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João Távora

Repensar o Natal?

A pretensão de Graça Freitas, Marcelo e outros fanáticos sanitários de impedir as "bolhas familiares", proibir o convívio dos jovens, e a socialização de adultos saudáveis por um prazo ilimitado, revela uma delirante falta de realismo e, direi mesmo, de humanidade. É uma vez mais a velha e perigosa tentação da reeducação do Ser Humano que só pode dar maus resultados, pois o pessoal é manso mas o pavio acaba. Um país não é um hospital e as cidades não são enfermarias governadas por zelosos médicos. Isto ainda vai acabar mal, e não será por causa do Coronavírus.

PS.: E agora sobre a eficácia das sacrossantas medidas sanitárias que o Henrique fala aqui: é interessante perceber a incidência não só sazonal (deixou-se de usar máscara a partir do final de Setembro?) mas geográfica do Vírus. São todos uns badalhocos no planalto central de Madrid em Marselha e na Polónia onde os casos por estes dias crescem especialmente?

O contexto

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Toda a gente que tenha nascido antes do ano 2000 sabe que o “contexto” de um governo (chamado) de direita, quase sempre na sequência duma falência, degrada-se em menos tempo que o da legislatura, chega ao fim nas lonas - não há medida que não resulte em escândalo no ruidoso coro da maioria sociológica de esquerda que domina regime por dentro e por fora, a comunicação social, as corporações e sindicatos, as grandoladas e demais activismos, cujas agendas se sustentam dum país pobre e subjugado. A direita no poder passa a ser fascista, não há contemplações, é intruso a enxotar.

Já o “contexto” de um governo "progressista", com a conivência dessa maioria sociológica dominante, é genericamente manso e acrítico – pobres mas conformados. Isso permite aos socialistas a consolidação do controlo do Estado com que se confundem, minar qualquer réstia de escrutínio e entrave à sua captura, tornando a democracia mera letra morta. Isto tudo por um prato de lentilhas ou bacalhau a pataco. Temos aquilo que merecemos, e no topo, como uma cereja, essa coisa inútil do presidente da república.

Os manos

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Nós somos os cinco filhos dos XXI marqueses de Abrantes - o pai Luís e a mãe Maria João. Em comum temos, além da amizade, uma história antiga e uma capacidade enorme de sobrevivência. Deus nos proteja.

Da infantilidade

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As notícias desta manhã sobre a contaminação de Trump relevam quase todas a ironia da sua suposta "desvalorização" do vírus – como se o facto se tratasse de justiça poética. Como se a afirmação de que "não podemos voltar a confinar"  (uma "desvalorização" com a qual concordo) implique algum tipo imunidade viral a... António Costa.

Pela minha parte parece-me um pouco infantil mas compreendo que para muitos seja consolador viver num mundo a preto e branco, sempre com um bode expiatório à mão para se sentirem bonzinhos. Mais grave é que isso aconteça com jornalistas (alguém os convença de que os nossos noticiários não chegam ao eleitorado americano).