagens que marcaram as solitárias e íntimas horas de leitura da minha infância. Por isso vou mencionar os meus Príncipe Valente de Hal Foster e Homem Aranha de Stan Lee. Bom, mas já que estes são registos tão pessoais porque não hei-de falar do Cuto, de Jesus Blasco?

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