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João Távora

Mensagem de D. Duarte de Bragança ao País


Aqui publicamos a mensagem de D. Duarte de Bragança, chefe da Casa Real Portuguesa e presidente de honra do Instituto da Democracia Portuguesa, proferida hoje, por ocasião do encerramento do I Congresso Marquês Sá da Bandeira em Lisboa:


 


PERGUNTAS À DEMOCRACIA


D. Duarte de Bragança


 


Tem vindo a crescer em Portugal um sentimento de insegurança quanto ao futuro, sentimento avolumado por uma crise internacional, económica e social, de proporções ainda não experimentadas pela maioria dos portugueses. São momentos em que importa colocar perguntas à Democracia que desejamos.


 


Admitindo-se que a situação concreta é grave, torna-se necessário encará-la de frente, antevendo todos os aspectos em que os portugueses experimentam dificuldades.


Os tempos de crise vão-nos trazer privações mas também vêm exigir reflexão. Este é o momento de olharmos para o que somos.


 





 

Já são trinta e três

Onde Vital Moreira é forte - passado político, currículo académico, envergadura intelectual - Marcelo Rebelo de Sousa supera com brio as suas credenciais. E onde o candidato socialista é mais frágil - um anti-clericalismo estrito, uma postura de subserviência face ao poder, e um fraco desempenho como comunicador - Marcelo Rebelo de Sousa marca o contraste pela positiva.


 


Texto da petição online Apelo à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa às Europeias 2009 via João Villalobos Corta-fitas

O medo e a indignidade


Nino vieira foi morto à bomba pelo exército da Guiné-Bissau. A antiga colónia portuguesa, um país inviável  tornado num entreposto de droga, fica, convenientemente, muito longe daqui, muito longe das nossas consciências acomodadas. Parece-me salutar relembrar que a democracia no nosso país foi construída sobre o sangue e a tragedia duma descolonização exemplar.

Mas esta noticia também me faz lembrar as frivolidades domésticas, o presumido medo que medra em Portugal. O medo, como acontece com as ilusões, é um problema que só resolve quem o sente - com "vontade", ou com a ajuda dum cão. Talvez que muitos medrosos devessem partir em missão para as metrópoles africanas de língua portuguesa, intervir na luta contra a miséria, escrever em blogues e tudo. Para ganharem coragem e ginasticar o carácter. Ganhavam todos e no fim até ganhava Portugal.

 

O congresso visto do sofá I

O congresso do PS resultou num soberbo espetáculo de marketing, tenho que admitir. José Sócrates apresentou-se em Espinho com um  discurso pragmático e duma agressividade extrema, formalmente muito bem engendrado, só comparável com o impressionante efeito visual dos cenários. A forma e o conteúdo sintetizados num fabuloso embrulho.

Resta saber qual o verdadeiro alcance dos elaboradíssimos sound bites, no país real. Desconfio que é curto, muito curto: para lá do descrédito generalizado que os políticos e a politica provocam aos portugueses, há que contar que hoje, mais do que nunca  as suas preocupações se centram na sobrevivência à crise. Estes factores quanto a mim delimitam dramaticamente os efeitos de todo este circo retórico.

De resto noutou-se o esforço titânico  de veicular o partido socialista à esquerda, com uma mensagem bélica e maniqueísta: a esquerda redentora e solidária, pressupondo uma direita perversa  e desumana.  Até parece que não temos sido governados maioritariamente por socialistas nos últimos anos!

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