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João Távora

O despertar da choldra

 

Mais estranho do que o teor da denúncia de Helena Roseta há dias na SIC notícias sobre uma alegada proposta do Secretário de Estado de Durão, Miguel Relvas, para um negócio de formação para arquitectos (de que ao tempo a vereadora era bastonária da respectiva ordem) na condição de a acção ser fornecida por uma empresa de Passos Coelho, é o facto da senhora só agora levantar a lebre. Mesmo tendo recusado o acordo, a omissão deste caso durante todos estes anos revelam a estranha naturalidade com que a classe política instalada lida com estas metodologias mafiosas.

Todos conhecemos os obscuros métodos e como se movem os vorazes interesses dentro dos partidos do arco do poder, matéria pouco edificante e que apesar de corroer o regime a partir do seu âmago, por imaturidade democrática não tem estatuto de escândalo. Manobras e negociatas que fariam corar os caciques dos partidos do rotativismo liberal. Estranhamente à arquitecta que tão ciosa da sua ética e independência usa sandálias e balandrau, o assunto demorou oito anos a causar sensação. Vá-se lá entender porquê...