Rosa Choque

Esta é um pouco homofóbica mas para o efeito pretendido serve.
Recebida por correio electrónico, de fonte anónima
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O Instituto de Socorros a Náufragos foi fundado e presidido por Sua Majestade a Rainha Dona Amélia por Carta de Lei de 21 de Abril de 1892. Ficou célebre a intervenção da Rainha num emocionante e bem sucedido salvamento de um pescador na praia do peixe em Cascais.
Quando me falam em “grandes carreiras”, lembro-me logo daquela que foi a principal da minha vida. Refiro-me à do autocarro nº 9, de Campo d’ Ourique ao Bairro Madre de Deus e vice versa. Quando os meus pais se instalaram em Campo d’ Ourique, tinha eu 3 anos, foi inicialmente num prédio de gaveto a dar para a Manuel da Maia, por onde aqueles monstros verdes de dois andares iniciavam o seu percurso para a Avenida da Liberdade, Baixa, e enfim, para mais longe onde a minha imaginação não chegava ainda. Nas minhas memórias mais remotas, lembro-me de, com o meu irmão, nos sentarmos divertidos à janela daquele 1º andar a esperar a passagem dos autocarros mesmo ali em frente onde faziam a primeira paragem do percurso. O seu ronco era inconfundível. Na verdade, o fascínio estava na publicidade disposta entre as duas fileiras de janelas, e o anúncio do chocolate em pó Toddy era para nós o mais atractivo. Enquanto nos entretínhamos assim, não fazíamos grandes estragos.
àquele percurso. Às tantas eram nada menos que uma extensão do meu território, do qual conhecia todos os cheiros, ruídos e... perspectivas.
Está uma pequena nota na capa do DN de hoje, deve ser vulgaríssimo, mas eu acho absolutamente extraordinário: com o beneplácito da lei, os dois principais candidatos à presidência da Câmara Municipal de Lisboa não vivem na cidade e são eleitores de outros municípios. Sim, eu sei que o pormenor se resolve marrando uma pilha de “dossiers”. Ou melhor, manda-se marrar, que é para isso que se têm assessores. E acho tão estranho o povo aceitar passivamente este nonsense. Se calhar é porque os dois forasteiros comungam a anódina pronúncia lisboeta, e assim até passam bem. Ou então é porque o pessoal já se está definitivamente nas tintas para a coisa cívica e para outros sonantes lugares-comuns do regime. O circo já não colhe, e no próximo dia 15 vai tudo mas é para a praia ver as vistas.