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João Távora

Caro João Villalobos:

Foi com muito gosto e com emoção que comparecemos na festa de anteontem, na Casa Fernando Pessoa, ali a Campo d’ Ourique, pró lançamento do teu pequeno livro de poemas. Não sei se reparaste que durante aquela noite morna não tocavas com os sapatos no chão: planavas. É com certeza salutar um banho de amigos assim. A casa estava cheia, e eu até tive de ouvir a apresentação lá do alto das escadas, por detrás de uns quantos ombros anónimos. Pareceu-me aliás que por lá formigavam uns quantos... talvez não como os das nossas caixas de comentários, mas daqueles que se encontram na bicha do trânsito ou nas vernissages. De resto, pelo que me foi dado observar, todos compraram o teu livro, que é uma coisa própria para os bons anónimos fazerem - fica já aqui o repto.
Depois tiveste ali, incondicional e veneradora, toda a trupe corta-fiteira, à parte do Francisco que anda lá por fora a lutar p’la vida. E olha que notava-se bem como as donzelas do nosso blogue não andam de autocarro... Enfim, todos boa gente, não te deixamos ficar mal, deves ter reparado: integramo-nos bem, não partimos muita loiça, não dissemos mal do Sócrates assim muito alto. Enfim até demos algum ambiente à coisa; o Francisco José Viegas, bom anfitrião, deve ter ficado aliviado.
Mas olha João, que foi ainda na sexta-feira à noite que me deliciei com alguns dos teus poemas. Uns eram apenas umas curtas frases encantadas, de amor ou não; nalguns notava-se-lhes até umas nesgas de carne viva; coisa boa, vinda dum poeta.
Um abraço, parabéns e até sempre!

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