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João Távora

Sair de nós

Devíamos olhar melhor para as crianças pequenas, para nos entendermos a nós próprios. Habituados a racionalizar os sentimentos, a mascarar os seus efeitos, quantas vezes corremos o risco de perdermos o norte dentro de nós?

Quando o minorca cá da casa, entalou a mãozinha e se magoou, quando desata num pranto traído pelo irmão que sai de casa à sua vida, logo alguém lhe acorre em socorro, injectando um pouco de clareza e harmonia naquela cabecinha simples: uma escapadela à ensolarada  varanda a ver os pardais a chilrear ou uma cantilena de embalar é remédio santo.

Que Deus nos ajude a saber sempre digerir as nossas mazelas e sombras interiores, a desvendarmos as nossas janelas, os pequenos milagres da vida mesmo ali na rua soalheira. E que jamais a boa música nos deixe de tocar o coração.

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