Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

João Távora

Nostalgia, cada um tem a que merece...




Revejo-me na comoção da visita presidencial a Moçambique. A minha mulher, como a grande maioria das portuguesas, também se chama Maria, e casualmente acompanha-me em incursões saudosistas na Lisboa em que cresci. Do Estoril onde vivo hoje ao cenário dos meus tempos de menino é apenas um pequeno salto.  Pelo Bairro Alto ou na Avenida da Liberdade, por Picoas ou em Santos o Velho, de Santa Marta à rua da Palma, os cheiros e as imagens ainda nos reavivam memórias e sensações passadas. Mas cedo ficamos chocados com a deprimente destruição que grassa por meia cidade: entremeado com sofisticados centros comerciais e prédios de escritórios, deparamos com o entulho borrado de graffiti,  janelas e portas entaipadas, quarteirões em escombros e paredes periclitantes. Um quadro dantesco de uma cidade arruinada, devoluta e inviável.

10 comentários

Comentar post