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João Távora

A grande rivalidade, sempre


Soares Franco, presidente do Sporting Clube de Portugal, deu ontem o pontapé de saída para uma campanha (há muito adiada) de angariação de novos sócios. O discurso, do ponto de vista da comunicação, está próximo da perfeição, ao pretender  atiçar a velha rivalidade com os vizinhos da outra margem, como motivação base para os fins previstos: se “eles” que são seis milhões alcançaram os 150.000, “nós conseguimos melhor”. Desta vez a grande provocação é direccionada para o interior do universo leonino: o Sporting tem que conseguir melhor “do que eles”. E “eles”, têm aqui um papel fundamental. A grande rivalidade Sporting vs Benfica é um precioso património cultural válido para os dois grandes clubes de Lisboa. A rivalidade acirrada (de forma saudável), promove o jogo conferindo-lhe acrescida emoção e paixão, coisa sem a qual  não há arte ou beleza que valham ao futebol. Um pouco como acontece a tudo na vida.


A estratégia é pois de tornar o desafio da angariação de novos sócios, num despique, num jogo também a disputar com os velhos rivais. O problema com que Soares Franco e a sua equipa de marketing se deparam, e cuja solução não depende deles no imediato, são os resultados desportivos da equipa de futebol profissional. Estes podem comprometer definitivamente a melhor campanha do mundo. Lançar esta acção de marketing, após uma miserável derrota sofrida em Setúbal, mesmo precedendo as emoções de derby de Domingo, pode resultar num rotundo fracasso, uma completa falsa partida. Não valia mais esperar pelo próximo fim de semana? Talvez não, pois há que contar com as contingências dum espectáculo cujo fascínio se fundamenta na imprevisibilidade: um verdadeiro jogo.

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