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João Távora

Sobre "O Amor"

A propósito da minha dominical citação dos evangelhos de ontem versando o mais crítico e decisivo mandamento de Cristo, recebemos na caixa de comentários várias “bocas” mais ou menos anónimas, entre elas esta belíssima intervenção de Joshua:

O amor hoje é um conceito esvaziado: está demasiado associado ao prazer para representar a mais elevada forma de olhar cada ser humano com que nos cruzemos, nele reconhecendo a dignidade de criatura e de filho amado de Deus assim como sede de uma Promessa de eterna comunhão na glória n'Ele.
O amor é hoje uma subtileza rara e um conceito conspurcado: implica a arte de ser pequeno, autêntico e simples, mas funciona segundo uma lógica de paladar, tacto, consumo, desaparecendo nele a dimensão de generosa festa serena feita de encontro e densa integridade.
Remontar à pureza dos conceitos faz-me sonhar com banhos de Latim, Grego e Aramaico, para que as distinções se façam e se descubra a frescura de palavras como estas citadas, tão cruciais, e no entanto aparentemente banalizáveis com as cunhagens modernas superficiais.
Abominar a tirania, a violência, a oprimência seja em que contexto for já será um bom começo para o que nos devemos uns aos outros.

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