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João Távora

Sem alternativa, nem responsabilidade

Quando o grupo de reflexão Alternativa e Responsabilidade se preparava para disputar as eleições para a distrital de Lisboa do CDS, eis que a respectiva Assembleia decidiu, num primário atropelo às mais elementares regras de lealdade institucional, antecipar as eleições em cerca de mês e meio relativamente à data em que o respectivo mandato termina. Esta atitude persecutória e antidemocrática inviabiliza o voto de novos militantes, posicionando-se o partido numa atitude de total  rejeição à perscruta da Sociedade Civil.


Consolida-se assim o cariz fulanista do partido de Paulo Portas: desgarrado dos valores e ideais da sua fundação, utilizado como se de uma marca (cada vez mais denegrida) se tratasse, o aparelho esgadelha-se em prol do projecto pessoal do seu dono. É assim que, num delírio cego e num total desprezo pela implacável realidade (o evidente descrédito de parte dos seus actuais protagonistas), o CDS se abalança para o abismo de um resultado eleitoral que já se prevê humilhante (à semelhança do que aconteceu com os mais recentes resultados eleitorais)... com  trágicas incidências no panorama do desemprego qualificado.

Esperamos que então não seja tarde demais para devolver o partido às pessoas e ao serviço de Portugal.

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Caricatura por Paulo Buchinho, com a devida vénia, daqui

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