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João Távora

Uma cobardia sem idade

Foi com espanto e choque que recentemente a minha mulher e eu testemunhámos uma cena de violência ente um casal de jovens adolescentes, enquanto tomávamos um café junto à estação de S. João do Estoril. Consta que é vulgar na urbana "movida" juvenil (equivocas conquistas da propalada “igualdade de géneros"?), mas a cena pareceu-nos macabra: na plataforma da estação e perante a passividade do restante grupo de teenagers , um dos  jovens, aplicava continuamente umas valentes murraças na rapariga, que humilhada, se encolhia e gritava de dor mas sem fugir. De notar que o pequeno bando em nada aparentava constituir-se por marginalizados ou por miúdos "socialmente desprotegidos". A minha distância do grupo era grande, para mais separado pelas linhas dos comboios, o que me deixou impotente perante o acontecimento. Entretanto os jovens desapareceram numa das carruagens em direcção a Lisboa, provavelmente para uma boa noitada de radicais e emocionantes sensações... de valentia.

Dá que pensar como, apesar das campanhas, dos alertas e das denúncias divulgados na comunicação social, estas cobardes aberrações se perpetuam impunemente nas novas gerações. Supostamente civilizadas e educadas...  pela escolaridade obrigatória e pelos media.

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