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João Távora

Alta competição (2)

Desculpe-me o Pedro mas não resisti a "postar" mais estes clichés (verdadeiros):

- As mulheres cruzam-se na rua e, implacáveis, “tiram-se as medidas”, mutuamente.
- Depois, de relance, olham para o companheiro da “concorrência” como quem avalia um artefacto da moda.
- As mulheres insistem numa opinião do parceiro sobre a indumentária a utilizar e, mais que certo, tomam (desconfiadas) a decisão contrária.
- Depois provavelmente vão passar o resto da noite inseguras, acusando-nos de não sermos mais afirmativos.
São bonitas assim.

Leituras na bagagem

Aproximam-se as férias e como é natural vou poder dedicar mais tempo às minhas leituras. E mais: já tenho algumas aquisições reservadas para o efeito, pois este fim-de-semana “perdi a cabeça” na FNAC. Assim, vou levar na bagagem para Milfontes a biografia do Eça de Queiroz, de Maria Filomena Mónica, o Pequeno Livro do Grande Terramoto, de Rui Tavares, a biografia de Henrique Paiva Couceiro de Vasco Pulido Valente e - last, but not least - finalmente vou actualizar a saga do Harry Potter com a leitura do último Harry Potter e o Príncipe Misterioso. Este último, o Francisco empresta-me.
Vai ser de arromba. Além disso, em Agosto, há sempre uma feira do livro bastante simpática em Milfontes onde nos podemos reabastecer de “mantimentos literários”.

Sobre a guerra e sobre os “trapos”

Antes de mais quero dizer que as guerras envergonham-me profundamente.
A fotografia que o NSL publica em baixo é de uma crueldade dilacerante. Mas que a culpa seja dos “trapos” parece-me demasiadamente simples.
Não será que “os trapos” (e toda a organização do estado moderno) servem antes de mais para nos ajudar a defender de nós próprios, da nossa incontornável ganância pelo poder e fascínio suicidário pelo “trágico”?
A mim parece-me que toda a guerra começa em cada um de nós. Na nossa casa, no nosso trabalho, no nosso bairro… São estes os “campos de batalha” onde podemos encontrar, e evitar as nossas primeiras vítimas.
Quanto ao resto, também tenho as minhas utopias, e quero afirmar aqui que, apesar de tudo, acredito num homem melhor, pela força da educação, da justiça e da mensagem de Jesus Cristo.

E quando "o defeso" acabar…

Ontem à noite decorreu o sorteio para o calendário 2006/2007 do inominável campeonato da “Liga bwin” (eu vou continuar a chamar-lhe “o campeonato”).
Mas os resultados desse sorteio merecem-me desde já um comentário: os lampiões vão passar grande parte do torneio a “comer” os restos que o Sporting deixar. Aconteceu há uns anos com o Boavista, que jogava com a equipa que se tinha esfalfado a jogar com o Sporting na jornada anterior. Se bem me lembro até fomos campeões. Mesmo em desvantagem. A temporada promete. Por agora vou continuar a gozar placidamente o meu “defeso”. Até 27 de Agosto, data da primeira jornada, com um Sporting-Boavista. Já tenho lugar marcado!

P.S. - Seja bem vinda a Inês. Que lhe dê "com força no teclado".

Três meses depois (crónica)

