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João Távora

D. José Policarpo

Vai para aí um chinfrim danado à volta das declarações de D. José Policarpo ontem à noite numa tertúlia na Figueira da Foz. Tudo isso porque o Cardeal Patriarca, politicamente incorrecto, terá alertado os jovens presentes para as trágicas dificuldades de conciliação dum casamento entre um cristão e um muçulmano. Insinuado pela comunicação social como um discurso intolerante, parece-me que o Cardeal patriarca foi sensato naquilo que disse: a sua mensagem dirigia-se aos cristãos, no entendimento do casamento como uma opção responsável e consequente. E porque viver a religião não é o mesmo do que pertencer a um clube de futebol: ser cristão pode ser  muito mais do que uma tradição, pode constituir uma adesão profunda e estruturante da pessoa. Assim sendo, não me parece difícil adivinhar o sarilho que tal casamento significaria para os que vivem a pratica religiosa num esforço de coerência - de um lado ou do outro. De resto, nem quero aprofundar as presumíveis dificuldades de integração pelo casamento dum cristão na religião/cultura muçulmana, para mais se for mulher.


A indispensável tolerância e diálogo inter-religioso não pode significar a diluição de convicções ou princípios. Como o do livre arbítrio, um dos pilares básicos do cristianismo, inspirador da civilização europeia. 

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