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João Távora

As coisas são o que são


 


O país, a banhos entre churrascos e carreirinhas na praia, está indignado com falta de resultados da comitiva olímpica nacional nos jogos de Pequim. Os nossos frustrados atletas, a maior parte deles devotos carolas que investiram as suas poupanças para a jornada das suas vidas, desdobram-se em patéticos lamentos, justificações e amuos. O espectáculo é deprimente, amplificado pela canícula estival, pela falta de futebol e de contratações do Benfica nos últimos três dias.


De resto não percebo como é que se pode exigir a um país onde a educação para o desporto é paupérrima e que não possui uma estratégia de longo prazo para nada, glórias desportivas semelhantes às dos povos mais desenvolvidos. Neste estado de coisas, tal sucesso quando acontece, deveria ser sempre interpretado apenas como uma feliz coincidência.

Do suposto progresso, contentemo-nos com os assaltos televisionados em directo, reféns, roubos de carrinhas celulares e extorsões de automóveis pronunciadas em inglês, coisa que dá um irresistível toque de modernidade.

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