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João Távora

Declaração de (des) interesse

 

O jogo de apuramento do 3º lugar do Mundial de Futebol não tem interesse algum, e desconfio que mais do que uma “consolação” representa uma cruel punição em que as duas equipas se arrastam num cruel confronto dos atletas com o seu fracasso e a sonhar com as férias.

Deixai dormir a rapaziada

 

Li algures há uns dias num jornal qualquer que um grupo de cientistas do sono descobriu que, da infância para a adolescência, o relógio biológico se atrasa na hora do despertar. Isto acontece e acentua-se justamente quando a rapaziada inicia o segundo ciclo escolar, por aí a fora com um horário mais exigente, madrugador, causa dum impiedoso jet lag crónico sem direito a isenção de taxa moderadora.

Eu, sem ser cientista nem nada que se pareça, atesto que os adolescentes simplesmente não gostam de acordar cedo, muito menos para cumprir obrigações, uma coisa desumana que não fui eu que inventei, garanto. E sei como a coisa se torna mais difícil depois duma noite de borga ou  nas férias do Verão. De resto parece-me que é de desconfiar daquele que acorde de madrugada sem ser por uma razão imperativa (um despertador ou pai ou mãe zelosos): ou está deprimido ou apaixonado, duas perturbações psicológicas por sinal bem frequentes nos adolescentes. Como se já não bastassem as borbulhas!

Enfim, não sei qual é a conclusão a retirar destas descobertas cientificas mas compraz-me que haja quem ande a estudar este tipo de fenómenos, na busca da Verdade e de soluções que nos facilitem a vida. Não sei em quê, mas isso é outra questão.

João Moutinho - conversa barata ao gosto da época estival (leitura a acompanhar com uma imperial bem gelada)

 

Sem querer branquear a responsabilidade da actual direcção sportinguista que no mínimo podemos apelidar de desastrada, parece-me que urge focar a questão João Moutinho sob outro prisma: o da sua reincidente deslealdade e o das teias dos empresários dos jogadores, uma máfia que há uns anos para cá vem tomando de assalto os clubes futebol.

Voltando às origens deste mimoso tema, torna-se-me hoje clara a ingenuidade do Sporting, induzida por uma tão arriscada quanto compulsiva política de austeridade, de querer construir uma equipa competitiva fundada na estabilidade e permanência dos seus activos da academia, ávidos de quimeras, riqueza e fama dos seus predecessores bem sucedidos. Mais ingénua foi a aposta num capitão de equipa com vinte anos, na pretensão de que algum sentimento mais elevado do que o nível da relva perpassaria na perversa cabecinha do zeloso e recatado atleta. São os piores: um ano depois, quando já Moutinho atingira o tecto salarial praticado na equipa, em vez de dar um soco no seleccionador chamou os jornalistas para dizer que queria sair do Sporting, supõe-se que por causa duma proposta de 15 milhões do Everton. O caldinho estava entornado, a notícia vendeu que nem cerveja em dia quente de Verão. (sai mais uma se faz favor!)

Tendo em conta este historial, o desfecho da novela só surpreende por ser tardio. Consta que desde então diversas aproximações entre as partes foram frustradas, e que o rapaz aconselhado sabe Deus por quem, queria sair a todo o custo. Quem rebobinar a época anterior, depressa constatará que tais intentos eram bem visíveis e essa falta de tenacidade perpassava a quase toda a equipa, com falta de renovação e concorrência interna. Eu próprio na actual conjuntura da indústria do futebol deixei de acreditar na receita da estabilidade do plantel, quando as diferenças de competitividade se jogam em minúsculos detalhes na preparação física, táctica e… motivacional. Mas a cor da camisola não conta nada, zero.

É assim que, perante estes factos, quer-me parecer que o negócio de onze milhões de euros e um defesa central de 1,90m não é mau de todo e que constitui uma jogada de alto risco de Pinto da Costa, tendo em conta o (mau) carácter do jogador - a ver se daqui a dois anos o menino caprichoso não dá às de Vila Diogo outra vez para… o Benfica! O único ganhador certo com este negócio foi um empresário chamado Pini Zahavi.