A pior agressão que um anonymous me pode infringir, com as suas dentuças aguçadas (a expressão é do João Villalobos) é afirmar que o assunto de um meu post seja “irrelevante ou desinteressante”. Sempre tive “pele fininha” como a do Duarte, e desde cedo que me convenci que tenho coisas interessantes para dizer às pessoas.
Na escola brincava com as “redacções” e não me dava mal. Cresci indisciplinadamente e, ao sabor do “PREC” e de tantos excessos, não forcei o meu rumo académico. Até que fui expulso do Pedro Nunes já no final de carreira liceal. Então decidi aprender uma profissão de futuro. A hotelaria.
E a escrita? Tudo se ficava pelas leituras. Tantas histórias e correntes.
Nos anos 80 era fã do Independente do MEC e recepcionista em algum destino de sonho ao sul de Portugal. Na hotelaria, profissão que exerço desde os meus 19 anos, nunca se quis saber dos meus saberes, das páginas lidas e das minhas histórias. Da minha Ângela Carter, Garcia Marquez ou de Barrilaro Ruas e do seu Integralismo Lusitano. Muito menos da "mais bela bandeira do mundo" (com a Coroa Real em azul e branco). Na hotelaria imperam as “room-nights”, os “over-bookings”, os “couverts” os rácios e o GOP (gross operation profit).
Finalmente nos anos noventa, uma oportunidade, uma luz, um "nicho" para mim: o “marketing e a comunicação” chegam finalmente aos hotéis. Comunicar o produto, articular e hierarquizar a mensagem para o cliente final. Com o advento da Internet os hotéis e as pequenas cadeias têm finalmente a oportunidade de “falar”, de “vender”, de “comunicar” com o cliente final (no jornalismo e na literatura chama-se o público). A fotografia, o texto, as “reserva on line”, em todo o mundo, em qualquer lugar, sem necessidade de operadores e brochuras internacionais. Desde há uns anos que já importa a escrita, a imagem e a comunicação na hotelaria e no turismo. É aí, nessa tarefa, que a minha pequena equipa e eu nos afirmamos hoje, numa conhecida cadeia de hotéis. Manipulamos a palavra e a imagem e vendemos sonhos. Compomos as páginas e as newsletters, temáticas ou sazonais e potenciamos as “page views” para centenas de milhares de anonymous potenciais clientes.
Agora esta coisa da blogosfera foi uma descoberta que me tem entusiasmado. Lançar para o “ar” umas bocas, as minhas “fés”, os meus gostos e dizer bem dos meus amigos e amores... Não tenho a pressão dos objectivos, orçamentos e resultados. Tenho só as dentuças dos anonymous - às quais não me habituo facilmente... mas lá chegarei.
Tenho a liberdade de escrever por exemplo esta "sopa de letras". De falar de mim e de escrever para alguém, sobre tudo e sobre nada, para os meus amigos e inimigos, e o privilégio de ombrear com o Luís Naves, o Francisco, o José Carlos, o Pedro, o João, o Leonardo, o Nuno, o Rodrigo, às vezes com a Isabel, com o Duarte, que me convidou, e vamos lá ver com mais quem aí venha. De Esquerda e de Direita (quem mais?!). Mesmo republicanos, coisa rara nos dias de hoje. Muito obrigado a todos!

A verdadeira face do Dalai Lima

Faltava-me este acto de justiça: divulgar a verdadeira "face por detrás da face" do Dalai Lima, cujos pensamentos humorísticos tenho publicado pontualmente aqui no Corta Fitas.
O Dalai é o alter ego de Jorge Lima, 45 anos, natural de Coimbra. Este rapaz da "minha criação", é engenheiro químico não praticante, publicitário renegado, tradutor@home, católico convicto, conservador, e cada vez mais céptico relativamente aos netos dos egrégios avós lusitanos. Tendo publicado algumas BDs nas faculdades, afirma ter ganho o gosto ao trocadilho nas lides de copywriter de publicidade.
Considera-se marxista – especialmente quando estou groucho – e é fã doentio dos Monty Python, Rowan Atkinson e Woody Allen.
As máximas do Dalai (que envia duas por dia, via e-mail, para uma lista de privilegiados subscritores) são, segundo o próprio, a sua forma de exorcizar este país que nunca teve muita graça, e no qual as melhores piadas são normalmente as das corujas.
Jorge Lima estabeleceu como auge da carreira mandar um Pensamento que titile de tal modo na sua mailing list, que leve os subscritores a pedir compulsivamente, e em simultâneo, um “Por favor retire-me da lista”.
Como há dois meses referi aqui num "post", Jorge Lima publicou a sua primeira compilação de Pensamentos do Dalai Lima sob a chancela da editora Bizâncio.
Que continuem pontuais, acesos e atrevidos os "pensamentos" do Jorge Lama, - perdão! -Dalai Lima para todas as manhãs alegrarem o meu inbox!

O ópio do povo (40)


Uma pequena e mesquinha satisfação:


- Figo terminou as suas prestações pela Selecção Nacional, com um cruzamento mestre, telecomandado, como ele nos habituou ao longo de uma carreira de génio.

- Zinedine Zidane não.