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João Távora

Redes sociais, dinâmica e meritocracia

Já não é a primeira vez que lemos ou ouvimos falar de “verdadeiros fenómenos” em popularidade nas redes sociais, seja no Twitter ou Facebook ou nos blogs. Tirando o caso dos famosos produzidos pelos meios de massas que depois capitalizam a sua celebridade nas redes, o sucesso na Internet é bastante democrático. Tendo em conta que nem toda a gente é dotada da mesma capacidade de gerir as ferramentas social media, ou seja, de construir uma coerente rede de relações quantitativa e qualitativamente boa, convém realçar que o suporte desse sucesso dependerá sempre da matéria-prima. Entende-se aqui “matéria-prima” como “conteúdo” ou “substância”; a qual, sem uma boa concepção, sem que reúna originalidade na ideia e pertinência na informação, em nada resultará. Isto corresponde a uma velha e incontornável máxima dos primórdios dos motores de busca web: “na Internet o conteúdo é rei”. Ou seja, na Internet, o seu sucesso depende maioritariamente do mérito, nunca de estatuto, e muito pouco da sua história. 

 

Texto editado, publicado originalmente aqui

Para não ser injusto com os "merceeiros"*

 

Comprova-se como Portugal é um País dominado por marçanos quando a promoção duma cadeia de supermercados é controvérsia para abertura de vários telejornais, debates televisivos e radiofónicos, com honra de inflamadas alocuções no parlamento da nação.

 

* são do melhor que temos, concorrem com os melhores da Europa.