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João Távora

De ressaca


Passadas as ondas de choque do anúncio de ontem pelo 1º ministro da reposição das medidas de austeridade chumbadas pelo Tribunal Constitucional no âmbito do compromisso de ajustamento financeiro, gostaria de reflectir aqui alguns pontos.
Segundo os especialistas a brutal desvalorização do valor do trabalho prenunciada (e agora reforçada), tendo em conta a competitividade da economia portuguesa é condição fundamental à nossa permanência no euro (acaso a moeda permaneça) .
A aposta numa redução da contribuição para a segurança social por parte das empresas como estimulo ao emprego é uma medida muito arriscada e como tal uma medida tão corajosa que roça a "loucura", e cujos resultados práticos apenas o tempo desvendará.
A fórmula de devolução de um mês de subsídio à função pública em duodécimos é um corajoso sinal dado à economia pelo principal empregado nacional, em favor duma gestão mais racional de tesouraria.
Finalmente o pior dos sinais ou tendência que ontem se vê confirmada: como refere aqui José Mendonça da Cruz, o facto é que as grandes reformas do Estado, das suas empresas e parcerias continuam por fazer. O voraz Estadão socialista e suas clientelas continua incólume.