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João Távora

Os abutres a salivar

Na diminuição de 5,3% da receita fiscal nos dois primeiros meses deste ano face ao período homólogo do anterior, veja-se que que se regista uma quebra de 6,7 por  cento sobre o ISP e o IVA, que é o imposto mais importante em termos de receita teve 1,1 por cento nos primeiros dois meses do ano. De ressalvar que esta variação ainda não é afectada pelos aumentos das taxas em várias classes de produtos (a restauração, por exemplo), que só terá efeito  nas receitas do Estado a partir do segundo trimestre.

Os abutres que salivam pela pele de Victor Gaspar esquecem-se que um dos objectivos fundamentais para o ajustamento financeira do país passa uma redução substancial do deficit na balança de pagamentos, ou seja por uma redução substancial do consumo privado, que recai fundamentalmente em produtos importados.

Entretanto os mercados, começaram a recuperar a confiança na dívida portuguesa. Ontem, pelo quarto dia consecutivo, a pressão sobre os juros da dívida caiu, atingindo níveis de Novembro de 2010, cinco meses antes de Portugal recorrer ao FMI. Mas isso não interessa nada, pois não?

O espectáculo não pode parar

Quando hoje em pleno horário de trabalho eu descia o corredor lateral da Avenida da Liberdade, um pouco a baixo do Cinema S. Jorge  deparei-me com um engarrafamento e desvio do transito, por causa de umas aparatosas filmagens para cinema (presumo). É assim a Lisboa dos nossos dias, em que metade das fachadas estão ocas e se aguentam literalmente por arames: pouco mais do que um exótico cenário de cinema. 
Para o Rossio confluíam outros figurantes para outra encenação: o comício do Sr. Manuel Victor e seus capangas de emprego vitalício que não passará ao cinema mas alimentará os telejornais e as manchetes e editoriais de amanhã. O espectáculo não pode parar.