Bettencourt, o desajeitado presidente da direcção em quem sem alternativa credível me vi forçado a votar, depois de uma primeira época aziaga tem este ano uma decisiva prova de fogo: pela primeira vez é dele todo o desenho da estrutura do futebol, a planificação da pré-época, equipa técnica e plantel. Espero que os resultados sejam bons e visíveis em campo, que o Sporting dispute cada jogo com alma leonina. Faz-me falta essa ilusão e o entusiasmo do estádio ao fim de semana. De resto também é preciso sorte, que um bestial está à distância duma besta por uma bola na trave ou uma entorse num dedo do pé. Fazer disso julgamentos definitivos e conversa mole toda armada em rebuscada politiquice, é para mim um enorme tédio, um peditório pró qual não quero dar.

Alma até almeida e uma Imperial gelada por favor!

Uma Causa Nacional

 

Por mais que tal seja silenciado pelos grandes meios de comunicação do regime, suspeito que o sistema duma chefia de Estado monárquico constitucional atrai muitas mais simpatias em Portugal do que nos querem fazer crer. Para além daquelas elites e quadros que se escondem mais ou menos envergonhados nos diversos partidos e órgãos de poder da república, basta puxar a conversa na rua ou nas escolas, percorrer os mais influentes blogues e redes sociais para obter consciência de que a Causa Monárquica tem adesão e muitos simpatizantes. E aqui refiro-me a “simpatia” com o seu significado intrínseco e distinto de “militância”: para descanso dos mais empedernidos republicanos, a questão da chefia do Estado está longe de ser prioritária para a frágil classe média portuguesa, para quem são decisivas as contas da governança corrente de que depende a subsistência material duma família portuguesa.

De resto, como eu previ há algum tempo, desconfio que o que prevalecerá nas comemorações do Centenário da República por este País que se arrasta acabrunhado na História e no fundo de quase todas as tabelas de indicadores de bem-estar e progresso, é a brutalidade e infâmia do regime antidemocrático que sobreveio sujo de sangue em 1910, e que degenerou no regime de Salazar. O que sobrará destes festejos inusitados, é o reconhecimento e a divulgação duma outra bandeira que foi portuguesa e de liberdade.

Aqui chegados, acredito constituir o próximo dia 5 de Outubro, que está já aí na curva do calendário a seguir às férias, uma oportunidade ímpar na História para uma pacífica mas categórica mobilização de muitos portugueses monárquicos ou simples simpatizantes. Julgo que esta será uma ocasião preciosa para se prescindirem de divisões, comodismos ou egoísmos e sairmos à rua para restaurarmos o sonho de sermos Portugal. Não constando ainda nenhum programa ou acção para a efeméride que se aproxima, cabe à direcção nacional da Causa Real em consonância com as Reais Associações locais, assumirem com ambição o protagonismo que o calendário e a História este ano nos oferece de mão beijada. E cabe decididamente a todos os simpatizantes desvanecerem as suas dúvidas e hesitações e prepararem-se para assumirem o protagonismo que a ocasião exige.

No próximo dia 5 de Outubro a todos se nos exige a devolução da esperança ao futuro de Portugal. Onde seja, estaremos presentes.

Baby blog

O meu pequenito hoje de manhã depois de lavar a cara e as mãos, uma tarefa sempre delicada por causa dos olhos mas que acabou bem, ficou a brincar com a espuma que se juntava no fundo do lavatório. Pouco depois pegou num pedaço e informou-me que a levava para escola. Não sei como, entretanto esqueceu-se do capricho, graças a Deus.

Onde é que se escondem os liberais quando o país necessita deles?

 

Como afirma Sílvia Oliveira hoje no I os accionistas da Portugal Telecom já conheciam com que regras estavam no "mercado" e a posição de Sócrates que agora exibe ao povo uma posição patrioteira e de esquerda, como um precioso troféu.

Até ver a PT, mais propriamente a VIVO, é considerada uma empresa estratégica para os interesses soberanos da Nação, vá-se lá entender porquê. De resto, o que sobra desta palhaçada, é a coerência do Partido Comunista que sempre defendeu a suas nacionalizações, além da confirmação do indelével adn socialista do regime. Nem o CDS lhe escapa, caramba!

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